S52.1 — Fratura da extremidade superior do rádio

  • fratura do colo radial
  • fratura do rádio proximal
  • fratura da cabeça ou colo do rádio

O CID S52.1 designa fratura localizada na extremidade superior (proximal) do rádio, excluindo lesões do corpo do rádio e fraturas da extremidade distal do rádio (S52.5). Aparece após trauma direto ou indireto no cotovelo ou antebraço, com dor localizada, inchaço e perda de mobilidade. Não inclui luxações isoladas do cotovelo, fraturas do úmero ou lesões da articulação rádio-ulnar distal. Serve para codificar a fratura proximal do rádio identificada por exame de imagem e descrita no laudo clínico ou radiológico. Este código é usado tanto no atendimento agudo quanto em registros de acompanhamento quando a fratura proximal do rádio é o diagnóstico principal.


Em palavras simples

Receber o código CID S52.1 significa que o raio (o osso do antebraço mais próximo ao cotovelo) quebrou na parte superior, perto do cotovelo. É uma descrição formal do diagnóstico: fratura da extremidade superior do rádio. Não descreve lesões no punho nem na ulna; fala especificamente da porção do rádio junto ao cotovelo.

Você provavelmente sentiu dor imediata no cotovelo ou antebraço logo após a queda ou impacto, com inchaço e dificuldade para mover o braço, principalmente ao tentar girar a mão (supinação ou pronação). Pode haver hematoma (mancha roxa) e sensibilidade ao tocar o local. Em alguns casos a região pode parecer deformada.

A gravidade varia: muitas fraturas pouco deslocadas tratam‑se sem cirurgia e melhoram em semanas a meses; fraturas muito deslocadas ou que atingem a superfície da articulação podem exigir cirurgia e reabilitação mais longa. A chance de “pegar” (consolidar) é alta quando acompanhada corretamente, mas o tempo até recuperar totalmente a função depende da idade, da gravidade e de lesões associadas.

O caminho comum inclui radiografia para confirmar a fratura e, se necessário, tomografia para ver detalhes. Dependendo do resultado, o médico pode optar por imobilização inicial e acompanhamento ambulatorial ou encaminhamento para cirurgia. Retornos são feitos para checar consolidação e mobilidade; fisioterapia frequentemente faz parte da recuperação para recuperar movimento e força.

Em casa, observar controle da dor com medicação prescrita e medidas locais (descanso, gelo sob orientação), manter o membro elevado para reduzir inchaço e evitar manipular a imobilização. Procurar ajuda sem esperar se a dor piorar muito, se a mão ficar dormente, fria, sem cor normal ou sem pulso, se houver sangramento que não estanca ou se a deformidade aumentar. Essas situações podem indicar complicações que exigem avaliação imediata.

Conserve laudos, radiografias e relatórios médicos. Eles serão úteis em consultas de retorno, na justificativa de atestados e, se necessário, em perícias trabalhistas ou de plano de saúde. Pergunte ao seu médico ou equipe sobre o plano esperado de retorno às atividades e sobre sinais específicos para voltar ao atendimento.

Quando usar este código

Usa-se este código quando a avaliação clínica e exames de imagem confirmam fratura na porção proximal do rádio (cabeça ou colo), sem predominância de lesão concomitante que justifique outro código principal. Não se usa para fraturas do terço médio do rádio, fraturas distais do rádio (S52.5) ou para lesões exclusivamente do úmero ou da ulna.

Não confunda com

S52.5 — Fratura da extremidade distal do rádio: este código refere-se a fraturas na região distal (próxima ao punho). O critério que separa é local anatômico; fratura proximal do rádio é S52.1, fratura ao nível do punho é S52.5.

S52.2 — Fratura do corpo do rádio: usado quando a linha de fratura cruza o terço médio/diáfise do rádio. O critério é a localização da linha de fratura no corpo (diáfise) versus extremidade proximal.

S52.6 — Fraturas da extremidade proximal da ulna ou do processo coronóide: estas acometem a ulna, não o rádio; o critério separador é o osso afetado identificado no exame de imagem ou laudo.

O que é

Fratura da extremidade superior do rádio refere-se à quebra do osso rádio perto do cotovelo, envolvendo a cabeça ou o colo radial. Geralmente resulta de trauma direto sobre o cotovelo ou queda com o braço estendido, e pode ocorrer isoladamente ou associada a outras lesões articulares.

Clinicamente manifesta-se com dor intensa localizada na região lateral do cotovelo ou no antebraço proximal, inchaço, sensibilidade à palpação, limitação da rotação do antebraço (supinação/pronação) e, por vezes, deformidade visível. Pode afetar adultos jovens após trauma de alta energia e idosos em quedas de baixa energia, especialmente se houver fragilidade óssea.

Sintomas

Dor localizada na região lateral do cotovelo e na articulação rádio-ulnar proximal, presente desde o momento do trauma. Inchaço e equimose ao redor do cotovelo que aparecem cedo. Limitação da movimentação, especialmente rotação do antebraço (dificuldade para girar a mão). Sensação de instabilidade ou crepitação ao movimento pode indicar fratura móvel ou deslocada.

Sinais de agravamento incluem aumento progressivo da dor não aliviada por medidas básicas, dormência ou formigamento na mão ou dedos (sugestivo de lesão neurovascular associada), perda franca da perfusão distal ou deformidade crescente, o que sugere fratura deslocada, fratura exposta ou lesão vascular/neurológica.

Causas

O mecanismo mais comum é trauma direto ou indireto: queda sobre a mão com o cotovelo estendido ou impacto direto no cotovelo. Em ambientes brasileiros a causa frequente é queda de altura baixa em idosos ou trauma por acidente de trânsito e esportes em adultos jovens. Osteoporose e fragilidade óssea aumentam a predisposição a fraturas em idosos após traumas de baixa energia.

Mecanismos less comuns incluem forças rotacionais que geram fratura no colo radial, e traumas de alta energia que provocam fraturas multifragmentares associadas a lesões ligamentares e articulares no cotovelo.

Como é diagnosticado

O diagnóstico deste código baseia-se na correlação entre história de trauma, exame físico focalizado no cotovelo e confirmação por imagem. Radiografia simple vista (incidências anteroposterior, lateral e oblíquas) geralmente identifica a fratura e sua topografia na extremidade proximal. Tomografia computadorizada pode ser necessária para definir fragmentação, deslocamento articular e planejamento cirúrgico quando as radiografias forem inconclusivas.

Laudo radiológico que descreva fratura da cabeça ou colo do rádio e registro clínico do achado são o que sustentam a codificação para S52.1; se o laudo localiza a fratura em outra porção do rádio, deve-se usar o código correspondente.

Como costuma ser tratado

O tratamento depende do deslocamento, estabilidade articular e lesões associadas. Fraturas estáveis e pouco deslocadas costumam ser tratadas de forma conservadora com imobilização e acompanhamento; fraturas deslocadas, instáveis ou com fragmentação intra-articular podem necessitar de redução fechada ou cirurgia para restauração anatômica e função. A reabilitação funcional é parte integrante da recuperação para recuperar amplitude de movimento e força.

Classes de medicamentos

Para controle da dor e inflamação no período inicial são usados analgésicos e anti-inflamatórios prescritos conforme avaliação clínica; em casos com suspeita de lesão aberta ou risco de infecção, antibióticos podem ser indicados segundo protocolo assistencial. Antitrombóticos podem ser considerados por risco individual em imobilização prolongada segundo avaliação profissional.

Quando procurar ajuda

Procurar atendimento imediato se houver fratura exposta, sangramento contínuo, perda de sensibilidade na mão ou dedos, palidez, frio ou ausência de pulso distal, ou dor progressiva intensa que não cede com medidas iniciais. Buscar avaliação urgente também se houver aumento rápido do inchaço, deformidade evidente ou sinais de infeção na pele sobre a fratura.

Uso em atestado

Atestados e relatórios devem descrever local anatômico (extremidade superior do rádio), mecanismo do trauma, exames que sustentam o diagnóstico e restrições funcionais objetivas; a indicação de afastamento ou limitações deve ser justificada por achados clínicos e evoluções documentadas. Para perícias, incluir data do evento, imagem que confirma a fratura e registro das intervenções realizadas.

Perguntas frequentes sobre S52.1

O que exatamente significa o código CID S52.1?

Indica fratura da extremidade superior do rádio, ou seja, quebra do osso rádio próxima ao cotovelo, confirmada por exame de imagem e descrita no laudo clínico.

Preciso de cirurgia sempre que recebo esse código?

Nem sempre; a necessidade de cirurgia depende do deslocamento, da estabilidade articular e de lesões associadas. A decisão é tomada com base em exame e imagens.

Quanto tempo costuma durar a recuperação?

Depende da gravidade e da idade; fraturas estáveis podem consolidar em semanas, mas recuperação completa de movimento e força pode levar meses e envolver fisioterapia.

Posso trabalhar com esse diagnóstico? Preciso de atestado?

A possibilidade de trabalho depende da função exigida e da recomendação clínica; atestados devem descrever limitações funcionais e justificativa clínica para afastamento.

Qual a diferença entre S52.1 e S52.5?

S52.1 é fratura da extremidade proximal do rádio (próxima ao cotovelo); S52.5 é fratura da extremidade distal do rádio (próxima ao punho). A separação é anatômica, baseada no local da fratura nas imagens.

Leve estas perguntas

O que perguntar ao seu médico (6)
  • Houve deslocamento ou incongruência articular que sugira necessidade de redução ou osteossíntese?
  • Qual a extensão da articulação rádio-capitular e rádio-ulnar proximal comprometida pela fratura?
  • Existe lesão ligamentar ou da cabeça do rádio que justifique tomografia para planejamento cirúrgico?
  • Há sinais clínicos de comprometimento neurovascular distal que requeiram avaliação adicional?
  • Qual é a posição e estabilidade do fragmento na radiografia dinâmica ou após tentativa de redução?
  • A fratura é isolada ou faz parte de uma lesão complexa do cotovelo (por exemplo, luxação associada)?
O que perguntar ao seu advogado (4)
  • Qual é a duração provável de afastamento funcional documentada para esta fratura e como comprová‑la em perícia?
  • Em caso de acidente de trabalho, como o laudo com CID S52.1 deve constar para caracterizar nexo causal?
  • Quais documentos e exames comprovam sequela funcional permanente passível de indenização?
  • Como registrar limitações específicas (rotação do antebraço, força de preensão) para uso em processo trabalhista ou previdenciário?
O que perguntar ao seu plano de saúde (4)
  • O plano exige autorização prévia para exames de imagem avançados (TC) no contexto de fratura proximal do rádio?
  • Quais procedimentos cirúrgicos relacionados a S52.1 precisam de prévia autorização pela operadora?
  • O plano costuma requerer a apresentação de laudos radiológicos com descrição da localização da fratura ao avaliar cobertura de procedimento?
  • Há limites de tempo ou carência aplicáveis para cobertura de tratamentos específicos após fratura?

Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.

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