S50-S59 — Traumatismos do cotovelo e do antebraço

  • Traumatismos do cotovelo e antebraço
  • Lesões do cotovelo e antebraço
  • Lesões traumáticas do membro superior (cotovelo/antebraço)

Este bloco reúne lesões traumáticas localizadas no cotovelo e no antebraço: contusões, entorses/subluxações, luxações, fraturas, ferimentos com e sem instrumentos cortantes e outras consequências imediatas de trauma. Entre os códigos mais procurados estão fraturas específicas do olécrano, cabeça do rádio e diáfise do rádio/úlna, luxações do cotovelo e ferimentos perfuro-contusos. Serve como agrupamento inicial para chegar ao código de detalhe que descreve o tipo e a localização precisos da lesão.


Quando usar este código

Usa-se este bloco quando o local primário do trauma é o cotovelo ou o antebraço e ainda não se distinguiu (ou não se documentou) o tipo exato de lesão; a codificação final exige descer ao código específico que identifica fratura, luxação, ferimento ou contusão e a localização anatômica precisa.

Não confunda com

S40-S49 (Traumatismos do ombro e do braço): distingue-se por nível anatômico — se a lesão afeta a região proximal do braço/ombro em vez do cotovelo/antebraço, usar S40-S49.

S60-S69 (Traumatismos do punho e da mão): separa-se quando o traumatismo envolve estruturas distais ao punho ou a mão; escolha S60-S69 se a lesão principal for no punho/mão.

T00-T07 (Traumatismos envolvendo múltiplas regiões do corpo): quando há lesões simultâneas em várias regiões com gravidade comparável, codifica-se múltiplos sítios ou recorre a T00-T07 conforme regras de codificação.

O que este grupo reúne

Reúne traumas agudos que têm como sítio primário o cotovelo e o antebraço. O critério de agrupamento é anatômico: qualquer lesão decorrente de força externa que acometa ossos, articulações, músculos, tendões, nervos ou pele nessa região entra no bloco, independentemente do mecanismo.

Queixas que levam a este capítulo

Queixas que levam a este bloco incluem dor localizada no cotovelo ou antebraço, deformidade visível, incapacidade de mover o cotovelo/antebraço, inchaço, hematoma, sangramento em ferimentos abertos e perda de função da mão por lesão proximal.

Mecanismos em comum

Mecanismos comuns são queda sobre o membro superior, trauma direto (impacto ou esmagamento), torção violenta (causando entorse ou luxação) e ferimentos por corte ou perfuração; muitos casos resultam de acidentes domésticos, quedas de bicicleta, esportes de contato ou acidentes de trânsito.

Como se define o código

O código específico depende da documentação do diagnóstico: exame físico que localiza a lesão e exames de imagem que confirmam fraturas, luxações ou lesões de tecidos moles. Na prática a separação entre fratura, luxação, contusão e ferimento dita a subcategoria.

Como o cuidado se organiza

O manejo varia conforme a gravidade: muitos casos são atendidos em ambulatório de emergência com imobilização e acompanhamento; fraturas deslocadas, luxações irreduzíveis ou ferimentos complexos exigem intervenção ortopédica e internação. Serviços de urgência e ortopedia do SUS cobrem a maior parte do fluxo; reabilitação e fisioterapia são comuns no seguimento.

Classes de medicamentos

Classes usadas incluem analgésicos e anti-inflamatórios para controle da dor e inflamação; antibióticos de amplo espectro para ferimentos abertos com contaminação; e agentes anticoagulantes conforme risco tromboembólico. A escolha entre classes depende da natureza da lesão (fechada vs aberta), presença de infecção e risco individual.

Sinais de alarme do grupo

Procure atendimento urgente se houver deformidade evidente, perda da perfusão ou sensibilidade distal (mãos frias, formigamento, palidez), sangramento ativo, exposição óssea em ferimento aberto ou incapacidade completa de movimentar a articulação.

Uso em atestado

Em atestados registre local e diagnóstico detalhado (ex.: fratura do olécrano, luxação do cotovelo). Não há notificação compulsória geral para traumatismos; omissão do CID a pedido do paciente é possível, mas a perícia costuma exigir documentação clínica e exames para justificar afastamento.

Perguntas frequentes sobre S50-S59

Quando usar S50-S59 e quando devo detalhar mais com S52 ou S53?

Use S50-S59 para agrupar lesões do cotovelo/antebraço inicialmente; desça a S52 para fraturas do antebraço ou S53 para entorses e lesões de articulação quando o diagnóstico anatômico e topográfico estiver documentado.

Se o paciente tem ferimento aberto com exposição óssea, qual bloco é mais adequado, S50-S59 ou outro?

Ferimento aberto do cotovelo/antebraço entra em S50-S59 com código específico para ferimentos; confirme com imagem e descrição cirúrgica se houver comprometimento ósseo para codificar fratura associada.

Para atestado e afastamento por fratura do rádio, que documentação a perícia costuma exigir?

A perícia costuma exigir radiografias que comprovem a fratura, registro clínico com local e tipo da lesão e relatórios de procedimento quando houver cirurgia, além dos atestados com CID e tempo estimado de incapacidade.

Como distinguir S50-S59 de T00-T07 em pacientes com múltiplas lesões?

Use S50-S59 quando a lesão predominante ou isolada for no cotovelo/antebraço; recorra a T00-T07 quando houver múltiplas regiões com lesões significativas e equivalentes que impeçam atribuir um único sítio primário.

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