S68.1 — Amputação traumática de um outro dedo apenas (completa) (parcial)

  • amputação de dedo (traumática)
  • amputamento parcial de dedo
  • seção traumática de dedo (mão)

O CID S68.1 designa amputação traumática de um outro dedo apenas, completa ou parcial, excluindo o polegar e lesões no nível do punho. Corresponde à perda total ou parcial da continuidade anatômica de um dedo da mão por trauma agudo, como corte, esmagamento ou laceração. Aparece no contexto de acidentes domésticos, de trabalho ou de trânsito, e inclui tanto amputações limpas quanto fraturas com rotura tecidual. Não inclui amputação do polegar (S68.0), amputações múltiplas de dedos (S68.2) nem lesões somente de tendões, nervos ou vasos sem perda de tecido digital. A codificação deve refletir o caractere completo ou parcial e se há reimplante ou corpo amputado disponível.


Em palavras simples

Este código, CID S68.1, significa que você sofreu uma amputação traumática de um dedo da mão que não é o polegar. Em linguagem simples, parte ou todo o dedo foi separado do resto da mão por um acidente. O registro especifica se a perda foi parcial (só uma porção do dedo) ou completa (o dedo foi separado por inteiro).

Pelas primeiras horas e dias você provavelmente sentirá dor intensa no local, sangramento que exige curativo e sensibilidade aumentada ou, ao contrário, dormência se houver lesão nervosa. A aparência da mão muda: pode haver deformidade, exposição do osso e inchaço; também há limitação imediata da função daquele dedo para agarrar e manipular objetos.

Quanto à gravidade, a condição é séria localmente, especialmente se houver muito sangramento ou risco de infecção, mas não é uma doença que “pega”. A possibilidade de recuperar o dedo depende do tipo de lesão (corte limpo versus esmagamento), do tempo desde o acidente e se o segmento amputado foi preservado de forma adequada; esses fatores influenciam a opção por reimplante. O tempo de recuperação varia muito: há cuidados no pronto-socorro, possível cirurgia e depois reabilitação que pode durar semanas a meses.

Normalmente o próximo passo são exames e documentação: radiografia do dedo e da mão, registro fotográfico e avaliação cirúrgica para decidir sobre reimplante ou tratamento definitivo. Você receberá curativos, orientação para evitar infecção e, possivelmente, encaminhamento para fisioterapia e avaliação para prótese ou adaptações. A emissão de atestado e documentação do acidente também costuma ser parte do processo.

Em casa, observe sinais de infecção como aumento da dor, vermelhidão que avança, secreção com mau cheiro, febre ou sangramento que não cessa com compressão. Procure socorro imediatamente se houver sangramento intenso, sinais de choque (palidez, sudorese, tontura) ou sintomas sistemáticos. Guarde qualquer fragmento do dedo em embalagem limpa e fria, sem colocá-lo diretamente em água ou gelo, e leve ao serviço de saúde quando for indicado.

Converse com a equipe médica sobre registros, laudos e orientações para reabilitação. A readaptação das atividades e o retorno ao trabalho dependem do tipo de função que você exercia e da evolução clínica; por isso, a documentação clara do acidente e do tratamento é importante.

Quando usar este código

Usa-se este código quando houve perda traumática de um dedo da mão que não seja o polegar, seja total ou parcial, confirmada no atendimento inicial ou em relatório cirúrgico. Deve ser empregado quando a documentação descreve amputação digital isolada em um único dedo e quando não há indicação de lesões adicionais ao nível do punho ou múltiplos dedos. Se houver reimplante, enxerto ou complicações que mudem a situação anatômica, a codificação pode exigir complementos ou códigos associados.

Não confunda com

S68.0 — Amputação traumática do polegar: separar quando o dedo afetado for o polegar; S68.1 não se aplica ao polegar.

S68.2 — Amputação traumática de dois ou mais dedos: S68.2 é usado se há amputação de múltiplos dedos; S68.1 é apenas para um outro dedo isolado.

S68.8 — Outras amputações traumáticas da mão: usar S68.8 se a descrição não corresponder especificamente a um único dedo isolado ou envolver padrões atípicos não cobertos por S68.1.

O que é

Amputação traumática de um outro dedo é a perda parcial ou total de um dedo da mão (exceto o polegar) causada por um evento agudo. A lesão pode ser por corte nítido, esmagamento, arrancamento ou avulsão, levando à interrupção dos tecidos — pele, tendões, vasos, nervos e osso — em diferentes níveis do dedo.

Manifestação imediata inclui dor intensa, sangramento e deformidade visível; pode ocorrer exposição óssea, perda do segmento distal e presença do fragmento amputado. Afeta pessoas em idades e contextos variados, mas é frequente em acidentes domésticos com facas, ferramentas elétricas, em ambiente de trabalho manual e em acidentes envolvendo portas, máquinas ou veículos.

Sintomas

Os sinais imediatos são dor severa, sangramento visível, deformidade do dedo e perda de tecido. Hemorragia contínua, exposição óssea, presença do segmento amputado e incapacidade de mobilizar o dedo são achados iniciais. Sinais que indicam agravamento incluem sangramento difícil de controlar, dor progressiva intensa apesar de analgesia, sinais de choque hipovolêmico, e evidência de lesão extensa de partes moles ou isquemia do restante da mão.

Causas

Mecanismo habitual é trauma cortante ou esmagamento: facas, serras, guilhotinas, ferramentas rotativas e máquinas industriais são causas comuns no Brasil. Porta, armário ou objeto pesado que prensam o dedo podem causar arrancamento parcial. Acidentes de trânsito e queda com impacto também produzem amputações digitais. O padrão da lesão (limpa versus esmagamento) influencia a possibilidade de reimplante e o risco de infecção.

Como é diagnosticado

O diagnóstico baseia-se em inspeção clínica e documentação no prontuário do ato de perda parcial ou total do dedo. Para codificar S68.1 é preciso descrever qual dedo (não polegar), se a amputação é completa ou parcial, nível anatômico aproximado e existência de corpo amputado. Exames complementares que sustentam a codificação incluem fotografias médico-legais, relatório cirúrgico, radiografia do dedo e registro do atendimento de emergência. Se houver reimplantação, documentação operatória e evolução constam como complementos, mas o código primário continua a refletir a amputação traumática inicial.

Como costuma ser tratado

O manejo imediato inclui controle de hemorragia e avaliação para possibilidade de reimplante ou reconstrução, com limpeza, cobertura estéril e encaminhamento cirúrgico. A decisão por reimplante depende do tipo de lesão, tempo desde a amputação, estado do segmento amputado e recursos locais. Em casos não reimplantáveis, o tratamento tende à desbridamento, sutura, cuidados para cicatrização e reabilitação funcional com fisioterapia e adaptação de atividades.

Classes de medicamentos

Classes medicamentosas empregadas no período inicial incluem analgésicos para controle da dor, antibióticos profiláticos para reduzir risco de infecção de feridas contaminadas e tetanus toxóide conforme histórico vacinal. Em ambiente hospitalar, podem ser usados antiinflamatórios e agentes para suporte hemodinâmico se houver perda sanguínea significativa.

Quando procurar ajuda

Procurar atendimento imediato em serviço de emergência sempre que houver amputação parcial ou total de dedo, sangramento que não estanca com compressão simples, presença de tecido exposto, ou se o segmento amputado estiver disponível para possível reimplante. Busca rápida é essencial quando há chance de reimplantação, pois o tempo e o acondicionamento do segmento influenciam o resultado.

Uso em atestado

Relatórios e atestados devem descrever claramente o dedo afetado, a natureza completa ou parcial da amputação, data e hora do trauma, procedimentos realizados e plano de acompanhamento. Para perícias, anexar relatório cirúrgico, imagens e documentação da incapacidade funcional temporária ou permanente.

Perguntas frequentes sobre S68.1

O que exatamente significa receber o código CID S68.1?

Significa que houve amputação traumática de um dedo da mão (não o polegar), parcial ou completa; o código registra a natureza do evento para documentação clínica e administrativo-pericial.

Preciso me preocupar com infecção depois de uma amputação digital?

Sim, infecção é um risco. Sinais como piora da dor, vermelhidão crescente, pus, febre ou perda de resposta ao tratamento exigem avaliação médica imediata.

Esse código indica que terei direito a reimplante ou prótese?

O código documenta a amputação, mas decisões sobre reimplante, prótese ou cobertura dependem de avaliação clínica, viabilidade e políticas do serviço ou operadora; não há garantia automática no código.

Quanto tempo dura o afastamento do trabalho com esta lesão?

A duração do afastamento varia conforme o dedo afetado, atividade laboral, intervenção cirúrgica e evolução; a definição é feita por atestado e perícia considerando funcionalidade.

Como diferenciar CID S68.1 de S68.2 na documentação?

S68.1 é para amputação de um outro dedo isolado; S68.2 aplica-se quando houve amputação de dois ou mais dedos, por isso o prontuário deve especificar número e localização dos dedos.

Quais exames são solicitados inicialmente após a amputação?

Radiografia da mão e do dedo documenta extensão óssea; fotos clínicas e registro do segmento amputado servem como documentação e suporte para decisões cirúrgicas.

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