S60-S69 — Traumatismos do punho e da mão

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Este bloco reúne códigos relativos a traumatismos do punho e da mão, incluindo ferimentos por corte e perfuração, contusões, luxações, entorses, lesões de tendões e nervos, e fraturas ósseas. Entre os códigos mais procurados estão S60 (ferimentos da mão), S61 (lesões de nervos e tendões da mão), S62 (fraturas do punho e da mão) e S63 (luxações e entorsões das articulações do punho e da mão). A página serve como agrupamento para navegar aos códigos específicos de acordo com tipo anatômico e mecanismo da lesão.


Quando usar este código

Use este agrupamento quando o atendimento ou a documentação descreve um trauma localizado no punho ou na mão e ainda não especifica o tipo exato (ex.: fratura versus ferimento por objeto cortante). A partir daqui deve-se descer ao código específico conforme a estrutura afetada (osso, articulação, tendão, nervo) e a natureza da lesão (fratura, luxação, ferida aberta, entorse).

Não confunda com

S62 (Fratura do punho e da mão) vs S60 (Ferimentos da mão): critério diferenciado é a presença de fratura óssea comprovada por imagem; sem fratura, usa-se S60 ou outro código de tecido mole.

S63 (Luxação e entorse do punho e da mão) vs S62 (Fratura): entorse/luxação é diagnóstico clínico com articulação instável sem evidência radiográfica de fratura; fratura documentada dirige a S62.

S61 (Lesões de nervos e tendões da mão) vs S60 (Ferimentos da mão): lesão que envolve explícita seção, reparación ou déficit funcional de nervo/tendão deve ser codificada em S61, não apenas em S60.

O que este grupo reúne

Reúne lesões traumáticas localizadas no punho e na mão causadas por forças externas. O critério comum é a topografia anatômica (ossos, articulações, tendões, nervos e pele da mão/punho) combinada com o mecanismo lesional (impacto, corte, queda, torção). Varia conforme a estrutura afetada e a extensão do dano.

Queixas que levam a este capítulo

Queixas que trazem pacientes a este bloco incluem dor localizada, inchaço, deformidade visível, incapacidade de mover dedos ou punho, sangramento em feridas abertas, perda de sensibilidade ou fraqueza de preensão. Sintomas agudos pós-trauma direcionam para códigos deste grupo.

Mecanismos em comum

Os mecanismos incluem quedas sobre a mão, esmagamento, cortes por objetos cortantes, torção brusca, impacto direto e acidentes com ferramentas ou veículos. Exemplos por bloco: S60 para ferimentos por corte/punção; S62 para fraturas por impacto; S63 para luxações por torção; S61 para lesões por lâmina ou laceração profunda afetando tendões e nervos.

Como se define o código

O que define o código é a combinação da localização anatômica e do tipo de lesão: imagem que confirma fratura, exame físico que documenta luxação ou entorse, e achado cirúrgico ou clínica que identifica seção de tendão ou nervo. A distinção prática entre blocos costuma ser por prova radiológica (fratura) e por relato/inspeção cirúrgica (lesão de nervo/tendão, ferida aberta).

Como o cuidado se organiza

O manejo varia conforme gravidade: muitos casos são tratados ambulatorialmente com imobilização, curativos e acompanhamento de cirurgia de mão quando necessário; fraturas deslocadas e lesões de tendão/nerve frequentemente demandam atendimento especializado e cirurgia em ambiente hospitalar. No SUS, o fluxo inclui atenção primária, serviço de urgência e encaminhamento para ortopedia/ cirurgia da mão quando indicado.

Classes de medicamentos

Classes comuns incluem analgésicos e anti-inflamatórios para controle da dor e inflamação, antibióticos profiláticos ou terapêuticos em feridas contaminadas, e agentes para manejo de dor neuropática quando há lesão nervosa. A escolha depende da gravidade, presença de infecção e do tipo de tecido envolvido.

Sinais de alarme do grupo

Sinais de alarme: perda progressiva de sensibilidade ou movimento dos dedos, hemorragia incontrolável, deformidade evidente, suspeita de fratura exposta, dor intensa que não cede e sinais de infecção na ferida (vermelidão crescente, calor, febre).

Uso em atestado

Atestados devem identificar local e natureza da lesão de forma descritiva; a omissão do CID a pedido do paciente é possível, mas a perícia pode solicitar documentação detalhada. Para afastamento, peritos costumam exigir resumo clínico, exames de imagem e relatório cirúrgico quando aplicável; não há notificação compulsória específica para este bloco na rotina do SUS.

Perguntas frequentes sobre S60-S69

Devo usar S62 ou S60 quando há corte com dor intensa?

Se houver fratura comprovada por imagem, codifica-se S62; se for apenas ferimento de partes moles sem fratura, usa-se S60.

Quando escolher S61 (lesão de tendão/ nervo) em vez de S60?

S61 é aplicado quando há evidência clínica ou cirúrgica de dano a tendão ou nervo, com perda funcional ou necessidade de reparo, enquanto S60 cobre ferimentos superficiais sem comprometimento dessas estruturas.

Para atestado, que documentos são úteis ao perito?

Relatórios clínicos descritivos, radiografias ou outros exames de imagem e, se houver cirurgia, relatório operatório e evolução; esses elementos ajudam a demonstrar extensão e impacto funcional da lesão.

Lesões do punho/mão tratadas no ambulatório podem precisar de referência hospitalar?

Sim; fraturas deslocadas, lesões de tendão ou nervo e feridas contaminadas geralmente exigem avaliação e possível intervenção hospitalar por especialista.

O CID pode ser omitido no atestado a pedido do paciente?

Sim, o CID pode ser omitido a pedido, mas a perícia ou processos administrativos podem exigir descrição clínica detalhada e exames que justifiquem o afastamento.

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