S72 — Fratura do fêmur

  • fratura femoral
  • fratura do osso da coxa
  • quebra do fêmur

Em palavras simples

Receber o diagnóstico “fratura do fêmur” significa que o osso da sua coxa sofreu uma quebra. O fêmur é o maior osso do corpo e a fratura pode acontecer em pontos diferentes: perto do quadril, no meio da perna ou próximo ao joelho. O código CID S72 é a forma padronizada de registrar esse achado nos prontuários e em documentos médicos.

Você provavelmente está sentindo dor forte no local, dificuldade ou impossibilidade de ficar de pé e de apoiar a perna afetada, além de inchaço e, às vezes, hematoma. Se a perna parecer torta, mais curta ou houver ferida com osso exposto, isso indica uma fratura mais complexa. Náusea e sensação de fraqueza podem aparecer por dor intensa ou pelo choque do trauma.

Se a fratura ocorreu em idosos com osteoporose, pode ter acontecido com uma queda simples; em adultos, costuma ser resultado de acidente mais violento. Gravidade e prognóstico variam muito: algumas fraturas se tratam com imobilização e recuperação em semanas, outras precisam de cirurgia e reabilitação mais longa. Fraturas proximais em pessoas idosas costumam exigir intervenções que visam recuperar a capacidade de caminhar.

Depois do diagnóstico por radiografia ou tomografia, o fluxo usual envolve controle da dor, decisão do tratamento (conservador ou cirúrgico), possível internação para cirurgia e encaminhamento para fisioterapia. Você terá retorno para acompanhamento da consolidação óssea e avaliação funcional; o tempo de afastamento do trabalho depende do tipo de fratura, do tratamento e do seu emprego.

Em casa, observe sinais de alarme: piora da dor mesmo após medicamentos, aumento do inchaço, febre, drenagem ou secreção na ferida, perda de sensibilidade ou calor e palidez no pé. Em qualquer desses casos, procure atendimento rápido. Mantenha registro dos exames e laudos, pois serão úteis para atestados e perícias. Busque orientações sobre mobilização e exercícios de reabilitação com a equipe que acompanha seu caso.

O que este código significa?

O CID S72 designa a fratura do fêmur em seus diversos sítios (colo, trocânter, diáfise, região distal), incluindo lesões fechadas e abertas. Aparece após trauma direto de alta energia (quedas, acidentes de trânsito) ou em quedas de baixa energia em ossos fragilizados. Não inclui luxações isoladas do quadril nem fraturas de pelve ou de patela, que têm códigos próprios. A classificação por subcódigo (ex.: S72.0, S72.2) depende do local anatômico preciso da fratura.

O código S72 é usado quando há confirmação clínica e radiológica de fratura do fêmur ou documentação cirúrgica correspondente. Lesões proximais em idosos, fraturas subtrocantéricas por osteoporose e fraturas diafisárias por trauma de alta energia são todas cobertas dentro do escopo do código, desde que o local seja o fêmur.


Quando este código é usado?

Usa-se o CID S72 quando há diagnóstico de fratura que atinja o corpo do fêmur, confirmado por imagem ou relatório cirúrgico, independentemente de ser tratada de forma conservadora ou operatória. Não se aplica a lesões que envolvam apenas a pelve, acetábulo, coxa sem lesão óssea documentada ou fraturas próximas com codificação própria.

Qual a diferença dos códigos parecidos?

S72.0 (Fratura do colo do fêmur) — separar quando a fratura está exatamente no colo anatômico do fêmur; deslocamento do colo e impacto vascular do segmento femoral proximais são critérios para S72.0 e diferenciam de fraturas subtrocantéricas (S72.1/S72.2).

S72.2 (Fratura da diáfise do fêmur) — aplicar quando a fratura envolve o terço médio do osso; fraturas localizadas no terço proximal ou distal devem receber os subcódigos correspondentes, não S72.2.

S72.4 (Fratura distal do fêmur) — usar quando a linha de fratura atinge a região supracondiliana ou côndilos; se a fratura envolve articulação do joelho com desvio intra‑articular, S72.4 é preferível ao código genérico S72.

O que é?

Fratura do fêmur é a interrupção da continuidade óssea do fêmur, o maior osso do corpo, ocorrendo em diferentes níveis anatômicos (colo, trocanter, diáfise, distal). Clinicamente manifesta-se com dor intensa localizada, incapacidade de suportar peso na perna afetada, deformidade visível em fraturas deslocadas e, às vezes, sangramento se a lesão for aberta.

Em idosos com osteoporose, fraturas proximais podem acontecer após quedas de baixa energia e cursam com incapacidade funcional súbita. Em adultos jovens, geralmente resultam de traumas de alta energia e podem estar associadas a lesões vasculares, nervosas ou de partes moles que complicam o manejo.

Quais sintomas aparecem?

Dor local intensa e imediata, agravada por qualquer movimento e pela tentativa de carga; incapacidade de apoiar o membro e marcha impossível. Deformidade ou encurtamento da perna são sinais precoces de fratura deslocada; hematoma, edema e equimose aparecem nas horas seguintes. Dor que aumenta progressivamente, deslocamento evidente, perda de pulsos distais ou sinais de lesão vascular indicam agravamento e urgência.

O que causa?

Mecanismo mais comum no Brasil: trauma direto de alta energia (queda de altura, acidente de trânsito) e quedas em idosos com osteoporose. Mecanismos incluem impacto direto sobre a coxa, forças torsionais que geram fraturas em espiral e compressão em trauma axial que envolve regiões proximal ou distal. Fraturas patológicas por metástase ou lesões osteolíticas também ocorrem e têm apresentação semelhante, com história de dor progressiva ou fratura com trauma mínimo.

Como o médico confirma o diagnóstico?

O diagnóstico do CID S72 exige documentação clínica compatível e imagem que mostre a fratura: radiografia simples em duas incidências costuma confirmar a maioria das fraturas do fêmur; em dúvidas sobre extensão, fragmentação ou envolvimento articular, tomografia computadorizada define o padrão e orienta cirurgia. Laudo cirúrgico descrevendo osteossíntese ou prótese também sustenta o código. Exames adicionais avaliam lesões associadas: ultrassom ou angiografia se houver suspeita de comprometimento vascular.

Como costuma ser tratado?

O tratamento varia conforme o nível e tipo de fratura: imobilização inicial para controle de dor e transporte, seguida de avaliação ortopédica para decisão entre manejo conservador ou cirurgia. Fraturas proximais em idosos frequentemente são tratadas cirurgicamente com implantes específicos ou prótese; fraturas diafisárias geralmente necessitam de osteossíntese intramedular ou placa, especialmente em fraturas deslocadas. Cuidados com controle da dor, profilaxia de trombose venosa e reabilitação são etapas importantes do percurso terapêutico.

Que tipos de remédio costumam ser usados?

Classes usuais documentadas na prescrição e prontuário incluem analgésicos e anti‑inflamatórios para alívio da dor, opioides para dor intensa aguda quando necessário, anticoagulantes profiláticos para prevenção de trombose venosa em pacientes com imobilização prolongada, e antibióticos em fraturas abertas ou procedimentos cirúrgicos complicados.

Quando procurar um médico?

Procurar atendimento emergencial ao suspeitar de fratura por dor intensa, incapacidade de apoiar o membro, deformidade visível, sangramento ativo ou falta de sensibilidade/pulsos no pé. Após alta, retornar se houver aumento de dor, febre, drenagem no sítio cirúrgico, alteração da cor ou temperatura do membro, inchaço súbito ou sinais sugestivos de trombose ou infecção.

Quantos dias de atestado?

Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento: o período de afastamento é definido pelo médico que examinou o paciente com base no caso concreto — duas pessoas com o mesmo CID podem receber períodos diferentes.

Quanto ao pagamento e à perícia, a lei estabelece que, até 15 dias de afastamento quem paga o salário é o empregador (Lei 8.213/91, art. 60, §3); a partir do 16º dia em diante o INSS assume o benefício e passa a exigir perícia. A legislação também prevê que atestados emitidos pelo mesmo motivo dentro de 60 dias somam para fins desses 15 dias (Decreto 3.048/99, art. 75).

Sobre a regra dos 60 dias: é o código CID constante no atestado que o perito usa para verificar se se trata da mesma razão clínica; por isso o CID no atestado é o elemento prático que permite a soma dos períodos quando aplicável — detalhe pouco conhecido, mas relevante para a contagem legal mencionada acima.

Para que um atestado seja aceito deve conter a identificação do paciente, o período de afastamento, a data, a assinatura e o CRM do médico. O código CID só deve constar com a anuência do paciente; informar o diagnóstico ao empregador não é obrigatório, mas sem o CID registrado a soma dos atestados para efeitos dos 15 dias não pode ser verificada.

No caso específico do código S72 (fratura do fêmur), trata‑se de uma lesão aguda decorrente de trauma que habitualmente implica incapacidade temporária para o trabalho e demanda avaliação ortopédica e acompanhamento. Por ser um evento agudo frequentemente associado a tratamento ativo e recuperação funcional, os atestados por esse diagnóstico costumam refletir incapacidade para o exercício de atividades laborais até a estabilização clínica; em pacientes com fragilidade óssea ou doenças subjacentes que predispõem a novas fraturas, episódios sucessivos relacionados ao mesmo CID podem ocorrer, situação em que a regra dos 60 dias passa a ter maior importância para a contagem dos períodos pagos pelo empregador.

Perguntas frequentes sobre S72

O que exatamente o CID S72 informa no meu prontuário?

Indica que foi documentada uma fratura do fêmur; o prontuário ou laudo de imagem costuma detalhar o local exato e o tratamento adotado.

Preciso me afastar do trabalho automaticamente com esse CID?

O CID por si só não determina afastamento; a necessidade e duração do afastamento dependem do nível da fratura, do tratamento e da avaliação médica registrada em atestado.

Uma fratura do fêmur é contagiosa?

Não; fratura óssea não é infecção nem transmissível entre pessoas.

Quais exames confirmarão a fratura após a radiografia inicial?

Tomografia computadorizada é o exame complementar mais usado quando há dúvida sobre extensão, fragmentação ou envolvimento articular; ultrassom ou angiografia podem ser necessários para suspeita de lesão vascular.

Como diferenciar este diagnóstico de uma fratura no quadril (colo do fêmur)?

A radiografia que mostra a localização anatômica da linha de fratura define se é colo femoral (subcódigo S72.0) ou outra porção do fêmur; o local anatômico é o critério separador.

O que muda no registro se houve cirurgia para colocar placa ou prótese?

O laudo cirúrgico e notas operatórias complementam o CID S72 e são usados para documentar tratamento e subsidiar perícias e solicitações de cobertura.

Códigos relacionados

Fontes e como esta página foi feita

O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.

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