S70-S79 — Traumatismos do quadril e da coxa

O que este código significa?

Bloco que reúne traumatismos agudos que afetam a região do quadril e da coxa: contusões e escoriações, lacerações da pele e dos músculos, lesões vasculares ou nervosas, luxações e fraturas fechadas ou abertas. Inclui códigos mais procurados como S70.0-S70.9 (lesões da pele e tecido subcutâneo), S71 (lesões dos músculos, vasos e nervos do quadril e da coxa), S72 (fraturas do fêmur) e S73 (luxação do quadril). Serve como ponto de entrada para localizar o código mais específico conforme a estrutura envolvida e a gravidade.


Quando se usa um código deste grupo?

Usa-se este bloco quando a queixa ou o laudo descreve um traumatismo localizado no quadril ou na coxa sem outro local principal mais grave. Do paciente ou do prontuário parte-se para subgrupos (pele, músculo/vaso/nervo, fratura, luxação) e para a especificação por lateralidade, abertura da ferida e nível anatômico.

Com que grupos este se confunde?

S72 (fratura do fêmur) vs S80-S89 (traumatismos do joelho e da perna): a fratura do terço proximal do fêmur e as lesões do quadril entram em S70-S79; fraturas distais ao joelho pertencem a S80-S89. Critério: nível anatômico da lesão.

S73 (luxação do quadril) vs S30-S39 (traumatismos da pelve): instabilidade articular do quadril e luxações traquilem no S73; fraturas ou lesões da pelve verdadeira e estruturas pélvicas entram em S30-S39. Critério: estrutura anatômica primária lesionada.

S71 (lesões de músculos, vasos e nervos do quadril e da coxa) vs S70 (lesões da pele e tecido subcutâneo): lacerações profundas que envolvem músculo, vaso ou nervo codificam em S71; feridas superficiais limitadas à pele e subcutâneo ficam em S70. Critério: profundidade e estruturas afetadas.

O que é?

Congrega lesões resultantes de forças externas que atingem a região do quadril e da coxa. O agrupamento é anatômico: inclui desde ferimentos cutâneos até lesões ósseas e articulares do fêmur e estruturas periarticulares. A distinção interna baseia‑se na estrutura primariamente afetada (pele, músculo/vaso/nervo, osso, articulação) e em características da lesão (aberta/fechada, simples/complicada).

Que queixas costumam cair neste grupo?

Queixas que levam a este bloco: dor localizada intensa, incapacidade de sustentar peso, deformidade visível ou perda de função do membro, sangramento ou ferida na região, dormência ou perda sensorial quando há comprometimento nervoso. Em muitos relatos iniciais aparecem também edema, hematoma e limitação de movimento.

O que costuma estar por trás deste grupo?

Mecanismos externos incluem quedas de altura ou de própria altura, acidentes de trânsito, impactos diretos (contusão) e lacerações por objeto cortante. Fraturas e luxações decorrem de forças de alta energia ou de trauma em ossos fragilizados; lesões vasculares e nervosas ocorrem por laceração ou compressão direta.

Como se chega a um código deste grupo?

O código específico depende da documentação clínica: a avaliação define a estrutura principal lesada (pele, músculo/vaso/nervo, articulação, osso), se a lesão é aberta ou fechada, a lateralidade e a especificidade anatômica (ex.: terço proximal do fêmur). Exames de imagem ou achados cirúrgicos e de exploração determinam o detalhamento do código.

Como costuma ser tratado?

O manejo varia conforme gravidade: cuidados ambulatoriais para contusões e feridas superficiais, atendimento de emergência e possível cirurgia para fraturas, luxações, lesões vasculares ou lacerações profundas. Em geral integra atendimento inicial de urgência, imobilização quando indicado, cirurgia ortopédica e seguimento de reabilitação física; muitos casos transitam entre atenção primária, emergência e serviços especializados do SUS.

Que tipos de remédio costumam ser usados?

Classes farmacológicas com uso frequente incluem analgésicos (opioides e não opioides) para controle da dor, anti‑inflamatórios não esteroidais para redução de inflamação, agentes tromboembólicos profiláticos (anticoagulantes) em fraturas de risco, e antibióticos profiláticos em feridas abertas ou cirurgia. A escolha entre classes depende da gravidade da lesão, do risco infeccioso e das comorbidades do paciente.

Quando procurar um médico?

Procure avaliação imediata em caso de dor intensa que impede mobilidade, deformidade visível do membro, sangramento ativo, sinais de isquemia (palidez, frio, ausência de pulso), perda súbita de sensibilidade ou função motora no membro, ou ferida aberta com exposição óssea.

Como este grupo aparece em atestado?

Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento: o período é definido pelo médico que examinou e pelo caso concreto — duas pessoas com o mesmo código podem receber períodos distintos.

Na prática legal, até 15 dias de afastamento o empregador é o responsável pelo pagamento (Lei 8.213/91, art. 60, parágrafo 3); a partir do 16º dia o INSS assume o pagamento e passa a exigir perícia. Atestados emitidos pelo mesmo motivo dentro de 60 dias são somados para fins desses 15 dias (Decreto 3.048/99, art. 75).

Sobre a consequência prática dessa regra de 60 dias: é o CID indicado no atestado que o perito usa para avaliar se se trata da mesma doença/lesão, por isso o código presente é o critério prático para a soma — informação que não é amplamente conhecida.

Para que um atestado seja aceito ele precisa identificar o paciente, especificar o período de afastamento, vir datado, conter assinatura e CRM do médico. A indicação do CID só pode constar com a anuência do paciente; não é obrigatório informar o diagnóstico ao empregador, mas sem o código a soma dos 60 dias não pode ser verificada.

No caso do bloco S70-S79 (traumatismos do quadril e da coxa) trata‑se predominantemente de quadros agudos resultantes de trauma, que vão desde contusões e feridas superficiais até fraturas e luxações que podem exigir atendimento de urgência e procedimentos ortopédicos. Esses eventos podem, dependendo da gravidade e da função exigida no trabalho, gerar incapacidade temporária e demandar acompanhamento; não se trata de uma condição tipicamente crônica e recorrente, embora lesões traumáticas possam reaparecer ou provocar episódios subsequentes relacionados à mesma região, razão pela qual a regra dos 60 dias pode ser relevante quando atestados sucessivos com o mesmo CID são emitidos.

Perguntas frequentes sobre S70-S79

Quando escolho S72 em vez de S73?

Use S72 para fraturas do fêmur (inclui região proximal); S73 para luxações do quadril quando a articulação estiver deslocada sem fratura predominante.

Ferida superficial na coxa é S70 ou S71?

S70 para lesões limitadas à pele e tecido subcutâneo; S71 quando há envolvimento de músculo, vaso ou nervo descrito no laudo.

Como documentar lateralidade e abertura da lesão para codificar corretamente?

Registre explicitamente lateralidade (direita/esquerda) e se a lesão é aberta ou fechada; essas informações determinam subcategorias dentro do bloco.

O CID deste bloco é usado em perícia por acidente de trabalho?

Pode ser usado, mas a concessão de benefício depende de perícia que comprove nexo causal e incapacidade; o CID por si só não garante direito.

Códigos relacionados

Fontes e como esta página foi feita

O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.

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