S83.5 — Entorse e distensão envolvendo ligamento cruzado (anterior) (posterior) do joelho
- lesão do ligamento cruzado anterior (LCA)
- lesão do ligamento cruzado posterior (LCP)
- entorse do ligamento cruzado
Em palavras simples
Este código, CID S83.5, significa que houve uma lesão nos ligamentos cruzados do joelho — aquelas faixas fortes de tecido que mantêm a tíbia alinhada ao fêmur. Em termos simples, é uma entorse ou distensão que atingiu o ligamento cruzado anterior (na frente) ou posterior (atrás) do joelho. Não é uma simples dor muscular; trata‑se de dano nas fibras que ajudam o joelho a não ‘sair do lugar’.
Você provavelmente sentiu dor forte no momento do trauma, muitas vezes acompanhada por um estalo, e nota inchaço nas primeiras horas. É comum haver dificuldade para apoiar a perna e sensação de instabilidade ou falsos passos ao caminhar. Se houve hemartrose (sangue dentro da articulação) o joelho pode ficar tenso e muito dolorido logo de início.
A gravidade varia: pode ir de um estiramento leve, que melhora com reabilitação, a uma ruptura parcial ou completa que causa instabilidade persistente. Não é contagioso. O tempo de recuperação depende da extensão e da necessidade de cirurgia; pode variar de semanas a meses. Em muitos casos a reabilitação com fisioterapia melhora muito; em outros, especialmente para quem precisa de alto desempenho esportivo ou tem instabilidade marcante, a cirurgia pode ser considerada.
O caminho habitual começa com avaliação médica, limpeza da dor e do inchaço e exames de imagem, geralmente ressonância, para confirmar o dano e buscar lesões associadas. Você terá orientações sobre como movimentar o joelho, exercícios de fortalecimento e retorno gradual às atividades. A necessidade e duração do afastamento do trabalho dependem da dor, da função exigida pela sua ocupação e do tratamento escolhido.
Em casa, observe aumento súbito do inchaço, dor que não melhora com medidas iniciais, incapacidade de apoiar a perna ou sinais de perda de sensibilidade/coloração no pé; nesses casos procure atendimento rápido. Para a maioria, o acompanhamento regular com reavaliação e adesão à fisioterapia são os passos que definem a recuperação. Mantenha registros dos exames e relatórios médicos para uso em avaliações futuras.
O que este código significa?
O CID S83.5 designa entorse ou distensão que envolve o ligamento cruzado anterior (LCA) ou posterior (LCP) do joelho. Refere-se a lesão de fibras ligamentares por torção, impacto ou hiperextensão, habitualmente em contexto de trauma esportivo ou acidente. Inclui desde estiramento até ruptura parcial das fibras do ligamento cruzado, quando o quadro clínico e exames suportam esse diagnóstico sem migrar para outra categoria. Não inclui ruptura isolada de menisco (S83.2) nem entorses de outras partes do joelho classificadas em S83.6.
Quando este código é usado?
Usa-se este código quando a queixa principal e o exame clínico ou de imagem indicam comprometimento do ligamento cruzado anterior ou posterior do joelho após mecanismo lesional compatível. Deve ser escolhido quando há evidências suficientes para localizar a lesão no ligamento cruzado e não apenas dor inespecífica ou lesão de partes moles não especificadas.
Qual a diferença dos códigos parecidos?
S83.2 — Ruptura do menisco: distingue-se por sinal mecânico de bloqueio articular e achados de imagem predominantes no menisco; S83.5 envolve ligação cruzada com instabilidade anteroposterior e testes ligamentares positivos. S83.6 — Entorse e distensão de outras partes do joelho: aplica‑se quando a lesão afeta cápsula, colaterais ou partes moles não especificadas; S83.5 exige evidência focal no ligamento cruzado. S83.4 — Entorse do ligamento lateral do joelho (quando presente): separa‑se por localização lateral/medial e sinais de instabilidade em varo/valgo, enquanto S83.5 tem instabilidade anteroposterior ou sensação de “sair do lugar”.
O que é?
Entorse e distensão envolvendo o ligamento cruzado do joelho referem‑se a uma lesão das fibras do ligamento cruzado anterior (LCA) ou posterior (LCP), que estabilizam o movimento anteroposterior da tíbia sobre o fêmur. A lesão pode variar de estiramento e microlesões até ruptura parcial; a apresentação depende da força e direção do trauma.
Clínica típica inclui dor aguda no momento do impacto, inchaço nas primeiras horas devido a hemartrose, sensação de instabilidade ao apoiar o pé e dificuldade para suportar peso. Acomete com frequência praticantes de esportes com pivotamento (futebol, esqui) e vítimas de acidentes que geram hiperextensão ou impacto direto na região proximal da tíbia.
Quais sintomas aparecem?
Dor localizada na face anterior ou posterior do joelho, com início súbito após trauma, é o sintoma mais frequente. Inchaço rápido por hemartrose aparece nas primeiras horas e limita a mobilidade; sensação de instabilidade ou ‘falseio’ ao caminhar indica comprometimento estrutural. Sinais de agravamento incluem bloqueio articular persistente, aumento progressivo do inchaço ou incapacidade de apoiar o membro, que sugerem associação com lesão meniscal ou ruptura completa.
O que causa?
Mecanismo típico é trauma rotacional com pé fixo e tronco girando (pivot), que causa sobrecarga do ligamento cruzado anterior; impacto direto sobre a tíbia em posição de flexão pode lesar o cruzado posterior. No Brasil, o cenário mais comum é esporte de contato ou torção durante corrida e mudanças rápidas de direção. Acidentes de trânsito e trauma direto também são causas relevantes.
Como o médico confirma o diagnóstico?
O diagnóstico baseia‑se na história de trauma compatível, exame físico com testes específicos de instabilidade anteroposterior e na confirmação por imagem quando necessário. A ressonância magnética confirma a extensão da lesão ao visualizar fibras rompidas, edema e lesões associadas (menisco, cartilagem). Radiografia é útil para excluir fratura associada; exame artroscópico define com precisão nos casos em que há indicação cirúrgica ou dúvida diagnóstica.
Como costuma ser tratado?
O manejo varia conforme gravidade: medidas iniciais incluem controle da dor e do inchaço, imobilização relativa e progressão para reabilitação funcional com foco em força e propriocepção; casos com instabilidade franca, ruptura completa e demanda funcional alta podem ser encaminhados para avaliação cirúrgica. O tratamento costuma ser iniciado em ambiente ambulatorial com reavaliações sequenciais e exames de imagem conforme evolução.
Que tipos de remédio costumam ser usados?
Classes usadas para controle sintomático incluem analgésicos e anti‑inflamatórios não esteroidais para reduzir dor e inflamação aguda; em casos selecionados, medicamentos para manejo da dor neuropática podem ser considerados se houver componente persistente. Medicamentos anticoagulantes podem ser usados conforme risco trombótico em pacientes imobilizados, mas dependem da avaliação clínica individual.
Quando procurar um médico?
Procurar atendimento urgente se houver incapacidade de apoiar o membro, deformidade visível, aumento rápido do volume com dor intensa sugerindo hemartrose extensa, perda de sensibilidade ou sinais neurovasculares. Atenção também se houver febre associada ou piora progressiva durante acompanhamento ambulatorial.
Quantos dias de atestado?
Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento: o período é definido pelo médico que avaliou o caso concreto — duas pessoas com o mesmo CID podem receber períodos diferentes conforme a lesão e a demanda funcional.
Na prática jurídica aplicável ao trabalhador, até 15 dias de afastamento o empregador é responsável pelo pagamento (Lei 8.213/91, art. 60, § 3); a partir do 16º dia o INSS passa a assumir o pagamento e exige perícia médica. A legislação também prevê que atestados emitidos pelo mesmo motivo dentro de 60 dias são somados para efeitos desse limite de 15 dias (Decreto 3.048/99, art. 75).
A regra dos 60 dias funciona na base do CID informado: é o CID do atestado que o perito usa para verificar se a causa é a mesma — por isso o código que consta no atestado é a referência prática para a soma. Esse detalhe é pouco conhecido, mas é o critério que permite ao perito agrupar atestados como decorrentes da mesma condição.
Para que um atestado seja aceito, ele deve identificar o paciente, indicar o período de afastamento, trazer a data, a assinatura e o número do CRM do médico. A inclusão do CID no atestado depende da anuência do paciente; não é obrigatório informar o diagnóstico ao empregador, mas sem o código a soma dos 60 dias não pode ser verificada pelo INSS.
Este código, S83.5, refere-se a entorse ou distensão envolvendo o ligamento cruzado anterior ou posterior do joelho, lesão típica de trauma agudo por torção, impacto ou hiperextensão, com espectro que vai do estiramento até ruptura parcial. Trata‑se, em geral, de um quadro de origem traumática aguda que pode gerar incapacidade funcional temporária dependendo da gravidade e da atividade profissional do paciente; em alguns casos há instabilidade recorrente que exige acompanhamento e registro clínico. Por essa variabilidade e pela possibilidade de novas avaliações para o mesmo evento, a regra dos 60 dias é particularmente relevante para agrupar atestados relacionados a esse tipo de lesão quando ocorrerem em curto intervalo.
Que direitos este código envolve?
Direitos trabalhistas e previdenciários dependem da avaliação pericial e das normas aplicáveis; afastamento por incapacidade temporária pode ser enquadrado conforme comprovação clínica e exames. Informações sobre cobertura assistencial e benefícios não estão garantidas por este texto e dependem de contrato e avaliação pericial.
Perguntas frequentes sobre S83.5
O que significa receber o CID S83.5 no meu prontuário?
Indica lesão do ligamento cruzado anterior ou posterior do joelho, com evidências clínicas e/ou de imagem. É um código de lesão articular, não de doença infecciosa.
Preciso de ressonância magnética para confirmar o diagnóstico?
A ressonância é o exame mais utilizado para visualizar a extensão da lesão e detectar lesões associadas; a indicação depende da avaliação clínica.
O CID S83.5 implica sempre cirurgia?
Nem sempre; decisão por cirurgia depende de instabilidade, extensão da lesão, sintomas funcionais e objetivos do paciente.
Quanto tempo costuma durar o afastamento do trabalho?
O tempo varia com a gravidade, tratamento e exigência da função; pode ir de semanas em casos conservadores a meses quando há cirurgia e reabilitação.
Essa lesão pode levar a problemas futuros no joelho?
Lesões do ligamento cruzado aumentam risco de instabilidade crônica e podem estar associadas a maior chance de lesões meniscais e artrose a longo prazo, dependendo da evolução e tratamento.
Como diferenciar CID S83.5 de S83.2 no resultado de exames?
S83.2 refere-se à ruptura do menisco; a ressonância mostra lesão predominantemente no menisco em vez de alteração nas fibras do ligamento cruzado.
Leve estas perguntas
O que perguntar ao seu médico (5)
- Qual é o resultado dos testes de gaveta anterior/posterior e como isso muda a conduta?
- A ressonância mostra lesão parcial ou completa do LCA/LCP e há lesões meniscais associadas?
- Qual é a presença e volume de hemartrose nas primeiras 24 horas e isso indica necessidade de drenagem?
- A instabilidade funcional leva a indicação de reconstrução ligamentar imediata ou tentativa conservadora primeiro?
- Há contraindicações para reabilitação ativa precoce (ex.: lesão vascular concomitante)?
O que perguntar ao seu advogado (3)
- Qual é o tempo provável de incapacidade laboral documentado para lesão de ligamento cruzado anterior comprovada por imagem?
- Em perícia, quais exames e relatórios sustentam incapacidade parcial versus total para atividade profissional específica?
- A presença de lesões prévias no prontuário influencia avaliação de culpa ou redução de benefícios?
O que perguntar ao seu plano de saúde (4)
- Quais exames de imagem (ressonância) o plano exige para autorizar procedimentos cirúrgicos relacionados ao ligamento cruzado?
- Há cobertura para reabilitação fisioterápica intensiva após lesão ligamentar e por quanto tempo costuma ser autorizada?
- O plano costuma pedir prévia autorização para artroscopia e reconstrução ligamentar em casos de instabilidade documentada?
- Quais critérios a operadora usa para negar cobertura por suposta lesão pré‑existente do joelho?
Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.
Códigos relacionados
Fontes e como esta página foi feita
- DATASUS — CID-10, bloco S80-S89
- OMS — ICD-10, versão 2019 (S83.5)
- Lei 8.213/1991, art. 60 — afastamento e auxílio por incapacidade
- Decreto 3.048/1999, art. 75 — soma de atestados em 60 dias
- Anvisa — Bulário Eletrônico
O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.