S80-S89 — Traumatismos do joelho e da perna

  • traumatismos do membro inferior,lesões do joelho e perna,lacerações e contusões de perna

O que este código significa?

Este bloco reúne os códigos usados para descrever traumatismos do joelho e da perna (S80‑S89), incluindo lacerações, contusões, perfurações, esmagamentos, complicações de feridas e lesões dos tecidos moles e da pele. Entre os códigos mais procurados estão S80.x (contusão, ferida e lesões superficiais da perna), S81.x (lesões do tendão e ligamento ao nível do joelho), S82.x quando associado a fraturas da perna quando o foco principal for a lesão de partes moles e S83.x para entorses e rupturas articulares do joelho. A maioria dos casos refere‑se a eventos traumáticos agudos com relato de mecanismo e local preciso.


Quando se usa um código deste grupo?

Usa‑se este bloco quando a localização primária da lesão é o joelho ou qualquer segmento da perna e é necessário especificar o tipo de trauma (ferida, contusão, lesão por esmagamento, entorse/lesão ligamentar). Para escolher o código exato é preciso descer para a subdivisão que descreve profundidade, estrutura afetada e presença de complicações (por exemplo, exposição óssea, lesão de nervo ou vasos, infecção).

Com que grupos este se confunde?

S70‑S79 (Traumatismos do quadril e da coxa) — critério que separa: nível anatômico; S70‑S79 cobre quadril/coxas, S80‑S89 cobre joelho e segmentos distais da perna.

S90‑S99 (Traumatismos do tornozelo e do pé) — critério que separa: nível anatômico; lesões ao nível do tornozelo e pé devem ir para S90‑S99, não para S80‑S89.

S40‑S49 (Traumatismos do ombro e do braço) — critério que separa: segmento proximal do membro superior; não confundir por similaridade de tipo de lesão quando a localização é distinta.

O que é?

O bloco reúne lesões decorrentes de força externa que atingem o joelho ou a perna, abrangendo desde lesões cutâneas e partes moles até danos estruturais (tendões, ligamentos, nervos, vasos). O critério que as define é a localização anatômica (joelho/perna) combinada com o mecanismo e a estrutura afetada.

Que queixas costumam cair neste grupo?

Queixas que encaminham para esses códigos incluem dor localizada no joelho ou perna, inchaço, sangramento ou ferida visível, perda de função ou instabilidade articular, incapacidade de apoio, parestesia distal ou sinais de comprometimento vascular.

O que costuma estar por trás deste grupo?

Mecanismos típicos são trauma direto (impacto, queda, colisão), laceração por objetos cortantes, esmagamento, torção (entorse/lesão ligamentar) e perfurações. Em contexto cirúrgico ou pós‑procedimento, o bloco também inclui complicações agudas de feridas e de tratamento local.

Como se chega a um código deste grupo?

O código dentro do bloco é definido pelo local preciso (joelho versus segmentos da perna), pela natureza da lesão (ferida, contusão, entorse, esmagamento) e por achados objetivos como exposição óssea, lesão de nervo/váso, ou presença de corpo estranho. A diferenciação prática exige exame físico detalhado e relato do mecanismo.

Como costuma ser tratado?

O manejo varia conforme gravidade: cuidados iniciais e sutura em serviços de urgência, imobilização e reabilitação ambulatorial para lesões ligamentares e conservadoras, e cirurgia em casos de laceração extensa, lesão vascular/neurológica ou esmagamento. A atenção pode envolver urgência hospitalar, ortopedia, cirurgia vascular e reabilitação oferecidos no SUS conforme necessidade.

Que tipos de remédio costumam ser usados?

Classes frequentemente empregadas no grupo: analgésicos e anti‑inflamatórios para controle da dor, anti‑tétanicos profiláticos conforme conduta local, antibióticos quando há ferida contaminada ou infecção (p. ex. betalactâmicos); a escolha depende da gravidade, contaminação da ferida e risco infeccioso.

Quando procurar um médico?

Sinais de alarme que indicam atendimento imediato: sangramento arterial ativo, perda de pulso distal, palidez/frieza do segmento, parestesia progressiva, deformidade visível, incapacidade completa de apoiar o membro ou ferida com corpo estranho profundo.

Como este grupo aparece em atestado?

Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento; o período é determinado pelo médico que examinou o caso concreto — duas pessoas com o mesmo código podem receber períodos diferentes.

Quanto à forma prática da contagem e do pagamento, até 15 dias de afastamento quem paga o salário é o empregador (Lei 8.213/91, art. 60, parágrafo 3); a partir do 16º dia o INSS assume o benefício e passa a exigir perícia. A legislação também prevê que atestados emitidos pelo mesmo motivo dentro de 60 dias são somados para efeito dos 15 dias pagos pelo empregador (Decreto 3.048/99, art. 75). Na aplicação dessa regra o CID presente no atestado é o elemento que o perito usa para saber se se trata da mesma condição — por isso o código no documento tem papel prático na verificação da continuidade do mesmo motivo.

Para que um atestado seja aceito ele precisa conter identificação do paciente, o período de afastamento, a data, e a assinatura e CRM do médico. A inclusão do CID depende da anuência do paciente: não há obrigação de informar o diagnóstico ao empregador, mas sem o código não é possível verificar a soma dos atestados dentro dos 60 dias mencionados acima.

No caso do bloco S80‑S89 (traumatismos do joelho e da perna), os casos comuns são lesões traumáticas agudas decorrentes de força externa — feridas, contusões, entorses, lesões de tendões e ligamentos — que costumam demandar atendimento imediato e podem variar muito em gravidade. Muitos episódios são quadros agudos que evoluem para resolução com cuidados locais e reabilitação ambulatorial, mas algumas lesões podem gerar incapacidade temporária para o trabalho ou necessidade de acompanhamento e intervenções mais complexas; quando as lesões tendem a reaparecer ou a evoluir em episódios sucessivos, a regra dos 60 dias importa porque permite ao perito avaliar continuidade do mesmo motivo a partir do CID declarado no atestado.

Perguntas frequentes sobre S80-S89

Quando usar S80‑S89 em vez de S70‑S79?

Use S80‑S89 quando a lesão estiver no joelho ou abaixo dele (perna); S70‑S79 é para quadril e coxa.

Devo codificar S83.x (entorse/lesão ligamentar do joelho) ou S81.x (ferida do joelho)?

Escolha S83.x quando a principal lesão for ligamentar/entorse/ruptura articular; escolha S81.x quando houver ferida, laceração ou exposição de tecidos moles no joelho.

O atestado pode omitir o CID deste bloco a pedido do paciente?

Em geral a omissão do CID a pedido do paciente é permitida, exceto quando normas exigirem informação; a perícia pode requisitar documentação detalhada para afastamento.

Quando encaminhar para exames de imagem avançados?

Encaminha‑se para tomografia ou ultrassom quando o exame clínico sugere fratura complexa, lesão intra‑articular, lesão vascular ou comprometimento profundo das partes moles.

Códigos relacionados

Fontes e como esta página foi feita

O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.

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