B37 — Candidíase
- monilíase
- candidose
- infecção por Candida
Em palavras simples
CID B37 significa que o médico anotou candidíase como diagnóstico: trata‑se de uma infecção por fungos do gênero Candida que acomete a pele ou mucosas, como a boca, a região íntima feminina ou as dobras do corpo. O nome é técnico, mas na linguagem do dia a dia você pode ouvir “sapinho” na boca ou “infecção vaginal por fungo” para a região íntima. O registro do CID é usado para documentar o que o profissional avaliou e para fins administrativos, não é uma sentença sobre sua gravidade.
O que você provavelmente sente depende de onde está a infecção. Na boca pode haver placas esbranquiçadas que doem ao mexer, sensação de queimação e gosto ruim; na região íntima costuma aparecer muita coceira, ardor e corrimento esbranquiçado; em dobras da pele há vermelhidão, umidade e desconforto. É comum as pessoas descreverem irritação intensa e incômodo nas atividades diárias.
Se a candidíase for isolada e a pessoa não tiver problemas sérios no sistema de defesa, geralmente é uma condição tratável sem evolução grave; nem todas as formas são contagiosas de modo simples — muitas vezes a Candida já vive no corpo e prolifera por desequilíbrio local. A duração e a necessidade de afastamento do trabalho variam conforme o caso avaliado pelo médico que atestou, e não existe uma duração fixa atrelada ao CID por si só.
Na prática, após o diagnóstico o médico pode pedir um exame que veja o fungo ao microscópio ou uma cultura se for importante identificar a espécie. Em muitos casos o retorno é clínico, para checar se os sintomas melhoraram; em outros, especialmente se os episódios voltam com frequência, o médico registrará fatores predisponentes como diabetes ou uso de medicamentos que influenciam a resposta. O atestado pode constar com o CID se você concordar em informar o diagnóstico.
Em casa, cuide de manter a área afetada seca e limpa e observe sinais de piora: dor intensa, ferida que não cicatriza, secreção com pus, febre ou dificuldade para engolir (no caso de lesões orais que se estendem). Nesses sinais procure atendimento sem demora. Se os episódios reaparecem, anote datas e tratamentos para mostrar ao médico em consultas futuras, pois isso ajuda a entender se há um fator subjacente que precise ser investigado.
O que este código significa?
O CID B37 designa a candidíase, grupo de quadros causados por fungos do gênero Candida que afetam pele e mucosas. Aparece quando há crescimento excessivo desses fungos em regiões como boca, esôfago, região genital ou dobras cutâneas, nem sempre significando doença sistêmica. Não inclui micoses por outros gêneros de fungos (por exemplo dermatófitos) nem colonização sem sinais clínicos relevantes. Este código cobre apresentações locais e as formas que exigem registro diagnóstico, não descreve a extensão sistêmica detalhada nem o tratamento específico. Serve para codificação clínica, registro e estatística sobre infecções por Candida.
Quando este código é usado?
Use-se CID B37 quando o profissional registra, após anamnese e exame, uma infecção por fungo do gênero Candida que acomete pele ou mucosas, confirmada ou sustentada por sinais clínicos compatíveis e/ou exames diretos. Não se usa para simples colonização assintomática por Candida detectada sem manifestação clínica evidente.
Qual a diferença dos códigos parecidos?
B37.1 (candidíase vulvovaginal) versus N76 (outras doenças inflamatórias da vagina): B37.1 é escolhido quando a provocação clínica e, idealmente, exame micológico indicam Candida como agente; N76 descreve inflamação vaginal sem especificação fúngica ou quando outra causa predominante é identificada. B37.0 (candidíase oral) versus K12 (estomatite): B37.0 é usado se as lesões orais são atribuíveis a Candida, com sinais típicos ou exame direto que o sustenta; K12 é usado para quadros de estomatite sem confirmação micológica de Candida. B37.3 (candidíase cutânea) versus B35 (tineas/dermatofitoses): B37.3 corresponde a infecção cutânea por Candida, tipicamente em dobras ou áreas úmidas; B35 refere-se a dermatófitos com características e exame micológico que apontam para outro gênero fúngico. B37.8 (outras candidíases) versus B37.9 : B37.8 aplica-se quando a localização atípica ou subtipos estão documentados; B37.9 deve ser reservado quando a informação clínica é insuficiente para especificar a topografia.
O que é?
Candidíase é o conjunto de infecções causadas por leveduras do gênero Candida, mais frequentemente Candida albicans, que colonizam pele e mucosas e podem proliferar quando as condições locais ou sistêmicas favorecem seu crescimento. Manifesta-se por lesões típicas conforme o sítio afetado: placas esbranquiçadas e doloridas na boca; corrimento, coceira e irritação na região genital; ou eritema e maceração em dobras cutâneas. Pessoas com uso recente de antibióticos, diabetes, alterações do sistema imunológico, umidade prolongada na pele ou uso de corticosteroides tópicos tendem a apresentar episódios com mais frequência, mas a candidíase também ocorre em indivíduos sem fatores de risco óbvios.
O quadro pode variar de leve e localizado a extensões mais sintomáticas que afetam qualidade de vida; em pacientes gravemente imunocomprometidos a Candida pode invadir tecidos mais profundos, situação não coberta por todas as subdivisões de B37. Em práticas de codificação, B37 é empregado quando a etiologia por Candida é a descrição clínica escolhida pelo profissional responsável pelo documento.
Quais sintomas aparecem?
Os sintomas variam com a localização. Na cavidade oral, dor localizada, placas esbranquiçadas removíveis e sensação de queimação aparecem cedo; na região genital feminina, coceira intensa, ardor, dor ao urinar e corrimento branco e espesso são queixas iniciais. Em dobras cutâneas surgem vermelhidão, maceração e sensação de queimação; sinais de agravamento incluem dor intensa, fissuras, crescimento rápido da lesão, sinal de infecção bacteriana secundária (pústulas, secreção purulenta) ou comprometimento funcional da área afetada. Sinais constitucionais como febre e mal-estar sugerem extensão além das superfícies e exigem avaliação mais ampla, especialmente em pessoas com imunossupressão.
O que causa?
A candidíase resulta do crescimento excessivo de espécies de Candida que normalmente vivem como comensais na pele e mucosas. Mecanismos que favorecem a transição de colonização para infecção incluem desequilíbrios locais do microbioma (por exemplo após antibióticos), alteração da barreira cutânea ou mucosa, umidade e fricção em dobras, glicemia elevada, uso de corticosteroides ou outras drogas imunossupressoras, e estados de imunodeficiência. No Brasil, a causa mais frequente na prática ambulatorial é a proliferação de Candida em ambiente local favorável (vulvovaginal ou oral) associada a fatores como uso prévio de antibióticos ou diabetes mal controlado; formas invasivas são menos frequentes e associadas a hospitalização e imunossupressão severa.
Como o médico confirma o diagnóstico?
O diagnóstico de candidíase para efeitos deste código baseia‑se na correlação entre quadro clínico típico e, sempre que necessário, exames que sustentem a presença de Candida. Exame direto com microscopia de esfregaço ou raspado que mostre leveduras ou pseudohifas respalda o diagnóstico; culturas podem identificar espécie quando relevante. Para este código, a documentação clínica compatível com candidíase em local definido, associada a pelo menos um exame que confirme ou fortemente sugira Candida, justifica a codificação; em situações clássicas e com resposta ao tratamento, o registro clínico ainda pode empregar B37 mesmo sem cultura positiva, desde que haja suporte clínico claro.
Como costuma ser tratado?
O manejo usual documentado para candidíase é local ou sistêmico conforme a localização e severidade, com objetivo de reduzir a carga fúngica e corrigir fatores predisponentes. Tratamento ambulatorial e medidas de suporte local (redução de umidade, higiene adequada, controle glicêmico quando aplicável) costumam constar no prontuário que gerou o CID. Em contextos hospitalares ou imunossuprimidos, a terapêutica pode ser escalada e acompanhada por exames para monitorar resposta; a escolha específica de agente e via é decisão clínica e não consta neste verbete.
Que tipos de remédio costumam ser usados?
Classes de medicamentos frequentemente usadas na prática incluem agentes antifúngicos tópicos para lesões localizadas e antifúngicos sistêmicos para formas extensas, recorrentes ou invasivas. Em registros clínicos e faturamento, o CID B37 costuma acompanhar prescrições desses grupos, sem que este verbete detalhe doses, esquemas ou fármacos específicos.
Quando procurar um médico?
Procure avaliação médica se houver sinais de agravamento local como dor intensa, sangramento, secreção purulenta, febre, comprometimento da alimentação ou se os episódios forem repetidos apesar de medidas iniciais. Em pessoas com doenças que enfraquecem a defesa imunológica, qualquer sinal de extensão além da pele ou mucosas deve ser avaliado prontamente. Para gestantes com sintomas vaginais, avaliação clínica é recomendada para diferenciar causas e registrar conduta segura durante a gestação.
Quantos dias de atestado?
Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento: o período é definido pelo médico que examinou, segundo o caso concreto, e duas pessoas com o mesmo código podem receber prazos diferentes. Em relação à legislação trabalhista e previdenciária, até 15 dias de afastamento quem paga o salário é o empregador; a partir do 16º dia em diante o INSS assume e passa a exigir perícia; e atestados pelo mesmo motivo dentro de 60 dias somam para esses 15 dias. A regra dos 60 dias usa o CID do atestado para que o perito avalie se os episódios decorrem da mesma doença, por isso a codificação inserida com anuência do paciente permite a verificação dessa soma.
Para que um atestado seja aceito costuma‑se exigir identificação do paciente, período de afastamento, data, assinatura e CRM do médico responsável. A inclusão do CID no atestado depende da concordância do paciente; informar o diagnóstico ao empregador não é obrigatório, mas sem o código a soma dos períodos relacionados fica difícil de comprovar para fins de perícia.
Especificamente para CID B37, trata‑se de quadros que, na maioria dos casos ambulatoriais, são agudos e autolimitados ou de recorrência intermitente, frequentemente manejados sem incapacidade prolongada. Portanto este código tende a corresponder a registros de acompanhamento e tratamento local; incapacidade laboral prolongada é incomum, salvo quando a candidíase é parte de um quadro mais amplo ou ocorre em pacientes gravemente imunocomprometidos. Quando a candidíase recorre com frequência, a regra dos 60 dias é relevante porque o somatório de atestados com o mesmo CID pode alterar a transição entre responsabilidade do empregador e do INSS e influenciar a necessidade de perícia.
Que direitos este código envolve?
Registros e atestados com CID B37 servem para fins de documentação clínica, estatística e processos administrativos; direitos trabalhistas ou previdenciários dependem de vínculo, tempo de afastamento e avaliação pericial, não do mero registro do código. Em caso de dúvida sobre afastamento ou benefício, o segurado deve buscar orientação jurídica ou pericial apropriada; o CID em si não garante concessão de benefício.
Perguntas frequentes sobre B37
O que significa aparecer o código CID B37 no meu atestado?
Significa que o médico registrou candidíase como diagnóstico, identificando infecção por Candida em pele ou mucosa; o código documenta a causa clínica apontada e serve para registro e fins administrativos.
Candidíase é contagiosa para o parceiro sexual?
A transmissão pode ocorrer em algumas situações, mas muitas vezes Candida faz parte da flora própria; a presença de sintomas em um dos parceiros não significa necessariamente infecção transmitida ativa, e medidas simples de higiene e avaliação médica são indicadas.
Preciso de exame para ter o CID B37 no atestado?
Nem sempre; o diagnóstico pode se basear em quadro clínico típico, mas exames diretos ou cultura reforçam a identificação de Candida e costumam ser usados quando há dúvida ou recorrência.
Se eu tiver muitos episódios de candidíase, isso afeta a aceitação de atestados pelo INSS?
A recorrência registrada com o mesmo CID permite ao perito avaliar se os episódios somam para fins de contagem de dias; a decisão sobre benefício depende de perícia e vínculo, não do CID isoladamente.
Quando é necessário procurar urgência por candidíase?
Procure atendimento se houver febre, dor intensa, sinais de infecção secundária (pus), dificuldade para engolir ou se você tiver imunossupressão, pois esses sinais sugerem extensão ou complicação.
Códigos relacionados
Fontes e como esta página foi feita
- DATASUS — CID-10, bloco B35-B49
- OMS — ICD-10, versão 2019 (B37)
- Lei 8.213/1991, art. 60 — afastamento e auxílio por incapacidade
- Decreto 3.048/1999, art. 75 — soma de atestados em 60 dias
- Anvisa — Bulário Eletrônico
O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.