D25.9 — Leiomioma do útero, não especificado
- mioma uterino
- fibroma uterino
- leiomioma do útero não especificado
Em palavras simples
Receber o código CID D25.9 significa que foi identificado um leiomioma no útero, palavra muitas vezes abreviada para “mioma”, mas que no seu registro não há detalhe sobre a posição exata dentro do útero. Em termos simples: trata-se de um nódulo benigno formado pelo músculo do útero. O código aparece quando o médico ou o exame confirma o leiomioma, mas o laudo não informa se ele fica mais para dentro da cavidade uterina, mais dentro da parede ou mais para fora do útero.
Você pode estar sentindo sangramento menstrual mais intenso ou irregular, cólicas pélvicas que podem ser mais fortes que o habitual, sensação de peso ou plenitude na barriga, vontade de urinar com mais frequência ou prisão de ventre se o nódulo pressionar órgãos vizinhos. Nem toda pessoa com leiomioma apresenta sintomas; muitos são descobertos em exame de rotina. Sintomas leves podem começar devagar; sinais de piora são sangramento muito abundante, cansaço marcado por anemia, dor persistente ou dificuldade para urinar.
Na maioria dos casos o leiomioma não é grave nem contagioso. Ele é benigno e não “pega” em outras pessoas. O tempo de acompanhamento varia: alguns nódulos permanecem estáveis por meses ou anos, outros crescem gradualmente. O que costuma acontecer depois do diagnóstico é um ou mais exames de imagem (como ultrassom) para avaliar tamanho e localização, hemograma se houver sangramento para checar anemia, e retorno ao médico para discutir opções se os sintomas forem significativos.
Dependendo dos sintomas e da idade, o médico pode propor apenas observação com controle periódico, medidas para controlar o sangramento ou intervenções para remover o nódulo. Em alguns casos a cirurgia é recomendada, e aí pode haver afastamento do trabalho por alguns dias ou semanas, conforme o procedimento. O laudo cirúrgico e, se houver peça enviada à análise, o resultado histopatológico, podem detalhar melhor a localização e levar à atualização do código.
Em casa, observe a intensidade do sangramento (se precisa trocar muitas absorventes em pouco tempo), sinais de anemia como cansaço intenso, tontura ou palidez, dor intensa não aliviada por analgésicos comuns, febre ou sinais de infecção após qualquer procedimento. Procure ajuda se houver sangramento muito forte, fraqueza que atrapalhe tarefas diárias, dor súbita e intensa, ou retenção urinária (incapacidade de urinar).
O que este código significa?
O CID D25.9 designa leiomioma do útero sem especificação de localização ou características. Indica a presença de tumor benigno de músculo liso uterino relatado quando não há detalhamento suficiente para subcategorias (por ex., intramural, submucoso, subseroso). Aparece em laudos clínicos, de imagem ou cirúrgicos que confirmam leiomioma porém não especificam posição ou tipo. Não inclui lesões malignas (leiomiossarcoma) nem outras massas pélvicas como cistos ovarianos ou adenomiose. Serve quando não há informação para codificação mais precisa dentro de D25.
Quando este código é usado?
Usa-se este código quando o documento que justifica a codificação relata a presença de leiomioma uterino sem indicar a topografia (submucoso, intramural, subseroso) ou sem detalhamento histopatológico. Também é aplicado quando a fonte primária menciona “leiomioma” ou “mioma” mas não informa se múltiplos ou único e falta o complemento necessário para subcategorizar em D25.0–D25.8.
Qual a diferença dos códigos parecidos?
D25.0 — Leiomioma submucoso do útero: distinguir por descrição de massa que protrai para cavidade uterina ou causa deformidade da cavidade, o que não é indicado em D25.9.
D25.1 — Leiomioma intramural do útero: optar por D25.1 quando o laudo de imagem descreve localização intramural sem extensão submucosa ou subserosa, critério que falta em D25.9.
D25.2 — Leiomioma subseroso do útero: separar quando há relato explícito de massa voltada para superfície externa do útero ou pediculada para cavidade peritoneal; ausência dessa descrição leva a D25.9.
D25.8 — Outras localizações especificadas: usar quando o laudo especifica posição atípica ou combinação que não se enquadra nas anteriores; D25.9 não contém essa especificidade.
O que é?
Leiomioma do útero é um tumor benigno originado do músculo liso uterino (miométrio). Apresenta-se como um ou vários nódulos sólidos que variam em tamanho e localização no corpo uterino; a maioria cresce lentamente ou mantém-se estável ao longo do tempo.
Clinicamente, pode ser assintomático e detectado em exame de rotina ou em imagem, ou manifestar-se por sangramento uterino anormal, dor pélvica, sensação de massa ou sintomas compressivos sobre bexiga e intestino. Afeta principalmente mulheres em idade reprodutiva, com maior frequência entre 30 e 50 anos.
Quais sintomas aparecem?
Os sintomas mais frequentes incluem sangramento uterino mais intenso ou prolongado, que costuma levar a anemia quando ocorre por tempo prolongado; dor pélvica ou cólicas, às vezes intermitentes; sensação de aumento de volume abdominal ou massa pélvica palpável em casos maiores; sintomas urinários como aumento da frequência ou urgência quando há compressão vesical; e constipação ou sensação de pressão sobre o intestino quando há compressão intestinal. Sintomas iniciais frequentemente são sangramento irregular ou cólicas leves; agravamento pode se manifestar por sangramento muito mais intenso, anemia sintomática, dor persistente que não responde a medidas habituais, ou distúrbios urinários progressivos.
O que causa?
Os leiomiomas são tumores benignos monoclonais do músculo liso uterino. Seu crescimento está relacionado a fatores hormonais, especialmente estrogênio e progesterona, que estimulam a proliferação de células do miométrio; por isso costumam crescer durante a fase reprodutiva e regredir após a menopausa. Há contribuição genética: variantes hereditárias e alterações cromossômicas somáticas em genes reguladores do crescimento celular são frequentes em estudos and publicados.
No Brasil, o mecanismo mais usado para explicar a maioria dos casos é a estimulação hormonal associada a predisposição genética, com influência de fatores como idade reprodutiva, obesidade e exposição estrogênica. Inflamação local, remodelamento da matriz extracelular e angiogênese também contribuem para o desenvolvimento e sintomas.
Como o médico confirma o diagnóstico?
O diagnóstico de leiomioma costuma ser baseado em história clínica e exame físico com toque vaginal e abdominal que podem sugerir aumento uterino ou massa pélvica. A confirmação e caracterização são feitas principalmente por exames de imagem: ultrassonografia transvaginal é o exame inicial mais utilizado para identificar nódulos e estimar tamanho e localização; ressonância magnética pélvica oferece melhor definição topográfica e diferencial em casos complexos. Este código D25.9 é usado quando a documentação confirma leiomioma mas não fornece detalhes suficientes para uma subcategoria mais específica.
Histologia (biópsia ou peça cirúrgica) confirma a natureza benigna e exclui malignidade quando realizada; laudo histopatológico completo permite recodificação para subcategoria apropriada se houver especificação.
Como costuma ser tratado?
O tratamento varia conforme sintomas, tamanho e localização dos leiomiomas e desejo reprodutivo. Muitas pacientes assintomáticas não requerem intervenção imediata e são acompanhadas clinicamente. Para sintomas relevantes, opções incluem manejo farmacológico de controle do sangramento, procedimentos minimamente invasivos para redução ou remoção do(s) nódulo(s) (por exemplo, histeroscopia para submucosos quando indicado) e intervenções cirúrgicas que podem ir desde miomectomia até histerectomia, dependendo de múltiplos fatores.
A escolha do método deve ser individualizada, considerando risco cirúrgico, preservação uterina e eficácia esperada. Alguns tratamentos são ambulatoriais; outros exigem internação e período de recuperação.
Que tipos de remédio costumam ser usados?
As classes de medicamentos utilizadas para controlar sintomas incluem: agentes para redução do sangramento menstrual e manejo da anemia (por exemplo, terapias hormonais e anti-inflamatórios), medicamentos para controle da dor pélvica e, em alguns regimes, agentes moduladores hormonais que reduzem temporariamente o volume do leiomioma. A finalidade medicamentosa é sintomática ou para reduzir volume antes de procedimento, não para cura definitiva na maioria dos casos.
Quando procurar um médico?
Procurar atendimento quando houver sangramento menstrual muito intenso ou prolongado que provoque tontura, fraqueza ou sinais de anemia; dor pélvica intensa e súbita; febre associada a dor pélvica (sinal de complicação infecciosa); sinais de compressão urinária aguda ou retenção urinária; ou aumento rápido de volume abdominal. Em qualquer situação de sangramento novo e significativo, falta de resposta ao manejo inicial ou suspeita de massa em crescimento rápido, avaliação médica é recomendada.
Quantos dias de atestado?
Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento; o período é definido pelo médico que examinou e pelo caso concreto — duas pessoas com o mesmo código podem receber períodos diferentes.
O pagamento e a responsabilidade pelo afastamento seguem regras legais: até 15 dias o empregador é quem paga (Lei 8.213/91, art. 60, parágrafo 3); a partir do 16º dia o INSS assume e passa a exigir perícia; atestados emitidos pelo mesmo motivo dentro de 60 dias somam para esse período de 15 dias (Decreto 3.048/99, art. 75).
A regra dos 60 dias funciona na prática porque é o CID do atestado que o perito usa para verificar se a doença é a mesma — ou seja, o código registrado no atestado é a referência operacional para somar episódios ao cálculo dos 15 dias pagos pelo empregador, fato que muitas pessoas desconhecem.
Para que um atestado seja aceito ele deve identificar o paciente, indicar o período de afastamento, trazer a data, assinatura e o CRM do médico. A inclusão do CID depende da anuência do paciente: o médico só registra o código com o consentimento dele. Não é obrigatório informar o diagnóstico ao empregador, mas sem o código não há como verificar a soma dos 60 dias para efeitos de pagamento inicial.
No caso do CID D25.9 (leiomioma do útero, não especificado), trata-se de uma condição benigna do músculo uterino que costuma ser crônica ou recorrente, muitas vezes acompanhada e registrada em consultas e exames, às vezes assintomática e às vezes associada a sangramento ou dor que podem interferir nas atividades. Por ser uma condição que pode reaparecer ou ter episódios intermitentes, o registro do CID e a possibilidade de somar atestados dentro do intervalo de 60 dias são especialmente relevantes para quem precisa comprovar continuidade do mesmo problema ao perito ou ao empregador.
Que direitos este código envolve?
Direitos trabalhistas e previdenciários dependem de circunstâncias clínicas, duração do afastamento e legislação aplicável; perícia médica definirá incapacidade temporária ou permanente. Benefícios como auxílio-doença ou afastamento por procedimento cirúrgico exigem documentação médica apropriada e avaliação pericial. A cobertura por planos de saúde segue regras contratuais e regulamentares da operadora e da ANS; a existência do CID não garante autorização automática de procedimentos.
Perguntas frequentes sobre D25.9
O que significa que meu laudo traz CID D25.9 em vez de D25.1 ou D25.2?
D25.9 indica que foi identificado um leiomioma, mas o laudo não descreveu a localização ou detalhes necessários para usar subcategorias como intramural (D25.1) ou subseroso (D25.2). O exame complementar pode permitir a recodificação.
Leiomioma é câncer?
Leiomioma é em geral um tumor benigno do músculo uterino. A transformação maligna (leiomiossarcoma) é rara; a confirmação depende de avaliação histopatológica quando há indicação cirúrgica.
Preciso me afastar do trabalho automaticamente ao receber este código?
O código em si não determina afastamento. A necessidade de licença depende dos sintomas, do tratamento proposto e da avaliação médica/pericial, que deve constar em atestado ou laudo.
O plano de saúde cobre exames ou cirurgia por causa de CID D25.9?
A cobertura depende do contrato, da indicação clínica documentada e das regras da operadora; o CID é informação obrigatória na guia, mas não garante autorização automática.
Quais exames costumam confirmar o diagnóstico?
Ultrassonografia transvaginal é o exame inicial mais usado; ressonância magnética pélvica é indicada quando houver dúvida sobre localização ou extensão. Hemograma avalia anemia associada ao sangramento.
Qual a diferença entre leiomioma e adenomiose?
Leiomioma é um nódulo bem delimitado de músculo liso; adenomiose consiste em tecido endometrial presente no miométrio, sem formar nódulos típicos, e costuma causar dor e menstruação dolorosa; o exame de imagem e a história clínica ajudam na diferenciação.
Códigos relacionados
Fontes e como esta página foi feita
- DATASUS — CID-10, bloco D10-D36
- OMS — ICD-10, versão 2019 (D25.9)
- Lei 8.213/1991, art. 60 — afastamento e auxílio por incapacidade
- Decreto 3.048/1999, art. 75 — soma de atestados em 60 dias
- Anvisa — Bulário Eletrônico
O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.