C00-D48 — Capítulo II – Neoplasias [tumores]

  • Neoplasias
  • Tumores
  • Tumor maligno
  • Tumor benigno
  • Lesão neoplásica

Este capítulo reúne todas as neoplasias classificadas na CID-10: tumores malignos (C00-C97), neoplasias in situ (D00-D09), benignas (D10-D36) e de comportamento incerto ou desconhecido (D37-D48). Inclui blocos muito consultados, como C15-C26 (órgãos digestivos), C43-C44 (melanoma e outras neoplasias da pele) e C50 (neoplasia maligna da mama). A maioria dos códigos diferencia local anatômico, comportamento (maligno vs benigno vs in situ) e, em alguns casos, se a lesão é primária ou secundária. Em geral, diagnóstico histopatológico e localização guiada por exames de imagem definem o código final.


Quando usar este código

Usuários chegam aqui ao buscar termos gerais como “neoplasia”, “tumor” ou ao não saber se o caso é benigno, in situ ou maligno. Para escolher o código específico, desça ao bloco correspondente ao comportamento (C00-C97 para malignas, D00-D09 in situ, D10-D36 benignas, D37-D48 comportamento incerto) e em seguida selecione o sítio anatômico e, quando relevante, primariedade ou metástase.

Não confunda com

C50 versus D24 — critério: comportamento neoplásico (maligno em C50; benigno em D24) definido por laudo histopatológico.

D05 versus C50 — critério: presença de invasão; D05 indica carcinoma in situ sem invasão, C50 indica neoplasia maligna invasiva da mama.

C50 versus C79 — critério: primariedade; C50 registra tumor primário da mama, C79 é usado para metástases em órgão específico quando a lesão é secundária.

O que este grupo reúne

Conjunto de lesões neoplásicas classificadas por comportamento (maligno, in situ, benigno, incerto) e por localização anatômica ou tipo histológico. Reúne tanto tumores primários quanto códigos para localizações secundárias ou mal definidas; exclui, em parte, neoplasias do tecido linfático e hematopoético detalhadas em C81-C96.

Queixas que levam a este capítulo

Queixas que levam a este capítulo incluem aparecimento de nódulo ou massa palpável, lesão cutânea que muda de aspecto, sangramento inexplicado, tosse persistente, dificuldade para engolir, dor abdominal persistente, perda de peso não intencional, alterações em exames de imagem ou achados incidentais em exames laboratoriais.

Mecanismos em comum

Mecanismos variam conforme o bloco: alterações genéticas e instabilidade celular, exposições ambientais (tabaco para C30-C39, radiação UV para C43-C44), infecções oncogênicas (HPV associada a C00-C14), agentes químicos e inflamação crônica (H. pylori associada a alguns tumores digestivos em C15-C26). A maioria resulta da interação entre fatores genéticos e ambientais; o padrão muda conforme o sítio e histologia.

Como se define o código

Em geral, o código é definido por combinação de sítio e comportamento: laudo histopatológico (biópsia) confirma malignidade ou in situ; exames de imagem (TC, RM, ultrassom, mamografia) localizam lesões e investigam metástases; citologia, endoscopia e marcadores tumorais auxiliam. Na prática, a distinção entre blocos depende de relatório anatomopatológico, comprovação de primariedade e achados de imagem.

Como o cuidado se organiza

Cuidados organizados em rede multidisciplinar: diagnóstico por especialidades (cirurgia, oncologia, patologia, radiologia), tratamentos ambulatoriais e hospitalares conforme necessidade (cirúrgico, radioterapia, oncologia clínica), e atenção paliativa quando indicado. No SUS, há serviços e programas especializados em oncologia; o encaminhamento segue protocolos locais e a disponibilidade de recursos.

Classes de medicamentos

Classes frequentemente empregadas: quimioterápicos citotóxicos (inibidores da síntese de DNA/mitose), terapias-alvo (inibidores de tirosina quinase, anticorpos monoclonais) que atuam em vias moleculares específicas, agentes hormonais (modulação endócrina em tumores hormônio-dependentes), imunoterápicos (bloqueio de checkpoints imunológicos) e medicamentos de suporte (antieméticos, fatores de crescimento). A escolha depende do tipo histológico, perfil molecular e estágio da doença.

Sinais de alarme do grupo

Procure avaliação médica se houver nódulo novo e persistente, ferida que não cicatriza, sangramento inexplicado, perda de peso involuntária, febre persistente sem causa ou sinais de compressão (dispneia, alterações neurológicas, obstrução intestinal/urinária).

Uso em atestado

Em atestados e relatórios periciais, o CID pode ser registrado para identificar tipo de neoplasia; o paciente pode solicitar omissão do diagnóstico no documento entregue a empregadores, salvo quando houver exigência legal ou administrativa. A perícia costuma exigir laudo anatomopatológico, resultados de imagem e registro clínico para comprovar o diagnóstico e a extensão.

Perguntas frequentes sobre C00-D48

Como escolher entre C50 e D24 ao codificar uma lesão da mama?

Use C50 para neoplasia maligna da mama e D24 para neoplasia benigna da mama; a decisão baseia-se no laudo anatomopatológico que informa o comportamento da lesão.

Quando se deve usar D05 em vez de C50?

D05 (carcinoma in situ da mama) é aplicado quando o relatório patológico descreve lesão in situ sem evidência de invasão; C50 refere-se a neoplasia maligna invasiva.

Se há tumor primário na mama e nódulos hepáticos, o código é C50 ou C79?

Registra-se o primário conhecido (ex.: C50) para a neoplasia por sítio; metástases em órgãos específicos são codificadas em C77-C79 quando registradas como local secundário, exigindo documentação histológica ou imagem que confirme a natureza secundária.

O CID deste capítulo é suficiente para afastamento pelo INSS?

O CID identifica a neoplasia, mas perícia médica e documentação (laudo anatomopatológico, exames, evolução clínica) costumam ser exigidos para avaliação de afastamento e benefícios; a decisão depende da perícia e da normativa vigente.

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