K07 — Anomalias dentofaciais (inclusive a maloclusão)
- maloclusão
- má oclusão dentária
- desarmonia craniofacial
Em palavras simples
Receber o código CID K07 significa que seu dentista identificou uma alteração na posição dos dentes ou na relação entre a maxila e a mandíbula, o que chamamos de anomalia dentofacial ou maloclusão. Isso pode aparecer como dentes tortos, mordida aberta, cruzada, ou mudança no encaixe entre arcadas que dificulta mastigar, falar ou altera a aparência do rosto.
Não é necessariamente uma emergência ou uma “doença contagiosa”; trata‑se de uma condição de desenvolvimento ou posicionamento que, se causa sintomas ou incômodo, costuma ser tratável. Em crianças, identificar cedo facilita intervenções menos invasivas. Em adultos, o tratamento pode exigir etapas mais longas e, em alguns casos, cirurgia combinada com aparelhos.
Se você recebeu esse código, marque avaliação com odontologia ou ortodontia para esclarecer gravidade, possíveis impactos (dor, dificuldade para mastigar, respiração) e opções de acompanhamento ou correção. Enquanto aguarda, atividades diárias normalmente são mantidas, salvo dor intensa ou limitação funcional aguda, que justificariam atendimento imediato.
Peça ao profissional explicações claras sobre objetivos do tratamento, tempo estimado e quem fará cada etapa. Para questões sobre cobertura por convênio ou serviços públicos, consulte sua operadora ou o serviço de saúde local com a documentação clínica em mãos.
O que este código significa?
Alterações na forma, posição ou relação dos dentes e dos maxilares que afetam o fechamento da boca, a mordida e a estética facial. Inclui maloclusões por excesso, falta ou má posição dentária e discrepâncias maxilomandibulares.
Pode causar dificuldade para mastigar, falar, respirar ou problemas estéticos que motivam tratamento odontológico ou ortodôntico.
Quando este código é usado?
Quando há alteração estrutural da posição dos dentes ou relação entre maxila e mandíbula afetando função ou estética
Qual a diferença dos códigos parecidos?
K01: Dentes inclusos e impactados — diferenciar quando o problema principal é um dente não erupcionado isolado (K01) versus alteração global da relação dento-maxilar (K07).
K08: Outros transtornos dos dentes — K08 abrange perda, fraturas ou defeitos estruturais dos dentes; K07 refere-se a desarmonia de posição e relação entre arcadas.
K10: Outras doenças dos maxilares — K10 cobre lesões localizadas e doenças patológicas dos maxilares; K07 descreve alterações morfológicas e de oclusão de caráter dentofacial.
O que é?
Anomalias dentofaciais englobam desvios na posição dos dentes e na relação entre maxila e mandíbula que afetam como os dentes se encaixam (oclusão) e a aparência do rosto. Podem ser por herança, crescimento divergente ou hábitos funcionais que alteram a posição dentária. Nem toda diferença estética é doença — a categoria cobre quando há repercussão funcional, estética ou necessidade de intervenção.
Quais sintomas aparecem?
Dificuldade ou ruído ao mastigar; mordida aberta, cruzada ou profunda; dentes muito apinhados ou espaçados; dor facial ou articular; respiração bucal; queixa estética sobre o alinhamento dentário ou formato do rosto.
O que causa?
Causas incluem predisposição genética ao padrão craniofacial, crescimento assimétrico dos maxilares, perda precoce de dentes decíduos, hábitos prolongados (como sucção digital), respiração bucal e traumas que alteram o desenvolvimento.
Como o médico confirma o diagnóstico?
Avaliação clínica odontológica/ortodôntica com exame da oclusão, história de crescimento e hábitos, e documentação por fotos e radiografias. Em casos complexos, estudos cefalométricos e avaliação por equipe multidisciplinar (ortodontista, cirurgião bucomaxilofacial, fonoaudiólogo) são usados para planejar ação.
Como costuma ser tratado?
Abordagens variam conforme idade, gravidade e impacto funcional ou estético: acompanhamento, aparelhos ortodônticos (fixos ou removíveis), terapias de modificação de hábitos, e em casos de discrepância esquelética importante, cirurgia ortognática combinada com ortodontia. Tratamento pode ser curativo, paliativo ou estético, e frequentemente envolve várias etapas e profissionais.
Que tipos de remédio costumam ser usados?
Não há drogas específicas para corrigir a oclusão; medicamentos podem ser usados para sintomas associados, como analgésicos ou anti-inflamatórios para dor temporomandibular, conforme prescrição clínica.
Quando procurar um médico?
Procurar avaliação odontológica quando houver dificuldade para mastigar, dor articular/jaw, alterações na fala, respiração bucal persistente ou insatisfação estética que afete qualidade de vida. Em crianças, avaliação precoce favorece opções de intervenção menos invasivas.
Quantos dias de atestado?
Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento; o período é definido pelo médico que examinou e pelo caso concreto — duas pessoas com o mesmo código podem receber períodos diferentes.
Até 15 dias de afastamento o empregador é responsável pelo pagamento do salário (Lei 8.213/91, art. 60, §3); a partir do 16º dia o INSS assume o benefício e passa a exigir perícia; atestados emitidos pelo mesmo motivo dentro de 60 dias são somados para fins desses 15 dias (Decreto 3.048/99, art. 75). A identificação do mesmo motivo para a soma dos períodos é feita pelo CID constante no atestado — é o CID que o perito verifica para saber se os atestados se referem à mesma condição.
Para que um atestado seja aceito ele precisa conter identificação do paciente, o período de afastamento, a data, assinatura e o CRM do médico. A inclusão do CID no atestado depende da anuência do paciente; informar o diagnóstico ao empregador não é obrigatório, mas sem o código a soma dos atestados dentro do prazo de 60 dias não pode ser verificada.
No caso de K07 — anomalias dentofaciais, incluindo maloclusões — trata‑se de alterações de desenvolvimento e posição dos dentes e ossos maxilares que costumam exigir acompanhamento e tratamento por etapas (ortodôntico e, em alguns casos, cirúrgico). Em muitos casos a condição é de caráter crônico ou progressivo até que haja intervenção definitiva, e nem sempre causa incapacidade total para o trabalho; frequentemente envolve consultas e períodos de tratamento ou adaptação, em vez de um episódio agudo resolvido de imediato. Como K07 pode motivar atestados repetidos relacionados ao mesmo problema (controle, ajustes de aparelho, dor intermitente ou preparo para cirurgia), a regra da soma dentro de 60 dias é relevante para avaliar conjuntamente esses afastamentos.
Que direitos este código envolve?
Direitos a cobertura dependem da política do prestador/operadora e da rede pública local. Procedimentos de reabilitação dentofacial podem estar contemplados em programas públicos ou planos privados conforme contrato e critérios técnicos; avaliar regulamentos e protocolos aplicáveis antes de assumir cobertura.
Perguntas frequentes sobre K07
CID K07 é uma emergência?
Não costuma ser; virar emergência apenas se houver dor intensa, trauma recente ou dificuldade grave para respirar ou alimentar.
Crianças com K07 precisam sempre de aparelho?
Nem sempre; avaliação precoce pode indicar observação, medidas interceptativas ou ortodontia dependendo da causa e do crescimento.
K07 é hereditário?
Características dentofaciais têm componente genético, mas fatores ambientais e hábitos também influenciam.
Planos de saúde cobrem tratamento para K07?
Cobertura varia por contrato e critérios clínicos; consulte sua operadora e protocolos para verificação.
Códigos relacionados
- K01 Dentes inclusos e impactados
- K02 Cárie dentária
- K04 Doenças da polpa e dos tecidos periapicais
- K05 Gengivite e doenças periodontais
- K08 Outros transtornos dos dentes e de suas estruturas de sustentação
- K09 Cistos da região bucal não classificados em outra parte
- K10 Outras doenças dos maxilares
- K12 Estomatite e lesões correlatas
Fontes e como esta página foi feita
- DATASUS — CID-10, bloco K00-K14
- OMS — ICD-10, versão 2019 (K07)
- Lei 8.213/1991, art. 60 — afastamento e auxílio por incapacidade
- Decreto 3.048/1999, art. 75 — soma de atestados em 60 dias
- Anvisa — Bulário Eletrônico
O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.