K00-K14 — Doenças da cavidade oral, das glândulas salivares e dos maxilares

  • Doenças da boca e maxilares
  • Patologias da cavidade oral e glândulas salivares

O que este código significa?

Este bloco reúne transtornos que afetam dentes, gengivas, mucosa oral, maxilares e glândulas salivares (por exemplo, problemas odontológicos K00-K04; doenças periodontais e da mucosa K05-K06; anomalias do desenvolvimento K07; perda dentária K08; cistos e tumores benignos K09; e afecções dos maxilares e glândulas salivares K10-K14). Entre os códigos mais procurados estão K02 (cárie dentária), K04 (doenças da polpa), K05 (doença periodontal) e K11 (doenças das glândulas salivares).


Quando se usa um código deste grupo?

Usa-se este agrupamento quando a queixa principal é oral ou maxilofacial e ainda não foi decidido o diagnóstico específico; a página orienta a descer para o bloco/código correto conforme achados clínicos e exames complementares.

Com que grupos este se confunde?

K02 versus K00-K04: distinguir problemas da estrutura dentária (K00-K04) de lesões da mucosa ou gengiva (K05-K06) pela origem: dor focal em dente e radiografia com lesão de cárie indica K02/K04; lesão de superfície mucosa sem envolvimento dentário indica K05/K06.

K11 versus K13: massa ou dor na região de glândula salivar com alterações no aspecto glandular ou imagem por ultrassom sugere K11 (glândulas salivares); lesões mucosas difusas da cavidade oral sem alteração glandular são codificadas em K13.

O que é?

Reúne condições localizadas na cavidade oral, estruturas dentárias, maxilares e glândulas salivares. O critério que as une é a topografia (boca, dentes, gengivas, maxilares e glândulas salivares), independentemente da etiologia específica.

Que queixas costumam cair neste grupo?

Queixas que levam a um codificação aqui incluem dor dentária ou maxilar, inchaço ou massa facial/na boca, sangramento gengival, mobilidade dentária, ulcerações ou placas na mucosa oral, sensação de boca seca, dificuldade para mastigar ou abrir a boca.

O que costuma estar por trás deste grupo?

Os mecanismos variam: processos infecciosos e inflamatórios (infecções dentárias, sialadenites — K11), degenerativos e traumáticos (lesões dentárias, fraturas), alterações do desenvolvimento (anomalias dentárias e maxilares — K07), doenças periodontais (K05) e formações císticas ou tumorais benignas da mucosa ou maxilar (K09, K10).

Como se chega a um código deste grupo?

O que define o código é o local anatômico e o achado objetivo: exame clínico oral, inspeção da gengiva/dente, presença de cárie, massa palpável em glândula salivar, imagem compatível em radiografia/TC/USG. Na prática, blocos mudam conforme estrutura predominante afetada (dente versus mucosa versus glândula salivar versus maxilar).

Como costuma ser tratado?

O cuidado varia conforme o problema: grande parte do manejo é ambulatorial com odontologia e serviços de atenção especializada; complicações infecciosas graves ou cirurgias maxilofaciais requerem internação e cirurgia bucomaxilofacial. Serviços do SUS incluem atenção básica odontológica, atenção especializada e procedimentos odontológicos e cirúrgicos conforme protocolo.

Que tipos de remédio costumam ser usados?

Classes usadas incluem analgésicos e anti-inflamatórios (para controle sintomático), antibióticos de espectro adequado para infecções odontogênicas ou sialadenites (decisão baseada no agente suspeito e gravidade), antissépticos tópicos e medicamentos para manejo da secreção salivar ou xerostomia. A escolha depende de diagnóstico, extensão e risco de complicação.

Quando procurar um médico?

Sinais de alarme que exigem avaliação urgente: aumento rápido do volume facial, sinais de infecção sistêmica (febre, calafrios), dificuldade para respirar ou engolir, trismo severo (incapacidade de abrir a boca), sangramento oral abundante ou perda súbita de dentes com dor intensa.

Como este grupo aparece em atestado?

Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento; o período é definido pelo médico que avaliou o caso concreto — duas pessoas com o mesmo CID podem receber períodos diferentes. Essa é a resposta direta ao título da seção.

Na prática, até 15 dias de afastamento o empregador é responsável pelo pagamento; a partir do 16º dia o INSS assume e passa a exigir perícia. Atestados emitidos pelo mesmo motivo dentro de 60 dias são somados para efeito desses 15 dias, conforme a regra legal que organiza quem paga e quando é necessária perícia.

Sobre essa soma de 60 dias: é o CID constante no atestado que o perito usa para verificar se a doença é a mesma, ou seja, o código serve de referência prática para estabelecer continuidade entre episódios — detalhe pouco conhecido, mas relevante para a contagem dos afastamentos ligados a um mesmo motivo.

Para que um atestado seja aceito devem constar identificação do paciente, período de afastamento, data, assinatura e CRM do médico. O CID só deve constar com anuência do paciente; informar o diagnóstico ao empregador não é obrigatório, e sem o código a soma dos 60 dias não pode ser verificada pelo perito.

No caso de K00-K14 (doenças da cavidade oral, glândulas salivares e maxilares) predomina um conjunto misto: muitos quadros são agudos e tratados de forma ambulatorial pela atenção odontológica, enquanto outros são crônicos ou recorrentes (por exemplo, doenças periodontais e algumas condições de mucosa ou disfunções maxilares) e exigem acompanhamento e registro. Em geral estes códigos não implicam necessariamente incapacidade laboral prolongada, sendo frequente o manejo ambulatorial; quando há recorrência ou episódios repetidos, a regra dos 60 dias ganha importância porque permite agrupar atestados do mesmo CID para fins de contagem do período custeado pelo empregador antes da necessidade de perícia do INSS.

Perguntas frequentes sobre K00-K14

Quando devo procurar o código K05 (doença periodontal) em vez de K02 (cárie)?

Use K05 quando a queixa principal for sangramento gengival, retração gengival ou perda de suporte periodontal demonstrada por sondagem; K02 refere-se a lesão cariosa do tecido dentário.

Como diferenciar problemas da glândula salivar (K11) de uma lesão da cavidade oral (K13)?

A presença de massa cervical ou submandibular, dor e alterações ao exame da glândula e imagem por ultrassonografia orientam para K11; lesões restritas à mucosa oral sem alteração glandular vão para K13.

Em atestado, é obrigatório informar o CID específico do K00-K14?

O CID pode ser omitido a pedido do paciente em atestados; peritos e faturamento costumam exigir diagnóstico preciso e documentação de exames para validação de afastamento.

Quando o caso deve ser referido para cirurgia bucomaxilofacial (K10-K14)?

Referência ocorre em presença de cistos, tumores, fraturas maxilares ou infecções profundas que não respondem a tratamento ambulatorial ou que exijam procedimento cirúrgico especializado.

Este bloco inclui perda dentária por doença crônica como indicação de reabilitação?

Sim; perda dentária por doença progressiva enquadra-se em K08 e geralmente orienta avaliação para reabilitação protética conforme protocolos de atenção odontológica.

Fontes e como esta página foi feita

O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.

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