K07.6 — Transtornos da articulação temporomandibular

  • disfunção temporomandibular
  • DTM
  • síndrome temporomandibular
  • transtorno tmj

O CID K07.6 designa os transtornos da articulação temporomandibular (ATM), um conjunto de alterações que afetam a articulação entre mandíbula e crânio, os músculos mastigatórios e estruturas associadas. Aparece quando há dor, estalidos, limitação de abertura ou desconforto ao mastigar oriundos da ATM. Este código engloba formas músculo-esqueléticas e articulares primárias da ATM, inespecíficas quanto a etiologia. Não inclui alterações dentárias puras, doenças sistêmicas como artrite reumatoide com comprometimento secundário da ATM (classificadas em outro lugar) nem lesões traumáticas agudas codificadas separadamente.


Em palavras simples

O código CID K07.6 identifica o que chamamos de transtorno da articulação temporomandibular, ou DTM: um problema que envolve a articulação da mandíbula e os músculos que você usa para mastigar. Não é um vírus nem uma doença contagiosa; descreve um conjunto de sinais e sintomas na região da face e da mandíbula.

Se você recebeu esse código, provavelmente sente dor na frente da orelha ou na mandíbula ao mastigar, estalidos ao abrir e fechar a boca, cansaço dos músculos ao mastigar e talvez dificuldade para abrir totalmente a boca. Algumas pessoas também relatam dor que passa para a cabeça ou ouvido, sensação de travamento ou que a mandíbula ‘escapa’ por instantes.

Na maioria dos casos não é algo com risco de vida. A duração varia: pode melhorar em semanas com medidas simples, ou persistir meses se houver hábitos que provoquem sobrecarga (como ranger os dentes). Nem sempre é possível curar rapidamente, mas é possível reduzir dor e melhorar função com tratamento adequado. O problema não é contagioso.

O próximo passo costuma ser uma avaliação por dentista ou especialista em dor facial que revisará os sintomas, fará exame da boca e movimentos mandibulares e, se necessário, solicitará exames de imagem. O acompanhamento costuma ser ambulatorial, com orientações, terapias físicas e ajustes na forma de usar os dentes. A necessidade de afastamento do trabalho depende da dor e da função mastigatória; nem todos precisam de atestado.

Em casa, observe se a dor aumenta ao mastigar alimentos duros, se há estalidos que mudam ou se a abertura da boca fica cada vez mais limitada. Evite mastigar chicletes, apertar os dentes ou forçar a abertura. Procure ajuda se a dor piorar muito, se a boca ficar travada fechada ou aberta por tempo prolongado, se tiver febre ou sinais que sugiram infecção, ou se houver perda acentuada da capacidade de alimentação.

Quando usar este código

Usa-se este código quando o quadro clínico e os exames indicam que os sintomas provêm da articulação temporomandibular ou dos músculos mastigatórios, sem causa sistêmica primária documentada. Serve para registros de dor facial não neuralgia, estalidos articulares, limitação de abertura e episódios crônicos de disfunção mastigatória. Não é adequado para códigos que melhor definem trauma, infecção, tumor ou doenças reumatológicas com envolvimento articular específico.

Não confunda com

K07.6 versus M26.6 (Artrite da articulação temporomandibular): use M26.6 quando houver diagnóstico claro de artrite inflamatória documentada por critérios reumatológicos ou exames que identifiquem processo inflamatório sistêmico; K07.6 refere-se a disfunções locais músculo-articulares sem classificação inflamatória sistêmica. K07.6 versus R68.8 (sintomas não específicos de face): R68.8 abrange sinais isolados sem diagnóstico localizado; K07.6 exige correlação clínica/exame com ATM. K07.6 versus S02.6 (fratura da mandíbula) ou S03.2 (luxação temporomandibular traumática): códigos S referem-se a trauma agudo com história e imagens compatíveis; K07.6 é para disfunções não traumáticas ou crônicas.

O que é

Transtornos da articulação temporomandibular são condições que afetam a articulação que conecta a mandíbula ao osso temporal do crânio e os músculos responsáveis pela mastigação. Podem manifestar-se como dor local, ruídos articulares (estalidos, crepitação), limitação ou travamento da boca, fadiga dos músculos mastigatórios e cefaleia referida. Os sintomas variam de leve desconforto intermitente até dor persistente que prejudica alimentação e sono.

Costumam afetar adultos jovens e de meia-idade com predomínio em mulheres, mas ocorrem em qualquer faixa etária. Fatores contribuintes incluem bruxismo, sobrecarga funcional, hábitos parafuncionais, alterações oclusais, estresse e, menos frequentemente, alterações articulares degenerativas ou deslocamento de disco intra-articular.

Sintomas

Principais sintomas incluem dor na região pré-auricular que pode irradiar para face, ouvido ou cabeça; estalidos ou crepitação ao abrir e fechar a boca; limitação de abertura boca (hipomobilidade) ou episódios de bloqueio (travamento). Nos estágios iniciais aparecem dor ao mastigar e fadiga muscular; estalidos podem surgir precocemente sem dor. Agravamento costuma apresentar aumento da intensidade da dor, redução progressiva da abertura bucal, episódios frequentes de travamento e impacto significativo na alimentação e qualidade do sono.

Causas

Os mecanismos envolvem alterações articulares e musculares por sobrecarga funcional: bruxismo e apertamento geram tensão nos músculos mastigatórios e compressão articular; deslocamento do disco articular altera a biomecânica e produz estalidos e limitação. Fatores psicossociais como estresse influenciam a atividade muscular. Em prática brasileira, a causa mais frequente é a sobrecarga funcional associada a hábitos parafuncionais e bruxismo; causas menos comuns incluem alterações degenerativas, trauma antigo e condições sistêmicas que afetam articulações.

Como é diagnosticado

O diagnóstico baseia-se em história clínica dirigida e exame físico focalizado: dor à palpação pré-auricular, ruídos articulares reproduzíveis, limitação da abertura e movimentos mandibulares desviados. Este código se sustenta quando os achados apontam para origem na ATM ou músculos mastigatórios e quando outras causas (trauma agudo, infecção, doença sistêmica) foram excluídas ou codificadas à parte. Exames de imagem como radiografia panorâmica, tomografia computadorizada ou ressonância magnética auxiliam na diferenciação de alterações articulares e deslocamento de disco, mas o registro pode ser usado com base em quadro clínico compatível.

Como costuma ser tratado

O manejo é predominantemente conservador e multidisciplinar: medidas de autocuidado, fisioterapia, controle de hábitos parafuncionais e orientação odontológica para ajuste de carga mastigatória e proteção dentária. Em casos persistentes, intervenções especializadas podem incluir terapias dirigidas por dentistas, fisioterapeutas ou cirurgiões bucomaxilofaciais. O tratamento costuma ser ambulatorial e escalonado conforme resposta; procedimentos invasivos são reservados a casos selecionados.

Classes de medicamentos

Medicamentos usados para controle sintomático incluem analgésicos, anti-inflamatórios e relaxantes musculares prescritos por profissionais, além de agentes para dor neuropática em quadros crônicos selecionados. A medicação sustenta o alívio de sintomas enquanto medidas não farmacológicas atuam na causa funcional. A escolha da classe depende do perfil do paciente e da avaliação clínica.

Quando procurar ajuda

Procurar avaliação quando a dor na região da ATM persiste além de alguns dias, aumenta de intensidade, há limitação progressiva da abertura da boca, episódios repetidos de travamento ou dificuldades para mastigar e dormir. Buscar atenção médica ou odontológica se surgirem sinais de infecção local, febre, alterações neurológicas ou perda rápida da função mastigatória. Para casos crônicos, avaliação multidisciplinar é indicada para planejamento terapêutico.

Uso em atestado

Atestados e laudos devem descrever funcionalidade afetada (limitação de abertura, dor ao mastigar), duração dos sintomas e medidas realizadas; o CID K07.6 codifica transtorno da ATM e serve para registrar a condição, sem, por si só, determiner tempo de afastamento. Indicar procedimentos e necessidade de reavaliação conforme evolução clínica.

Perguntas frequentes sobre K07.6

CID K07.6 significa que tenho uma doença séria?

Não necessariamente; significa que há transtorno na articulação temporomandibular ou músculos mastigatórios, que pode variar de leve a incapacitante, mas raramente é uma emergência.

Preciso de exame de imagem para confirmar o CID K07.6?

O diagnóstico costuma ser clínico, baseado em história e exame; exames como ressonância podem ser solicitados para esclarecer deslocamento de disco ou alterações articulares quando o caso é mais complexo.

Posso ficar afastado do trabalho por causa desse transtorno?

O afastamento depende de incapacidade funcional documentada; o atestado deve descrever limitações concretas e a necessidade clínica, e a decisão cabe ao médico e, se necessário, à perícia.

O CID K07.6 é diferente de uma dor de ouvido?

Sim; embora a dor da ATM possa ser sentida perto do ouvido, o CID K07.6 refere-se à origem articular ou muscular da mandíbula, não a uma otite primária.

Quanto tempo leva para melhorar?

A evolução varia; muitos respondem a medidas conservadoras em semanas a meses, mas alguns casos persistem e requerem acompanhamento prolongado.

O dentista é o profissional indicado?

Dentistas com experiência em DTM, fisioterapeutas e especialistas em dor facial costumam participar da avaliação e tratamento, dependendo do caso.

Leve estas perguntas

O que perguntar ao seu advogado (2)
  • A condição documentada por CID K07.6 pode justificar afastamento laboral temporário na ausência de prova objetiva de incapacidade?
  • Quais documentos e laudos periciais são necessários para comprovar incapacidade funcional relacionada à ATM em ação trabalhista?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
  • O plano exige exame de imagem específico (RM) para autorizar procedimentos invasivos relacionados à ATM?
  • Quais procedimentos relacionados à ATM costumam requerer autorização prévia segundo critérios da operadora?
  • Existe carência ou cobertura diferenciada para órteses oclusais e terapias odontológicas indicadas para DTM?

Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.

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