M23 — Transtornos internos dos joelhos

  • lesão interna do joelho
  • derrame articular mecânico
  • lesão meniscal crônica

Em palavras simples

Receber o código CID M23 significa que o médico identificou um problema dentro do joelho — não apenas dor passageira — relacionado a estruturas internas como o menisco, a cartilagem ou pequenos fragmentos livres. Em termos simples, é como se algo dentro da articulação estivesse interferindo no movimento habitual do seu joelho.

Você provavelmente sente dor localizada, estalos ou uma sensação de que o joelho ‘trava’ ou ‘escorrega’ em certos movimentos, especialmente ao agachar, girar o corpo ou subir escadas. Pode aparecer também inchaço depois de esforço. Nem todo caso envolve febre ou sinais de infecção; o sintoma mais típico é o travamento mecânico ou dor que limita atividades.

Trata‑se de uma condição que pode ser causada por uma lesão aguda (por exemplo, uma torção durante esporte) ou por desgaste e degeneração com o tempo. Não é uma doença contagiosa. A gravidade varia: muitos episódios são manejáveis sem cirurgia, enquanto casos com bloqueio persistente ou perda de função costumam exigir avaliação mais aprofundada e, às vezes, procedimento artroscópico.

O caminho comum depois do diagnóstico inclui exames de imagem (principalmente ressonância magnética) para detalhar a lesão, seguimento com fisioterapia e reavaliação. Se houver bloqueio contínuo ou falha do tratamento conservador, o especialista pode recomendar artroscopia para reparar ou remover o tecido que causa o problema. A necessidade de afastamento do trabalho depende da sua função: trabalhos que exigem esforço ou agachamento podem requerer adaptação temporária.

Em casa, observe se o joelho fica muito inchado sem motivo, se a dor aumenta muito ou se aparecer calor e vermelhidão — nesses casos procure atendimento. Se o joelho começar a travar de forma constante e impedir movimentos simples, informe seu médico para acelerar a investigação. Mantenha a comunicação sobre sua capacidade para atividades diárias e siga as orientações do especialista sobre retorno gradual às tarefas.

O que este código significa?

O CID M23 designa transtornos internos dos joelhos, referindo-se a alterações estruturais intra-articulares que comprometem a função e causam dor, bloqueio ou instabilidade. Aparece em pacientes com sintomas mecânicos do joelho, frequentemente após trauma ou desgaste articular, e inclui lesões meniscais crônicas, fragmentos livres e outras alterações internas. Não inclui artropatias sistêmicas primárias, como artrite reumatoide (M05–M06), nem artrose primária difusa (M17, M19). O código orienta para registros de diagnóstico sobre a lesão intra-articular principal, respaldado por imagem ou achado cirúrgico. Serve tanto para documentação clínica quanto para codificação de procedimentos relacionados ao joelho.


Quando este código é usado?

Usa-se CID M23 quando o problema primário é uma alteração interna do joelho identificada por história, exame e confirmado por imagem ou artroscopia — por exemplo menisco degenerado com sintomas mecânicos persistentes. Quando a queixa é dor inespecífica sem sinal de lesão intra-articular, ou a origem é inflamatória sistêmica, outros códigos são mais apropriados. Este código é aplicável a doenças unilaterais ou bilaterais se o registro não especificar lado.

Qual a diferença dos códigos parecidos?

M23.2 vs M23.3: M23.2 identifica transtorno do menisco devido à ruptura ou lesão antiga com sinais de fragmento residual ou degeneração associada; M23.3 descreve outros transtornos meniscais sem relato de ruptura antiga. M17 (Gonartrose) vs M23: M17 refere-se a artrose/degeneração articular com perda cartilaginosa global e alterações radiográficas de osteoartrose; M23 indica problema intra-articular focal com sintomas mecânicos predominantes. M22 (Transtornos da rótula) vs M23: M22 é usado quando o foco é patela/faceta patelar (instabilidade patelar, condromalácia patelar); M23 é escolhido quando a lesão interna é meniscal, corpo livre ou lesão condral não centrada na patela.

O que é?

Transtornos internos dos joelhos são alterações estruturais dentro da articulação que afetam menisco, cartilagem, corpos livres ou partes do revestimento sinovial, produzindo sintomas mecânicos e dor. Manifesta-se tipicamente por dor localizada, estalidos, bloqueio articular intermitente e sensação de instabilidade ao apoiar peso.

Esses transtornos ocorrem em adultos jovens após trauma esportivo e em idosos por degeneração progressiva do menisco e da cartilagem. Frequentes em pacientes que relatam episódios de ‘travamento’ do joelho, agravamento ao agachar ou subir escadas, e limitação funcional para atividades que exigem flexão do joelho.

Quais sintomas aparecem?

Principais sintomas: dor localizada no joelho, estalidos ou crepitação, sensação de bloqueio ou ‘travar’ (sinal de corpo livre ou menisco instável) e episódios de falseio/instabilidade. Sintomas que aparecem cedo são dor intermitente ao esforço e crepitação. Sinais de agravamento incluem bloqueio persistente que impede extensão completa, derrame articular recorrente e perda progressiva de mobilidade ou função.

O que causa?

Os mecanismos envolvem ruptura meniscal aguda por trauma (torção com carga) e degeneração meniscal por sobrecarga e envelhecimento; fraturas condrais e corpos livres articulares também geram transtorno interno. No Brasil, o cenário mais comum na prática é a degeneração meniscal em adultos de meia-idade associada a episódios de dor mecânica, seguida por lesões traumáticas em praticantes de esportes.

Como o médico confirma o diagnóstico?

O diagnóstico de M23 se sustenta na correlação entre sintomas mecânicos (bloqueio, estalido), exame físico com sinais focais (dor à palpação da linha articular, limitação de movimento) e confirmação por imagem ou artroscopia. Radiografia simples ajuda a excluir artrose avançada; ultrassonografia tem papel limitado; ressonância magnética confirma lesões meniscais, condrais e corpos livres; achado cirúrgico (artroscopia) corrobora definitivamente o código.

Como costuma ser tratado?

O tratamento varia conforme a lesão: medidas conservadoras podem ser adotadas inicialmente para sintomas leves, enquanto procedimentos artroscópicos são considerados quando há bloqueio mecânico persistente ou falha da terapêutica não cirúrgica. Em geral o manejo é ambulatorial e dirigido à restauração da função articular e alívio dos sintomas; a escolha entre fisioterapia, infiltração ou artroscopia depende da natureza e da gravidade da lesão confirmada.

Que tipos de remédio costumam ser usados?

Classes usadas no manejo sintomático incluem analgésicos e anti-inflamatórios não esteroidais para controle da dor e redução da inflamação, além de medicações adjuvantes para controle da dor crônica quando indicado; em alguns casos, preparações para infiltração articular são consideradas conforme avaliação clínica. A prescrição específica e doses não constam neste texto.

Quando procurar um médico?

Procurar avaliação médica quando houver bloqueio persistente que impeça movimentar totalmente o joelho, dor intensa que limita atividades diárias, aumento rápido do inchaço articular ou sinais de infecção (vermelhidão, calor, febre). Busca de atendimento é indicada também se os sintomas não melhorarem com medidas iniciais em semanas, para evitar perda funcional e documentar necessidade de intervenção.

Quantos dias de atestado?

Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento; o período é definido pelo médico que examinou e pelo caso concreto — duas pessoas com o mesmo código podem receber períodos diferentes.

Na prática legal, até 15 dias de afastamento o pagamento do salário é de responsabilidade do empregador (Lei 8.213/91, art. 60, parágrafo 3); a partir do 16º dia o INSS assume o benefício e passa a exigir perícia. Atestados relativos ao mesmo motivo dentro de 60 dias são somados para fins desse limite de 15 dias (Decreto 3.048/99, art. 75).

A regra dos 60 dias é verificada pelo perito usando o CID constante no atestado: é o código que permite identificar se episódios distintos referem‑se à mesma causa. Pouca gente sabe que é o CID que o perito utiliza para essa comparação prática.

Para que um atestado seja aceito ele precisa conter identificação do paciente, o período de afastamento, a data, a assinatura e o CRM do médico. A inclusão do CID no atestado depende da anuência do paciente — não é obrigatório informar o diagnóstico ao empregador — mas sem o código não há como somar os atestados no critério dos 60 dias.

Especificamente para M23 (transtornos internos dos joelhos), o quadro pode surgir de modo agudo após trauma ou apresentar caráter crônico/recorrente por degeneração intra‑articular; muitos casos são manejados em ambulatório, enquanto outros produzem sintomas mecânicos que limitam certas atividades. Por isso este código costuma ser tanto motivo de simples registro e acompanhamento quanto de afastamento quando há bloqueio mecânico ou perda funcional significativa; quando os episódios se repetem, a regra dos 60 dias é especialmente relevante porque atestados sucessivos com o mesmo CID poderão ser computados em conjunto para os limites legais acima descritos.

Perguntas frequentes sobre M23

O que significa ter CID M23 no atestado?

Indica que há um transtorno interno do joelho identificado pelo médico; o atestado deve descrever limitações funcionais e, quando possível, a documentação que sustenta o diagnóstico.

CID M23 é contagioso?

Não. Trata-se de uma alteração estrutural ou mecânica da articulação, não provocada por contágio.

Preciso sempre de ressonância para confirmar M23?

A ressonância é o exame mais informativo e costuma ser solicitado para confirmar lesões internas; em casos cirúrgicos, o achado artroscópico também confirma o diagnóstico.

O CID M23 é o mesmo que artrose do joelho?

Não. Artrose é codificada em M17/M19 e refere‑se a desgaste articular generalizado; M23 foca alterações internas como lesões meniscais ou corpos livres.

Quanto tempo leva para melhorar?

A duração varia conforme a lesão e o tratamento; alguns sintomas melhoram em semanas com fisioterapia, enquanto outros podem necessitar de procedimento e ter recuperação mais longa.

Leve estas perguntas

O que perguntar ao seu médico (5)
  • Existe evidência de menisco roto cronicamente em ressonância ou artroscopia?
  • O bloqueio articular é episódico ou persistente e impede extensão completa?
  • Há sinais radiográficos de osteoartrose que alterariam a codificação para M17?
  • O lado afetado e a cronicidade justificam subdivisão para M23.2, M23.3, M23.8 ou M23.9?
  • A sintomatologia melhora com manejo conservador ou exige indicação cirúrgica?
O que perguntar ao seu advogado (3)
  • Este CID e suficiente para pedir afastamento por incapacidade temporária em perícia trabalhista?
  • Que documentação complementar (RM, laudo cirúrgico) devo apresentar para comprovar a limitação funcional?
  • Como o registro de M23 influencia avaliação de estabilidade para retorno ao trabalho em atividade física intensa?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
  • O plano exige relatório de imagem (ressonância) ou laudo de artroscopia para autorizar procedimento artroscópico?
  • Há necessidade de autorização prévia para fisioterapia prolongada ou terapias intervencionistas associadas a M23?
  • Quais justificativas clínicas o especialista deve incluir na guia para evitar negativa por caracterização como artrose (M17)?

Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.

Códigos relacionados

Fontes e como esta página foi feita

O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.

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