M18 — Artrose da primeira articulação carpometacarpiana
- artrose da base do polegar
- rizartrose
- osteoartrite da articulação carpometacarpiana do polegar
O CID M18 designa artrose da primeira articulação carpometacarpiana, conhecida como rizartrose, que afeta a base do polegar. Aparece por desgaste progressivo da cartilagem e alterações ósseas na articulação trapezio-metacarpal, causando dor e perda de função. Pode ser primária (degenerativa) ou secundária a trauma, sobrecarga ou outras doenças articulares; subdivisões especificam lateralidade e etiologia. Não inclui artrose de outras articulações da mão, como as articulações interfalângicas (M20/M21) nem formas inflamatórias dominantes como artrite reumatoide (M05-M06). O código é usado quando o quadro clínico e os exames confirmam envolvimento específico da articulação carpometacarpiana do polegar.
Em palavras simples
O código CID M18 identifica a artrose da primeira articulação carpometacarpiana, que é a articulação na base do polegar. Em linguagem simples, trata-se de desgaste da ‘base’ do polegar, onde o osso do metacarpo encontra o trapézio no pulso. Esse desgaste causa dor quando você usa o polegar para segurar, apertar ou torcer objetos.
Quem recebe esse diagnóstico geralmente relata dor ao fazer pinça com o polegar e o dedo indicador, dificuldade para abrir potes ou girar chaves, e sensação de perda de força. No começo a dor costuma aparecer só em atividades específicas e melhora com descanso; com o tempo pode tornar-se mais frequente e limitar tarefas domésticas ou profissionais.
Raramente é uma condição que “pega” outra pessoa; não é infecciosa. A gravidade varia: muitas pessoas conseguem controlar os sintomas com medidas simples e adaptando movimentos; outras têm dor persistente que exige tratamentos mais intensos. A evolução costuma ser lenta, ao longo de meses ou anos.
O caminho comum após o diagnóstico inclui registros de dor e função, radiografias da mão para documentar o desgaste e tentativa de medidas conservadoras como uso de talas, fisioterapia e ajustes de atividades. Se essas medidas não forem suficientes, o médico pode discutir opções intervencionistas ou cirúrgicas. Dependendo do impacto no trabalho, pode haver necessidade de atestados ou avaliação pericial.
Em casa, observe se a dor aumenta sem relação com atividade, se surge inchaço marcante, vermelhidão ou febre — nesses casos procure atendimento. Também é importante notar perda rápida de força ou incapacidade para tarefas básicas, como segurar uma caneca. Para qualquer dúvida sobre exames ou tratamentos propostos, registre perguntas para esclarecer com o médico, pois o diagnóstico e a conduta dependem da sua função e necessidades.
Quando usar este código
Usa-se este código quando há diagnóstico de artrose predominante na primeira articulação carpometacarpiana (base do polegar), confirmado por correlação clínica e exames de imagem, e quando essa articulação é a principal fonte dos sintomas. Se o problema for outra articulação ou uma artrite inflamatória sistêmica, deve-se escolher o código apropriado no capítulo M.
Não confunda com
M17 (Gonartrose [artrose do joelho]) — local diferente: M17 refere-se à artrose do joelho; separa-se pela anatomia e pelos exames de imagem que mostram alterações femorotibiais e rotulianas, não da articulação carpometacarpiana do polegar.
M16 (Coxartrose [artrose do quadril]) — local diferente: M16 é artrose do quadril, distinguida por dor inguinal e imagem radiográfica de articulação coxofemoral, sem alterações na base do polegar.
M19 (Outras artroses) — critério de especificidade: usar M19 quando a artrose não pode ser alocada a uma articulação específica do capítulo; M18 é preferível quando há evidência localizada na primeira carpometacarpiana.
M05/M06 (Artrite reumatóide) — critério etiológico: nos casos de poliartrite inflamatória com envolvimento múltiplo e sinais sorológicos, os códigos de artrite reumatóide são aplicáveis; M18 descreve artrose degenerativa localizada, não artrite inflamatória sistêmica.
O que é
Artrose da primeira articulação carpometacarpiana é a degeneração da cartilagem e das estruturas adjacentes na articulação entre o trapézio e o primeiro metacarpo, localizada na base do polegar. Manifesta-se por dor ao usar o polegar em pinça e preensão, rigidez matinal curta e redução progressiva da força de preensão.
Costuma afetar pessoas de meia-idade ou idosas, com maior prevalência em mulheres, e surge tanto por desgaste primário relacionado à idade quanto por fatores secundários como trauma prévio, instabilidade articular ou sobrecarga ocupacional. A evolução é lenta e os sintomas podem piorar com atividades repetitivas.
Sintomas
Os sintomas principais são dor localizada na base do polegar, especialmente ao fazer pinça entre polegar e indicador, e ao torcer ou abrir recipientes. Dor inicial aparece em esforços e melhora com repouso; rigidez leve ao despertar e perda de força de preensão são frequentes. Sinais de agravamento incluem dor persistente em repouso, limitação marcada da amplitude de movimento, deformidade visível na base do polegar e fraqueza funcional que atrapalha atividades diárias, além de episódios de bloqueio ou crepitação articular.
Causas
O mecanismo central é a degeneração da cartilagem articular com remodelamento ósseo subcondral e formação de osteófitos, levando a dor e perda de função. Na prática brasileira, a causa mais comum é a artrose primária por envelhecimento e uso acumulado; fatores que contribuem incluem histórico de trauma na base do polegar, hiperatividade ocupacional com movimentos repetitivos, instabilidade ligamentar e sequela de fraturas. Doenças sistêmicas ou metabólicas que afetam articulações podem predispor a formas secundárias.
Como é diagnosticado
O diagnóstico deste código exige correlação entre quadro clínico (dor típica na base do polegar, teste de força e sinal de pressão na articulação) e exames de imagem que mostrem estreitamento do espaço articular, osteófitos ou esclerose subcondral na primeira carpometacarpiana. Radiografia em incidências específicas da mão costuma confirmar alterações degenerativas. Excluir artrites inflamatórias sistêmicas e outras causas de dor local orienta a escolha do CID M18 em vez de códigos do capítulo M05–M07.
Como costuma ser tratado
O tratamento é multidisciplinar e orientado para alívio da dor e manutenção da função: medidas conservadoras incluem adaptações de atividade, órteses para estabilizar a base do polegar, fisioterapia e intervenções analgésicas. Procedimentos intervencionistas ou cirúrgicos são considerados quando a dor e a perda funcional persistem apesar do manejo conservador; a escolha depende da gravidade, expectativa funcional e comorbidades do paciente.
Classes de medicamentos
Classes medicamentosas usadas no manejo sintomático incluem analgésicos e anti-inflamatórios para controle da dor e inflamação local, além de medicamentos tópicos quando indicados. Em alguns casos de dor neuropática associada, agentes adjuvantes podem ser considerados por equipe clínica. A indicação específica e a escolha de fármacos são decididas pelo profissional responsável.
Quando procurar ajuda
Procurar atendimento quando a dor na base do polegar interfere nas atividades diárias, há perda significativa de força e função, ou quando a dor persiste em repouso e não responde a medidas simples. Buscar avaliação se houver aumento rápido do inchaço, sinais de inflamação aguda, febre ou sintomas sugerindo outra doença articular, pois esses achados podem indicar diagnóstico diferente ou complicação.
Uso em atestado
Atestados e certificados devem descrever limitação funcional objetiva, lateralidade e impacto nas atividades, sem prescrever conduta. Para perícias, detalhar tempo de evolução, tratamentos realizados e exames que sustentam o diagnóstico; justificativas clínicas influenciam tempo e tipo de afastamento quando aplicável.
Direitos e benefícios
Direitos trabalhistas e previdenciários dependem de avaliação pericial e da legislação vigente: a existência do CID M18 no documento clínico não garante automaticamente afastamento ou benefício. Em casos de incapacidade temporária ou permanente, é necessária perícia médica do INSS ou avaliação judicial; o registro adequado e a documentação de incapacidade funcional sustentam requerimentos formais.
Perguntas frequentes sobre M18
O que significa receber o código CID M18 no meu prontuário?
Significa que foi identificada artrose na articulação da base do polegar, com sintomas e exames compatíveis; o registro descreve a localização e serve para documentação clínica e administrativa.
Esse problema é contagioso ou passa para outras pessoas?
Não é contagioso; trata-se de desgaste articular que não se transmite a outras pessoas.
O CID M18 justifica afastamento do trabalho?
O código por si só não garante afastamento; perícia médica e documentação da limitação funcional determinam necessidade e duração do afastamento.
Quais exames confirmam a artrose na base do polegar?
Radiografia dirigida da mão geralmente confirma alterações degenerativas; em casos específicos, ultrassom, tomografia ou ressonância podem complementar a avaliação.
Qual a diferença entre artrose e artrite no contexto da mão?
Artrose (CID M18) é degenerativa e localizada, causada por desgaste; artrite refere-se a inflamação articular, frequentemente sistêmica, e pode exigir códigos diferentes como M05 ou M06.
O que muda se a artrose foi causada por um trauma antigo?
Se houver relação temporal e alterações pós-traumáticas documentadas, a subcategoria pós-traumática (por exemplo M18.2 ou M18.3) pode ser mais apropriada, o que tem implicações em laudos e perícias.
Leve estas perguntas
O que perguntar ao seu médico (6)
- Qual é a presença e a gravidade da diminuição do espaço articular e dos osteófitos na radiografia focada na primeira carpometacarpiana?
- Existe instabilidade ligamentar ou sequela de fratura que justifique classificar como artrose pós-traumática (subcategoria M18.2/M18.3)?
- Quais exames adicionais (ultrassom, RM) são necessários para diferenciar sinovite ativa de alterações puramente degenerativas neste paciente?
- Quanto a dor e a limitação funcional evoluíram desde o início e qual impacto nas tarefas profissionais e de autocuidado?
- Há sinais ou história sugestiva de artrite inflamatória sistêmica que reorientariam o código para M05–M06?
- Qual é a lateralidade e se o quadro é bilateral, o que justifica uso de subcategoria específica (M18.0, M18.2, etc.)?
O que perguntar ao seu advogado (4)
- O quadro documentado com CID M18 e exames pode fundamentar pedido de afastamento por incapacidade temporária ao trabalho?
- Como a classificação entre artrose primária e pós-traumática (M18.0 vs M18.2) influencia a estabilidade do direito em perícia trabalhista?
- Quais documentos e laudos são essenciais para comprovar redução de capacidade laborativa em processos previdenciários envolvendo M18?
- É possível pleitear indenização por acidente de trabalho se houver relação entre atividade profissional e desenvolvimento de rizartrose?
O que perguntar ao seu plano de saúde (4)
- Quais procedimentos diagnósticos ou terapêuticos para artrose da primeira carpometacarpiana exigem autorização prévia da operadora?
- A cobertura de órteses ou dispositivos de imobilização para a base do polegar é contemplada pelo plano em casos de M18?
- Qual documentação clínica e imagem a operadora costuma solicitar para autorizar procedimentos cirúrgicos relacionados ao CID M18?
- Em casos de cirurgia reconstrutiva da base do polegar, há prazos de carência ou regras específicas que podem afetar a autorização?
Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.
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