N17 — Insuficiência renal aguda

  • falência renal aguda
  • injúria renal aguda
  • IRA

Em palavras simples

Receber o código CID N17 significa que os médicos registraram uma perda rápida da função dos rins — chamada insuficiência renal aguda. Em termos simples, os rins deixaram de filtrar o sangue como antes, e isso pode fazer o corpo reter água, sal e substâncias que normalmente são eliminadas. O nome pode assustar, mas indica um problema que surgiu de forma súbita, não uma doença crônica que está se desenvolvendo há anos.

Você provavelmente percebeu menos urina ou inchaço nas pernas e no rosto, além de sintomas como cansaço, náuseas ou falta de apetite. Às vezes há dor lombar ou sensação de pressão no abdome. Em casos mais intensos podem surgir tontura, palpitações ou confusão; esses sinais indicam que é preciso voltar ao serviço de saúde sem demora. Nem sempre há febre ou sinais de infecção — a causa pode ser desidratação, uso de remédios que fazem mal ao rim, infecção grave no corpo ou obstrução das vias urinárias.

Sobre se é grave e se “pega”: insuficiência renal aguda não é contagiosa; sua gravidade varia muito. Em muitas situações, se a causa é identificada e tratada a tempo, a função renal melhora e volta a quase normal. Em outros casos pode ser necessário suporte mais intensivo, incluindo diálise temporária. O tempo de recuperação depende da causa e da sua saúde antes do episódio.

O que costuma acontecer depois é a realização de exames de sangue e urina repetidos para acompanhar a creatinina, ureia e eletrólitos, além de ultrassom para verificar se há obstrução. Pode haver internação para observação e reposição de líquidos ou ajuste de medicamentos; retornos ambulatoriais e nova avaliação médica são comuns até estabilizar. Se você trabalha, o médico pode emitir atestado por necessidade de afastamento enquanto a função renal está instável.

Em casa, observe a quantidade de urina, sinais de inchaço, aumento súbito de peso, falta de ar, tontura, fraqueza intensa ou palpitações; qualquer piora desses sintomas justifica procurar emergência. Evite tomar medicamentos sem orientação, especialmente anti-inflamatórios, e leve à consulta a lista de remédios que usa. Guarde resultados de exames anteriores — eles ajudam a equipe a saber se a alteração é realmente nova. Anote perguntas para o médico e, se houver incerteza sobre o diagnóstico ou necessidade de procedimentos, peça explicações claras sobre próximos passos.

O que este código significa?

O CID N17 designa insuficiência renal aguda, quadro em que os rins perdem função rapidamente, levando acúmulo de toxinas e alterações do volume e dos eletrólitos. Aparece em contexto agudo: após desidratação grave, infecções sérias, uso de medicamentos tóxicos para rim ou complicações de cirurgia. Não inclui a insuficiência renal crônica (N18), que é progressiva e de longa duração. N17 é usado quando há evidência laboratorial ou clínica recente de queda da filtração glomerular ou oligúria. Este código abrange etiologias diversas e diferentes graus de severidade, desde reversíveis com tratamento até casos que exigem terapia de substituição renal.


Quando este código é usado?

Use N17 quando houver perda aguda comprovada da função renal, por exemplo elevação aguda da creatinina sérica em relação a valores prévios ou redução sustentada do volume urinário, justificada pelo prontuário. O código serve para episódios agudos e não deve ser usado para insuficiência renal crônica estabelecida, que pertence a N18. Também é o código adequado em prontuários hospitalares, emergências e laudos quando o evento renal é o problema principal ou complicador direto de outro quadro.

Qual a diferença dos códigos parecidos?

N18 (Insuficiência renal crônica): diferenciar por histórico de duração e achados de cronicidade, como rins contraídos, anemia renal crônica, ou redução progressiva e sustentada da taxa de filtração; N17 é agudo e frequentemente reversível. O12 (Doença hipertensiva na gravidez): pode haver injúria renal aguda no contexto obstétrico, mas se a referência for a síndrome hipertensiva gestacional sem clara perda aguda de função renal, não usar N17. R34 (Anúria e oligúria): esse sintoma pode indicar N17 quando decorrente de injúria renal aguda; porém R34 é sintoma isolado sem confirmação da causa renal.

O que é?

Insuficiência renal aguda é a perda rápida da capacidade dos rins de filtrar o sangue e manter equilíbrio hidroeletrolítico e ácido–base. Manifesta-se por redução do volume urinário e acúmulo de substâncias normalmente excretadas, como ureia e creatinina, causando fadiga, náusea e alteração do nível de consciência em casos mais graves.

O quadro costuma ocorrer em adultos com fatores precipitantes: desidratação, choque séptico, exposição a drogas nefrotóxicas, obstrução do trato urinário ou parada circulatória. Pode acontecer tanto em pacientes previamente saudáveis quanto em quem já tem doença renal crônica, quando então é classificado como injúria aguda sobre crônica.

Quais sintomas aparecem?

Principais sinais incluem diminuição do volume urinário (oligúria ou anúria), inchaço periférico, cansaço e náuseas. Sinais que aparecem cedo são redução do débito urinário e retenção de líquidos; vômitos e confusão mental sugerem agravamento metabólico e acúmulo de toxinas. Sinais de piora também incluem arritmias por distúrbios eletrolíticos, respiração dificultada por sobrecarga hídrica e oligoanúria persistente.

O que causa?

Mecanismos incluem redução do fluxo sanguíneo renal (pré-renal) causada por desidratação ou choque, dano direto ao tecido renal (intrínseco) por isquemia, inflamação ou drogas nefrotóxicas, e obstrução pós-renal do trato urinário. Na prática brasileira os gatilhos mais comuns são desidratação associada a diarreia ou uso inadequado de diuréticos e exposição a anti-inflamatórios não esteroidais ou contraste radiológico em pacientes vulneráveis. Sepse e choque também são causas freqüentes em ambiente hospitalar.

Como o médico confirma o diagnóstico?

O diagnóstico de N17 baseia-se em evidência de redução aguda da função renal: aumento agudo da creatinina sérica em comparação a valores prévios ou queda sustentada do débito urinário, com correlação clínica e laboratorial. Exames que documentam perda aguda de função e exclusão de outras causas são centrais para justificar o código. É importante distinguir um episódio agudo de uma doença renal crônica por histórico e exames de imagem que mostrem sinais de cronicidade.

Como costuma ser tratado?

O tratamento é dirigido à causa e ao suporte das funções vitais: restauração do volume e da perfusão quando indicado, interrupção de drogas nefrotóxicas, e correção de distúrbios eletrolíticos. Em casos de insuficiência renal aguda severa, pode ser necessária terapia de substituição renal temporária. A modalidade e duração do suporte dependem do quadro clínico, da capacidade de recuperação renal e das comorbidades do paciente.

Que tipos de remédio costumam ser usados?

Classes frequentemente relevantes incluem fluidos de reposição e vasopressores para suporte hemodinâmico em casos de hipoperfusão, agentes para correção de distúrbios eletrolíticos e, quando indicado, fármacos que tratam a causa subjacente, como antibióticos em sepse. Antagonistas de potássio ou medidas para redução de potássio sérico podem ser usadas em emergências eletrolíticas; a escolha e uso de medicamentos dependem da avaliação clínica especializada.

Quando procurar um médico?

Procure avaliação urgente se houver redução marcada do volume de urina, inchaço progressivo, falta de ar, tontura ou sinais de confusão mental. Procurar serviço de emergência é indicado quando surgem sintomas que sugerem acúmulo de toxinas ou distúrbios eletrolíticos graves, como palpitações por arritmia. Em qualquer suspeita de piora rápida da função renal, contato médico imediato é necessário para investigação e suporte.

Quantos dias de atestado?

Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento; o período é definido pelo médico que examinou, considerando o caso concreto, e duas pessoas com o mesmo código podem receber prazos diferentes. Até 15 dias de afastamento quem paga o salário é o empregador; do 16º dia em diante o INSS assume e passa a exigir perícia; atestados pelo mesmo motivo dentro de 60 dias somam para esses 15 dias. Para somar os períodos o perito do INSS usa o CID do atestado para verificar se é a mesma doença, razão prática pela qual o código no atestado importa para contagem.

Para que um atestado seja aceito ele precisa conter identificação do paciente, o período de afastamento, a data, a assinatura e o CRM do médico. A indicação do CID só ocorre com anuência do paciente; informar o diagnóstico ao empregador não é obrigatório, mas sem o código a soma dos 60 dias não pode ser verificada administrativamente. Atendimentos urgentes e internações por insuficiência renal aguda costumam gerar relatórios médicos e atestados de afastamento compatíveis com a gravidade do episódio.

Este quadro é tipicamente agudo, podendo resolver com tratamento da causa e suporte; em outros casos pode prolongar-se ou exigir terapias de substituição renal temporárias. N17 frequentemente implica incapacidade temporária para trabalho até que a função renal se estabilize, por isso a presença do CID nos documentos é importante para perícia e continuidade de benefícios. Quando o paciente tem episódios recorrentes ou injúria aguda sobre doença renal crônica, a regra dos 60 dias é ainda mais relevante para somar períodos e avaliar incapacidade continuada.

Perguntas frequentes sobre N17

O CID N17 significa que terei que fazer diálise?

N17 indica perda aguda da função renal; a diálise é uma possibilidade em casos graves para suporte temporário, avaliada conforme sinais clínicos e laboratoriais.

O atestado com CID N17 serve para afastamento do trabalho?

Sim, o atestado pode justificar afastamento; o período é definido pelo médico e a contagem para benefícios segue regras previdenciárias específicas.

A insuficiência renal aguda é contagiosa para familiares?

Não; trata-se de uma condição do próprio funcionamento dos rins e não se transmite entre pessoas.

Quais exames confirmam que é insuficiência renal aguda e não crônica?

Comparação com creatinina prévia, acompanhamento seriado da creatinina e investigação por imagem que mostre ausência de sinais de cronicidade ajudam a diferenciar.

Posso voltar ao trabalho logo que me sentir melhor?

O retorno depende da estabilização clínica e laboratorial; avalie com o médico responsável e siga as orientações sobre atividades e acompanhamento.

Leve estas perguntas

O que perguntar ao seu médico (5)
  • Houve aumento agudo da creatinina comparado a um valor baseline disponível?
  • Qual foi o débito urinário nas últimas 24 horas e há necessidade de cateter vesical para monitorização?
  • Existem sinais de obstrução urinária que justifiquem imagem e desobstrução imediata?
  • Quais medicamentos recentes podem ser retirados por serem potencialmente nefrotóxicos?
  • Há sinais de sepse ou choque que exijam suporte hemodinâmico intensivo?
O que perguntar ao seu advogado (3)
  • Este atestado com CID N17 é suficiente para justificar afastamento previdenciário em perícia?
  • Como será considerado um episódio de injúria aguda sobre doença renal crônica em perícia trabalhista?
  • É possível contestar negativa do INSS se o laudo hospitalar documenta perda aguda da função renal?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
  • O plano exige autorização prévia para internação por insuficiência renal aguda?
  • Procedimentos de terapia de substituição renal temporária dependem de autorização diferida ou imediata?
  • A cobertura para exames de imagem e monitorização laboratorial em internação por N17 costuma exigir justificativa clínica detalhada?

Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.

Códigos relacionados

Outros códigos do mesmo grupo

Fontes e como esta página foi feita

O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.

Assine nossa newsletter
© CIDs Med. Todos os direitos reservados.
Política de privacidade