N17-N19 — Insuficiência renal

Este bloco reune códigos relacionados à insuficiência renal: N17 (insuficiência renal aguda), N18 (insuficiência renal crônica, com subcategorias por estádio) e N19. Entre os mais consultados estão N17.0–N17.9 (aguda por causa específica), N18.3–N18.5 (estágios moderado a terminal) e N18.6 (insuficiência renal terminal). A página serve como agrupamento para escolher o código mais preciso segundo duração, gravidade e causa associada.


Quando usar este código

Usa-se este agrupamento quando o clínico ou codificador identifica prejuízo da função renal e precisa decidir entre agudo, crônico ou não especificado. Faz-se triagem inicial aqui e depois desce-se ao código correto conforme duração (horas/dias versus meses/anos), presença de lesão aguda sobre crônica e estádios de TFG para N18. Se houver causa conhecida (p.ex. necrose tubular aguda, obstrução), registrar o código específico em N17 ou códigos auxiliares do capítulo correspondente.

Não confunda com

Confusão com N17.x (insuficiência renal aguda): distingue-se por evolução rápida (horas/dias) e reversibilidade potencial, enquanto N18 indica alteração crônica com redução sustentada da TFG.

Confusão com N18.x (insuficiência renal crônica): critérios de duração (>3 meses) e estádios por TFG separam N18 de N17; presença de diálise ou indicação de ESRD orienta para N18.6.

Confusão com N25-N29 (outros transtornos do rim): se a principal apresentação é desordem eletrolítica ou tubular sem insuficiência global da filtração, o código do bloco N25-N29 pode ser mais apropriado.

O que este grupo reúne

Reúne condições em que a capacidade dos rins de manter homeostase e filtrar resíduos está reduzida. O critério que as junta é a queda da taxa de filtração glomerular ou a necessidade de terapia renal substitutiva, dividida em aguda (N17), crônica com estágios (N18) e não especificada (N19). Varia conforme tempo de evolução, reversibilidade e dependência de diálise.

Queixas que levam a este capítulo

Queixas que levam a este bloco incluem redução abrupta da produção de urina, inchaço (edema), falta de ar, fadiga, náusea, confusão ou alterações eletrolíticas detectadas em exames. Em crônicas, queixas mais vagas como cansaço progressivo, perda de apetite e edema periférico costumam predominar. Achados laboratoriais alterados muitas vezes motivam a codificação mesmo na ausência de sintomas marcantes.

Mecanismos em comum

Inclui mecanismos pré-renais (hipoperfusão, choque), renais intrínsecos (necrose tubular aguda, glomerulopatias) e pós-renais (obstrução do trato urinário). N17 costuma agrupar causas agudas identificáveis (ex.: nefrotoxinas, sepse), N18 abrange lesões crônicas por diabetes, hipertensão ou glomerulonefrites antigas, e N19 quando falta informação sobre duração ou causa.

Como se define o código

O que define o código é o tipo e a duração da insuficiência: achados de elevação aguda de creatinina e variação rápida da diurese indicam N17; redução sustentada da TFG por ≥3 meses define N18 com estágio. A distinção prática depende de histórico temporal, documentação de TFG/creatinina serial e registro de terapia renal substitutiva ou de causas identificáveis.

Como o cuidado se organiza

O cuidado varia: insuficiência renal aguda pode demandar internação e manejo na UTI; crônica é acompanhada em serviços ambulatoriais de nefrologia e, em estágios avançados, em programas de terapia renal substitutiva do SUS. A organização envolve prevenção, controle das causas subjacentes, acompanhamento da função renal e encaminhamento para diálise ou transplante quando indicado.

Classes de medicamentos

Classes usadas incluem agentes para correção de distúrbios eletrolíticos e de volume (diuréticos, fluidos), medicamentos para controle de pressão arterial (IECA/BRA frequentemente envolvidos na cronicidade), agentes quelantes e erythropoietina para anemia renal. A escolha entre classes depende da causa, do estágio da insuficiência e da presença de comorbidades.

Sinais de alarme do grupo

Procurar avaliação urgente em casos de redução súbita da diurese, inchaço generalizado, falta de ar, confusão, vômitos persistentes ou alterações marcantes de potássio/eletrólitos. Estes sinais podem indicar insuficiência renal aguda grave ou complicações que exigem intervenção imediata.

Uso em atestado

Para atestados e afastamentos, registre o diagnóstico mais preciso disponível (N17.x, N18.x ou N19) e dados que justifiquem o tempo (ex.: necessidade de internação ou diálise). Notificação compulsória não é rotineira para insuficiência renal em si; omissão do CID a pedido do paciente segue regras gerais de sigilo. Perícia costuma exigir documentos com evolução temporal, exames e registro de terapias como diálise.

Perguntas frequentes sobre N17-N19

Quando uso N17 em vez de N18?

N17 descreve deterioração rápida da função renal em horas/dias (insuficiência renal aguda); N18 é usado quando a redução da TFG persiste por três meses ou mais e pode ser classificada por estágios.

Posso codificar N18.6 quando o paciente faz diálise?

N18.6 (insuficiência renal terminal) é aplicado quando há necessidade de terapia renal substitutiva crônica, como diálise regular, conforme registro clínico.

O CID pode ficar em branco a pedido do paciente em atestado?

A omissão do CID a pedido do paciente segue as regras de sigilo; contudo, para perícia e autorização de procedimentos pode ser exigida documentação completa com o diagnóstico.

Como distinguir N19 de N17/N18 na documentação?

N19 (não especificada) é usado quando não há informação suficiente sobre evolução temporal ou causa; se possível deve-se preferir N17 ou N18 conforme os critérios temporais e de investigação.

Assine nossa newsletter
© CIDs Med. Todos os direitos reservados.
Política de privacidade