N45 — Orquite e epididimite
- inflamação testicular
- dor testicular inflamatória
- epididimite
- orquite
O CID N45 designa orquite e epididimite: inflamação do testículo (orquite), do epidídimo (epididimite) ou de ambos. Aparece com dor, inchaço e sensibilidade na bolsa escrotal, às vezes com febre e sinais de infecção sistêmica. Refere-se tanto a episódios agudos quanto a formas crônicas persistentes quando especificadas pelos dados clínicos. Não inclui outras causas de dor escrotal como torção testicular (N44) ou dor de origem referida sem inflamação. Código dirigido a registrar o diagnóstico inflamatório testicular/epididimário confirmado por exame clínico e/ou imagem.
Em palavras simples
O código CID N45 significa que houve diagnóstico de inflamação no testículo (orquite), no epidídimo (epididimite) ou nos dois. Em palavras simples, é uma inflamação na bolsa escrotal que costuma causar dor e inchaço no local. O médico escolhe esse código quando encontra sinais claros de inflamação no exame ou quando a imagem (ultrassom) confirma o quadro.
Você provavelmente está sentindo dor ou desconforto em um dos lados da bolsa escrotal, talvez com aumento de volume e sensibilidade ao toque. Pode haver sensação de calor local, vermelhidão e, em alguns casos, febre, ardor ao urinar ou dor ao ejacular. O desconforto costuma começar de forma progressiva, mas pode piorar se a infecção se agravar.
Na maior parte dos casos, orquite ou epididimite não são perigosas se tratadas, não “pegam” como gripe, mas alguns tipos transmissíveis sexualmente podem ser transmitidos ao parceiro. A duração varia: muitos melhoram em dias a semanas com tratamento e repouso; formas crônicas podem durar mais. A gravidade depende da causa e da rapidez do tratamento.
Normalmente o clínico pedirá exames básicos (urina, cultura, testes para infecções sexualmente transmissíveis) e, com frequência, um ultrassom com Doppler para confirmar inflamação e afastar outras causas como torção. O retorno ao médico é usado para verificar resposta ao tratamento; alguns casos exigem internação ou intervenção se houver abscesso ou piora.
Em casa, observar intensidade da dor, aumento do inchaço, febre que não cede e sinais de pus é importante; esses sinais justificam procurar atendimento com urgência. Evitar relações sexuais até orientação clínica e relatar qualquer sintoma urinário ajuda no diagnóstico. Procure reavaliação se não houver melhora nos dias esperados ou se os sintomas piorarem.
Quando usar este código
Usa-se este código quando há diagnóstico clínico de inflamação do epidídimo e/ou testículo, suportado por achados como dor, edema e sinais inflamatórios locais, com ou sem confirmação por ultrassom Doppler. Não se usa para dor escrotal não inflamatória, trauma isolado, tumores testiculares ou torção testicular.
Não confunda com
N44 (Torção testicular) — Critério de separação: torção causa isquemia aguda com início súbito de dor intensa e pode mostrar ausência de fluxo sanguíneo no Doppler; N45 é inflamatório com fluxo preservado ou aumentado.
N50.8 (Outras afecções testiculares) — Critério de separação: N50.8 agrupa alterações não inflamatórias ou estruturais sem sinais agudos de inflamação; N45 exige sinais e sintomas inflamatórios clinicamente identificáveis.
N43 (Hérnia escrotal e hidrocele) — Critério de separação: hidrocele/hérnia produzem aumento escrotal indolor ou com sensação de peso sem sinais sistêmicos; N45 associa dor, calor local e possível febre.
O que é
Orquite é a inflamação do testículo; epididimite é a inflamação do epidídimo, o tubo por trás do testículo onde os espermatozoides amadurecem. Podem ocorrer isoladas ou juntas (epididimorchite), e manifestam-se por dor, sensibilidade e aumento da bolsa escrotal, frequentemente com sinais de inflamação como vermelhidão e calor.
A condição aparece em homens de qualquer idade, mas causas e apresentação variam: em adultos jovens a epididimite costuma estar associada a infecções sexualmente transmissíveis; em homens mais velhos pode relacionar-se a infecções do trato urinário ou refluxo urinário. Formas crônicas produzem desconforto persistente e alterações palpáveis.
Sintomas
Principais: dor testicular unilateral ou bilateral, inchaço e sensibilidade da bolsa escrotal, calor e vermelhidão local. Sintomas iniciais: desconforto testicular progressivo e sensibilidade ao toque; pode haver dor ao urinar ou ejaculação dolorosa em algumas causas. Sinais de agravamento: febre elevada, aumento rápido do edema, dor muito intensa que limita deambulação, sinais de supuração (flutuação, pus) ou alterações sistêmicas que sugerem extensão da infecção.
Causas
Mecanismos: geralmente infecção bacteriana com inflamação local do epidídimo e/ou testículo. No Brasil, a causa mais frequente na prática adulta é a transmissão por bactérias do trato urinário ou por patógenos sexualmente transmissíveis (como Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae) em homens sexualmente ativos; agentes entéricos e refluxo urinário predominam em homens mais velhos ou com cateterismo. Também há causas virais (por exemplo, caxumba) e reações inflamatórias pós-traumáticas ou autoimunes raras.
Como é diagnosticado
O diagnóstico baseia-se em história e exame físico: dor e sensibilidade à palpação do epidídimo/testículo. Suporte diagnóstico inclui investigação laboratorial de infecção (urina, swab uretral, hemograma) e imagem, sobretudo ultrassom Doppler escrotal para diferenciar inflamação de isquemia (torção) e avaliar abscesso. A confirmação do agente depende de exames microbiológicos quando possível.
Como costuma ser tratado
O manejo é orientado pelo quadro infeccioso ou inflamatório: muitos casos são tratados de forma ambulatorial com medidas de suporte e terapia antimicrobiana dirigida ao provável agente, monitoramento e retorno para reavaliação. Casos com abscesso, falha terapêutica, ou incerteza diagnóstica podem requerer internação, drenagem ou intervenção cirúrgica. O plano de cuidados depende da causa identificada e da evolução clínica.
Classes de medicamentos
Classes comumente empregadas incluem antimicrobianos de espectro adequado para os germes suspeitos (cobertura para patógenos urinários ou para agentes de transmissão sexual conforme contexto), analgésicos e anti-inflamatórios para controle da dor e do processo inflamatório. A escolha específica do fármaco deve seguir avaliação clínica e protocolos locais.
Quando procurar ajuda
Procurar avaliação médica urgente se houver dor escrotal de início súbito e intenso (para excluir torção), febre alta, aumento rápido do volume escrotal, sinais de pus/local quente e flutuante, náusea ou vômito graves, ou quando os sintomas não melhorarem com tratamento ambulatorial inicial. Para desconforto leve a moderado, procurar atendimento em horário regular para diagnóstico e orientação.
Uso em atestado
Atestados e certificados devem descrever sinais e sintomas observados, datas de início e conduta adotada. A duração do afastamento dependente da gravidade clínica, da necessidade de procedimentos e do risco de exposição no trabalho; documentação objetiva (exame físico, exames complementares) sustenta o período indicado pelo profissional.
Direitos e benefícios
Direitos trabalhistas e previdenciários variam com a legislação e com o contrato de trabalho; perícia médica avaliará incapacidade temporária ou permanente com base em documentação clínica e exames. O código CID no prontuário e na guia é elemento informativo, não garante automaticamente benefício ou afastamento sem avaliação pericial.
Perguntas frequentes sobre N45
O que significa receber o CID N45 no prontuário?
Significa que o profissional registrou diagnóstico de inflamação do testículo, do epidídimo ou ambos, com base em exame clínico e, frequentemente, suporte por imagem ou testes laboratoriais.
Orquite/epididimite é contagiosa?
Algumas causas, especialmente infecções sexualmente transmissíveis, podem ser transmitidas; outras origens, como refluxo urinário, não são contagiosas. O risco depende do agente identificável.
Preciso de atestado médico e por quanto tempo posso ser afastado?
A necessidade e duração do afastamento dependem da gravidade, da resposta ao tratamento e da avaliação do médico; documentação clínica e exames sustentam o período solicitado.
Como se diferencia de torção testicular?
A torção geralmente tem início súbito e dor muito intensa, com diminuição do fluxo sanguíneo no ultrassom Doppler; N45 mostra sinais inflamatórios e geralmente fluxo preservado ou aumentado.
Quais exames confirmam o diagnóstico?
Ultrassom Doppler escrotal é o exame chave para documentar inflamação e excluir torção; urina, urocultura e testes para IST identificam agentes causais quando aplicáveis.
Leve estas perguntas
O que perguntar ao seu médico (5)
- Quando o quadro deve ser reclassificado de N45 para N44 (torção testicular) por achados de imagem?
- Qual é o critério clínico e por imagem para documentar epididimite crônica à necessidade de mudar o registro?
- Em que situações a presença de abscesso escrotal muda o manejo e a codificação?
- Quais resultados de urocultura ou swab orientam alteração do tratamento empírico e registro diagnóstico?
- Quanto tempo de evolução com resposta clínica é esperado antes de considerar falha terapêutica e revisar o código?
O que perguntar ao seu advogado (3)
- Em perícia por incapacidade, que documentação clínica e exames sustentam afastamento por N45?
- O registro de N45 em prontuário influencia avaliação de estabilidade ocupacional para reintegração?
- Que elementos no atestado ajudam a comprovar necessidade de afastamento por procedimento cirúrgico decorrente de N45?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
- Quais procedimentos associados a N45 costumam exigir prévia autorização da operadora?
- Que documentação clínica a operadora costuma solicitar para liberar internação relacionada a N45?
- O plano pode questionar cobertura de intervenções para abscesso escrotal sem laudo de imagem justificando o procedimento?
Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.