S43 — Luxação, entorse e distensão das articulações e dos ligamentos da cintura escapular
- lesão do ombro com deslocamento articular
- entorse do ombro
- distensão ligamentar da cintura escapular
O CID S43 designa lesões agudas da cintura escapular que afetam articulações e ligamentos do ombro — incluindo luxações, entorses e distensões. Aparece quando há trauma com dor, perda de função ou deformidade na região do ombro. Não inclui fraturas do ombro e do braço (S42) nem traumas superficiais sem lesão articular (S40). Subcategorias distinguem luxação glenoumeral e acromioclavicular.
Em palavras simples
O código CID S43 reúne lesões do ombro que atingem as articulações e os ligamentos: são situações como a luxação (quando a cabeça do osso sai do lugar), a entorse (esticamento ou pequeno rompimento dos ligamentos) e a distensão (sobrecarga dos tecidos). Em resumo, é um termo técnico que indica problema na articulação do ombro após um trauma ou esforço exagerado.
Ao receber esse código, a pessoa geralmente sente dor intensa no ombro, dificuldade para mexer o braço e às vezes vê uma deformidade ou sensação de que “algo saiu do lugar”. Pode ocorrer inchaço, sensibilidade ao toque e fraqueza ao tentar levantar o braço; em alguns casos há formigamento ou dormência se estruturas nervosas estiverem afetadas.
Na maioria dos casos não é uma doença contagiosa; trata‑se de uma lesão localizada. A gravidade varia: algumas entorses melhoram com descanso e reabilitação, outras luxações exigem redução e cuidado mais intensivo. O tempo de recuperação depende do tipo da lesão e do tratamento, indo de semanas a meses em lesões mais graves.
Depois do atendimento inicial é comum que sejam solicitados exames de imagem para confirmar o diagnóstico e excluir fratura. Seguimentos com o médico e fisioterapia são frequentes para restaurar movimento e força. A necessidade de afastamento do trabalho varia conforme a função exercida e a gravidade da lesão; isso é avaliado caso a caso.
Em casa, observe se a dor piora, se aparece formigamento persistente, perda de força no braço ou mudança na cor e temperatura da mão — nesses casos procure atendimento sem demora. Se o ombro foi visivelmente deslocado ou há ferimento aberto, a procura imediata por serviço de emergência é indicada para avaliação e tratamento.
Quando usar este código
Não confunda com
S43.0 vs S42.2 (Fratura da cabeça do úmero): S43.0 refere-se a deslocamento articular da articulação glenoumeral sem fratura evidente; se imagem mostra quebra óssea na cabeça do úmero, o caso é S42.2.
S43.1 vs S42.0 (Fratura da clavícula): S43.1 é luxação acromioclavicular com separação articular; presença de fratura da clavícula documentada em imagem muda o código para S42.0.
S43 (luxação/entorse) vs S40 (traumatismo superficial do ombro e do braço): S40 descreve lesões cutâneas ou contusões sem comprometimento articular; dor com instabilidade articular, deformidade ou perda funcional indica S43.
O que é
S43 agrupa lesões traumáticas que comprometem as articulações e ligamentos da cintura escapular, principalmente a articulação glenoumeral (ombro) e a articulação acromioclavicular. Essas lesões variam de distensão ligamentar leve a luxação franca, quando as superfícies articulares perdem a relação normal.
Manifestam‑se por dor localizada, limitação dos movimentos e, em luxações, deformidade visível ou sensação de deslocamento. Afetam pessoas após quedas, torções do braço, acidentes esportivos ou traumas diretos; adultos jovens e idosos expostos a quedas estão entre os mais afetados.
Sintomas
Principais sinais incluem dor aguda no ombro, incapacidade de movimentar o braço, sensibilidade localizada e inchaço. Sinais precoces são dor intensa ao tentar mover o braço e proteção muscular; deformidade ou perda da contorno normal do ombro apontam para luxação. Piora inclui dormência, formigamento, fraqueza persistente distal ao membro ou alterações vasculares, que sugerem comprometimento neurovascular.
Causas
As lesões ocorrem por mecanismos de transferência de energia ao ombro: queda com o braço estendido, impacto direto sobre o ombro, torção forçada ou sobrecarga em movimentos extremos. Na prática brasileira, causas frequentes são quedas de própria altura em idosos, acidentes de trânsito, esportes de contato e tentativa de abrandar queda com a mão apoiada.
Como é diagnosticado
O diagnóstico baseia‑se na avaliação clínica — história de trauma, dor focal, perda de função e exame que identifica instabilidade ou deformidade articular — confirmada por exames de imagem para distinguir luxação de fratura e classificar a lesão. Radiografia simples costuma ser o exame inicial para documentar deslocamento articular e excluir fratura; imagens adicionais definem a extensão da lesão e orientam codificação entre S43 e códigos irmãos.
Como costuma ser tratado
O tratamento varia conforme o tipo e a gravidade: imobilização e manejo da dor em lesões leves, redução articular quando indicada e reabilitação funcional com fisioterapia para recuperar amplitude e força. A maioria dos casos é tratada de forma conservadora em ambiente ambulatorial; intervenções cirúrgicas são consideradas quando há instabilidade persistente, lesão associada ou tentativa de redução falha.
Classes de medicamentos
Classes usadas no controle sintomático incluem analgésicos e anti‑inflamatórios para alívio da dor e redução da inflamação, e em alguns casos agentes que aliviam espasmo muscular. Antissepsia e profilaxia de tétano são consideradas em ferimentos abertos conforme avaliação clínica. Prescrições específicas e doses ficam a cargo do profissional assistente.
Quando procurar ajuda
Procurar atendimento imediato ao identificar deformidade óbvia do ombro, incapacidade total de movimentar o braço, ferimento aberto, perda de sensibilidade, fraqueza progressiva ou alteração da cor e temperatura da mão. Também buscar avaliação urgente se a dor não for controlada ou se houver suspeita de fratura associada.
Uso em atestado
Atestados e comunicados de afastamento devem registrar a natureza da lesão (luxação, entorse ou distensão), limitações funcionais observadas e a estimativa de necessidade de repouso ou restrição de atividades. A duração do afastamento depende da gravidade, tratamento realizado e evolução clínica, e deve constar justificativa clínica no documento.
Direitos e benefícios
Direitos trabalhistas e previdenciários dependem das normas específicas: perícia e laudo médico pericial avaliam incapacidade laborativa; acidentes de trabalho podem gerar cobertura diferenciada. A existência do CID S43 no laudo contribui para a caracterização da lesão, mas não garante automaticamente benefícios ou estabilidade.
Perguntas frequentes sobre S43
O que significa receber o CID S43 no meu laudo?
Significa que foi identificada uma lesão na articulação ou nos ligamentos do ombro — luxação, entorse ou distensão — geralmente após trauma. O laudo descreve a natureza da lesão, não um prognóstico preciso.
Preciso de exame por imagem para confirmar o CID S43?
Sim, imagens como radiografia costumam ser usadas para confirmar deslocamento articular e excluir fratura; outros exames podem ser solicitados conforme a suspeita clínica.
Esse código indica risco de contagio para contatos?
Não. CID S43 descreve uma lesão traumática e não é transmissível; a preocupação é com dor e função do ombro.
Posso receber atestado para trabalhar quando tenho CID S43?
A necessidade de atestado depende da intensidade da dor, limitação funcional e demanda da atividade laboral; o médico registrará no documento as limitações que justificam afastamento.
Como diferenciar S43 de uma fratura (S42)?
A presença de solução de continuidade óssea evidenciada em imagem orienta para S42; S43 é usado quando a lesão é predominantemente articular ou ligamentar sem fratura demonstrada.
O que esperar após o primeiro atendimento?
Avaliação clínica e exames de imagem, possível imobilização, orientação para controle da dor e retorno para reavaliação ou fisioterapia, dependendo da gravidade.