S40-S49 — Traumatismos do ombro e do braço

  • Traumatismos do ombro e braço
  • Lesões traumáticas do ombro
  • Lesões traumáticas do braço

O bloco S40-S49 reúne lesões agudas que acometem a região do ombro e do braço: desde contusões e ferimentos superficiais até luxações, entorses, rupturas de tendões e fraturas fechadas ou abertas. Códigos muito procurados incluem S40 (traumatismos do ombro), S41 (ferimentos do ombro), S42 (fraturas do ombro e do braço), S43 (luxações e distensões articulares do ombro), e S44-S49 (outras lesões de estruturas musculoesqueléticas e nervosas do braço). É um agrupamento usado para navegação inicial entre lesões de membro superior.


Quando usar este código

Use este bloco quando o local primário do trauma é o ombro ou o braço e ainda não se selecionou a categoria específica (fratura, luxação, ferida, contusão, lesão nervosa). Daqui desce‑se a códigos específicos conforme o diagnóstico definitivo (ex.: S42 para fraturas, S43 para luxações) ou detalhes como abertura da fratura, laterização e associação a outras lesões.

Não confunda com

Confusão com S42 (Fratura do ombro e do braço): diferenciar por presença de fratura radiológica ou descrição cirúrgica de fratura; se houver fratura comprovada, usar S42.
Confusão com S43 (Luxação e distensão articular do ombro): diferenciar por relato de redução ou imagem mostrando desalinhamento articular; luxação primária codifica S43.
Confusão com S41 (Ferimentos do ombro): diferenciar por presença de ferimento cortante/perfurante com evolução ou sutura; ferimentos abertos dirigem para S41.

O que este grupo reúne

Reúne traumatismos localizados no ombro e no braço decorrentes de forças externas recentes. O critério que une o bloco é a topografia anatômica (região entre cintura escapular e cotovelo) independentemente do mecanismo — inclui lesões de pele, músculos, tendões, articulações, ossos e nervos dessa área.

Queixas que levam a este capítulo

Queixas que levam a este agrupamento incluem dor localizada no ombro ou braço após impacto, incapacidade de mover o membro, deformidade visível, inchaço, hematoma, sangramento por ferida, parestesias ou perda sensitiva distal, e limitação funcional aguda.

Mecanismos em comum

Mecanismos comuns são quedas sobre o membro superior, acidentes de trânsito, traumatismos por objetos cortantes ou perfurantes, golpes diretos e sobrecarga abrupta. Exemplos de subgrupos: fraturas (S42) por impacto direto, luxações (S43) por força de torção, ferimentos (S41) por instrumentos cortantes, lesões nervosas (S44-S49) por laceração ou compressão.

Como se define o código

O código específico depende do achado clínico e de exames complementares: imagem que confirma fratura, exame físico com redução para luxação, descrição de ferimento aberto, ou avaliação neurológica que documente déficit. A distinção prática entre blocos é feita por confirmação radiológica, documentação cirúrgica ou relato claro na história clínica.

Como o cuidado se organiza

O manejo varia conforme gravidade: muitos casos são avaliados e tratados em urgência ou ambulatório (imobilização, redução fechada, limpeza e sutura de feridas). Fraturas complexas, lesões neurovasculares ou feridas abertas com contaminação geralmente demandam internação e cirurgia ortopédica. O SUS oferece atendimentos de urgência, ortopedia ambulatorial e reabilitação conforme necessidade.

Classes de medicamentos

Classes comuns incluem analgésicos/anti‑inflamatórios não esteroidais para controle da dor, analgésicos opioides para dor intensa em ambiente hospitalar, agentes antissépticos e antibióticos profiláticos em feridas abertas conforme avaliação, e anestésicos locais para procedimentos de redução e sutura. A escolha entre classes depende da intensidade da dor, risco infeccioso e presença de lesão cirúrgica.

Sinais de alarme do grupo

Procurar atendimento imediato em caso de deformidade evidente, incapacidade de movimentar o membro, sangramento que não estanca, sinais de isquemia distal (membro frio, sem pulso), perda sensitiva progressiva ou perda súbita da função motora.

Uso em atestado

Atestados para afastamento devem descrever a lesão e procedimentos realizados; para perícia, costuma‑se exigir relatório clínico, imagem que fundamente o diagnóstico e registro de cirurgia quando houver. Não há notificação compulsória específica por este bloco, e o paciente pode solicitar omissão do CID no atestado.

Perguntas frequentes sobre S40-S49

Quando devo usar S42 em vez de S40?

S42 é usado quando há fratura comprovada do ombro ou do braço documentada por imagem ou cirurgia; S40 é reservado a traumatismos do ombro sem fratura confirmada.

Ferimento cortante no ombro vai para S41 ou S40?

Ferimentos cortantes e perfurantes do ombro codificam S41; S40 cobre traumatismos fechados ou não especificados sem ferimento aberto.

Como registrar luxação do ombro durante redução na emergência?

A luxação primária do ombro deve ser codificada em S43, com complementos que descrevem a articulação afetada e o procedimento de redução quando disponível.

O atestado deve trazer CID deste bloco?

O CID pode ser incluído no atestado a critério do profissional; o paciente pode solicitar omissão do CID e não existe notificação compulsória específica para o bloco S40-S49.

Códigos relacionados

Assine nossa newsletter
© CIDs Med. Todos os direitos reservados.
Política de privacidade