S61.1 — Ferimento de dedo(s) com lesão da unha

  • laceracao de dedo com lesão da unha
  • corte no dedo que atingiu a unha
  • ferida de dedo com arrancamento da unha

Em palavras simples

Este código indica que você sofreu um corte ou outro trauma no dedo em que a unha foi atingida — pode estar rachada, deslocada, com sangue por baixo, parcialmente arrancada ou até ter saído. Não diz apenas que o dedo sofreu um machucado; enfatiza que a própria unha foi lesionada.

Você provavelmente sente dor localizada, sensibilidade ao toque, calor e pode ver sangue ou escurecimento sob a unha. Às vezes a sensação é de pressão por um hematoma sob a unha. Se a unha foi deslocada ou perdida, pode haver também sangramento e exposição do leito ou da pele abaixo.

Na maioria dos casos não é uma condição contagiosa e não costuma ser fatal. A gravidade varia: pequenos cortes que atingem apenas a placa ungueal costumam melhorar em dias a semanas; quando há avulsão extensa ou lesão da matriz (a parte que forma a unha), a recuperação pode ser mais longa e a unha pode ficar deformada. Fraturas ósseas associadas prolongam o tempo de recuperação.

O passo seguinte geralmente é exame no pronto-socorro ou ambulatório onde o médico limpa a ferida, avalia a unha e a perfusão do dedo e decide se precisa de radiografia para excluir fratura. Pode haver remoção de fragmentos de unha, sutura de pele ao redor ou orientações para curativo e retorno para reavaliação. Dependendo da ocupação, pode ser discutido afastamento ou restrição do uso da mão.

Em casa, observe sangramento que não para com pressão, aumento rápido do inchaço, sinais de infecção (vermelhidão crescente, calor, pus) ou febre. Se notar perda progressiva da sensibilidade, formigamento intenso ou incapacidade de movimentar o dedo, volte ao serviço de saúde. Para pequenas lesões, mantenha a área limpa, evite usar a mão em tarefas de risco até a melhora e siga as orientações recebidas no atendimento.

Lembre-se de que este texto informa o que significa o código e o que esperar; o médico que atendeu tem as informações específicas sobre o seu caso e vai dizer qual é o melhor seguimento para você.

O que este código significa?

O CID S61.1 designa ferimento de um ou mais dedos da mão em que há lesão da unha — fratura, arrancamento parcial ou perda do leito ungueal, laceração que acomete a placa ou borda ungueal. Aparece após trauma direto: corte, esmagamento, perfuração ou avulsão. Inclui casos com sangramento, dor e exposição do leito ungueal, e pode associar-se a lesão da matriz ungueal. Não inclui ferimentos de dedo sem comprometimento da unha (S61.0) nem fraturas ósseas isoladas do dedo sem lesão ungueal.


Quando este código é usado?

Usa-se este código quando o registro clínico descreve um ferimento traumático no(s) dedo(s) que envolva especificamente a unha: hemorragia subungueal, ruptura ou perda da placa, avulsão parcial ou completa, ou lesão da matriz. Não é adequado se a unha estiver íntegra mesmo havendo laceração adjacente (usar S61.0) ou quando o problema principal for fratura óssea documentada sem lesão ungueal visível.

Qual a diferença dos códigos parecidos?

S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha: separar quando a unha está intacta; S61.1 exige descrição de corte, avulsão, hemorragia subungueal ou perda da placa ungueal. S62.5 — Fratura do dedo (falange): escolher S62.5 se o diagnóstico principal for fratura radiográfica das falanges, mesmo com arranhões na unha; S61.1 fica para ferimento ungueal predominante sem fratura confirmada. T81.8 — Complicações de procedimento não especificadas: não usar para trauma inicial; T81.8 refere-se a complicações pós-procedimento, enquanto S61.1 refere-se a ferimento traumático primário.

O que é?

Ferimento de dedo(s) com lesão da unha é um termo que descreve lesões traumáticas em um ou mais dedos nas quais a unha foi danificada, deslocada ou perdida. Trata-se de um evento agudo e localizado, tipicamente resultado de cortes por objetos cortantes, esmagamento por portas ou ferramentas, ou traumas contusos que rompem a placa ungueal ou ferem a matriz.

Manifesta-se por dor localizada, sangramento ao redor ou sob a unha, deformidade da placa, sensação de pressão por sangue subungueal e, às vezes, exposição do leito ou da matriz. Pode ocorrer em qualquer faixa etária, sendo frequente em acidentes domésticos e no trabalho manual.

Quais sintomas aparecem?

Sintomas precoces incluem dor aguda no dedo, sensibilidade à palpação, sangramento local e possível coleção de sangue sob a unha (hematoma subungueal) com coloração escura. Deformidade ou deslocamento visível da unha, perda parcial ou total da placa ungueal e secreção são sinais de maior gravidade. Sintomas que indicam agravamento incluem dor intensa progressiva, aumento do inchaço, pus, febre localizada ou incapacidade crescente de mover o dedo, que sugerem infecção ou lesão profunda.

O que causa?

Mecanismos incluem laceração por instrumento cortante, esmagamento entre superfícies rígidas e avulsão por impacto ou tração, sendo os cortes e esmagamentos os mais comuns na prática brasileira. Lesões por esmagamento frequentemente combinam dano à unha e ao tecido subjacente, aumentando o risco de comprometimento da matriz. Objetos pontiagudos podem perfurar a placa e atingir o leito, enquanto quedas ou impacto lateral podem provocar hemorragia subungueal.

Como o médico confirma o diagnóstico?

O diagnóstico baseia-se no exame clínico detalhado do dedo e descrição da unha: presença de hematoma subungueal, lacerações que atravessam a placa, perda de tecido ungueal ou exposição do leito. Radiografia é indicada quando há suspeita de fratura da falange distal; o resultado da imagem determina se o código principal permanece S61.1 ou se deve ser acrescentado um código de fratura (por exemplo S62.5). A documentação clínica precisa registrar a natureza da lesão ungueal e sua relação com tecidos adjacentes.

Como costuma ser tratado?

O manejo costuma ser ambulatorial e dirigido ao controle da dor, limpeza e desinfecção da ferida, controle de sangramento e proteção da área enquanto a unha ou leito cicatriza. Em casos de avulsão extensa, dano da matriz ou corpos estranhos, procedimentos de reparo, remoção da placa ou sutura podem ser necessários. A decisão por intervenção cirúrgica ou cobertura especializada depende da lesão e do achado radiológico quando presente.

Que tipos de remédio costumam ser usados?

Classes de medicamentos usadas no contexto incluem analgésicos para controle da dor, anti-inflamatórios e, quando houver risco ou sinal de infecção, antibiótico com cobertura para pele; anestésicos locais são usados para procedimentos. A escolha específica depende da avaliação clínica e protocolos locais.

Quando procurar um médico?

Procurar atendimento imediato se houver sangramento que não cessa com pressão, dor intensa que não alivia, perda extensa da unha, sinais de infecção (calor, vermelhidão, pus), febre ou suspeita de fratura. Atendimento em pronto-socorro é indicado para esmagamento severo, exposição óssea ou quando houver comprometimento vascular ou neurológico do dedo.

Quantos dias de atestado?

Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento; o período é definido pelo médico que examinou o caso concreto — duas pessoas com o mesmo CID podem receber períodos diferentes.

Quanto ao pagamento e à verificação administrativa, até 15 dias de afastamento quem paga o salário é o empregador (Lei 8.213/91, art. 60, §3º); a partir do 16º dia em diante o INSS assume e passa a exigir perícia. A legislação também prevê que atestados emitidos pelo mesmo motivo dentro de 60 dias são considerados em conjunto para o limite dos 15 dias (Decreto 3.048/99, art. 75).

A regra dos 60 dias é avaliada pelo perito com base no CID que consta no atestado: é o código que o perito usa para identificar se a causa do afastamento é a mesma, por isso o CID no documento tem papel prático na soma dos períodos — informação que muitas pessoas desconhecem.

Para que um atestado seja aceito formalmente, ele precisa trazer identificação do paciente, o período de afastamento indicado, a data de emissão, e a assinatura e CRM do médico. A inclusão do CID só pode ocorrer com anuência do paciente; informar o diagnóstico ao empregador não é obrigatório, mas, sem o código, a soma dos 60 dias não pode ser verificada pelo INSS.

No caso do código S61.1 (ferimento de dedo(s) com lesão da unha) trata‑se tipicamente de um quadro agudo e localizado provocado por trauma, cuja evolução costuma envolver cuidados locais e, conforme a gravidade, acompanhamento até a cicatrização ou reparo cirúrgico quando indicado. Este CID costuma refletir uma condição que pode ocasionar incapacidade laboral temporária se a lesão afetar função, dor intensa ou risco de infecção, mas não descreve por si só um afastamento padronizado. Como o problema pode levar a consultas sucessivas relacionadas ao mesmo trauma, a regra dos 60 dias importa aqui porque atestados subsequentes com o mesmo CID permitirão ao perito verificar se os períodos devem ser somados para efeitos do limite legal de 15 dias pagos pelo empregador antes da atuação do INSS.

Perguntas frequentes sobre S61.1

O que exatamente significa esse código no meu atestado?

Indica que o ferimento no dedo afetou a unha, seja por corte, avulsão ou hematoma subungueal; descreve o tipo de lesão, não o tratamento exato.

Preciso me afastar do trabalho quando recebo esse código?

O afastamento depende da função exercida, da severidade da lesão e da recomendação clínica; o CID registra a lesão, mas a decisão sobre afastamento vem do médico e da perícia.

Esse ferimento pode infectar ou infecta outras pessoas?

A lesão em si não é contagiosa; o risco relevante é de infecção local se a ferida estiver contaminada, o que exige avaliação e tratamento.

Quando é necessária uma radiografia?

Radiografia é indicada se houve esmagamento, deformidade, dor muito intensa ou incapacidade de mover o dedo, para excluir fratura.

Qual a diferença entre S61.1 e S61.0?

S61.1 é usado quando há lesão documentada da unha; S61.0 é para ferimentos de dedo sem comprometimento da unha.

Leve estas perguntas

O que perguntar ao seu médico (5)
  • Qual a extensão da lesão da matriz ungueal documentada e como isso afeta o prognóstico da unha?
  • Há sinais clínicos ou radiográficos de fratura da falange distal que justificam código adicional?
  • A ferida tem contaminação ou corpo estranho que exige desbridamento ou antibioticoterapia profilática?
  • A perda de parte da placa ungueal requer sutura, enxerto ou remoção da unha remanescente?
  • Existe comprometimento vascular ou neurológico do dedo que altere o manejo?
O que perguntar ao seu advogado (3)
  • O ferimento foi caracterizado como acidente de trabalho e está documentado para fins de estabilidade e benefícios?
  • Qual é o intervalo provável de incapacidade para as atividades laborais específicas do autor, segundo a perícia?
  • Há evidências documentais suficientes (prontuário, exames, fotografias) para comprovar a extensão da lesão em eventual reclamação trabalhista?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
  • O procedimento para remoção ou reparo ungueal precisa de autorização prévia da operadora com este CID?
  • O plano exige código complementar de fratura para autorizar imagem ou cirurgia relacionada ao dedo?
  • Em caso de antibioticoterapia ou curativos especializados, quais procedimentos de cobertura temporária a operadora costuma exigir documentação?

Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.

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O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.

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