S61 — Ferimento do punho e da mão

  • Ferimento da mão
  • Ferimento do punho
  • Lesão cortante da mão

O CID S61 designa ferimento do punho e da mão causado por trauma que resulta em corte, laceração, perfuração ou avulsão da pele e estruturas superficiais. Aparece quando há lesão aberta envolvendo dedos, palma, dorso da mão ou região do punho. Inclui subdivisões para ferimentos de dedos sem lesão da unha (S61.0) e com lesão da unha (S61.1). Não inclui traumatismo superficial isolado sem ferida (S60), fraturas (S62), lesões ligamentares (S63) nem amputações traumáticas maiores (S68).


Em palavras simples

O código CID S61 significa que você teve um ferimento no punho ou na mão — isto é, uma lesão em que a pele foi cortada, rasgada, perfurada ou a unha foi lesionada. Não é um código de fratura ou entorse: ele descreve a ferida externa que foi avaliada. Muitas vezes aparece quando houve corte com vidro, faca, ferramenta ou outro objeto que abriu a pele.

Você provavelmente sente dor no local, pode ter sangramento visível, inchaço e dificuldade em mover os dedos ou a mão por causa da dor. Se a unha foi atingida, pode haver dor localizada na base ou debaixo da unha, e possivelmente perda parcial da unha. Em algumas horas pode surgir um hematoma ou vermelhidão ao redor da ferida.

Nem todo ferimento é grave: muitos são tratados de forma ambulatorial com limpeza e fechamento. Porém, feridas que expõem tendão, osso, ou nervo, que apresentam sangramento que não estanca, ou que resultam em perda de sensibilidade exigem atenção mais urgente. Se foi mordida por animal ou humana, o risco de infecção e o caminho do tratamento são diferentes e merecem avaliação médica imediata.

Após a avaliação inicial, é comum que o profissional solicite radiografia se houver dúvida sobre fratura ou corpo estranho, documente a ferida e indique retorno para revisão. A continuidade do cuidado pode incluir curativos, acompanhamento para sinais de infecção e, em alguns casos, encaminhamento para cirurgia se houver estruturas profundas lesionadas. O atestado médico registra o que foi feito e, se necessário, indica tempo de afastamento baseado na função da mão e nas exigências do trabalho.

Em casa, observe se o sangramento recomeça, se aparece secreção, aumento do calor ou vermelhidão ao redor da ferida, dor que piora ou perda de movimento ou sensibilidade no dedo ou mão. Nesses casos, busque atendimento sem esperar. Para ferimentos menores, mantenha o curativo limpo e siga as orientações recebidas na alta; para dúvidas sobre cicatrização, retorno de sensibilidade ou função, procure o serviço que o atendeu.

Quando usar este código

Usa-se S61 quando o registro descreve uma ferida aberta no punho ou na mão que exige tratamento focal na pele, tecidos moles, ou avaliação de lesões ungueais. Empregado por quem codifica em atendimentos de urgência, ambulatório ou perícia quando o diagnóstico primário é ferimento e não fratura, luxação ou amputação. Se houver fratura associada, o código principal pode ser do capítulo de fraturas (por exemplo S62) com S61 como código adicional conforme regras locais.

Não confunda com

S60 versus S61: S60 registra traumatismo superficial sem ferida aberta; S61 exige presença de corte, laceração ou perfuração que rompeu a pele. S62 versus S61: S62 refere-se a fratura do punho ou mão confirmada por imagem; se houver fratura tratada como principal, usa-se S62 e não S61 como código primário. S63 versus S61: S63 cobre luxações/entorses articulares sem ferida aberta; presença de ferida aberta desloca a codificação para S61 como descrição do ferimento externo.

O que é

Ferimento do punho e da mão é uma categoria de diagnóstico que descreve lesões traumáticas com solução de continuidade da pele e possíveis envolvimentos dos tecidos moles da mão e do punho. Manifesta-se por corte, laceração, perfuração, avulsão ou lesão da unha quando ocorreu impacto com objeto cortante, perfurocontuso, vidro, ferramenta ou acidente doméstico.

Pessoas de todas as idades podem apresentar esse tipo de ferimento; é frequente entre trabalhadores manuais, pessoas que manipulam vidro ou ferramentas, em quedas com objeto cortante e em acidentes domésticos. A extensão varia de feridas pequenas que apenas sangram até lacerações maiores que expõem tendões ou estruturas profundas.

Sintomas

Os sinais iniciais incluem dor localizada, sangramento visível, perda de pele, presença de corpo estranho e limitação de movimento por dor. Inchaço e hematoma podem surgir nas horas seguintes; crepitação não é típica de ferimento simples e sugere fratura associada. Sinais de agravamento são sangramento persistente, perda de sensibilidade ou força no dedo/mão, dificuldade progressiva para mover os dedos e sinais de infecção (vermelhidão crescente, calor local, secreção purulenta, febre).

Causas

Mecanismos incluem cortes por lâmina ou vidro, perfurações por prego/agulha, lacerações por ferramentas, avulsões em máquinas, e mordidas. No Brasil, os mais comuns na prática são cortes domésticos e laborais com vidro e ferramentas manuais, acidentes com facas e lesões por vidros em quedas. A dinâmica do trauma — direção da força, presença de corpo estranho e contaminação — determina a gravidade e risco de complicações.

Como é diagnosticado

O diagnóstico baseia-se no exame clínico documentando solução de continuidade da pele, localização e estruturas comprometidas (unha, tendão, nervo, artéria). Confirma-se o alcance da lesão pela inspeção cuidadosa, teste de sensibilidade e força, e, quando há suspeita de corpo estranho ou fratura associada, por radiografia. A classificação para S61 precisa referir ferimento do punho ou mão como diagnóstico principal, distinguindo-o de códigos de fraturas, luxações ou traumatismos superficiais.

Como costuma ser tratado

O manejo costuma ser local e pode ser ambulatorial: limpeza e descontaminação da ferida, exploração para avaliação de estruturas comprometidas, fechamento quando indicado e proteção adequada. Alguns ferimentos exigem abordagem cirúrgica para reparo de tendão, nervo ou hemostasia, ou retirada de corpo estranho. O documento de atendimento deve registrar extensão, tratamento realizado e necessidade de acompanhamento.

Classes de medicamentos

Classes medicamentosas empregadas no contexto incluem analgésicos e anti-inflamatórios para controle da dor, antibióticos profiláticos ou terapêuticos quando há risco ou sinais de infecção, e anestésicos locais para procedimentos de limpeza e sutura. Vacinação antitetânica é considerada conforme situação vacinal e mecanismo do ferimento.

Quando procurar ajuda

Procure avaliação imediata em serviço de urgência se o sangramento não estancar, houver perda de sensibilidade ou movimento, exposição de estruturas profundas, corpo estranho embutido, mordida humana/animal, ou sinais iniciais de infecção. Para feridas pequenas sem esses sinais, procurar atenção em pronto atendimento ou ambulatório para limpeza e orientação.

Uso em atestado

Atestados ou relatórios devem descrever local, mecanismo do ferimento, procedimentos realizados (por exemplo limpeza, sutura, remoção de corpo estranho) e necessidade de afastamento se houver incapacidade funcional comprovada. A duração do afastamento deve constar como estimativa clínica e ser justificada pelo exame; certidões para perícia podem exigir documentação complementar.

Perguntas frequentes sobre S61

O que significa receber o código CID S61 no meu prontuário?

Significa que o registro descreve um ferimento aberto no punho ou na mão, com ou sem lesão da unha; é a codificação do trauma externo, não de fratura ou luxação.

Preciso de radiografia quando recebo esse código?

A radiografia é indicada quando há suspeita de fratura, corpo estranho radiopaco ou dor/desalinhamento que sugira lesão óssea; o código S61 por si não define quais exames, mas a clínica orienta a necessidade.

Posso ter afastamento do trabalho por este ferimento?

O afastamento depende da extensão da lesão, da perda de função e da avaliação médica; o código documenta a lesão, mas a concessão de afastamento segue regras de perícia e empregador.

O ferimento é contagioso para outras pessoas?

O ferimento em si não é "contagioso", mas feridas contaminadas por saliva de mordida ou por material sujo podem transmitir infecções específicas; o risco depende do mecanismo e da contaminação.

Quando a ferida indica necessidade de cirurgia?

Indicações incluem exposição ou lesão de tendão, nervo ou vaso, presença de corpo estranho profundo, avulsão extensa ou falha de fechamento por métodos simples; a decisão é tomada após avaliação clínica e, quando necessário, por especialista.

Como sei se a ferida está infectada?

Sinais de infecção incluem aumento progressivo de vermelhidão, calor local, dor crescente, pus ou febre; nesses casos, deve-se procurar avaliação para tratamento adicional.

Leve estas perguntas

O que perguntar ao seu médico (5)
  • Houve exposição de tendão, nervo ou vaso na ferida?
  • Existe corpo estranho radiopaco suspeito dentro da lesão?
  • Qual a capacidade de sensibilidade e mobilidade digital após o trauma?
  • A lesão foi causada por mordida humana ou animal?
  • Há necessidade de intervenção cirúrgica para reparo de estruturas profundas?
O que perguntar ao seu advogado (3)
  • O ferimento ocorreu durante o exercício das atividades profissionais e foi comunicado ao empregador?
  • Há documentação do atendimento e do nexo causal entre trabalho e lesão para perícia?
  • Quais provas médicas sustentam pedido de afastamento ou indenização (laudos, fotos, atestados)?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
  • O procedimento de sutura ou exploração cirúrgica ambulatorial requer autorização prévia da operadora para este caso?
  • A cobertura para remoção de corpo estranho ou reparo de tendão depende de carência contratual ou de autorização específica?
  • Quais documentos o plano solicita para análise de cobertura em caso de acidente de trabalho?

Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.

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