S62.6 — Fratura de outros dedos

  • fratura de falange
  • fratura digital
  • fratura de dedo da mão

O CID S62.6 designa fraturas dos dedos da mão que não se enquadram em códigos específicos do metacarpo. Apresenta‑se tipicamente após trauma direto, como impacto contra superfície dura, queda ou fechamento da mão em portas. Não inclui fraturas do metacarpo (S62.3) nem lesões isoladas de articulações como luxações. A confirmação depende de exame físico e imagens que mostrem solução de continuidade no osso da falange. O código cobre variados padrões de fratura (transversa, oblíqua, cominutiva) desde que localizados nos ossos digitais.


Em palavras simples

Receber o código CID S62.6 significa que houve uma fratura em um dos dedos da sua mão, isto é, uma rachadura ou quebra em um dos ossos pequenos chamados falanges. Nem todas as lesões na mão são catalogadas assim; este código refere‑se especificamente a ossos do dedo e não aos ossos da palma (metacarpos) nem a uma luxação isolada.

O que você provavelmente sentiu no momento do acidente é dor forte no local, inchaço e às vezes um desvio ou “dobradura” no dedo. Pode ter saído sangue ou aparecido um hematoma. Nas horas seguintes o dedo costuma ficar mais inchado, rígido e dolorido ao tentar mexer. Em fraturas sem desvio, a dor e a limitação podem ser menos óbvias, mas o exame e os raios‑X mostram a ruptura.

Na maior parte dos casos não é uma doença que “pega” outras pessoas — trata‑se de um evento traumático. A gravidade depende de quanto o osso se deslocou e se há lesão da pele, tendões ou vasos. Muitas fraturas de dedo são tratadas sem cirurgia e melhoram com imobilização e acompanhamento; outras, com deslocamento ou que atingem a articulação, podem necessitar de redução ou correção por ortopedista.

Depois do diagnóstico, o caminho comum inclui radiografia para documentar a fratura, imobilização temporária (tala ou similar) e retorno para reavaliação e novos exames. Se houver indicação, o médico explicará alternativas de tratamento e pedirá controle por semanas. Em trabalho, pode haver necessidade de atestado ou limitação de atividades, dependendo do dedo afetado e da função requerida.

Em casa, observe a cor e a sensibilidade do dedo: palidez, frio, formigamento intenso ou perda de movimento são sinais de alerta. Também procure se a dor aumentar muito, se a pele ficar tensa por edema, se houver pus ou secreção em ferida associada, ou se notar febre. Para dúvidas sobre curativos, mobilização ou retorno ao trabalho, registre as orientações recebidas no atendimento e agende acompanhamento com ortopedia.

Lembre‑se: o CID no seu documento descreve a lesão óssea, mas decisões sobre afastamento, cirurgia e tempo de recuperação serão baseadas na avaliação clínica completa e na perícia quando necessária. Guarde os exames e relatórios para acompanhar a evolução e, se possível, peça explicações claras ao profissional que estiver acompanhando seu caso.

Quando usar este código

Este código é usado quando há evidência clínica e radiológica de fratura em uma ou mais falanges dos dedos da mão, sem envolvimento do metacarpo. Emprega‑se tanto para fraturas simples quanto para algumas fraturas complexas dos dedos, desde que a lesão primária seja no osso digital.

Não deve ser aplicado a lacerações sem fratura, luxações puras de articulações interfalângicas ou fraturas que afetem principalmente o metacarpo, para as quais existem códigos irmãos específicos.

Não confunda com

S62.3 — Fratura de outros ossos do metacarpo: separar pelo local radiológico; S62.6 refere‑se a falanges digitais, S62.3 ao corpo dos metacarpos.

S62.5 — Fratura do punho: diferenciar por topografia; lesões na região radiopalmar e rádio/ulna distal entram em S62.5, não em S62.6.

S63.2 — Luxação de articulações dos dedos: luxação é deslocamento articular sem fraturas evidentes; se houver fratura associada prevalece código de fratura (S62.6) com registro adicional de luxação conforme regras do sistema.

O que é

Fratura de outros dedos é a ruptura parcial ou completa do osso em uma das falanges dos dedos da mão. A lesão resulta em dor localizada, inchaço, deformidade visível em alguns casos e limitação dos movimentos do dedo afetado. Dependendo do padrão, pode haver deslocamento dos fragmentos, comprometimento da pele (fratura exposta) ou lesões associadas de tendões e articulações.

Costuma ocorrer em pessoas de todas as idades, com maior frequência em adultos jovens e trabalhadores expostos a trauma direto, esportistas e em acidentes domésticos. Em idosos, quedas simples podem provocar fraturas por perda óssea. O quadro varia de leve a incapacitante conforme o desvio e as estruturas envolvidas.

Sintomas

Principais sinais são dor aguda no dedo no momento do trauma, inchaço localizado e sensibilidade à palpação. Deformidade visível ou angulação do dedo e limitação ativa do movimento aparecem cedo e sugerem desvio. Equimose e hematoma podem surgir nas horas seguintes. Sintomas que indicam agravamento incluem perda progressiva da circulação digital (palidez, frio, dormência), aumento rápido do edema com tensão da pele ou dor desproporcional, o que pode indicar fratura exposta, comprometimento neurovascular ou síndrome compartimental.

Causas

Mecanismos incluem traumatismo direto (impacto, soco, esmagamento), quedas sobre a mão, torção forçada do dedo e laceração com impacto. No contexto brasileiro, causas frequentes são acidentes domésticos, esportes de bola e trauma ocupacional com máquinas ou portas. Fraturas por estresse são raras nos dedos; em idosos, mesmo trauma de baixa energia pode fraturar falanges devido à osteopenia.

Como é diagnosticado

O diagnóstico é confirmado pela combinação de história de trauma, exame físico focalizado e imagens que demonstrem perda de continuidade óssea. Radiografias em duas incidências adequadas das falanges são o padrão inicial para identificar o local e o padrão da fratura; imagens adicionais (incidência oblíqua, perfil ou tomografia) sustentam o enquadramento quando há suspeita de desvio, interpoxa articular ou fragmentação complexa. A classificação do padrão e a presença de desvio determinam se o código se mantém ou se precisa de complemento documental.

Como costuma ser tratado

O manejo varia conforme o tipo de fratura: muitas fraturas estáveis e sem desvio têm tratamento conservador e acompanhamento ambulatorial com imobilização digital ou tala. Fraturas deslocadas, com comprometimento articular, exposição da pele ou lesão neurovascular podem demandar redução fechada, imobilização específica ou intervenção cirúrgica sob critérios ortopédicos. Reabilitação para restaurar mobilidade e função digital costuma ocorrer após a fase aguda.

Classes de medicamentos

Medicação para controle da dor e inflamação é parte do suporte inicial; anti‑inflamatórios e analgésicos são utilizados conforme avaliação clínica. Em caso de fratura exposta ou risco de infecção, antibióticos profiláticos e tetânico podem ser considerados segundo prática clínica. O uso de medicação específica para osteopenia não é rotina imediata neste código, mas pode ser relevante em avaliação geriátrica.

Quando procurar ajuda

Procurar atendimento imediato se houver deformidade evidente, perda de sensibilidade ou cor do dedo, ferida aberta com osso visível, dor intensa que não cede ou incapacidade de movimentar o dedo. Também é indicado buscar avaliação se houver aumento rápido do inchaço com tensão da pele ou sinais de infecção nas semanas após o trauma. Para sintomas leves, avaliação ambulatorial em serviço de urgência ou ortopedia permite diagnóstico e tratamento adequados.

Uso em atestado

Atestados e relatórios devem descrever local anatômico (falange/ dedo afetado), data do trauma, exames que comprovam a fratura e qualquer procedimento realizado. Para afastamento, registrar grau de incapacidade temporária e necessidade de limitações funcionais, sem prescrever duração fixa; a avaliação pericial complementa a determinação do período.

Perguntas frequentes sobre S62.6

O que exatamente significa o código CID S62.6?

É o código que identifica uma fratura em um dos ossos dos dedos da mão (falanges). Indica lesão óssea por trauma e serve para registro e encaminhamento clínico e administrativo.

Preciso de raio‑X para confirmar o CID S62.6?

Sim; a confirmação normalmente exige radiografia que mostre a descontinuidade do osso. O relatório de imagem é parte essencial do diagnóstico e do registro do código.

Quanto tempo costuma durar a recuperação de uma fratura de dedo?

O tempo varia conforme o padrão e o tratamento; fraturas estáveis tendem a consolidar em semanas com imobilização, enquanto fraturas complexas ou cirúrgicas podem exigir mais tempo e reabilitação. A duração específica é avaliada pelo médico.

Preciso de atestado médico e o CID S62.6 garante afastamento do trabalho?

O CID documenta a lesão no atestado, mas o direito a afastamento depende da avaliação clínica, da função laboral e da perícia; o código por si só não garante afastamento automático.

Como diferenciar fratura de dedo de uma luxação?

A diferenciação é feita por exame físico e imagens: luxação é deslocamento articular sem fratura óssea evidente nas radiografias; a presença de fratura nas falanges aponta para CID S62.6 em vez de códigos de luxação.

Leve estas perguntas

O que perguntar ao seu médico (5)
  • Qual a falange afetada (proximal, média, distal) e há desvio articular que mude o manejo?
  • Existe fratura exposta ou suspeita de lesão neurovascular que exija intervenção imediata?
  • As radiografias mostram participação da articulação interfalângica que justifique código adicional?
  • Há fragmentação com perda de congruência articular que indicaria cirurgia?
  • Qual imobilização anatômica é necessária para documentar tempo de cura esperado?
O que perguntar ao seu advogado (3)
  • O trauma que causou S62.6 foi classificado como acidente de trabalho nas comunicações e documentos?
  • Que evidências médicas e periciais são necessárias para pedir estabilidade ou indenização por incapacidade temporária?
  • Há registros de tratamento emergencial e afastamento no prontuário que respaldem pleitos administrativos ou judiciais?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
  • A operadora exige relatório com imagem para autorizar procedimentos relacionados à fratura de falange?
  • Quais códigos de procedimento e justificativas clínicas a operadora costuma exigir para cirurgia de dedo fraturado?
  • Há períodos de carência aplicáveis ou exclusões contratuais que afetem cobertura de intervenção cirúrgica por fratura?

Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.

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