S62 — Fratura ao nível do punho e da mão
- fratura do punho
- fratura da mão
- fratura metacarpal (quando não especificada)
- fratura de falange (quando não especificada)
Em palavras simples
O código CID S62 significa que houve uma fratura no nível do punho ou da mão. Em linguagem simples, isso quer dizer que um osso na região do pulso, da palma ou dos dedos sofreu uma quebra parcial ou total por um impacto, queda ou torção. O registro do CID identifica a lesão como fratura nessa área e costuma acompanhar o laudo de imagem que confirmou a ruptura óssea.
Você provavelmente está sentindo dor localizada no local do trauma, inchaço e dificuldade para mover o pulso ou os dedos. Pode haver hematoma (mancha roxa), sensibilidade ao toque e, em alguns casos, deformidade visível ou limitação para segurar objetos. A dor costuma ser imediata e aumenta se tentar usar a mão.
Se a fratura for simples, muitas vezes não é considerada uma ameaça à vida, mas pode afetar a capacidade de trabalho e atividades diárias até a consolidação óssea. O tempo de recuperação varia bastante: pequenas fraturas podem melhorar em semanas, fraturas mais complexas ou que exigem procedimento cirúrgico podem demorar meses para recuperação funcional completa.
O passo seguinte costuma ser um exame de imagem (geralmente uma radiografia) que confirmou a fratura, seguido de uma avaliação ortopédica. O médico discutirá se a fratura pode ser tratada com imobilização ou se há indicação de correção por procedimento. Haverá orientações sobre repouso, proteção do local e retornos para reavaliação e novas imagens.
Em casa, observe dor que piora, aumento do inchaço, perda de sensibilidade, mudança de cor ou frio no membro, ou qualquer sinal de ferida com osso exposto — esses sinais demandam busca imediata de atendimento. Guarde e leve os laudos e imagens ao retorno médico. Se precisar justificar afastamento do trabalho, solicite documentação que descreva a fratura e a incapacidade temporária conforme avaliado pelo médico.
O que este código significa?
O CID S62 designa fraturas localizadas ao nível do punho e da mão, incluindo ossos do carpo, metacarpos e falanges quando agrupados na categoria. Aparece quando há ruptura ou perda da continuidade óssea por trauma direto ou indireto nessa região. Não inclui ferimentos abertos sem fratura (S61), lesões superficiais (S60), luxações e entorses isoladas (S63) nem amputações traumáticas (S68). A confirmação habitualmente exige imagem; o código é usado para codificar o diagnóstico principal ou a lesão encontrada.
Quando este código é usado?
Usa-se este código quando a avaliação clínica e exames de imagem indicam fratura em ossos do punho ou da mão e o relato clínico ou laudo radiológico a registra como fratura ao nível do punho e da mão. Não se usa para lesões sem ruptura óssea, nem para fraturas de outros segmentos do membro superior.
Qual a diferença dos códigos parecidos?
S61 — Ferimento do punho e da mão: ferimentos cortantes, lacerações e perfurações sem fratura. Critério que separa: presença de solução de continuidade óssea documentada por imagem define S62; ferimento com apenas pele/músculo envolvido usa S61.
S63 — Luxação, entorse e distensão das articulações e dos ligamentos ao nível do punho e da mão: lesão de ligamentos ou desalinhamento articular sem fratura. Critério que separa: deslocamento articular sem fratura radiológica usa S63; fratura comprovada pelo exame de imagem usa S62.
S60 — Traumatismo superficial do punho e da mão: contusões, equimoses e abrasões sem fratura. Critério que separa: sinais cutâneos superficiais e exame de imagem sem fratura correspondem a S60; evidência de fratura radiológica corresponde a S62.
O que é?
É a categoria que agrupa fraturas localizadas no punho e na mão, abrangendo desde pequenas fissuras nas falanges até fraturas em metacarpos e ossos do carpo. A manifestação típica é dor localizada, inchaço e incapacidade de usar a mão ou o pulso após um trauma.
Pode ocorrer em quedas com a mão estendida, choque direto, esmagamento ou torção. Pessoas de qualquer idade sofrem esse tipo de fratura, mas padrões variam: quedas em idosos, traumas esportivos em jovens e acidentes domésticos ou de trabalho em adultos.
Quais sintomas aparecem?
Principais sinais: dor localizada intensa, inchaço, hematoma e limitação para movimentar o pulso ou dedos; crepitação ou desvio visível pode ocorrer. Sintomas precoces incluem dor imediata e aumento do volume por edema; aumento da dor à movimentação ou perda de sensibilidade pode indicar agravamento ou lesão neurovascular associada.
O que causa?
Mecanismos incluem trauma direto (impacto ou esmagamento) e trauma indireto (queda sobre a mão estendida causando transmissão de força ao punho). Na prática brasileira, quedas domésticas e acidentes de trânsito são causas frequentes; esportes de impacto e acidentes ocupacionais também são relevantes. Forças de torção podem provocar fraturas em metacarpos e falanges; impacto lateral costuma fraturar ossos do carpo.
Como o médico confirma o diagnóstico?
A confirmação deste código assenta em exame de imagem que documente perda da continuidade óssea no punho ou na mão, tipicamente radiografia simples como primeiro exame. O laudo que descreve fratura no nível do punho ou da mão sustenta o uso de S62. Em dúvidas sobre padrão ou extensão, exames complementares de imagem (tomografia) caracterizam fragmentos e orientam classificação.
Como costuma ser tratado?
O manejo depende do tipo de fratura: muitas fraturas do punho e da mão são tratadas de forma conservadora com imobilização, acompanhamento por imagem e reavaliação clínica; fraturas deslocadas, instáveis ou com comprometimento articular podem ser tratadas por procedimentos ortopédicos ou cirúrgicos. O esquema terapêutico, tipo de imobilização e necessidade de cirurgia são decididos com base no padrão da fratura e funcionalidade esperada.
Que tipos de remédio costumam ser usados?
Classes de medicamentos usadas para aliviar sintomas incluem analgésicos e anti‑inflamatórios para controle da dor e do edema; quando indicado, medicações para infecção são usadas em fraturas expostas. Medicamentos para suporte ósseo ou alterações metabólicas podem ser considerados em pacientes com fatores de risco ósseo.
Quando procurar um médico?
Procure avaliação imediata quando houver dor intensa após trauma, deformidade visível, perda de sensibilidade ou circulação prejudicada no membro; também se houver ferida aberta com osso aparente. Reavaliação urgente é necessária se dor ou inchaço aumentarem, houver alteração da cor ou perda de movimento.
Quantos dias de atestado?
Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento; o período é definido pelo médico que examinou e pelo caso concreto — duas pessoas com o mesmo código podem receber períodos diferentes.
Quanto ao pagamento e exigência de perícia: até 15 dias de afastamento o pagador é o empregador (Lei 8.213/91, art. 60, parágrafo 3); a partir do 16º dia o INSS assume o benefício e passa a exigir perícia. A legislação também prevê que atestados emitidos pelo mesmo motivo dentro de 60 dias são somados para contar esses 15 dias (Decreto 3.048/99, art. 75).
A regra dos 60 dias é operacionalizada pelo CID indicado no atestado: é o código que o perito usa para verificar se a doença ou lesão é a mesma para fins de soma dos períodos, ou seja, a presença do CID no documento é o dado prático que permite consolidar atestados sucessivos como referentes ao mesmo problema.
Para que um atestado seja aceito pelo empregador e verificado pelo INSS ele precisa conter identificação do paciente, o período de afastamento indicado, a data de emissão, e a assinatura do médico com o número do CRM. A inclusão do CID no atestado depende da anuência do paciente; não é obrigatório informar o diagnóstico ao empregador, mas sem o código a soma dos 60 dias não pode ser verificada da forma prevista pela norma.
No caso do código S62 (fratura ao nível do punho e da mão), trata‑se tipicamente de um quadro agudo decorrente de trauma que exige avaliação por imagem e acompanhamento; muitas lesões são transitórias em termos de incapacidade, com necessidade de imobilização, reavaliação e, ocasionalmente, intervenção ortopédica ou cirúrgica. Por envolver alteração estrutural por trauma, esse código costuma estar associado a episódios de incapacidade temporária para atividades que exigem uso da mão ou do punho e requer registro e seguimento clínico até consolidação ou resolução; quando surgem atestados múltiplos relacionados à mesma fratura ou suas complicações, a regra dos 60 dias ganha importância porque permite somar períodos emitidos para o mesmo CID e assim computar corretamente os 15 dias de responsabilidade do empregador antes de eventual análise do INSS.
Que direitos este código envolve?
Direitos trabalhistas e previdenciários aplicáveis dependem da legislação e da perícia; afastamento por incapacidade temporária e estabilidade após acidente de trabalho são avaliados pericialmente. O código CID registrado é informação técnica que integra laudo, mas não determina automaticamente concessão de benefícios.
Perguntas frequentes sobre S62
O que exatamente o CID S62 indica no meu laudo?
Indica que houve fratura ao nível do punho ou da mão, ou seja, perda de continuidade óssea na região conforme descrito no exame de imagem; o laudo radiológico normalmente detalha o osso afetado.
Preciso de cirurgia se recebi esse código?
Nem sempre; a necessidade de cirurgia depende do tipo de fratura, deslocamento e estabilidade, decisão que cabe ao médico ortopedista após avaliação clínica e imagens.
Esse código significa que tenho direito a afastamento do trabalho?
O CID no laudo documenta a lesão, mas direitos a afastamento e benefícios dependem de avaliação pericial e das regras trabalhistas e previdenciárias aplicáveis.
Como é confirmada a fratura para constar como S62?
A confirmação é feita por exame de imagem que documente a fratura no punho ou na mão, geralmente radiografia; laudos que descrevem fratura sustentam o código.
Qual a diferença entre S62 e S63 no laudo?
S62 refere‑se a fratura comprovada por imagem; S63 descreve luxação, entorse ou distensão sem fratura. A presença ou ausência de ruptura óssea no exame separa os códigos.
Devo voltar ao médico se a dor não melhorar?
Sim; persistência ou piora da dor, aparecimento de dormência, alteração da cor ou perda de movimento justificam reavaliação imediata pelo profissional que acompanha a fratura.
Leve estas perguntas
O que perguntar ao seu médico (5)
- Qual imagem inicial mostrou a fratura e qual foi o padrão (intra‑articular, cominutiva, deslocada)?
- Existe suspeita de lesão neurovascular ou síndrome compartimental associada?
- A fratura é instável ou deslocada a ponto de indicar redução ou cirurgia?
- Que subcódigo S62 corresponde exatamente ao osso afetado (por exemplo S62.3, S62.6)?
- Há fratura exposta ou contaminação que exige antibiótico e tratamento cirúrgico?
O que perguntar ao seu advogado (4)
- Houve comunicação de acidente de trabalho e a fratura está documentada em prontuário e laudo radiológico?
- Qual a estimativa de incapacidade temporária e como isso consta no laudo pericial?
- Existem registros de afastamento, atestados e retorno ao trabalho compatíveis com a evolução clínica?
- Quais procedimentos ou cirurgias foram realizados e estão documentados para fins de indenização?
O que perguntar ao seu plano de saúde (4)
- O procedimento cirúrgico proposto para correção da fratura exige autorização prévia do plano segundo as regras da cobertura?
- Quais exames de imagem e laudos o plano exige para liberar internação ou cirurgia relacionadas ao CID S62?
- Há regras contratuais sobre carência ou limites para cobertura de procedimentos traumatológicos no contrato do beneficiário?
- Como o plano registra e justifica uma negativa de cobertura em fratura com indicação cirúrgica?
Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.
Códigos relacionados
Fontes e como esta página foi feita
- DATASUS — CID-10, bloco S60-S69
- OMS — ICD-10, versão 2019 (S62)
- Lei 8.213/1991, art. 60 — afastamento e auxílio por incapacidade
- Decreto 3.048/1999, art. 75 — soma de atestados em 60 dias
- Anvisa — Bulário Eletrônico
O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.