S70 — Traumatismo superficial do quadril e da coxa

  • contusão do quadril
  • contusão da coxa
  • equimose do quadril
  • hematoma subcutâneo do quadril e coxa

Em palavras simples

Receber o código CID S70 significa que o médico avaliou uma lesão por pancada no quadril ou na coxa e a classificou como superficial — isto é, afetando pele, tecido subcutâneo e possivelmente músculos próximos, mas sem fratura do osso principal. Em termos simples, é uma contusão, hematoma ou arranhão profundo naquela região, não uma quebra do fêmur nem uma lesão de articulação.

Você provavelmente sente dor localizada onde sofreu o impacto, pode ver ou sentir um inchaço e, nos dias seguintes, aparecer uma mancha roxa (hematoma). A dor costuma aumentar ao movimentar a perna afetada ou ao apoiar o peso, e o local fica sensível ao toque. Em alguns casos há dificuldade temporária para caminhar ou subir degraus por causa do incômodo.

Na maior parte das vezes esse tipo de lesão não é grave nem “pegajosa” no sentido de contagiar outras pessoas; não é uma doença infecciosa. O tempo de recuperação varia muito conforme a força do impacto, sua saúde geral e se usa remédio que afeta coagulação. Por isso não há um prazo fixo de afastamento que se aplique a todo mundo; o médico que o atendeu define quantos dias achar necessários.

O passo seguinte costuma ser um registro do atendimento e orientações de cuidados locais e de retorno, e às vezes um exame de imagem se houver dúvida sobre fratura. O atestado médico, quando dado, deve trazer o período indicado, data, assinatura e CRM do médico; a inclusão do CID no atestado só acontece com sua autorização. Se o médico solicitou radiografia ou ultrassom, é para confirmar que a lesão é realmente superficial e descartar algo mais sério.

Em casa, observe a dor (se aumenta ou diminui), o tamanho do inchaço e se aparecem sinais de infecção: calor excessivo, vermelhidão que cresce, secreção ou febre. Procure atendimento se a dor piorar muito, se a perna ficar dormente, fraca, com aumento rápido do volume ou se não conseguir apoiar o pé. Informe sempre ao profissional se você toma anticoagulante, pois isso muda a avaliação do risco de hematoma maior.

O que este código significa?

O CID S70 designa lesões superficiais do quadril e da coxa causadas por trauma direto, que afetam pele, tecido subcutâneo e músculos superficiais sem envolver fratura óssea profunda. Aparece após pancadas, quedas ou impacto em esportes e acidentes domésticos e costuma ser registradas por médicos, peritos e setor de faturamento. Não inclui fraturas do fêmur, lesões profundas de vasos ou nervos que teriam códigos de maior gravidade, nem feridas penetrantes que exijam outro enquadramento. Pode corresponder a contusões, hematomas e abrasões locais e frequentemente coexiste com dor e limitação funcional temporária. A escolha deste código baseia-se no exame clínico que documenta dano superficial localizado sem evidência de fratura ou lesão interna significativa.


Quando este código é usado?

Use S70 quando o exame clínico registrar lesão traumática limitada à pele, tecido subcutâneo, fáscia e músculos superficiais do quadril ou da coxa, sem sinais que indiquem fratura, lesão articular maior, vascular ou neurológica profunda. Não use S70 se houver fratura documentada do fêmur (S72), lesão penetrante que precise de outro código, ou trauma aberto extensivo que tenha codificação específica.

Qual a diferença dos códigos parecidos?

S72 (Fratura do fêmur): separa-se por evidência radiográfica de solução de continuidade no fêmur. Se o exame físico e a radiografia confirmam fratura, o código correto é S72, não S70.

S70.0 Contusão do quadril: subdivide S70 quando a descrição clínica enfatiza contusão fechada do quadril; escolher S70.0 se a documentação explicita “contusão” no local do quadril em vez de termo genérico “traumatismo superficial”.

S76 (Lesão de músculos e tendões do quadril e da coxa): distingue-se por sinais de ruptura ou lesão tendinosa/muscular profunda confirmada por exame de imagem ou teste funcional; se houver comprometimento tendinoso documentado, usar S76.

O que é?

Traumatismo superficial do quadril e da coxa é um termo clínico que descreve dano por impacto à pele e estruturas superficiais da região glútea, lateral do quadril ou face anterior/posterior da coxa, sem acometimento ósseo profundo. Manifesta-se tipicamente como dor localizada, hematoma (mancha roxa), edema e sensibilidade ao toque, podendo limitar movimentos por dor, mas sem sinais de instabilidade articular ou déficit neurológico associado.

Atinge pessoas de todas as idades após eventos traumáticos de baixa a moderada energia: quedas, colisões em esportes, acidentes de bicicleta ou impacto contra objetos. Trabalhadores, atletas e idosos com queda doméstica são grupos frequentemente afetados na prática brasileira; a apresentação e a gravidade variam conforme mecanismo, uso de anticoagulantes e comorbidades que aumentam tendência a hematomas.

Quais sintomas aparecem?

Dor localizada no quadril ou na coxa que surge imediatamente após o trauma é o sintoma mais precoce. Equimose (mancha roxa) e edema aparecem nas horas a dias seguintes; sensibilidade ao toque e limitação funcional de movimentos proximais (caminhar, levantar a perna) são comuns. Hematoma extenso, dor intensa que não melhora com medidas simples, sensação de formigamento, perda de força ou aumento rápido do volume local indicam agravamento ou lesão associada e justificam investigação adicional. Febre e pus não são típicos de traumatismo isolado e sugerem contaminação ou infecção secundária.

O que causa?

Mecanismo direto por impacto é a causa mais frequente: queda sobre o quadril, colisão em esporte, impacto contra mobiliário ou acidente de trânsito de baixa energia. Trauma por esmagamento ou pancada direta provoca ruptura de vasos subcutâneos e fibras musculares superficiais, formando hematoma e edema. Em pessoas em uso de anticoagulantes ou com distúrbios da coagulação, pequenos traumas geram hematomas mais extensos, mudando a apresentação clínica e a necessidade de investigação.

Como o médico confirma o diagnóstico?

O diagnóstico de S70 é clínico, baseado em história de trauma e exame que documenta lesão superficial localizada sem sinais de fratura, laceração extensa ou comprometimento neurovascular. A radiografia é indicada quando há suspeita de fratura (dor focal óssea, incapacidade de suportar peso), e ultrassonografia pode identificar coleção de sangue ou ruptura muscular superficial. O que sustenta a escolha deste código é a documentação explícita no prontuário de lesão superficial do quadril ou da coxa, sem achados que exijam codificação diferente.

Como costuma ser tratado?

O manejo primário é local e sintomático, focado em controle da dor, redução do edema e vigilância por sinais de complicação. A maioria dos quadros é tratada em ambulatório com medidas locais e orientações de retorno; casos com hematoma volumoso, dor progressiva ou suspeita de lesão associada podem requerer procedimento por equipe especializada. Para fins de codificação, o registro do exame, evolução e orientações no prontuário sustenta o uso contínuo de S70 enquanto a lesão permanecer classificada como superficial.

Que tipos de remédio costumam ser usados?

Analgésicos e anti-inflamatórios de uso habitual em trauma agudo podem ser utilizados conforme avaliação clínica para controle da dor; em pacientes com risco de trombose a profilaxia ou ajuste deve ser avaliado por clínica especializada. Em caso de suspeita de infecção secundária no local de lesão, agentes antimicrobianos só têm indicação após avaliação que confirme infecção. Terapias locais (compressas, imobilização leve) e reabilitação fisioterápica podem ser registradas quando prescritas.

Quando procurar um médico?

Procure reavaliação se houver dor intensa que não melhora, aumento rápido do volume local, perda de força, dormência, sinais de infecção (vermelhidão progressiva, calor, secreção) ou incapacidade de caminhar. Se o trauma foi de alta energia, se houve perda de consciência ou suspeita de fratura, procure atendimento de urgência imediatamente. Relatar uso de anticoagulantes ao profissional é essencial para avaliação do risco de hematoma extenso.

Quantos dias de atestado?

Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento; o período é definido pelo médico que examinou, considerando o caso concreto, de modo que duas pessoas com o mesmo código podem receber períodos diferentes. Até 15 dias de afastamento quem paga o salário é o empregador (Lei 8.213/91, art. 60, parágrafo 3); do 16º dia em diante o INSS assume e passa a exigir perícia; atestados pelo mesmo motivo dentro de 60 dias somam para esses 15 dias (Decreto 3.048/99, art. 75). A regra dos 60 dias usa o CID do atestado para o perito verificar se as faltas decorrem da mesma doença; por isso a inclusão do código no documento é relevante para contagem e fiscalização.

Para que um atestado seja aceito precisa identificar o paciente, consignar o período de afastamento, data, assinatura e CRM do médico; o CID só entra com anuência do paciente — informar o diagnóstico ao empregador não é obrigatório, mas sem o código a soma dos 60 dias não pode ser verificada pelo INSS ou pela perícia. Em casos de lesão superficial do quadril e da coxa, atestados sucessivos feitos pelo mesmo motivo e com o mesmo CID podem ser somados para efeitos da regra dos 15 dias, conforme mencionado.

No caso específico de S70, trata-se tipicamente de um quadro agudo, localizado e de resolução favorável sem incapacidade prolongada, salvo complicações como hematoma volumoso, lesão vascular ou necessidade de procedimento adicional; por isso muitos episódios resultam em acompanhamento ambulatorial e eventual afastamento temporário para recuperação. Quando o traumatismo recorre ou há evolução para complicações que exijam intervenção, a verificação de continuidade por meio do CID nos atestados torna-se relevante para perícias e para a correta soma dos períodos anteriores.

Perguntas frequentes sobre S70

O que significa receber o CID S70 no atestado?

Significa que o médico registrou uma lesão traumática superficial no quadril ou na coxa, sem indicar fratura evidente; o código descreve a natureza e o local da lesão, não um prognóstico exato.

Preciso fazer radiografia sempre que recebo esse código?

Nem sempre; a radiografia é solicitada quando há suspeita clínica de fratura, dor focal óssea intensa ou incapacidade de suportar peso. A decisão é do médico após o exame.

Posso transmitir esse CID ao meu empregador sem meu consentimento?

A inclusão do CID no atestado depende da sua anuência; você pode optar por não divulgar o diagnóstico ao empregador, embora sem o código a soma de ausências para fins de perícia possa ficar prejudicada.

Esse traumatismo é contagioso ou preciso de isolamento?

Não é contagioso; trata-se de lesão física por impacto e não envolve risco de transmissão.

Quando o caso muda de S70 para outro código?

Se exames ou evolução clínica mostrarem fratura do fêmur, lesão tendinosa profunda, lesão vascular ou infecção, o diagnóstico e o código devem ser atualizados para o correspondente mais específico.

O atestado por S70 é suficiente para afastamento e pagamento?

O atestado atesta necessidade de afastamento conforme o médico; a legislação determina quem paga nos primeiros 15 dias e quando o INSS passa a exigir perícia, mas a concessão de benefício depende de vínculo, perícia e critérios do órgão ou empregador.

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Fontes e como esta página foi feita

O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.

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