S83.4 — Entorse e distensão envolvendo ligamento colateral (peronial) (tibial) do joelho

  • lesão do ligamento colateral do joelho
  • entorse lateral do joelho
  • entorse medial do joelho

Em palavras simples

Este código, CID S83.4, significa que houve uma lesão no ligamento colateral do seu joelho — o feixe de tecido que fica na parte lateral ou medial e ajuda a dar estabilidade ao lado do joelho. Em termos simples, é uma torção ou um estiramento desse ligamento, que pode variar de um alongamento até uma ruptura parcial.

Você provavelmente está sentindo dor localizada do lado do joelho, sensibilidade ao toque nessa região e inchaço que pode aparecer nas primeiras horas ou dias. Pode ser difícil apoiar o peso sobre a perna ou mudar de direção sem sentir insegurança; às vezes aparece um estalo no momento do trauma. Se o inchaço for pequeno e a dor moderada, o quadro costuma ser um processo de recuperação; dor muito intensa, incapacidade de andar ou sensação de que o joelho “vai sair do lugar” são sinais de lesão mais séria.

O risco de contágio não existe — não é doença infecciosa. A gravidade depende da extensão da lesão: algumas pessoas têm apenas um estiramento e recuperam bem com cuidados simples e fisioterapia, outras têm ruptura parcial ou lesões associadas que exigem avaliação ortopédica mais detalhada. O tempo de recuperação é definido pelo médico que acompanha seu caso; dois pacientes com a mesma lesão podem ter orientações diferentes conforme profissão, idade e exame.

Normalmente o médico fará exame físico específico e pode pedir imagem se suspeitar de lesão mais grave ou de estruturas associadas; o retorno para reavaliação e a fisioterapia são comuns. Se o médico lhe deu um atestado, ele registrou que seu problema é esse por algum tempo, e esse registro serve para justificar afastamento do trabalho caso necessário.

Em casa, observe a evolução da dor, do inchaço e da capacidade de apoiar o pé. Procure ajuda se a dor impedir você de andar, se houver formigamento ou fraqueza no pé, se o inchaço crescer muito rápido ou se surgir febre, pois qualquer um desses sinais pode indicar complicações ou lesões associadas que precisam de avaliação urgente. Caso os sintomas não melhorem como esperado, retorne ao médico para nova avaliação e exames complementares.

O que este código significa?

CID S83.4 designa entorse ou distensão que atinge o ligamento colateral do joelho — seja o colateral peronial (lateral) seja o colateral tibial (medial). Refere-se a ruptura parcial, estiramento ou lesão ligamentar aguda por torção, impacto ou movimento em valgo/varo. Aparece tipicamente com dor localizada ao lado do joelho, inchaço e dor à carga; não inclui ruptura isolada de menisco (S83.2) nem lesão isolada dos ligamentos cruzados (S83.5). O código é usado quando o quadro é predominantemente ligamentar e a avaliação clínica ou de imagem confirma comprometimento do colateral.


Quando este código é usado?

Usa-se este código para registrar lesões agudas do ligamento colateral do joelho identificadas por história de trauma torcional ou impacto lateral, com dor lateral ou medial localizada, sensibilidade à palpação e sinais de instabilidade em teste específico. É apropriado quando o laudo clínico ou de imagem descreve estiramento, ruptura parcial ou avulsão do ligamento colateral sem predomínio de lesão cruzada ou meniscal.

Não se aplica a dores crônicas degenerativas sem evento agudo claro, nem a afecções primariamente meniscais ou dos ligamentos cruzados, que têm códigos próprios.

Qual a diferença dos códigos parecidos?

S83.2 — Ruptura do menisco: separa-se por dor e bloqueio articular predominantes, e por testes de provocação meniscal positivos; S83.4 exige achado ligamentar lateral/medial como principal. S83.5 — Entorse envolvendo ligamento cruzado (anterior): diferencia-se pela história de instabilidade rotacional e teste de gaveta/ Lachman positivos; se o cruzado for o principal lesionado, usar S83.5. S83.6 — Entorse de outras partes do joelho: aplica-se quando a documentação não especifica o ligamento colateral ou descreve estruturas distintas; S83.4 exige identificação do colateral lateral ou medial.

O que é?

Trata‑se de uma lesão das fibras do ligamento colateral do joelho, ocorrendo por estiramento excessivo, ruptura parcial ou avulsão no ponto de inserção. Clinicamente manifesta-se logo após um trauma com dor localizada ao lado do joelho, inchaço e alguma perda de função; em lesões maiores pode haver sensação de instabilidade ao apoiar ou girar.

Ocorrências frequentes incluem entorses esportivas, quedas e torções durante atividades diárias; pacientes ativos, atletas amadores e pessoas expostas a traumas laterais têm maior risco. A apresentação varia do desconforto moderado até incapacidade para caminhar dependendo da gravidade.

Quais sintomas aparecem?

Dor localizada lateral ou medial do joelho, geralmente de início súbito após entorse; edema e sensibilidade ao toque sobre o ligamento colateral; dor ao tentar apoiar ou ao mudar de direção; limitação de mobilidade por dor. Sintomas precoces incluem dor e inchaço; sinais de agravamento incluem instabilidade ao caminhar, perda progressiva da capacidade de carga, aumento do edema ou bloqueio articular persistente, o que sugere lesão mais extensa ou associação com outras lesões internas.

O que causa?

Mecanismo típico é torção do joelho com força aplicada em valgo (para lesão do colateral medial) ou em varo (para lesão do colateral lateral), contato direto lateral ou mudança brusca de direção com pé fixo. Em prática brasileira, entorses em esportes de contato, acidentes domésticos e quedas representam as causas mais comuns. A lesão pode ocorrer isolada ou associada a danos ao menisco, cápsula articular ou ligamentos cruzados, dependendo da energia do trauma.

Como o médico confirma o diagnóstico?

O diagnóstico centra‑se na história de trauma e no exame físico dirigido: palpação dolorosa sobre o trajeto do ligamento colateral, aumento da abertura articular lateral ou medial sob teste de stress específico, e perda de estabilidade funcional. A confirmação que sustenta o uso do código é a documentação clínica de comprometimento do ligamento colateral, complementarmente apoiada por ultrassonografia ou ressonância magnética quando há dúvida sobre extensão ou lesões concomitantes. Radiografia serve para excluir fratura ou avulsão óssea.

Como costuma ser tratado?

O manejo inicial é conservador na maioria das lesões parciais, com medidas para controlar dor e inchaço e restauração progressiva da função; em lesões completas ou com instabilidade significativa, avaliação especializada pondera intervenções ortopédicas e possíveis reparos ou reconstruções. O esquema terapêutico varia com a gravidade, com reabilitação funcional frequentemente necessária para recuperar força e estabilidade articular.

Que tipos de remédio costumam ser usados?

Analgesia e anti‑inflamatórios são empregadas para controle sintomático no período agudo; relaxantes musculares podem ser usados quando há espasmo reflexo. Em casos específicos, medicamentos para controle da dor neuropática não são típicos neste código, salvo indicação por quadro concomitante documentado.

Quando procurar um médico?

Procure avaliação médica imediata se houver incapacidade de apoiar o membro, dor intensa, deformidade evidente, perda sensível ou motora no pé, ou inchaço muito rápido após o trauma. Consulte também se a dor e a limitação não melhorarem com as medidas iniciais em poucos dias, pois isso pode indicar lesão mais grave ou necessidade de exames de imagem e intervenção especializada.

Quantos dias de atestado?

Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento; o período é definido pelo médico que examinou e pelo caso concreto, e duas pessoas com o mesmo código podem receber períodos diferentes. Por lei, até 15 dias de afastamento o empregador paga o salário; a partir do 16º dia o INSS assume e exige perícia; atestados pelo mesmo motivo num espaço de 60 dias somam para esses 15 dias e o perito usa o CID para verificar se os episódios são da mesma causa. O atestado precisa trazer identificação do paciente, o período de afastamento, a data, a assinatura e o número do CRM do médico; o CID só entra com anuência do paciente, pois informar o diagnóstico ao empregador não é obrigatório, e sem o código a soma dos 60 dias não pode ser verificada.

Este código descreve tipicamente um quadro agudo decorrente de entorse com comprometimento ligamentar lateral ou medial; muitos casos evoluem por resolução progressiva com reabilitação ambulatorial, mas lesões que provocam instabilidade ou associadas a outras lesões do joelho podem demandar avaliações e procedimentos complementares. Por isso, a presença de S83.4 no atestado frequentemente justifica afastamento inicial por incapacidade funcional temporária, e a regra dos 60 dias importa quando há recorrência ou persistência de sintomas que geram novos atestados para o mesmo CID.

Perguntas frequentes sobre S83.4

O que exatamente significa CID S83.4 no meu atestado?

Significa que o médico registrou uma lesão do ligamento colateral do joelho, indicando que a dor e a limitação são decorrentes de um estiramento ou ruptura parcial nessa estrutura.

Vou ficar afastado automaticamente por causa desse código?

O CID por si só não determina tempo de afastamento; o período é definido pelo médico conforme gravidade e função, e segue as regras de pagamento conforme a legislação vigente.

Preciso fazer ressonância para confirmar S83.4?

Nem sempre; o exame clínico muitas vezes sugere a lesão colateral, mas a ressonância é solicitada quando há dúvida sobre extensão ou suspeita de lesões associadas.

Como diferenciar essa lesão de um problema no menisco?

Meniscos costumam causar dor profunda na articulação, bloqueio ou sensação de trava, e testes meniscais específicos podem ser positivos; S83.4 se refere a dor e instabilidade lateral ou medial com achado ligamentar predominante.

Posso praticar atividade leve enquanto tenho S83.4?

A retomada de atividade depende da dor, da estabilidade funcional e da orientação do seu médico ou fisioterapeuta; muitas vezes há restrição inicial seguida de reabilitação progressiva.

O plano de saúde pode exigir autorização para exames ou fisioterapia por conta desse CID?

Protocolos de autorização variam entre operadoras; em alguns casos a ressonância ou terapias prolongadas podem precisar de autorização conforme regras contratuais.

Fontes e como esta página foi feita

O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.

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