CIDs Med
A00–B99 · Capítulo I · Algumas doenças infecciosas e parasitárias

A91 Febre hemorrágica devida ao vírus do dengue

  • dengue hemorrágico
  • síndrome hemorrágica por dengue
  • dengue grave

Na dúvida entre códigos parecidos? Veja CID de dengue: todos os códigos que podem aparecer e o que diferencia cada um.

Em palavras simples

Receber o código CID A91 significa que os médicos identificaram uma forma de dengue em que há sangramentos ou sinais de comprometimento vascular — em outras palavras, uma infecção por dengue que não é apenas “uma febre com dor no corpo”, mas que evoluiu com alterações que merecem atenção mais próxima. Isso não descreve uma condição crônica; é um episódio agudo pelo vírus do dengue com risco maior de complicações do que a dengue comum.

Você provavelmente sentiu febre, dor de cabeça, dores no corpo e cansaço; se o quadro progrediu para A91, podem ter aparecido manchas vermelhas na pele, sangramento nas gengivas ou no nariz, ou sinais que indicam que o sangue e os vasos estão se comportando de forma diferente, como hematomas fáceis. Sintomas como “barriga” dolorida, vômitos constantes ou fraqueza que impede atividades normais são sinais que costumam acompanhar a forma mais séria.

Sobre contagiosidade: dengue é transmitida por mosquito e não por contato direto entre pessoas; portanto, outras pessoas na casa não ficam “infectadas” por contato com você, mas podem ser picadas pelo mesmo tipo de mosquito se não houver controle do vetor. O tempo exato de duração do episódio é individual; algumas pessoas se recuperam sem sequelas, outras precisam de observação e cuidados de suporte até a estabilidade clínica.

O que costuma acontecer a seguir é monitorização dos sinais vitais e de exames de sangue — principalmente plaquetas e hematócrito — além de avaliação para evitar perda de volume (extravasamento) e sangramentos. Nem todo caso exige internação, mas muitos com sinais hemorrágicos recebem observação hospitalar até que o risco diminua. É comum que o médico peça retorno ou acompanhamento frequente enquanto houver instabilidade.

Em casa, observe se surge sangramento nas gengivas, manchas roxas sem motivo, vômitos persistentes, tontura ao levantar, diminuição do volume urinário ou aumento da dor abdominal. Se algum desses acontecer, procure atendimento médico sem esperar. Evite tomar remédios que possam aumentar o sangramento sem orientação médica. Guarde a documentação e os resultados dos exames, pois podem ser necessários para acompanhamento e eventuais comunicados ao trabalho.

Finalmente, o atestado médico pode trazer o CID A91 se o profissional concordar em registrar; isso pode influenciar a necessidade de repouso e a forma como os dias de afastamento são contabilizados em caso de perícia. Conversar com quem cuida do seu trabalho sobre a situação e manter o histórico clínico organizado ajuda a esclarecer dúvidas futuras.

O que este código significa?

O CID A91 designa a febre hemorrágica causada pelo vírus do dengue, quando a infecção por dengue cursa com manifestações hemorrágicas e/ou sinais de comprometimento vascular significativo. Aparece em pacientes infectados pelo vírus dengue (tipos 1–4) que desenvolvem sangramentos, queda de plaquetas e, frequentemente, sinais de extravasamento plasmático. Não inclui formas clássicas de dengue sem hemorragia (A90) nem outras febres virais transmitidas por mosquitos sem confirmação de dengue (A92). Este código reflete um padrão clínico agudo e potencialmente grave que costuma exigir observação médica e documentação adequada para codificação e perícia.

Quando este código é usado?

Use A91 para casos nos quais há diagnóstico de infecção por vírus do dengue associado a manifestações hemorrágicas clinicamente relevantes ou evidência de comprometimento vascular consistente com síndrome hemorrágica. Não se aplica quando a doença é dengue sem sinais de hemorragia (A90) ou quando a etiologia viral transmitida por mosquito não é dengue confirmada (A92). O código A91 também serve para agrupar episódios agudos com risco maior de monitorização intensiva.

Qual a diferença dos códigos parecidos?

A91 vs A90: A90 é dengue clássica sem hemorragia significativa; A91 exige sinais de hemorragia (petequias, sangramentos mucosos) e/ou evidência de extravasamento plasmático e piora clínica que justificam distinção.

A91 vs A92: A92 agrupa outras febres virais por mosquitos (ex.: febres por vírus da chikungunya em alguns cenários); A91 refere-se especificamente à doença causada pelo vírus dengue, identificada clinicamente ou por exames virológicos.

A91 vs A98 (outras febres hemorrágicas virais): A98 abrange febres hemorrágicas por outros agentes (ex.: febres virais hemorrágicas não atribuídas ao dengue); A91 é atribuída quando há correlação epidemiológica e clínica com dengue ou confirmação laboratorial.

O que é?

Febre hemorrágica devida ao vírus do dengue é uma forma grave de infecção por dengue caracterizada por febre aguda acompanhada de manifestações hemorrágicas, queda acentuada das plaquetas e sinais de extravasamento plasmático que podem levar a hipotensão e choque. O quadro costuma surgir alguns dias após a infecção e evoluir rapidamente, com variação entre pacientes.

Ocorre em pessoas de todas as idades, mas é mais observado em áreas com circulação dos sorotipos do vírus dengue e em pacientes com infecção secundária por sorotipo diferente; fatores individuais e epidemiológicos influenciam a severidade. A apresentação exige atenção por possibilidade de complicações agudas.

Quais sintomas aparecem?

Os principais sinais incluem febre alta, sangramentos de mucosas (gengivas, epistaxe), petéquias e equimoses, além de dores no corpo e cefaleia. Sintomas iniciais típicos são febre, dor de cabeça, dor retro-orbital e mialgias; os sinais que indicam agravamento são sangramentos persistentes, queda rápida das plaquetas, sinais de extravasamento (aumento do hematócrito) e sintomas de perfusão comprometida como tontura e hipotensão.

O que causa?

O mecanismo é infecção pelo vírus dengue transmitido por Aedes spp., seguida por resposta inflamatória que pode provocar disfunção endotelial, aumento da permeabilidade vascular, trombocitopenia e coagulopatia. Na prática brasileira, o mais comum é a infecção por dengue com agravamento em curso clínico agudo, frequentemente em episódios de infecção secundária por outro sorotipo, que amplifica a resposta imunopatológica.

Como o médico confirma o diagnóstico?

O diagnóstico que sustenta A91 baseia-se na combinação de quadro clínico compatível (febre aguda com sangramentos e sinais de comprometimento vascular), achados laboratoriais de suporte como trombocitopenia significativa e exames virológicos ou sorológicos que indiquem infecção por dengue. Para codificação, a presença de manifestações hemorrágicas e/ou evidência de extravasamento plasmático diferencia este código de A90.

Como costuma ser tratado?

O manejo do quadro é baseado em monitorização clínica e suporte hemodinâmico conforme a gravidade, com reposição de líquidos apropriada e vigilância para sangramentos e choque. Em ambiente hospitalar, decisões sobre transfusão ou intervenções específicas dependem da avaliação clínica e dos exames. O tratamento visa estabilizar e corrigir complicações, em vez de alterar o agente causal.

Que tipos de remédio costumam ser usados?

Classes de medicamentos frequentemente utilizadas em suporte incluem fluidoterapia isotônica para estabilização volêmica, agentes hemostáticos quando indicados por equipe assistencial, e analgésicos seguros para dor que não agravem sangramento; o uso de anti-inflamatórios que afetam a coagulação geralmente é evitado pela equipe. A escolha medicamentosa específica deve ficar a cargo do profissional assistente.

Quando procurar um médico?

Procure atendimento médico imediato se houver sangramentos persistentes, vômitos contínuos, tontura ao levantar, fraqueza progressiva, dor abdominal intensa ou sinais de confusão. Convença-se de que piora rápida do estado geral, diminuição da produção de urina ou sinais de perfusão inadequada são motivos para avaliação urgente.

Quantos dias de atestado?

Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento; o período é definido pelo médico que examinou o paciente e pelo caso concreto, de modo que duas pessoas com o mesmo código podem receber prazos diferentes.

Até 15 dias de afastamento quem paga o salário é o empregador; do 16º dia em diante o INSS assume e exige perícia. Atestados emitidos pelo mesmo motivo dentro de 60 dias somam para contabilizar os primeiros 15 dias; o CID indicado no atestado é o critério prático que permite ao perito reconhecer se os episódios são continuados.

Para que um atestado seja aceito ele deve conter identificação do paciente, período de afastamento, data, assinatura e número do CRM do médico. A inclusão do CID no atestado depende da anuência do paciente; informar o diagnóstico ao empregador não é obrigatório, mas sem o código não é possível somar os períodos para efeitos da regra dos 60 dias.

Especificamente para A91, trata‑se de um quadro agudo que costuma demandar acompanhamento e, em muitos casos, observação hospitalar inicial devido ao risco de complicações hemorrágicas ou hemodinâmicas; por isso, atestados com este código costumam refletir episódios que justificam monitorização e registro clínico mais detalhado. Quando o quadro é recorrente ou há episódios próximos, a regra dos 60 dias tem importância prática para o reconhecimento da continuidade do mesmo problema pelo perito.

Perguntas frequentes sobre A91

O que significa ter CID A91 no atestado?

Significa que o episódio de dengue foi classificado como com manifestações hemorrágicas ou risco aumentado por comprometimento vascular. É um registro clínico que descreve maior gravidade que a dengue sem hemorragia.

CID A91 quer dizer que outras pessoas vão pegar dengue por contato?

Não. Dengue é transmitida por mosquito Aedes; o código descreve a sua forma da doença, não transmissão direta entre pessoas.

Que exames confirmam que é dengue hemorrágica?

Exames que identificam infecção por dengue (NS1, PCR, sorologia) juntos com hemograma mostrando queda de plaquetas e alterações que indiquem extravasamento sustentam a classificação como A91.

Posso trabalhar com CID A91 no atestado?

A incapacidade para o trabalho depende do quadro clínico específico e da avaliação médica; o código informa gravidade, mas a decisão sobre afastamento e duração cabe ao médico e, se necessário, à perícia.

Como diferenciar A91 de um A90 anotado anteriormente?

A diferença está na presença de sangramentos relevantes ou sinais de extravasamento e nos achados laboratoriais; A90 refere‑se à dengue sem essas manifestações hemorrágicas.

Leve estas perguntas

O que perguntar ao seu médico (5)
  • Houve confirmação laboratorial de infecção por vírus dengue (NS1, PCR ou sorologia) neste episódio?
  • Quais sinais de extravasamento plasmático ou de compromisso hemodinâmico foram observados para justificar A91?
  • Qual foi a tendência das plaquetas e do hematócrito desde o início dos sintomas?
  • Existe histórico de infecção prévia por outro sorotipo de dengue que possa explicar maior gravidade?
  • Que critérios clínicos levaram à internação ou à observação hospitalar neste caso?
O que perguntar ao seu advogado (3)
  • Este atestado com CID A91 foi emitido por profissional habilitado e contém CRM e período de afastamento completos?
  • Como será tratada a remuneração durante os primeiros 15 dias de afastamento e que documentos o empregador pode exigir sem violar a privacidade?
  • Em caso de perícia do INSS, que evidências clínicas e laboratoriais sustentam a necessidade de prorrogação do afastamento?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
  • O plano exige documentação específica para autorizar internação por quadro de dengue hemorrágica?
  • Quais exames e laudos o plano costuma solicitar para avaliação de cobertura de procedimentos de suporte em casos de dengue grave?
  • Existe necessidade de autorização prévia para transferências ou internação em UTI para complicações hemorrágicas relacionadas ao dengue?

Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.

Fontes e como esta página foi feita

O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.