B01 — Varicela [Catapora]

  • Catapora

Em palavras simples

Este código, CID B01, significa que você teve uma infecção por varicela, também chamada de catapora. É a forma primária da doença causada pelo vírus varicela‑zóster, que normalmente provoca febre e uma erupção na pele com bolhas cheias de líquido que coçam bastante. O nome técnico está ligado ao tipo de vírus, mas na conversa do dia a dia costuma‑se dizer simplesmente catapora.

O que você provavelmente sentiu foi um mal‑estar geral e febrícula antes de aparecerem as lesões. As manchas e bolhinhas surgem em grupos e podem aparecer em diferentes fases ao mesmo tempo: algumas já secas, outras ainda cheias. Coceira é frequente, e leves dores no corpo ou cansaço também são comuns. Em crianças a doença costuma ser mais branda; em adultos pode ser mais sintomática.

Varicela é contagiosa. Geralmente, a transmissão acontece por gotículas respiratórias ou contato com o líquido das bolhas. A maioria melhora sem complicações em dias a semanas; as lesões formam crostas e caem, e o risco de problemas sérios é maior em gestantes, recém‑nascidos e pessoas com imunidade baixa. Após a infecção, o vírus permanece no organismo e pode reativar anos depois como herpes zóster (zona), quadro diferente do atual.

Em termos práticos, o usual é confirmar o diagnóstico clinicamente, com base nas características da erupção. Dependendo do caso e da sua situação (por exemplo, se estiver grávida ou imunossuprimida), podem ser solicitados exames laboratoriais para confirmação. Visitas de acompanhamento e, em alguns empregos, atestado médico para justificar afastamento podem ser necessários enquanto as lesões estiverem abertas e com risco de transmissão.

Em casa, observe se há aumento da febre, falta de ar, confusão, vômitos persistentes, ou se as lesões ficam muito doloridas, avermelhadas, com pus ou provocam sinais de desidratação. Nesses casos, procure atendimento. Para a maioria, medidas de conforto, hidratação e evitar coçar para reduzir risco de cicatriz são as recomendações comuns feitas pelos profissionais.

O que este código significa?

O CID B01 designa a varicela (catapora), infecção viral aguda causada pelo vírus varicela-zóster, caracterizada por uma erupção cutânea vesicular pruriginosa e febre. Surge tipicamente em crianças, mas pode ocorrer em adultos e imunossuprimidos, que têm maior risco de complicações. Não inclui herpes zoster (zona), que é reativação do mesmo vírus e tem distribuição dermatomal (B02). Também não abrange verrugas virais (B07) ou outras exantemias virais com quadro clínico e evolução diferentes.


Quando este código é usado?

Uso deste código quando o quadro clínico e/ou exames laboratoriais confirmam infecção aguda por vírus varicela‑zóster com erupção vesicular típica e evolução compatível com varicela; aplica‑se tanto a casos não complicados quanto àqueles com sinais de extensão cutânea generalizada. Não deve ser usado para reativações localizadas (B02) nem para manifestações cutâneas de outras viroses.

Qual a diferença dos códigos parecidos?

B02 (Herpes zóster [Zona]) — Critério: distribuição unilateral e em dermátomo, dor intensa pré‑eruptiva e lesões em diferentes estágios agrupadas em uma faixa; herda história de varicela prévia e corresponde à reativação do mesmo vírus, não à infecção primária generalizada.

B07 (Verrugas de origem viral) — Critério: lesões papulosas ou verrucosas, queratóticas, não vesiculares nem sistêmicas; evolução crônica e sem febre associada distingue das lesões agudas e vesiculares da varicela.

B05 (Sarampo) — Critério: exantema maculopapular mais confluent e fase prodrômica com tosse, coriza e conjuntivite; ausência de vesículas pruriginosas e presença de manifestações respiratórias e manchas de Koplik ajudam a diferenciar.

O que é?

A varicela é uma infecção causada pelo vírus varicela‑zóster, normalmente de apresentação aguda com febre e erupção cutânea que progride de máculas para pápulas e vesículas, depois crostas. A transmissão ocorre por via respiratória e por contato com o conteúdo das vesículas; costuma afetar mais crianças em idade escolar, mas adultos e pessoas com imunidade baixa podem ter doença mais grave.

As lesões cutâneas aparecem em surtos sucessivos, de modo que é comum encontrar lesões em vários estágios ao mesmo tempo. Complicações possíveis incluem infecção bacteriana secundária da pele, pneumonia e, raramente, envolvimento do sistema nervoso em pacientes com fatores de risco.

Quais sintomas aparecem?

Principais: febre, mal‑estar, erupção cutânea pruriginosa com vesículas distribuídas de forma generalizada, lesões em diferentes estágios (mácula, pápula, vesícula, crosta). Sinais precoces: febre baixa e mal‑estar geral, seguida de erupção cutânea. Sinais de agravamento: febre alta persistente, dificuldade respiratória, confusão, sinais de infecção bacteriana secundária nas lesões (vermelhidão intensa, dor localizada, pus), desidratação ou comprometimento hemodinâmico.

O que causa?

Mecanismo: infecção primária pelo vírus varicela‑zóster transmitido por gotículas respiratórias ou contato direto com o exsudato das vesículas. Após infecção, o vírus se estabelece latente nos gânglios sensoriais e pode reativar mais tarde como herpes zóster (B02).

Na prática brasileira, o meio ambiente comunitário e a exposição doméstica a casos sintomáticos são as fontes mais comuns de transmissão; surtos ocorrem em ambientes escolares e familiares quando há indivíduos suscetíveis.

Como o médico confirma o diagnóstico?

O diagnóstico é primariamente clínico: história de febre seguida de exantema vesicular em vários estágios é suficiente na maioria dos casos. Testes laboratoriais (detecção de DNA viral por PCR, sorologia IgM/IgG) podem confirmar casos atípicos, imunocomprometidos, gestantes ou suspeita de complicação.

Este código B01 sustenta‑se quando a apresentação clínica corresponde à infecção primária por varicela; se houver evidência de reativação localizada, usar B02.

Como costuma ser tratado?

Tratamento é habitualmente ambulatorial e sintomático em casos não complicados, com medidas para controle do prurido e hidratação. Em pacientes de maior risco ou com complicações, terapias antivirais sistêmicas e cuidados hospitalares podem ser considerados; a decisão depende de tempo de doença, idade, estado imunológico e gravidade clínica.

Que tipos de remédio costumam ser usados?

Classes usadas na prática incluem antivirais de ação contra o vírus varicela‑zóster para casos de maior risco ou complicados, antipruriginosos e analgésicos/antitérmicos para alívio sintomático, além de antibióticos quando há supuração bacteriana secundária. A seleção farmacológica depende do contexto clínico.

Quando procurar um médico?

Procure atendimento imediato se houver sinais de agravamento: dificuldade para respirar, confusão, sonolência excessiva, vômitos persistentes ou desidratação, sangramento das lesões, febre muito alta que não cede, ou se a pessoa for gestante, recém‑nascida ou imunossuprimida. Para piora local de uma lesão (dor intensa, calor, pus) considerar avaliação para infecção bacteriana secundária.

Quantos dias de atestado?

nenhum código CID tem duração fixa de afastamento: o período é definido pelo médico que examinou o caso concreto — duas pessoas com o mesmo CID podem receber períodos diferentes.

Quanto ao pagamento e à transição para perícia, a legislação prevê que até 15 dias de afastamento o empregador é o responsável pelo pagamento (Lei 8.213/91, art. 60, parágrafo 3); a partir do 16º dia o INSS assume o benefício e passa a exigir perícia. A legislação também estabelece que atestados pelo mesmo motivo emitidos dentro de 60 dias são considerados em conjunto para o cômputo desses 15 dias (Decreto 3.048/99, art. 75).

A regra dos 60 dias aplica-se na prática por meio do código CID constante no atestado: é o CID que o perito utiliza para verificar se os afastamentos foram pelo mesmo motivo, e por isso a indicação do código no documento tem impacto na soma desses períodos.

Para que um atestado seja aceito, ele precisa identificar o paciente, indicar o período de afastamento, conter data, assinatura e CRM do médico. A inclusão do CID só pode ocorrer com anuência do paciente — não há obrigação de informar o diagnóstico ao empregador — mas, sem o código, a verificação da soma dos 60 dias não pode ser feita da mesma forma.

No caso específico do CID B01 (varicela), trata‑se de uma condição aguda por vírus varicela‑zóster que, na maioria dos casos, evolui para resolução espontânea após o episódio inicial; não é uma condição crônica ou recorrente no sentido de episódios repetidos frequentes, pois a primoinfecção confere imunidade na maioria dos casos. O B01 pode, no entanto, causar incapacidade para o trabalho dependendo da gravidade clínica e do risco individual (por exemplo, em adultos ou imunossuprimidos), e por isso pode resultar em atestados. Como episódios recorrentes não são a regra, a soma de atestados dentro de 60 dias costuma ser menos frequentemente acionada para esta condição, mas ainda assim o CID é o instrumento que permite ao perito reconhecer se atestados sucessivos se referem ao mesmo motivo.

Perguntas frequentes sobre B01

O que significa ter recebido o CID B01 no meu prontuário?

Significa que o diagnóstico registrado é varicela (catapora), infecção viral com erupção vesicular típica; é o código usado para casos de infecção primária por varicela‑zóster.

Preciso de atestado médico e por quanto tempo costuma ser dado?

A necessidade e duração do atestado dependem do trabalho, do risco de transmissão e da avaliação clínica; normalmente considera‑se o período em que há lesões abertas e risco de contágio.

A varicela sempre precisa de exames laboratoriais para confirmar?

Não; na maioria dos casos o diagnóstico é clínico por causa da erupção característica. Exames complementares são reservados para casos atípicos, gestantes, recém‑nascidos ou imunossuprimidos.

Tenho contato com uma gestante e fui diagnosticado com varicela — e agora?

A exposição de uma gestante requer avaliação médica especializada; dependendo do histórico imunológico e do tempo de gestação, podem ser solicitadas sorologias e orientações específicas.

Como diferenciar varicela de herpes zóster registrado como B02?

Varicela é infecção primária com erupção generalizada; herpes zóster é reativação com lesões agrupadas em um dermátomo e normalmente dor intensa pré‑eruptiva.

O plano de saúde cobre exames e tratamento por varicela?

A cobertura depende do contrato, carência e critérios da operadora; é necessário verificar as regras do seu plano e eventuais autorizações prévias.

Leve estas perguntas

O que perguntar ao seu médico (5)
  • Quando o caso exige investigação laboratorial (PCR ou sorologia) para confirmar varicela em vez do diagnóstico clínico?
  • Qual é o critério que muda o código de B01 para B02 durante a evolução do quadro?
  • Em que circunstâncias uma gestante com exposição ou doença deve ser classificada de forma diferente neste código?
  • Que sinais e achados convertem um caso de varicela em caso com indicação de terapia antiviral sistêmica?
  • Quando documentar infecção bacteriana secundária como condição associada e qual código secundário usar?
O que perguntar ao seu advogado (3)
  • Em quais situações a varicela justifica afastamento do trabalho e qual documentação médica é necessária para perícia?
  • A ocorrência de varicela em trabalhador gestante pode ensejar readequação de função ou afastamento temporário conforme lei trabalhista?
  • Como é avaliada, em perícia, a relação entre contágio no ambiente de trabalho e responsabilidade do empregador por não ter medidas de prevenção adequadas?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
  • Quais exames complementares relacionados à varicela costumam exigir autorização prévia da operadora?
  • A cobertura de antivirais e internação por complicações de varicela depende de carência contratual ou há regras específicas de avaliação?
  • O plano costuma exigir documentação específica para pagamento de procedimentos relacionados a complicações da varicela, como pneumonia ou tratamento hospitalar?

Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.

Fontes e como esta página foi feita

O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.

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