B02 — Herpes zoster [Zona]
- zona
- cobreiro
- herpes zoster oftálmico (subcategoria)
- herpes zoster disseminado (subcategoria)
Em palavras simples
Este código indica que você teve reativação do vírus da catapora — chamado herpes zoster ou ‘zona’. O vírus que ficou guardado dentro dos nervos pode voltar a ativa, causando dor numa faixa do corpo e depois bolhas na pele. O nome técnico do código é CID B02, que identifica exatamente esse quadro: dor seguida de uma erupção localizada que normalmente aparece só de um lado.
Você provavelmente sentiu primeiro dor, ardor, formigamento ou sensibilidade em um local (costas, peito, rosto), às vezes confundido com dor muscular ou de coluna. Um ou dois dias depois, surgem bolhas agrupadas sobre a pele, que depois formam crostas. Além disso, pode haver cansaço, febrícula ou alteração do sono por causa da dor.
Na maioria das vezes não é grave e não “vira catapora” em outras pessoas que já tiveram varicela; o problema contagioso é para quem nunca teve varicela nem recebeu vacina. A duração típica é de semanas: as lesões costumam cicatrizar em algumas semanas, mas a dor pode durar mais em algumas pessoas. Em idosos e em quem tem problema imunológico, o quadro pode ser mais intenso ou demorar mais para melhorar.
No consultório o médico costuma confirmar o diagnóstico pelo aspecto e pela história; às vezes se pede exame das bolhas quando o quadro é estranho. O retorno e o tipo de cuidado dependem da localização (por exemplo, se acometeu a região do olho) e da intensidade da dor. Afastamento do trabalho pode ser necessário se a dor impedir as atividades ou se houver risco de complicação, mas isso é avaliado caso a caso.
Em casa, observe sinais de infecção secundária (vermelhidão crescente, secreção com mau cheiro) e cuide para manter as lesões limpas e cobertas conforme orientação médica. Procure atendimento rápido se houver dor intensa com erupção perto do olho, perda de visão, bolhas que se espalham muito além da faixa esperada, febre alta ou se você tiver condições que diminuam a defesa do corpo. Esses sinais podem indicar necessidade de atenção imediata.
O que este código significa?
O CID B02 designa a reativação do vírus varicela‑zoster que causa dor e erupção cutânea em distribuição de nervo (faixa) — conhecida como herpes zoster ou zona. Aparece tipicamente em adultos e idosos, muitas vezes após um período de queda da imunidade, e costuma começar com dor, queixa sensorial ou queimação antes do surgimento de bolhas agrupadas. Não inclui varicela primária (B01) nem outras causas de manchas ou bolhas cutâneas, nem complicações específicas que recebem códigos próprios. Este código cobre apresentações localizadas e suas variantes clínicas conforme a classificação oficial.
Quando este código é usado?
Usa‑se quando há quadro clínico de reativação do vírus varicela‑zoster com erupção cutânea típica e distribuição em dermatoma ou quando o diagnóstico é estabelecido por exame virológico em contexto compatível. Não deve ser usado para exantemas de outras causas nem para varicela primária (B01).
Qual a diferença dos códigos parecidos?
B01 (Varicela [Catapora]) — Critério: varicela é infecção primária com lesões em diferentes estágios e distribuição generalizada; B02 é reativação localizada em dermatoma. B02.3 (Herpes zoster oftálmico) — Critério: se houver envolvimento do ramo oftálmico do trigêmeo ou sinais oculares, usar subcategoria oftálmica em vez do código geral B02. B02.7 (Herpes zoster disseminado) — Critério: se lesões extrapassarem claramente vários dermátomos ou houver viremia/disseminação, o caso deve ser codificado como disseminado, não como B02 simples.
O que é?
Herpes zoster é a reativação do vírus varicela‑zoster, que permanece latente nos gânglios nervosos após varicela na infância. Quando o vírus reativa, migra ao longo do nervo até a pele, causando dor e erupção vesicular em uma faixa correspondente a um dermatoma.
Manifesta‑se com sensação inicial de queimação, formigamento ou dor em um lado do corpo, seguida em dias pela aparência de lesões vesiculares agrupadas que evoluem para crostas. Afeta principalmente adultos e pessoas com imunidade reduzida, sendo mais frequente com o avanço da idade.
Quais sintomas aparecem?
Principais: dor unilateral em faixa (dor neuropática), sensação de queimação, formigamento, erupção vesicular agrupada que evolui para crostas. Sintomas precoces: dor, hipersensibilidade ou disestesia no território afetado antes das lesões. Sinais de agravamento: lesões que se tornam extensas ou bilaterais, febre alta persistente, envolvimento oftálmico com dor periocular, alterações visuais, sinais de infecção bacteriana secundária ou sintomas sistêmicos sugerindo disseminação.
O que causa?
Mecanismo: reativação do vírus varicela‑zoster latente nos gânglios sensoriais, geralmente associada a redução da vigilância imune celular. No Brasil, as causas mais frequentes incluem imunossenescência (idade avançada), estresse fisiológico ou doença crônica que comprometa a imunidade. Tratamentos imunossupressores, câncer ou infecções que diminuem a resposta imune aumentam o risco de reativação.
Como o médico confirma o diagnóstico?
O diagnóstico do CID B02 é principalmente clínico, baseado em história de dor seguida por erupção vesicular em distribuição dermatomal unilateral. A confirmação laboratorial (PCR de swab vesicular ou pesquisa de antígeno) pode ser usada quando a apresentação é atípica ou em pacientes imunocomprometidos, mas o código cobre o diagnóstico clínico típico.
Como costuma ser tratado?
O manejo deste código envolve medidas para controlar dor e limitar a replicação viral quando indicado, além de cuidados locais das lesões e prevenção de complicações. Em regra, o tratamento é definido pela fase da doença, extensão, localização (especialmente olho) e estado imunológico; muitos casos são tratados de forma ambulatorial, enquanto formas graves podem requerer internação.
Que tipos de remédio costumam ser usados?
Classes relevantes incluem antivirais de ação contra o vírus varicela‑zoster, analgésicos classificados como analgésicos simples e neuropáticos (antineuropáticos), anti‑inflamatórios para controle da dor inflamatória e, quando necessário, antibióticos para infecção bacteriana secundária.
Quando procurar um médico?
Procurar avaliação imediata em casos de dor intensa com erupção periorbital, alterações visuais, erupção extensa ou multifocal, sinais de infecção bacteriana (vermelhidão intensa, secreção, febre persistente) ou se for pessoa imunossuprimida. Buscar atendimento se a dor agravou muito, ou se houver fraqueza muscular ou sintomas neurológicos novos.
Quantos dias de atestado?
Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento: o período é definido pelo médico que examinou o caso concreto — duas pessoas com o mesmo código podem receber períodos diferentes.
Na legislação aplicável, até 15 dias de afastamento o empregador é quem paga a remuneração (Lei 8.213/91, art. 60, §3); a partir do 16º dia o INSS assume o pagamento e passa a exigir perícia médica; atestados emitidos pelo mesmo motivo dentro de 60 dias somam para esses 15 dias (Decreto 3.048/99, art. 75). Para efeitos práticos, o CID que consta no atestado é o dado que o perito usa para avaliar se episódios distintos correspondem à mesma razão clínica — é por isso que o código no documento tem papel direto na verificação da soma dos períodos.
Para que um atestado seja aceito, ele precisa identificar o paciente, indicar o período de afastamento, conter a data de emissão, a assinatura e o CRM do médico. A declaração do CID só deve constar com anuência do paciente: não é obrigatório informar o diagnóstico ao empregador, mas sem o código não há como o INSS verificar a soma prevista na regra dos 60 dias.
No caso do CID B02 (herpes zoster [zona]) o quadro é tipicamente a reativação aguda do vírus varicela‑zoster, com dor neuropática e erupção cutânea em distribuição de nervo. Essa apresentação costuma ser um episódio agudo que se resolve com o tempo, embora possa requerer manejo e, em alguns casos, acompanhamento por complicações como envolvimento ocular ou dor prolongada. A incapacidade para o trabalho depende da gravidade, localização das lesões e da intensidade da dor: muitos casos são tratados de forma ambulatorial, mas formas mais graves podem justificar afastamento e até internação. Como o herpes zoster pode exigir atestados sequenciais para o mesmo episódio ou para recaídas em curto espaço de tempo, a regra dos 60 dias é relevante para determinar se esses atestados serão computados em conjunto para o limite dos 15 dias pagos pelo empregador antes do ingresso do benefício do INSS.
Que direitos este código envolve?
Direitos trabalhistas e previdenciários dependem de comprovação clínica e de normas aplicáveis; doenças agudas com necessidade de afastamento podem ser justificadas por atestado médico e passar por perícia quando requerido. Em casos de complicação grave ou incapacitante, avaliação pericial define direito a benefícios, conforme legislação vigente.
Perguntas frequentes sobre B02
O que significa ter o código CID B02 no meu atestado?
Significa diagnóstico de herpes zoster (zona), a reativação do vírus da varicela que se manifesta com dor e erupção em faixa; o atestado descreve o episódio, não define afastamento automático.
Herpes zoster é contagioso para meus contatos?
Pessoas que já tiveram varicela ou vacina geralmente não correm risco; quem nunca teve pode desenvolver varicela se exposto às secreções das lesões, por isso cobrir as lesões e higiene são importantes.
Preciso de exames para confirmar o CID B02?
Na maioria dos casos o diagnóstico é clínico. Exames virológicos (PCR de vesícula) são feitos quando a apresentação é atípica ou o paciente é imunocomprometido.
Qual a diferença entre CID B02 e B01 no documento médico?
B01 refere‑se à varicela primária (catapora) com erupção generalizada; B02 é reativação localizada do mesmo vírus, com padrão dermatomal.
Quanto tempo pode durar a dor após o desaparecimento das bolhas?
Muitas pessoas melhoram nas semanas seguintes, mas algumas desenvolvem dor persistente (neuralgia) que pode durar meses; avaliação médica é necessária se a dor não ceder.
O atestado precisa especificar a localização das lesões?
Para fins de perícia e justificativa de afastamento, descrever a região afetada e a intensidade do sintoma ajuda a documentar o impacto funcional.
Leve estas perguntas
O que perguntar ao seu médico (5)
- Há sinais clínicos ou achados que mudariam o CID B02 para uma subcategoria específica (por exemplo, oftálmica ou disseminada)?
- Qual a janela ideal para coleta de material vesicular para PCR em casos atípicos?
- Que critérios clínicos diferenciam uma erupção herpética típica de uma possível sobreinfecção bacteriana?
- Quando a presença de dor residual justifica mudança de classificação para neuralgia pós‑herpética (código diferente)?
- Que marcadores de imunossupressão devem ser investigados em recorrências ou apresentações atípicas?
O que perguntar ao seu advogado (3)
- Em que situações a reativação por varicela‑zoster pode justificar afastamento laboral prolongado para fins previdenciários?
- Que documentação e perícias são necessárias para comprovar incapacidade decorrente de complicações do herpes zoster?
- Casos com sequela visual ou neurológica podem fundamentar pedido de benefício por incapacidade permanente?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
- O plano costuma exigir autorização prévia para exames de confirmação laboratorial de herpes zoster em adultos sem complicações?
- Há cobertura para tratamentos específicos de dor neuropática relacionados ao herpes zoster ou isso depende de indicação e contrato?
- O plano costuma avaliar separadamente pedidos de internação por herpes zoster com complicações (oftálmicas ou disseminadas)?
Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.
Códigos relacionados
Fontes e como esta página foi feita
- DATASUS — CID-10, bloco B00-B09
- OMS — ICD-10, versão 2019 (B02)
- Lei 8.213/1991, art. 60 — afastamento e auxílio por incapacidade
- Decreto 3.048/1999, art. 75 — soma de atestados em 60 dias
- Anvisa — Bulário Eletrônico
O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.