B00-B09 — Infecções virais caracterizadas por lesões de pele e mucosas
- Doenças virais da pele e mucosas
- Exantemas e lesões cutâneas virais
- Infecções virais cutâneo-mucosas
O que este código significa?
Este bloco reúne infecções virais que se manifestam principalmente por lesões na pele e nas mucosas. Inclui quadros vesiculares, maculopapulares, ulcerações e verrugas; os códigos mais consultados são B00 (herpesviral), B01-B02 (varicela e zóster), B05 (sarampo) e B07 (verrugas virais). A gravidade, a localização das lesões e a identificação do agente orientam a escolha do subcódigo. Para codificação e manejo prático, é comum descer a páginas específicas de cada doença listada abaixo do bloco.
Quando se usa um código deste grupo?
Chega-se a esta página quando a queixa principal são lesões de pele ou mucosa atribuídas a vírus e é preciso escolher o subcódigo conforme o padrão clínico, agente ou confirmação laboratorial; desça para o código específico quando houver diagnóstico clínico ou exame que identifique o agente ou a síndrome.
Com que grupos este se confunde?
B01 vs B02: distinção pela distribuição das lesões — varicela (B01) é generalizada; zóster (B02) é unilateral, em dermátomo, com dor neurítica.
B07 vs B35: verrugas virais (B07) apresentam papilomatose queratótica e não exibem KOH positivo; micoses cutâneas (B35) costumam ter descamação e KOH positivo.
B05 vs A90-A99: exantema de sarampo (B05) associa-se a enantema de Koplik e padrão maculopapular clássico; exantemas por arboviroses (A90-A99) exigem correlação epidemiológica e exames laboratoriais dirigidos.
O que é?
Grupo de infecções provocadas por vírus que se manifestam predominantemente na pele e nas mucosas. Reúne síndromes clínicas (exantema, enantema, bolhas, úlceras, verrugas) onde o critério comum é a etiologia viral ou a apresentação cutâneo‑mucosa típica; inclui tanto infecções agudas quanto reativações virais.
Que queixas costumam cair neste grupo?
Queixas que levam a codificar neste bloco incluem erupção cutânea generalizada ou localizada, vesículas ou bolhas, ulcerações em mucosa oral/genital, lesões papilomatosas (verrugas), prurido, dor local (especialmente em zóster) e febre associada em exantemas agudos.
O que costuma estar por trás deste grupo?
Principal mecanismo: infecção viral com efeito citopático direto ou reação imune ao vírus. Exemplos: herpesvírus (B00, reativação em B02), vírus varicela‑zóster (B01/B02), paramixovírus (B05 sarampo), togavírus (B06 rubéola), papilomavírus humano (B07 verrugas). A reativação viral latente é típica em herpes zóster.
Como se chega a um código deste grupo?
O código é definido por padrão clínico (tipo, distribuição e evolução das lesões) e, quando necessário, por testes que identificam o agente: PCR, sorologia (IgM/IgG), isolamento viral, ou histopatologia. Na prática, a diferenciação entre blocos costuma depender do quadro clínico associado e da confirmação laboratorial quando disponível.
Como costuma ser tratado?
O manejo varia conforme o diagnóstico: muitos casos são tratados ambulatorialmente em atenção básica ou dermatologia; complicações (infecções secundárias, acometimento ocular, encefalite, idade ou imunossupressão) podem exigir hospitalização e avaliação por infectologia ou dermatologia. Programas de saúde pública (imunização e vigilância) atuam na prevenção e no controle de surtos para algumas doenças do bloco.
Que tipos de remédio costumam ser usados?
Classes frequentemente usadas: antivirais inibidores da replicação viral (escolha baseada no agente e na gravidade), agentes tópicos antivirais ou imunomoduladores para lesões localizadas, antibióticos sistêmicos ou tópicos quando há infecção bacteriana secundária, antipruriginosos e analgésicos para controle sintomático, e vacinas ou imunoglobulinas para prevenção/exposição. A indicação depende de agente identificado, extensão das lesões, idade e status imune do paciente.
Quando procurar um médico?
Procure avaliação imediata se houver febre alta persistente, sinais de infecção secundária (aumento da dor, eritema progressivo, pus), comprometimento ocular, alteração do estado mental, sinais neurológicos, ou se o paciente for idoso, gestante ou imunossuprimido.
Como este grupo aparece em atestado?
Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento; o período é definido pelo médico que examinou e pelo caso concreto — duas pessoas com o mesmo código podem receber períodos diferentes.
Na prática legal, os prazos funcionam assim: até 15 dias de afastamento quem paga o salário é o empregador (Lei 8.213/91, art. 60, §3); a partir do 16º dia em diante o INSS assume e passa a exigir perícia. A regra dos 60 dias prevê que atestados pelo mesmo motivo dentro desse intervalo somam para os 15 dias do empregador (Decreto 3.048/99, art. 75). Para aplicar essa soma, o perito utiliza o CID constante no atestado para verificar se os afastamentos têm a mesma razão, e é por isso que o código no documento tem função prática na verificação do período acumulado.
Para que um atestado seja aceito ele precisa identificar o paciente, indicar o período de afastamento, trazer a data, a assinatura e o CRM do médico. O CID só pode constar com anuência do paciente — não é obrigatório informar o diagnóstico ao empregador —, e sem o código a soma dos 60 dias não pode ser verificada pelo perito do INSS.
No caso das infecções virais caracterizadas por lesões de pele e mucosas (B00–B09), o curso típico inclui quadros agudos que muitas vezes se resolvem espontaneamente, embora algumas condições no bloco possam ser crônicas ou recorrentes por reativação viral. Esses códigos costumam ser usados para acompanhamento e registro clínico; alguns episódios causam dor ou limitação temporária que pode justificar afastamento, enquanto outros são tratados sem incapacidade laboral prolongada. Quando o quadro tende a recorrer (por exemplo, reativações virais ou lesões que reaparecem), a regra dos 60 dias é especialmente relevante, porque atestados sucessivos com o mesmo CID dentro desse período podem somar para fins do pagamento pelo empregador.
Que direitos este código envolve?
Doenças transmissíveis e incapacitantes entram nas normas de saúde pública e previdenciárias; o enquadramento jurídico deste grupo envolve medidas de vigilância, obrigatoriedade de notificação em certos agravos e a necessidade de perícia médica para reconhecimento de incapacidade laboral. A concessão de benefícios depende de avaliação pericial e listas oficiais, não do código isolado.
Perguntas frequentes sobre B00-B09
Quando devo usar B01 (varicela) em vez de B02 (zoster)?
B01 é usado para varicela primária com exantema generalizado; B02 quando há erupção vesiculosa unilateral em dermátomo com dor neurítica.
O sarampo tem notificação compulsória e qual é o código?
Sim; o sarampo é notificação compulsória e está codificado como B05, com investigação e medidas de vigilância conforme protocolos locais.
Posso pedir para omitir o CID no atestado por uma doença deste bloco?
Sim, o paciente pode solicitar a omissão do CID por motivos de privacidade; entretanto, para afastamentos prolongados ou benefícios, pode ser exigida documentação clínica pela perícia.
Como distinguir B07 (verrugas virais) de uma micose cutânea para codificação?
Verrugas virais (B07) têm aspecto papilomatoso queratótico e exames micológicos (KOH) costumam ser negativos; micoses (B35) apresentam escamação característica e KOH positivo.
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Fontes e como esta página foi feita
- DATASUS — CID-10, bloco B00-B09
- OMS — ICD-10, versão 2019 (B00-B09)
- Lei 8.213/1991, art. 60 — afastamento e auxílio por incapacidade
- Decreto 3.048/1999, art. 75 — soma de atestados em 60 dias
- Anvisa — Bulário Eletrônico
O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.