CIDs Med
G00–G99 · Capítulo VI · Doenças do sistema nervoso
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Na dúvida entre códigos parecidos? Veja CID de enxaqueca: todos os códigos que podem aparecer e o que diferencia cada um.

Em palavras simples

O código que você recebeu, CID G43.2, significa que sua enxaqueca está num quadro chamado “estado de mal enxaquecoso”: é uma crise de enxaqueca que se tornou muito prolongada ou que não cedeu com os tratamentos habituais. Não é um rótulo de culpa; é uma forma de dizer que a dor e os sintomas estão persistindo e precisam de atenção mais intensa.

Você provavelmente está sentindo dor de cabeça muito forte, que pode ser pulsátil e localizada de um lado, junto com náuseas, vômitos, e muita sensibilidade à luz e ao som. É comum também sentir cansaço, dificuldade de concentração e necessidade de ficar num ambiente escuro e silencioso. Se os vômitos forem frequentes, pode aparecer sensação de fraqueza ou desidratação.

Isso costuma ser um quadro agudo, não uma doença contagiosa. Em geral não “pega” outras pessoas. A gravidade está na intensidade e na duração dos sintomas: o problema é que a crise não está cedendo como de costume e pode precisar de tratamento no pronto‑atendimento. O curso típico pode ser de resolução do próprio episódio com suporte, mas alguns casos exigem intervenções maiores para controlar a dor e reverter a desidratação.

O que vem a seguir é uma avaliação clínica e, se necessário, exames para garantir que não haja outra causa para a cefaleia persistente. O médico poderá ajustar medicamentos, oferecer antieméticos, hidratação e, se preciso, encaminhar para observação ou atendimento especializado. Você pode receber um atestado para afastamento do trabalho enquanto a crise impedir suas atividades normais.

Em casa, observe se você consegue manter líquidos e alimentos leves, se a dor responde a medidas habituais e se surgem sinais novos como confusão, fraqueza num braço ou perna, perda de visão temporária ou convulsões. Procure ajuda imediata se houver qualquer sinal neurológico novo, vômitos incontroláveis, febre alta ou se você estiver muito desidratado. Caso contrário, siga o plano de cuidados acordado com seu médico e agende retorno conforme orientação.

O que este código significa?

O CID G43.2 designa o estado de mal enxaquecoso, episódio de enxaqueca prolongado e intenso que não cede com medidas habituais. Aparece quando uma crise de enxaqueca persiste ou se repete de forma contínua, causando dor severa, náuseas, vômitos e sensibilidade aumentada à luz e som. Não inclui enxaqueca episódica controlada ou crises curtas autolimitadas; esses permanecem em códigos irmãos como G43.0 ou G43.1. Também não engloba outras causas secundárias de cefaleia contínua, que devem ser investigadas separadamente. Este código é usado quando o quadro exige avaliação e tratamento específicos, muitas vezes em ambiente de urgência ou em seguimento especializado.

Quando este código é usado?

Usa-se este código quando a crise de enxaqueca é prolongada, refratária a tratamento ambulatorial inicial ou quando há sinais de agravamento que justificam classificação como estado de mal. O registro deve refletir que a enxaqueca em curso tem intensidade e duração atípicas para o paciente ou não respondeu às intervenções habituais. Não se aplica a cefaleias que são manifestações de outra condição neurológica aguda detectada por exame complementar.

Qual a diferença dos códigos parecidos?

G43.1 (Enxaqueca com aura) — separa-se pelo predomínio de sintomas neurológicos transitórios e típicos (aura) que precedem ou acompanham a dor; estado de mal enxaquecoso é definido pela duração e refratariedade da crise, independentemente de aura.

G43.0 (Enxaqueca sem aura) — distingue-se pelo caráter episódico e autolimitado; quando a crise se prolonga de forma contínua ou não responde a tratamento, muda-se para G43.2.

G43.3 (Enxaqueca complicada) — critérios incluem sequelas neurológicas persistentes ou complicações estruturais; o estado de mal enxaquecoso refere‑se ao ataque prolongado em si, sem necessariamente haver déficit neurológico fixo.

O que é?

Estado de mal enxaquecoso é uma forma grave de enxaqueca em que um único episódio se prolonga e não cede às medidas usuais, ou em que episódios curtos se encadeiam formando um quadro contínuo. Manifesta‑se tipicamente por dor de cabeça intensa, frequentemente unilateral e pulsátil, acompanhada por náuseas, vômitos, fotofobia e fonofobia; em alguns pacientes ocorrem alterações neurológicas transitórias.

Costuma ocorrer em pessoas com histórico prévio de enxaqueca, mas pode surgir em pacientes com mudanças no tratamento preventivo, uso excessivo de analgésicos, stress, alterações do sono ou sem fator claro. Pode exigir avaliação em emergência quando há desidratação por vômitos, dor intratável ou sinais neurológicos incomuns.

Quais sintomas aparecem?

Principais sinais: dor de cabeça intensa e prolongada, náuseas e vômitos persistentes, sensibilidade marcante à luz e ao som. Sintomas que aparecem cedo incluem náusea e aumento da sensibilidade sensorial; persistência dos vômitos e incapacidade de manter hidratação indicam maior gravidade. Sinais que sugerem agravamento são febre alta, alteração do nível de consciência, déficit neurológico focal novo ou convulsões, que exigem investigação imediata.

O que causa?

O mecanismo envolve disfunção neurovascular, sensibilização central e periférica das vias da dor trigeminovascular e alterações na excitabilidade cortical. No Brasil, causas práticas incluem descontinuação de profilaxia, uso excessivo de analgésicos ou opioides, problemas metabólicos e eventos que precipitam crises prolongadas, como infecções ou distúrbios do sono. Em certos casos, a causa pode ser secundária a outra doença neurológica e demanda exclusão por exames.

Como o médico confirma o diagnóstico?

O diagnóstico é clínico, baseado na história de enxaqueca conhecida ou na apresentação típica com dor prolongada e sintomas associados e na falta de resposta ao tratamento habitual. Confirmação envolve documentar duração persistente e refratariedade; excluir causas secundárias com avaliação neurológica e, conforme o caso, exames de imagem ou laboratoriais. Este código é aplicado quando o quadro corresponde ao estado de mal enxaquecoso e não a uma enxaqueca episódica ou a outra condição.

Como costuma ser tratado?

O tratamento é centrado no alívio da dor, controle de náuseas e correção de fatores desencadeantes ou agravantes, com cuidados de suporte como hidratação e monitorização. Em crises refratárias pode haver necessidade de terapias administradas em ambiente de urgência ou internação breve para controle e observação. O plano terapêutico depende da gravidade, da resposta prévia do paciente e da presença de sinais de complicação.

Que tipos de remédio costumam ser usados?

As classes farmacológicas usadas em manejo incluem analgésicos e antieméticos para controle agudo, triptanos e agentes específicos para crise quando indicados, além de medicamentos utilizados em regimes de desmame ou ajuste de profilaxia. Em muitos episódios prolongados, pode ser necessário revisar a medicação preventiva usada pelo paciente. A escolha de classe é feita pelo médico conforme quadro clínico e histórico.

Quando procurar um médico?

Procurar atendimento urgente se a dor for muito intensa e não ceder com medidas habituais, se houver vômitos persistentes que impeçam hidratação oral, sinais neurológicos novos (fraqueza, confusão, visão alterada), febre alta ou convulsões. Também é indicado procurar avaliação quando há mudança súbita no padrão das crises ou quando tratamentos de casa não trazem alívio consistente.

Quantos dias de atestado?

Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento; o período é definido pelo médico que examinou e pelo caso concreto, de modo que duas pessoas com o mesmo código podem receber prazos diferentes. Até 15 dias de afastamento o empregador paga o salário; a partir do 16º dia o INSS assume e exige perícia; atestados pelo mesmo motivo dentro de 60 dias somam para os 15 dias. O CID do atestado é o elemento prático que permite ao perito e ao sistema somar períodos por mesma condição dentro dos 60 dias, razão pela qual o código acompanha muitas guias e atestados.

Para que um atestado seja aceito ele deve conter identificação do paciente, período de afastamento, data, assinatura e CRM do médico. A indicação do CID só entra com anuência do paciente; informar o diagnóstico ao empregador não é obrigatório, mas sem o código a soma dos 60 dias não pode ser verificada administrativamente.

No caso deste código, trata‑se de um quadro agudo e prolongado de enxaqueca que frequentemente exige avaliação e manejo mais intensivo do que uma crise habitual. Pode levar à incapacidade temporária para o trabalho enquanto persistem dor intensa, náuseas e vômitos que dificultam funções laborais; por isso o registro do CID facilita a avaliação do histórico do episódio em perícias. Quando o estado de mal enxaquecoso recorre, a regra dos 60 dias é relevante porque episódios sucessivos registrados com o mesmo CID são considerados para fins de soma de afastamentos.

Perguntas frequentes sobre G43.2

O que significa receber o CID G43.2 no atestado?

Indica que a crise de enxaqueca está em estado prolongado ou refratário e exigiu avaliação ou tratamento além do habitual; não é diagnóstico de doença contagiosa.

Vou ficar afastado do trabalho automaticamente por ter esse código?

O atestado pode justificar afastamento, mas a duração é definida pelo médico que avaliou seu caso; regras administrativas de pagamento dependem do tempo e da perícia quando aplicável.

Este quadro é perigoso e pode causar sequelas permanentes?

Na maioria dos casos o episódio é agudo e reversível, mas sinais neurológicos novos ou prolongados exigem investigação imediata para excluir complicações.

Preciso fazer exames de imagem sempre que receber este diagnóstico?

Nem sempre; a necessidade de exames depende de sinais clínicos como déficit neurológico, mudança súbita do padrão ou suspeita de causa secundária.

Como diferenciar este código de uma enxaqueca comum?

A diferença está na duração e na refratariedade ao tratamento habitual; quando a crise se prolonga ou não responde, usa‑se G43.2 em vez de códigos de enxaqueca episódica.

Leve estas perguntas

O que perguntar ao seu médico (5)
  • O episódio atual corresponde a uma evolução contínua da crise habitual ou há novos sinais neurológicos que exijam investigar outra causa?
  • Houve uso excessivo de analgésicos ou alteração recente na medicação preventiva que possa explicar refratariedade?
  • O paciente está desidratado ou vomitando a ponto de necessitar suporte endovenoso e monitorização?
  • Há sinais de complicação neurológica (déficit focal, confusão, convulsões) que justificam neuroimagem imediata?
  • Este quadro recente altera a conduta preventiva futura ou requer encaminhamento para neurologia de dor de cabeça?
O que perguntar ao seu advogado (3)
  • O afastamento registrado com CID G43.2 pode ser usado em perícia para justificar passagem ao benefício por incapacidade temporária?
  • Se o atestado não trouxer CID, como se soma o tempo de afastamentos por crises semelhantes em periodo curto para fins de perícia?
  • Em caso de reintegração parcial ou restrições, como a documentação clínica deste código influencia na avaliação pericial?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
  • O plano pode exigir exames de imagem para autorizar procedimentos relacionados ao estado de mal enxaquecoso?
  • Há cobertura de terapias administradas em ambiente hospitalar para controle de crise prolongada e como comprovar a necessidade com este CID?
  • Quais critérios a operadora costuma solicitar para reconhecer internação breve por enxaqueca refratária?

Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.

Fontes e como esta página foi feita

O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.