G40-G47 — Transtornos episódicos e paroxísticos

  • Transtornos episódicos e paroxísticos
  • Distúrbios paroxísticos do sistema nervoso

O que este código significa?

Este bloco reúne condições neurológicas que se manifestam por episódios agudos ou ataques transitórios: crises epilépticas e epilepsia (G40), enxaqueca e cefaleias recorrentes (G43), outras cefaleias e transtornos paroxísticos do sono e sistema nervoso (G44-G47). São os códigos mais procurados G40 (epilepsia), G43 (enxaqueca) e G47 (transtornos do sono). A página orienta a navegação para o código específico segundo padrão clínico e exames.


Quando se usa um código deste grupo?

Usa-se este agrupamento quando o caso descreve um quadro intermitente, com crises, ataques ou episódios repetidos de origem neurológica. A descida ao código exato exige especificar tipo de crise (epiléptica vs não epiléptica), padrão e frequência (por ex. enxaqueca com aura) ou diagnóstico por estudo do sono. Se faltar detalhe, codifica-se em categorias gerais do bloco até obter informação.

Com que grupos este se confunde?

G40 vs G43: separar epilepsia (G40) de enxaqueca (G43) pelo caráter paroxístico com atividade elétrica cortical epileptiforme ou história documentada de crises convulsivas; enxaqueca tem cefaleia recorrente com características típicas e/ou aura visual.

G40 vs G50-G59: distinguir crises neuropáticas ou dores faciais (G50-G59) de convulsões/epilepsia (G40) por exame neurológico focal e estudos de condução/neuromuscular que apontem lesão periférica.

G47 vs G43: diferenciar transtornos do sono paroxísticos (G47) de cefaleias crônicas (G43) pela avaliação de padrões de sono, polissonografia e pelo fato de sintomas predominarem durante sono ou despertar.

O que é?

Reúne doenças do sistema nervoso que se manifestam por episódios bem demarcados no tempo — crises, ataques ou paroxismos — em oposição a doenças progressivas contínuas. Inclui transtornos que se repetem de forma intermitente (epilepsia, enxaqueca, distúrbios do sono paroxísticos) e síndromes com sintomas transitórios.

Que queixas costumam cair neste grupo?

Queixas que levam a este bloco incluem convulsões ou perdas de consciência, episódios de dor de cabeça intensa e recorrente (com ou sem aura), sonolência excessiva por episódios, paroxismos sensitivos ou motores transitórios, e crises autonômicas intermitentes.

O que costuma estar por trás deste grupo?

Mecanismos variam: descargas elétricas neuronais anormais (epilepsia, G40), disfunções neurovascular e sensibilização trigeminovascular (enxaqueca, G43), e perturbações das estruturas reguladoras do sono (G47). Outros blocos do capítulo (por ex. G20-G26) causam sintomas diferentes por lesão crônica do movimento.

Como se chega a um código deste grupo?

O código dentro do bloco costuma seguir critérios clínicos combinados com exames: eletroencefalograma e registros de crises para epilepsia; critérios clínicos de enxaqueca (frequência, aura) e exclusão de causas secundárias; estudos do sono para transtornos paroxísticos noturnos. Na prática, diferencia-se por padrão semiológico, duração e achados complementares.

Como costuma ser tratado?

Cuidados variam conforme condição: acompanhamento ambulatorial por neurologia em maioria dos casos; manejo agudo em emergência para crises prolongadas; reabilitação e programas especializados de sono quando indicado. A rede SUS oferece ambulatório especializado e serviços hospitalares para crises e investigação.

Que tipos de remédio costumam ser usados?

Classes usadas incluem anticonvulsivantes (modulação de canais iônicos/GABA/glutamato) para epilepsia, analgésicos e agentes preventivos vasoativos para enxaqueca (antagonistas de recepção vasculares e neuromoduladores), e ansiolíticos/hipnóticos ou estimulantes do sistema nervoso central para alguns transtornos do sono. A escolha entre classes depende do diagnóstico específico, perfil de eficácia e efeitos adversos.

Quando procurar um médico?

Procure avaliação imediata para crises convulsivas que não cessam (status), perda de consciência prolongada, dor de cabeça súbita e intensa de início agudo, alterações neurológicas persistentes após um episódio, ou respiração comprometida durante episódios noturnos.

Como este grupo aparece em atestado?

Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento; o período é definido pelo médico que examinou, considerando o caso concreto — duas pessoas com o mesmo CID podem receber períodos diferentes.

Na prática legal, o empregador paga o salário até 15 dias de afastamento (Lei 8.213/91, art. 60, §3); a partir do 16º dia o INSS assume o benefício e passa a exigir perícia. Atestados pelo mesmo motivo dentro de 60 dias são somados para efeito desses 15 dias (Decreto 3.048/99, art. 75).

A regra dos 60 dias é aplicada pelo perito observando o CID do atestado: é o código que permite ao perito verificar se os atestados se referem à mesma doença e, assim, somar os períodos. Essa é a razão prática pela qual o CID aparece no documento, embora muita gente não saiba que isso existe.

Para que um atestado seja aceito ele precisa identificar o paciente, conter o período de afastamento, a data, a assinatura e o CRM do médico. O CID só pode constar com anuência do paciente — informar o diagnóstico ao empregador não é obrigatório — mas sem o código a soma dos 60 dias não pode ser verificada pelo INSS.

Para G40–G47, que reúnem transtornos episódicos e paroxísticos (como epilepsia, enxaqueca e distúrbios do sono), o curso costuma ser de episódios ou crises bem demarcados no tempo, enquanto muitas dessas condições têm natureza crônica e recorrente. Esses quadros podem causar incapacidade transitória para o trabalho durante crises mais graves, embora a maioria dos casos seja acompanhada em ambulatório; por serem eventos que retornam, a regra dos 60 dias costuma ter impacto maior aqui, porque atestados repetidos pelo mesmo CID permitem ao perito avaliar a continuidade do mesmo problema intermitente.

Perguntas frequentes sobre G40-G47

Quando usar G40 em vez de G43?

Use G40 quando houver diagnóstico de crises epilépticas documentadas por história compatível ou EEG; G43 é para enxaqueca com critérios clínicos de cefaleia recorrente e possíveis auras.

Posso omitir o CID G40-G47 no atestado a pedido do paciente?

Sim, o CID pode ser omitido a pedido do paciente, mas a perícia e outros trâmites podem exigir documentação detalhada do quadro e exames.

Que exames a perícia costuma pedir para confirmar um código deste bloco?

Perícia costuma solicitar relatórios clínicos, EEG para epilepsia, RM/TC para exclusão de lesão estrutural, e polissonografia para transtornos do sono.

Fontes e como esta página foi feita

O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.

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