K80.1 Calculose da vesícula biliar com outras formas de colecistite
- pedra na vesícula com inflamação
- cálculo vesicular com colecistite crônica ou subaguda
Em palavras simples
Receber o código CID K80.1 significa que foram identificadas pedras na vesícula associadas a inflamação da própria vesícula — uma situação que não foi classificada como a crise aguda típica, mas que apresenta sinais de irritação ou inflamação. Em linguagem simples: há pedra(s) na sua vesícula e o médico viu ou suspeitou inflamação de forma crônica, subaguda ou não especificada.
Você provavelmente tem sentido dor na barriga, mais para o lado direito embaixo das costelas, às vezes irradiando para as costas ou ombro direito; pode vir junto náusea, enjoo depois de comer alimentos gordurosos e sensação de estômago pesado. Em alguns episódios a dor é forte e duradoura; em outros, ela aparece de forma recorrente e depois melhora. Cansaço e desconforto geral podem acompanhar crises mais intensas.
Este quadro não é contagioso. Sobre gravidade, muitos casos são manejáveis, mas inflamação associada a pedra pode evoluir para episódios mais intensos ou complicados se não for avaliada. O tempo de duração varia conforme o episódio e o tratamento; a evolução depende da resposta ao manejo e da presença de repetição de crises.
O que costuma acontecer em seguida é a solicitação de exames para documentar melhor a presença de pedra e a inflamação — a ultrassonografia é o exame mais comum — e o médico discutirá observação, cuidados para controlar sintomas e, se necessário, encaminhamento para cirurgia. Pode haver atestado para permitir repouso ou tratamento, dependendo do caso.
Em casa, observe se a dor aumenta, se aparece febre, se a pele ou os olhos ficam amarelados, ou se há vômitos que não cessam; nesses casos procure atendimento urgente. Para crises leves, siga as orientações do seu médico, compareça aos exames marcados e retorne conforme indicado. Evite mudanças bruscas de dieta sem orientação e mantenha um diário dos episódios — quando ocorrem, quanto duram e que alimentos pareciam desencadear — pois isso ajuda a decidir o melhor tratamento.
Se tiver dúvidas sobre exames, atestado ou necessidade de cirurgia, leve seus relatórios e exames às consultas seguintes para que o médico explique as opções. O CID no papel é uma forma de registrar o que foi encontrado, mas o cuidado será planejado para o seu caso específico.
O que este código significa?
O CID K80.1 designa a presença de cálculos na vesícula biliar acompanhados por outras formas de colecistite — isto é, inflamação da vesícula que não se enquadra como colicistite aguda típica. Aparece quando há evidência de pedra na vesícula e sinais ou história de inflamação crônica, subaguda ou não especificada associada. Não inclui a colecistite aguda com cólica intensa, que é codificada em K80.0, nem os casos com cálculos sem qualquer inflamação, codificados em K80.2. Este código orienta registros, estatística e comunicação entre profissionais, e aponta para investigação e manejo da pedra e da inflamação associada.
Quando este código é usado?
Use K80.1 quando exames e quadro clínico mostram cálculo(s) da vesícula biliar com manifestação inflamatória que não é descrita como colicistite aguda; por exemplo, história de dor recorrente com alterações inflamatórias na parede vesicular, colecistite crônica ou subaguda confirmada por imagem e/ou achados cirúrgicos. Não use para pedra sem inflamação (K80.2) nem para episódio de cólica aguda com colecistite aguda (K80.0).
Qual a diferença dos códigos parecidos?
K80.0 — Calculose da vesícula biliar com colicistite aguda: diferencia-se por apresentação aguda com dor cólica intensa e sinais inflamatórios agudos; K80.1 refere inflamação crônica/subaguda ou outras formas não codificadas como colicistite aguda. K80.2 — Calculose da vesícula biliar sem colecistite: separa-se quando há pedras documentadas mas sem sinais de inflamação na clínica, exames laboratoriais ou imagem; se há inflamação registrar K80.1. K81 — Colecistite aguda (sem menção a cálculos): se o registro descreve colecistite aguda mas não documenta cálculos, K81 é o adequado; K80.1 exige presença de cálculo(s) associada(s) à inflamação.
O que é?
Trata-se da combinação de pedras (cálculos) na vesícula biliar com formas de inflamação da própria vesícula que não são classificadas como colecistite aguda típica. A inflamação pode ser de curso subagudo, crônico ou não especificada, e costuma produzir dor abdominal, desconforto após refeições gordurosas, episódios recorrentes e alterações inflamatórias visíveis por ultrassom ou durante cirurgia.
Pessoas com episódios repetidos de dor no lado direito do abdome ou história prévia de inflamação vesicular, adultos de meia-idade e acima, e aquelas com fatores como obesidade, histórico familiar ou alterações metabólicas, têm maior probabilidade de apresentar esse quadro. Nem todo caso com pedras tem inflamação; o código K80.1 aplica-se quando há evidência clínica ou imagiológica de colecistite associada.
Quais sintomas aparecem?
Os sintomas principais incluem dor no quadrante superior direito do abdome ou epigástrio irradiando para as costas ou ombro direito, que pode ser persistente ou recorrente. Náusea, vômito e intolerância a alimentos gordurosos são comuns nos episódios. Sintomas que aparecem cedo incluem desconforto pós-prandial e dor intermitente; sinais que sugerem agravamento incluem febre, dor intensa e contínua, sensibilidade localizada marcada no exame físico, icterícia ou sinais sistêmicos de infecção que apontam para complicações.
O que causa?
O mecanismo básico é formação de cálculos biliares na vesícula que obstruem o fluxo biliar e irritam a parede vesicular, levando a inflamação. No Brasil, a causa mais comum na prática é a colelitíase associada a alterações no metabolismo lipídico e fatores de risco como obesidade e sexo feminino, seguida por episódios repetidos que promovem inflamação crônica da parede vesicular. Infecções bacterianas secundárias, alterações do esvaziamento vesicular e processos alérgicos locais podem contribuir para as formas não agudas de colecistite.
Como o médico confirma o diagnóstico?
A confirmação deste código apoia-se na combinação de evidência de cálculo(s) na vesícula com sinais de inflamação que não correspondem exclusivamente à cólica biliar. Ultrassonografia abdominal é o exame de primeira linha para demonstrar cálculos e espessamento da parede vesicular ou líquido pericolecístico; achados cirúrgicos e histológicos também sustentam o diagnóstico. Exames laboratoriais que mostram elevação de marcadores inflamatórios e função hepática podem apoiar a presença de colecistite associada, mas o ponto central é a documentação simultânea da pedra e da inflamação.
Como costuma ser tratado?
O manejo varia entre observação, tratamento clínico dos sintomas e inflamação, e procedimentos para remover a vesícula quando indicado. Episódios não complicados podem ser tratados de forma ambulatorial com controle da dor, ajuste alimentar e acompanhamento; formas recorrentes ou com sinais de complicação frequentemente levam à avaliação cirúrgica. O registro do CID reflete a presença de cálculo com inflamação e orienta o planejamento do tratamento, que dependerá da gravidade e do risco individual.
Quando procurar um médico?
Procure atendimento se a dor abdominal aumentar de intensidade, tornar-se contínua, vier acompanhada de febre, icterícia (amarelamento da pele/olhos), vômitos persistentes ou sinais gerais de infecção. Esses sinais podem indicar complicações que exigem avaliação urgente. Para dor leve e episódios prévios semelhantes, agendar retorno com o médico e realizar os exames solicitados é o caminho habitual.
Quantos dias de atestado?
Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento; o período é definido pelo médico que examinou e pelo caso concreto — duas pessoas com o mesmo código podem receber períodos diferentes. Até 15 dias de afastamento quem paga o salário é o empregador; do 16º dia em diante o INSS assume e passa a exigir perícia; atestados emitidos pelo mesmo motivo dentro de 60 dias são somados para efeitos desses 15 dias. Essa soma usa o CID registrado nos atestados para o perito verificar se o motivo é o mesmo, por isso o código é relevante para a contagem.
Para que um atestado seja aceito ele precisa identificar o paciente, declarar o período de afastamento, indicar a data de emissão, trazer assinatura e o número do CRM do médico. O CID só entra no atestado com a anuência do paciente; não é obrigatório informar o diagnóstico ao empregador, mas sem o código a soma dos 60 dias não pode ser verificada pelo INSS. Assim, a presença do CID facilita o controle dos períodos somados.
Em casos com K80.1 o curso costuma ser episódico: pode haver crises de dor e episódios de inflamação que se repetem, ou um quadro subagudo/crônico que exige acompanhamento e, por vezes, tratamento definitivo. Por envolver episódios dolorosos e, em algumas situações, inflamação persistente, este código pode justificar afastamentos temporários ou tratamentos que exijam recuperação, dependendo da gravidade. Quando o quadro é recorrente, a regra dos 60 dias importa porque vários atestados por esse mesmo CID dentro do período podem ser somados para avaliação do benefício por incapacidade.
O registro de K80.1 em atestados e laudos serve para documentar a associação entre cálculo e inflamação; a decisão sobre duração e necessidade de afastamento é clínica e pericial, não automática por ter este código. A presença do CID facilita perícias e a comunicação entre serviços de saúde e seguridade.
Que direitos este código envolve?
Este código é utilizado para registro clínico e estatístico e não garante, por si só, qualquer benefício trabalhista ou previdenciário; direitos dependem de vínculo, perícia e normas aplicáveis. Em atestados, o CID facilita a verificação de continuidade do mesmo problema para fins de contagem de períodos. A indicação de tratamento ou cirurgia e a eventual necessidade de afastamento serão avaliadas caso a caso pelo médico e, se necessário, pela perícia do INSS.
Perguntas frequentes sobre K80.1
O que significa ter o CID K80.1 no atestado?
Significa que foram identificados cálculos na vesícula junto com sinais de inflamação que não foram classificados como colecistite aguda. O código documenta essa associação para fins clínicos e administrativos.
Preciso me afastar do trabalho por ter K80.1?
O afastamento depende da gravidade do episódio, da função exercida e da avaliação médica. O médico decide o período e, se for além do limite pago pelo empregador, pode haver perícia do INSS.
O CID K80.1 é contagioso para meus colegas de casa?
Não. Trata‑se de uma condição relacionada a pedras na vesícula e inflamação local, sem qualquer risco de contágio a outras pessoas.
Quais exames vão confirmar que é mesmo K80.1?
A ultrassonografia que mostra cálculos e sinais de inflamação vesicular costuma confirmar o quadro; em casos duvidosos exames complementares podem ser solicitados.
Qual a diferença entre K80.1 e K80.2 no laudo?
K80.1 registra pedra com inflamação associada; K80.2 registra pedra sem sinais de inflamação. A presença ou ausência de inflamação é o critério que separa os dois códigos.
Se eu fizer cirurgia e a inflamação for confirmada, o código muda?
A confirmação cirúrgica e o resultado anatomopatológico podem reforçar o diagnóstico, mas o registro inicial depende da documentação clínica e imagiológica; o código pode ser atualizado conforme novos achados clínicos ou cirúrgicos.
Leve estas perguntas
O que perguntar ao seu médico (5)
- Há evidência imagiológica de espessamento ou líquido pericolecístico que justifique K80.1?
- Existem episódios prévios de dor compatíveis com colecistite crônica ou subaguda no histórico?
- Este quadro acomete porções específicas da vesícula ou há sinais de complicação (icterícia, colecistite complicada)?
- Quais exames adicionais (colecintigrafia, TC, hemograma) são necessários para distinguir entre colecistite aguda e outras formas?
- A confirmação cirúrgica ou anatomopatológica mudaria o código para fins de registro?
O que perguntar ao seu advogado (3)
- Este CID pode fundamentar pedido de afastamento com estabilidade ou indenização em caso de complicação relacionada ao trabalho?
- Em perícia previdenciária, como a recorrência de atestados com K80.1 dentro de 60 dias é interpretada para concessão de benefício?
- Pode-se requerer reavaliação do grau de incapacidade se há registros de tratamento conservador versus cirurgia?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
- Que critérios a operadora exige para autorizar exames de imagem avançados ou cirurgia em portadores de CID K80.1?
- O plano pode solicitar documentação que detalhe a inflamação além do CID para liberar procedimento cirúrgico?
- Em caso de negativa, quais justificativas clínicas a operadora costuma exigir para revisar a decisão?
Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.
Códigos relacionados
Fontes e como esta página foi feita
- DATASUS — CID-10, bloco K80-K87
- OMS — ICD-10, versão 2019 (K80.1)
- Lei 8.213/1991, art. 60 — afastamento e auxílio por incapacidade
- Decreto 3.048/1999, art. 75 — soma de atestados em 60 dias
O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.