K80-K87 — Transtornos da vesícula biliar, das vias biliares e do pâncreas

O que este código significa?

Este bloco reúne doenças da vesícula biliar, das vias biliares e do pâncreas (K80–K87), incluindo colelitíase e suas complicações (K80, K81), obstruções e inflamações das vias biliares (K83), e pancreatite aguda e crônica (K85, K86). Os códigos mais procurados são K80 (litíase biliar), K81 (colecistite), K83 (outras doenças das vias biliares) e K85/K86 (pancreatite aguda e crônica). A página é de agrupamento: orienta quando descer para um código específico e quais elementos definem cada bloco.


Quando se usa um código deste grupo?

Usa-se este agrupamento ao identificar que a queixa principal ou achado imagiológico/enzimático envolve órgãos biliares ou o pâncreas. Desce-se ao código específico conforme achado dominante: cálculo, inflamação, obstrução, infecção ou lesão pancreática; exames e evolução clínica orientam a subdivisão.

Com que grupos este se confunde?

K80 vs K81: separar litíase simples (K80) de colecistite (K81) pela presença de sinais inflamatórios clínicos e exames (febre, leucocitose, sinais de inflamação na imagem).

K83 vs K80: obstrução ou estenose das vias biliares sem cálculo (K83) distingue-se de litíase (K80) quando não há visualização de cálculo e há causas extrínsecas ou estenóticas.

K85 vs K86: pancreatite aguda (K85) é definida por início agudo e elevação enzimática; pancreatite crônica (K86) prevalece por dor recorrente, alterações estruturais e insuficiência exócrina ou endócrina.

O que é?

Conjunto de doenças que afetam a vesícula biliar, os ductos biliares intra/extra-hepáticos e o pâncreas. Reúne processos obstrutivos (cálculos, estenoses), inflamatórios (colecistite, colangite, pancreatite), degenerativos e sequelas crônicas. O critério comum é a anatomia e a função do sistema biliopancreático, não a etiologia única.

Que queixas costumam cair neste grupo?

Queixas que trazem pacientes a estes códigos incluem dor abdominal superior (em geral em cólica ou contínua), náuseas e vômitos, icterícia, febre associada a sinais de infecção, e alteração de exames laboratoriais (transaminases, bilirrubinas, amilase/lipase). Em consultas administrativas, também aparecem achados imagiológicos incidentais.

O que costuma estar por trás deste grupo?

Mecanismos incluem obstrução mecânica por cálculos (K80), impacção e inflamação da vesícula (K81), colestase por estenose ou neoplasia das vias biliares (K83), e autodigestão ou dano recorrente do pâncreas (K85–K86). Varia conforme o bloco: litíase e colecistite dominam em vesícula; litíase, estenose, iatrogênese ou tumores em vias biliares; álcool, cálculos e medicamentos em pancreatite.

Como se chega a um código deste grupo?

O que define códigos dentro do bloco é o achado clínico e complementar predominante: presença de cálculo comprovado por imagem (K80), sinais e provas de inflamação da vesícula (K81), evidência de obstrução/lesão das vias biliares sem cálculo (K83) e elevação enzimática ou alterações estruturais pancreáticas para K85/K86. A distinção prática depende de imagem, exames laboratoriais e evolução temporal.

Como costuma ser tratado?

O manejo varia: muitos casos são resolvidos ambulatorialmente com seguimento especializado; complicações e cirurgias são tratadas em ambiente hospitalar e por serviços de cirurgia digestiva/coloproctologia e gastroenterologia. O SUS organiza atendimentos em atenção básica para triagem, via ambulatórios especializados, urgência/emergência hospitalar e programas de cirurgia eletiva conforme regulação local.

Que tipos de remédio costumam ser usados?

Classes usadas no grupo incluem analgésicos e antieméticos para controle sintomático, antibióticos de amplo espectro (p. ex. betalactâmicos) quando há suspeita de infecção, e agentes para suporte hemodinâmico em pancreatite grave. A escolha entre classes depende da gravidade, da presença de infecção comprovada e das comorbidades.

Quando procurar um médico?

Procurar atendimento urgente ao surgir dor abdominal intensa persistente, icterícia progressiva, febre com calafrios, vômitos incontroláveis, sinais de choque ou confusão. Esses sinais sugerem complicação (colangite, colecistite complicada, pancreatite grave) exigindo avaliação imediata.

Como este grupo aparece em atestado?

Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento: o período é definido pelo médico que examinou e pelo caso concreto — duas pessoas com o mesmo código podem receber períodos diferentes.

Na prática, o pagamento e a exigência de perícia seguem regras legais: até 15 dias de afastamento o empregador é quem paga (Lei 8.213/91, art. 60, parágrafo 3); a partir do 16º dia em diante o INSS assume e passa a exigir perícia; atestados emitidos pelo mesmo motivo dentro de 60 dias são somados para efeito desses 15 dias (Decreto 3.048/99, art. 75). A contagem e a identificação do “mesmo motivo” utilizam o CID constante no atestado, motivo pelo qual o código ali registrado é a referência prática para a perícia.

Para que um atestado seja aceito ele deve identificar o paciente, indicar o período de afastamento, conter a data, a assinatura e o número de registro profissional (CRM) do médico. O CID só deve ser informado com anuência do paciente — não é obrigatório informar o diagnóstico ao empregador —, porém sem o código não há como verificar a soma dos atestados dentro do prazo de 60 dias mencionada acima.

No bloco K80–K87 estão doenças da vesícula biliar, das vias biliares e do pâncreas, que incluem quadros agudos que podem exigir cuidado hospitalar (por exemplo, colecistite ou pancreatite) e condições crônicas ou recorrentes. Esses códigos podem representar tanto situações que geram incapacidade temporária quanto condições que são acompanhadas e registradas sem afastamento prolongado; a presença de crises recorrentes e a alternância entre episódios agudos e acompanhamento ambulatorial é o que torna relevante a regra dos 60 dias, pois episódios repetidos pelo mesmo CID dentro desse intervalo impactam quem paga e quando há necessidade de perícia pelo INSS.

Perguntas frequentes sobre K80-K87

Quando usar K80 em vez de K81?

K80 é usado quando há evidência de cálculo biliar sem sinais claros de inflamação; K81 é reservado quando há quadro inflamatório da vesícula com sinais clínicos e laboratoriais.

Se a colestase vem de estenose e não de cálculo, qual código escolher?

Use K83 para obstruções ou estenoses das vias biliares sem litíase demonstrada; confirmar por imagem ou exame endoscópico ajuda a codificação.

Como distinguir pancreatite aguda (K85) de crônica (K86) para atestados?

K85 refere-se a episódio agudo com elevação enzimática e quadro súbito; K86 descreve dano crônico com dor recorrente, alterações estruturais ou insuficiência exócrina/endócrina documentada.

O CID pode ser omitido a pedido do paciente no atestado?

A omissão do CID a pedido do paciente é permitida em atestados comuns, mas peritos e órgãos pagadores podem exigir documentação completa para análise de benefício.

Fontes e como esta página foi feita

O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.

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