M07.0 — Artropatia psoriásica interfalangiana distal

  • artropatia psoriásica DIP
  • artrite psoriásica distal
  • psoriatic arthritis affecting distal interphalangeal joints

O CID M07.0 designa artropatia psoriásica que afeta preferencialmente as articulações interfalangianas distais (DIP) das mãos e/ou dos pés. Aparece em pessoas com histórico pessoal de psoríase cutânea ou, menos frequentemente, como manifestação articular que surge antes das lesões de pele. Não inclui formas mutilantes, espondilite psoriásica difusa ou artropatias enteropáticas, que têm códigos irmãos distintos. O código M07.0 é usado quando a inflamação e alterações radiográficas ou clínicas predominam nas articulações interfalangianas distais e quando outras causas de artrite digital foram excluídas. Não é o código a usar para dor articular isolada sem sinais de psoríase ou para poliartropatia generalizada sem predomínio em DIP.


Em palavras simples

Este código, CID M07.0, significa que a inflamação articular ligada à psoríase está ocorrendo principalmente nas articulações distais dos dedos das mãos ou dos pés. Em palavras simples: é uma forma de artrite que costuma afetar as articulações próximas às unhas e costuma estar associada a alterações da pele ou da unha. Nem toda dor de dedo é isso; o diagnóstico baseia‑se na combinação do quadro da pele, do exame dos dedos e às vezes em exames de imagem.

O que você provavelmente sente: dor localizada na articulação distal, inchaço visível do dedo, rigidez ao acordar que melhora com movimento e, muitas vezes, alterações nas unhas como afundamentos, descolamento ou descoloração. Pode haver sensação de calor ou sensibilidade ao toque nessa região. O cansaço geral não é um sintoma marcante deste tipo localizado, mas se houver formas mais extensas da doença, o cansaço pode aparecer.

Quanto à gravidade e ao tempo: muitas pessoas têm episódios com melhora parcial entre crises, enquanto outras desenvolvem alterações crônicas se a inflamação persistir. A condição não é contagiosa. A duração varia muito: alguns episódios podem durar semanas, outros meses, e o controle médico busca reduzir inflamação e risco de dano permanente na articulação.

O que costuma acontecer a seguir: o médico costuma examinar as mãos e pés, documentar alterações nas unhas e pedir imagens (radiografia, ultrassom ou ressonância) para avaliar se houve erosão ou inflamação ativa. Em geral há seguimento ambulatorial com reumatologista e, muitas vezes, dermatologista. A necessidade de afastamento do trabalho depende do grau de dor e da limitação para as tarefas; isso é avaliado caso a caso.

Em casa, observe se o inchaço aumenta, se surgem deformidades notórias, se a dor impede movimentos simples (como segurar objetos ou calçar sapatos) ou se aparecem sinais como febre persistente. Procure ajuda se houver piora rápida, perda de função do dedo ou novos sintomas que afetem o cotidiano. Leve à consulta relatórios de exames anteriores, fotos das lesões de pele ou unha e descreva com clareza quando os sintomas começaram e como evoluíram.

Quando usar este código

Usa-se este código quando a apresentação clínica e os exames indicam artropatia inflamatória que compromete sobretudo as articulações interfalangianas distais em contexto de psoríase. O diagnóstico que sustenta M07.0 costuma combinar história de psoríase, sinais inflamatórios nas DIP, e suporte imagiológico (inchaço sinovial, erosões ou entesite local). Deve-se evitar M07.0 se a distribuição articular for mutilante, predominantemente axial, ou associada de forma clara à doença inflamatória intestinal — nesses casos usam-se M07.1M07.6 conforme apropriado.

Não confunda com

M07.1 (Artrite mutilante) — distingue-se por destruição progressiva e encurtamento digital com deformidade em tesoura; se houver perda ósea e colapso digital progressivo, o código é M07.1, não M07.0.

M07.2 (Espondilite psoriásica) — envolve principalmente coluna e sacroilíacas com dor inflamatória axial; se o quadro for axial predominante com sacroileíte, usar M07.2 em vez de M07.0.

M07.3 (Outras artropatias psoriásicas) — quando a distribuição é poliarticular ou mista sem predomínio nas DIP e sem características definidoras, prefere-se M07.3 em vez de M07.0.

O que é

A artropatia psoriásica interfalangiana distal é uma forma localizada de artrite inflamatória ligada à psoríase que acomete, de modo preferencial, as articulações interfalangianas distais (DIP) das mãos e dos pés. Manifesta-se por dor, rigidez matinal curta a moderada e inchaço visível da articulação distal, frequentemente associada a alterações nas unhas, como onicólise ou saliências.

Costuma ocorrer em adultos com história de psoríase cutânea, mas pode surgir antes das lesões de pele em parcela dos casos. A evolução varia: alguns têm episódios intermitentes com pouca progressão, enquanto outros desenvolvem erosões e perda funcional local se não houver controle da inflamação.

Sintomas

Principais sinais: dor localizada nas articulações DIP, rigidez matinal breve, edema digital e sensibilidade à palpação. Cedem como sintomas iniciais a rigidez matinal e dor intermitente; sinal de agravamento inclui aumento sustentado do inchaço, deformidade visível, perda de movimento articular e alterações nas unhas como onicólise ou pitting. Sintomas sistêmicos como febre alta e perda de peso são raros e sugerem outra condição associada.

Causas

Trata-se de uma doença inflamatória autoimune associada à psoríase, envolvendo resposta imune aberrante nas enteses e na sinóvia das DIP. Mecanismos incluem inflamação mediada por citocinas pró-inflamatórias que levam à sinovite, entesite e, em casos crônicos, erosão óssea e formação óssea anômala. Na prática brasileira, a causa comum é a associação com psoríase cutânea prévia ou concomitante, e fatores genéticos e ambientais (tabagismo, trauma digital) podem modular a expressão clínica.

Como é diagnosticado

O diagnóstico de M07.0 apoia-se em história de psoríase ou sinais ungueais sugestivos combinados com exame físico que mostra inflamação das DIP. Exames de imagem — radiografia simples pode evidenciar erosões e estreitamento do espaço articular; ultrassom com doppler e ressonância magnética identificam sinovite, entesite e inflamação ativa com maior sensibilidade. Testes sorológicos negativos para fator reumatoide e anti-CCP ajudam a diferenciar de artrite reumatoide quando necessário.

Como costuma ser tratado

O manejo visa controlar a inflamação, preservar função e prevenir dano estrutural local. Nas formas com inflamação localizada nas DIP, o tratamento costuma ser ambulatorial e envolve estratégias anti-inflamatórias e modificadoras da doença avaliadas pelo médico reumatologista ou dermatologista. Em muitos casos a abordagem combina medidas locais, orientação sobre atividade e acompanhamento clínico e por imagem para ajustar a terapêutica conforme resposta.

Classes de medicamentos

Classes de medicamentos usadas incluem anti-inflamatórios não esteroidais para controle sintomático, agentes modificadores da doença antirreumáticos sintéticos para reduzir atividade inflamatória e, quando indicado, terapias biológicas que atuam em alvos imunológicos específicos. A escolha depende da extensão da doença, evolução e resposta a tratamentos prévios, e deve ser definida pelo especialista responsável.

Quando procurar ajuda

Procure avaliação médica se notar dor persistente, inchaço progressivo, limitação de movimento nas articulações dos dedos ou alterações ungueais novas associadas a desconforto. Pedir reavaliação é indicado quando há piora funcional, agravamento visual das deformidades digitais, aumento da dor apesar de medidas iniciais ou surgimento de sintomas sistêmicos como febre persistente. Exames e ajuste terapêutico podem ser necessários para evitar dano permanente.

Uso em atestado

Atestados e certificados devem descrever sinais e limitações funcionais observadas: localização das articulações afetadas, duração dos sintomas, necessidade de afastamento ou adaptações e encaminhamentos realizados. A documentação clínica que sustenta o CID M07.0 inclui laudos de imagem, registros de exame físico e diagnóstico dermatológico de psoríase quando disponível.

Perguntas frequentes sobre M07.0

O que significa receber o CID M07.0 no meu atestado?

Significa que a avaliação médica apontou inflamação nas articulações distais dos dedos associada à psoríase. O atestado descreve qual parte do corpo está afetada e a provável relação com a doença de pele.

Isso é contagioso para minha família?

Não. Trata‑se de uma condição inflamatória ligada à resposta imunológica do próprio corpo, não a um agente transmissível.

Quanto tempo leva para melhorar?

A duração varia: alguns episódios melhoram em semanas com tratamento, outros podem persistir ou tornar‑se crônicos; o acompanhamento médico define o plano e o tempo esperado.

Preciso de exames além do exame físico?

Sim, geralmente imagens como radiografia, ultrassom ou ressonância ajudam a confirmar inflamação e avaliar dano estrutural.

Como diferenciar desse outro código, por exemplo M07.1?

M07.1 refere‑se a artrite mutilante com destruição digital progressiva; se houver colapso e encurtamento dos dedos, o código muda. M07.0 é usado quando o quadro é predominantemente nas DIP sem destruição mutilante.

Leve estas perguntas

O que perguntar ao seu médico (5)
  • Há história de psoríase cutânea ou alterações ungueais compatíveis e quando surgiram os sinais articulares?
  • Qual o padrão de distribuição e se há predomínio em DIP versus envolvimento axial ou poliarticular?
  • Existem achados de imagem (radiografia/US/RM) que mostrem erosões ou sinovite ativa nas DIP?
  • O paciente apresentou resposta insuficiente a terapias iniciais que justificaria escalonamento para agentes modificadores ou biológicos?
  • Há sinais de entesite ou comprometimento funcional que alterem a classificação para outro subcódigo da série M07?
O que perguntar ao seu advogado (3)
  • Quais documentos médicos (laudos de imagem, relatórios clínicos) sustentam a relação entre a psoríase e a sintomatologia articular para fins periciais?
  • Em que condições a artropatia psoriásica DIP pode justificar afastamento temporário do trabalho e quais evidências clínicas são necessárias?
  • Como a progressão documentada por exames de imagem influencia decisões sobre incapacidade parcial ou total em perícia médica?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
  • Quais procedimentos e tratamentos relacionados ao manejo da artropatia psoriásica DIP exigem autorização prévia segundo a operadora?
  • Que documentação clínica (CID, laudos de imagem, relatório de reumatologia) a operadora costuma solicitar para análise de cobertura?
  • Em caso de negativa, quais critérios objetivos a operadora usou para contestar o pedido e quais recursos administrativos estão disponíveis?

Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.

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