M07.2 — Espondilite psoriásica

  • artrite psoriásica axial
  • psoriatic spondylitis

O CID M07.2 designa a espondilite psoriásica, uma forma de artropatia psoriásica em que há envolvimento das articulações da coluna vertebral (sacroilíacas e/ou intervertebrais) associado à psoríase cutânea ou história de psoríase. Aparece tipicamente com dor lombossacra inflamatória, rigidez matinal e possível diminuição da mobilidade da coluna. Não inclui artropatias puramente periféricas sem comprometimento axial, nem espondiloartrites sem associação com psoríase clínica ou história documentada. Este código aplica-se quando o quadro axial é predominante e relacionado à psoríase, diferenciando-se de outras artropatias psoriásicas codificadas em M07.0M07.6.


Em palavras simples

Receber o código CID M07.2 significa que a sua dor na coluna está sendo relacionada à psoríase. Em linguagem simples: é uma forma de artrite que afeta a coluna e as articulações sacroilíacas em pessoas com lesões de pele típicas de psoríase ou histórico dessa doença. Não é um vírus ou bactéria que “pega” de outra pessoa; é uma condição inflamatória ligada ao sistema imunológico.

Você provavelmente sente dor lombar ou glútea que costuma melhorar com movimento e piorar ao ficar parado, especialmente pela manhã, com rigidez por um tempo. Pode haver dor em pontos onde tendões e ligamentos se prendem ao osso (por exemplo, no calcanhar), cansaço e dificuldade para se inclinar ou levantar objetos. Em alguns pacientes, sobretudo se houver envolvimento mais sério, a dor pode ser constante e limitar atividades diárias.

Em relação à gravidade: muitas pessoas têm sintomas episódicos controláveis, outras evoluem para quadro mais persistente que exige tratamento contínuo. A condição não é contagiosa. A duração é variável: alguns respondem bem às medidas iniciais e têm melhoria, outros precisam de acompanhamento e tratamentos mais prolongados para controlar a inflamação.

O que costuma acontecer a seguir é a realização de exames de imagem (radiografia e, se preciso, ressonância magnética) e consultas com reumatologista e dermatologista para confirmar a relação entre as lesões de pele e a dor na coluna. Com base nisso o médico decide o melhor plano de cuidados. A necessidade de afastamento do trabalho depende da intensidade dos sintomas e do tipo de atividade profissional.

Em casa, observe se a dor melhora com movimento moderado e piora com repouso prolongado, se há perda de força, dormência nas pernas, febre alta ou aumento rápido do inchaço — nesses casos procure atendimento sem demora. Mantenha registro de quando a dor começa, como varia ao longo do dia e se surgem novos sintomas; essas informações ajudam o médico a ajustar o acompanhamento e a documentação para tratamento e eventuais pedidos de afastamento.

Quando usar este código

Usa-se este código quando houver comprometimento axial (coluna lombar, torácica, sacroilíacas) em paciente com psoríase conhecida ou história de lesões psoriáticas, e quando a avaliação clínica e exames de imagem sustentam o diagnóstico de espondilite psoriásica em vez de artropatia periférica predominante.

Não confunda com

M07.0 — Artropatia psoriásica interfalangiana distal: distingue-se por predominar nas pequenas articulações das extremidades (interfalangianas distais) e por alterações ungueais marcantes; M07.2 exige comprometimento axial significativo em contexto de psoríase. M07.1 — Artrite mutilante: diferencia-se pela progressão destrutiva de pequenas articulações com encurtamento e deformidade; M07.2 tem padrão axial e não a destruição mutilante típica. M09.0 (espondilite anquilosante) não pertence ao mesmo grupo: ausência de psoríase clínica e critérios radiológicos de anquilose típica favorecem M45-M09.0 em vez de M07.2. M07.3 — Outras artropatias psoriásicas: usada quando o envolvimento axial está ausente ou é mínimo e o quadro periférico é predominante.

O que é

Espondilite psoriásica é a expressão axial da artropatia associada à psoríase: uma inflamação crônica que envolve as articulações sacroilíacas e segmentos da coluna, podendo levar a dor inflamatória e perda de mobilidade. Manifesta-se habitualmente em adultos jovens a meia-idade que têm lesões psoriáticas cutâneas ou história familiar de psoríase.

A doença pode aparecer em formas discretas, com crise intermitente de dor lombar e rigidez, ou em padrão mais persistente com progressiva limitação de movimentos espinhais; o acometimento também pode incluir entesites (inflamação nas inserções de tendões) e, menos frequentemente, sintomas sistêmicos.

Sintomas

Principais sintomas: dor lombossacra de padrão inflamatório (piora pela manhã e melhora com movimento), rigidez matinal, dor na região glútea irradiada, entesite (dor em calcâneo ou tuberosidade isquiática) e redução da flexão lumbar. Sinais que aparecem precocemente incluem rigidez matinal e dor que melhora com atividade; sinais de agravamento incluem progressiva perda de mobilidade, dor noturna persistente, marcha antálgica e limitação de amplitude de movimento espinhal.

Causas

Mecanismos implicam resposta inflamatória autoimune em indivíduos geneticamente predispostos, frequentemente associada a HLA-B27 em alguns casos, mas com contribuição importante de fatores ambientais e imunológicos. No Brasil, a causa mais frequentemente observada na prática é a associação com psoríase cutânea pré-existente ou latente, com inflamação mediada por células imunes no campo entésico e nas articulações sacroilíacas.

Como é diagnosticado

O diagnóstico para este código baseia-se na presença de psoríase clínica ou história documentada de psoríase combinada com sinais e sintomas de envolvimento axial e suporte por exames de imagem (radiografia ou ressonância magnética) mostrando sacroileíte ou lesões inflamatórias/estruturais da coluna. Achados laboratoriais (inflamação sistêmica) e exclusão de outras espondiloartrites complementam a confirmação; o registro da relação temporal entre lesões cutâneas e sintomas axiais sustenta a escolha de M07.2 sobre códigos irmãos.

Como costuma ser tratado

O manejo é multidisciplinar e ambulatorial na maioria dos casos, com metas de controlar inflamação, reduzir dor e preservar função. Estratégias envolvem reabilitação física dirigida, medidas de suporte e terapias farmacológicas sob supervisão especializada; o esquema e a duração do tratamento dependem da resposta clínica e da gravidade do envolvimento axial.

Classes de medicamentos

Classes de medicamentos usadas na prática incluem anti‑inflamatórios não hormonais para sintomatologia, agentes modificadores da doença e terapias biológicas para controle da inflamação persistente e proteção estrutural. A escolha depende da extensão da doença, com decisão por especialista e documentação clínica adequada.

Quando procurar ajuda

Procurar avaliação especializada quando dor lombossacra inflamatória persiste além de algumas semanas, quando há rigidez matinal marcante, perda progressiva de mobilidade, dor noturna que desperta o paciente ou surgimento de sinais neurológicos (fraqueza, alteração sensitiva). Busca imediata é indicada se houver febre associada, déficit neurológico ou suspeita de complicação infecciosa.

Uso em atestado

Atestados e relatórios devem descrever claramente diagnóstico (CID), apresentação axial versus periférica, impacto funcional e duração estimada do quadro para justificar afastamentos ou tratamentos. Documentação de exames de imagem e laudos dermatológicos/reumatológicos fortalece pareceres periciais.

Perguntas frequentes sobre M07.2

O que significa ter o código CID M07.2 no laudo?

Significa que a dor e alterações na coluna foram relacionadas à psoríase, indicando envolvimento axial da artropatia psoriásica; é um rótulo diagnóstico usado para registrar esse padrão clínico.

O CID M07.2 implica necessidade automática de afastamento do trabalho?

Não automaticamente; o afastamento depende da intensidade dos sintomas, da limitação funcional documentada e da avaliação pericial, não apenas do código.

Este quadro é contagioso para a família?

Não é contagioso; trata‑se de um processo inflamatório associado à psoríase, sem risco de transmissão por contato.

Quais exames confirmam o diagnóstico relacionado a CID M07.2?

Exames de imagem são fundamentais: radiografia e ressonância magnética das sacroilíacas e coluna para demonstrar inflamação ou alterações estruturais, além de documentação da psoríase por dermatologista.

Como diferenciar espondilite psoriásica de outras causas de lombalgia?

A dor inflamatória (rigidez matinal, melhora com atividade), história ou sinais de psoríase e achados por imagem de sacroileíte ou lesões inflamatórias orientam para CID M07.2 em vez de lombalgia mecânica.

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