M31.5 — Arterite de células gigantes com polimialgia reumática

  • arterite temporal com polimialgia reumática
  • arterite de grandes vasos com polimialgia
  • GCA com PMR

O CID M31.5 designa a coexistência de arterite de células gigantes (arterite de grandes vasos frequentemente envolvendo artérias temporais) com fenótipos de polimialgia reumática. Refere-se a um processo inflamatório sistémico que acomete principalmente pessoas idosas e se manifesta por dor, rigidez e sinais de inflamação sistémica; pode incluir risco de isquemia de ramos arteriais. Não inclui formas isoladas de polimialgia reumática sem evidência de vasculite nem arterites de outro tipo sem manifestações musculoesqueléticas proximais. Este código é utilizado quando ambos os componentes clínicos e/ou exames suportam a combinação diagnóstica.


Em palavras simples

O código CID M31.5 significa que você tem uma combinação de duas coisas: uma inflamação das artérias maiores, chamada arterite de células gigantes, e um quadro de dor e rigidez nas regiões próximas ao tronco — ombros e quadris — conhecido como polimialgia reumática. Em palavras simples, parte das artérias que alimentam áreas da cabeça, pescoço ou membros pode estar inflamada ao mesmo tempo em que há dor e rigidez muscular nas partes proximais do corpo.

Você provavelmente está sentindo cansaço, dor e rigidez ao levantar da cama, especialmente nos ombros e quadris, que melhora aos poucos durante o dia. Pode haver também dor de cabeça, sensibilidade no couro cabeludo, dor ao mastigar (claudicação mandibular) ou sinais visuais como visão embaçada ou escotomas. Febre baixa, perda de apetite e perda de peso são queixas associadas.

Nem sempre é uma emergência, mas a parte da arterite pode causar problemas sérios se comprometer artérias que irrigam os olhos, levando a perda de visão. A combinação com polimialgia costuma ocorrer em pessoas acima dos 50 anos e o quadro pode durar meses a anos, com necessidade de tratamento e acompanhamento. A tendência é que a inflamação seja tratada e controlada, mas a duração do tratamento varia conforme a resposta e a ocorrência de recidivas.

O que vem a seguir costuma ser uma sequência de exames e consultas: sangue para checar inflamação, exames de imagem das artérias (ecografia Doppler, tomografia, ressonância ou PET, dependendo do que o médico solicitar) e, às vezes, biópsia de artéria temporal para confirmar a vasculite. O médico irá avaliar a gravidade, iniciar terapia para reduzir a inflamação e marcar retornos para acompanhar sintomas e efeitos do tratamento. A necessidade de afastamento do trabalho depende do quanto os sintomas atrapalham suas atividades e do tipo de trabalho que você faz.

Em casa, observe se surgirem sinais preocupantes: perda súbita de visão ou visão muito comprometida, dor ocular intensa, fraqueza nova de um lado do corpo, ou sintomas que indiquem isquemia de membros. Também informe seu médico sobre aumento do cansaço, febre alta, sangramentos ou sinais de efeitos colaterais de medicamentos. Em presença destes sinais, procure atendimento imediatamente.

Quando usar este código

Usa-se este código quando a documentação clínica descreve arterite de células gigantes concomitante com características compatíveis com polimialgia reumática — por exemplo, pacientes idosos com dor e rigidez matinal em ombros e ancas e sinais ou exames que confirmem vasculite de grandes vasos. Se faltar evidência de vasculite documentada ou se a polimialgia for isolada, outros códigos devem ser considerados.

Não confunda com

M31.5 versus M31.6: M31.5 exige associação clínica ou documental com polimialgia reumática; M31.6 refere-se a outras arterites de células gigantes sem manifestação típica de polimialgia. M31.5 versus M35.3 (Polimialgia reumática): M35.3 aplica-se quando há polimialgia sem evidência de arterite de grandes vasos; presença documentada de vasculite direciona para M31.5. M31.5 versus G35? (esclerose múltipla não aplicável): sintomas neurológicos isolados sem vasculite demonstrada não justificam M31.5. M31.5 versus M31.3 (Granulomatose de Wegener): granulomatose com poliangeíte tem perfil clínico e histológico distinto e geralmente acomete vasos de pequeno/médio calibre, diferindo da grande vasculite idosa da M31.5.

O que é

Arterite de células gigantes com polimialgia reumática é uma condição inflamatória sistêmica que combina vasculite de grandes vasos — especialmente ramos da aorta e artérias extracranianas como as temporais — com um quadro de dor e rigidez muscular proximal conhecido como polimialgia reumática. Manifesta-se em pessoas geralmente acima de 50 anos, com pico em idosos, e associa sintomas sistêmicos inflamatórios como febre baixa, perda de peso e elevação de marcadores inflamatórios.

Na prática, alguns pacientes apresentam sintomas predominantes de polimialgia (dor em ombros, pescoço e quadris, rigidez matinal) e depois são identificados sinais de vasculite; outros iniciam por sintomas vasculares (dor temporal, claudicação mandibular, perda de visão) com achados concomitantes de polimialgia. A coexistência altera prognóstico e manejo, pois aumenta a vigilância para complicações isquêmicas.

Sintomas

Principais manifestações incluem dor e rigidez proximal (ombros, quadris) com rigidez matinal prolongada, fadiga e mal-estar; cefaleia temporal ou occipital, sensibilidade do couro cabeludo, claudicação mandibular e alterações visuais (visão turva, escotomas, perda visual súbita) indicam comprometimento arterial craniano. Febre baixa, perda de peso e anorexia são comuns; sintomas de agravamento são sintomas oculares novos, claudicação acentuada de membros, sinais de isquemia ou infarto por comprometimento de vasos de grande calibre, e elevação progressiva de marcadores inflamatórios.

Causas

O mecanismo envolve inflamação granulomatosa da média e adventícia de artérias de grande e médio calibre, com infiltração por células mononucleares e células gigantes que levam à remodelação arterial, estenose e risco de isquemia. A associação com polimialgia reumática não tem causa única estabelecida; é provável interação de fatores imunológicos e predisposição genética em indivíduos idosos, com ativação de células T e macrófagos e produção de citocinas pró-inflamatórias. Na prática brasileira, a apresentação costuma ser esporádica, associada ao envelhecimento, sem vínculo infeccioso direto.

Como é diagnosticado

O código M31.5 deve ser sustentado por documentação clínica que registre simultaneamente características de arterite de células gigantes e manifestações de polimialgia reumática, apoiadas por exames complementares. A confirmação de arterite de grandes vasos pode vir de biópsia arterial compatível, imagem vascular (ultrassom colorido Doppler de artérias temporais, angiotomografia, ressonância ou PET-CT demonstrando inflamação vascular) ou sinais clínicos isquêmicos claros. A polimialgia é suportada pelo padrão de dor e rigidez proximal, resposta clínica a terapia anti-inflamatória e elevação de marcadores inflamatórios; documentar ambos os conjuntos de achados na mesma ficha é o que justifica M31.5.

Como costuma ser tratado

O manejo costuma envolver controle rápido da inflamação para reduzir risco de isquemia e preservar função visual, com acompanhamento clínico e laboratoriais para monitorar atividade. Em muitos casos o tratamento é ambulatorial com ajustes baseados na resposta clínica e na vigilância de efeitos adversos. Terapia adjuvante e medidas de prevenção de complicações e comorbidades são componentes importantes do seguimento.

Classes de medicamentos

Classes de medicamentos usadas no controle incluem glicocorticoides sistêmicos como base do tratamento inicial, agentes imunossupressores e terapias biológicas em casos refratários ou com necessidade de reduzir corticosteroide; também se consideram antiagregantes ou anticoagulantes conforme avaliação de risco arterial e comorbidades. A escolha e ajuste dependem do quadro individual e de protocolo clínico.

Quando procurar ajuda

Procurar atendimento imediatamente se surgir perda súbita de visão, visão dupla, dor ocular intensa, nova fraqueza focal, alarme isquêmico como dor intensa localizada que sugira comprometimento arterial, febre alta persistente ou sinais de infecção/complicações de tratamento. Notificar o médico se houver piora rápida da dor muscular, aumento marcado dos marcadores inflamatórios ou efeitos adversos de medicamentos que exijam avaliação.

Uso em atestado

Laudos e atestados devem registrar sinais e exames que justifiquem a associação arterite-polimialgia, datas de início dos sintomas, exames que suportem a vasculite e a incapacidade funcional atual. Em perícia, distinguir formas isoladas de polimialgia e arterite de células gigantes é relevante para atribuição de codificação e tempo estimado de tratamento. Documentar tratamento e resposta clínico-laboratorial para fins de avaliação periódica.

Perguntas frequentes sobre M31.5

O que significa receber o código CID M31.5?

Significa que foram identificados sinais de arterite de grandes vasos junto com um quadro de polimialgia reumática; é um diagnóstico que combina inflamação vascular e sintomas musculoesqueléticos proximais.

Preciso me afastar do trabalho com esse diagnóstico?

O afastamento depende da intensidade dos sintomas, do risco de complicações e do tipo de trabalho; é avaliado caso a caso pelo médico e pela perícia, com documentação dos exames e limitações.

A doença é contagiosa para familiares?

Não; trata‑se de um processo inflamatório autoimune/auto‑inflamatório, não é transmissível entre pessoas.

Quais exames confirmam o diagnóstico?

A confirmação pode vir de biópsia de artéria temporal ou de imagens que demonstrem inflamação de grandes vasos (ultrassom Doppler, angio‑TC, angio‑RM, PET-CT), além de suporte clínico e marcadores inflamatórios.

Como diferenciar polimialgia isolada de M31.5?

A diferença está na presença de evidência de vasculite de grandes vasos (achados de imagem ou biópsia) documentada junto com os sintomas de polimialgia; sem essa evidência usa-se o código de polimialgia isolada.

Leve estas perguntas

O que perguntar ao seu médico (5)
  • Há biópsia de artéria temporal compatível ou imagens de grandes vasos demonstrando atividade inflamatória?
  • Qual foi a evolução temporal dos sintomas de rigidez proximal em relação aos sintomas arterite (cefaleia, claudicação mandibular, alteração visual)?
  • Quais exames de imagem vascular foram realizados (Doppler temporal, angio‑TC, PET-CT) e quais achados específicos sustentam vasculite de grandes vasos?
  • Houve resposta clínica e laboratorial à terapia anti‑inflamatória inicial, e qual a intensidade dessa resposta?
  • Existem comorbidades (doença cardiovascular, diabetes) que modifiquem o risco do tratamento e a necessidade de profilaxia?
O que perguntar ao seu advogado (3)
  • Qual a duração documentada do afastamento médico prevista com base na resposta clínica e exames para este quadro combinado?
  • Em perícia, a coexistência de arterite com polimialgia reumática altera a avaliação de incapacidade permanente em comparação com polimialgia isolada?
  • Quais documentos e exames (biópsia, imagem vascular, marcadores inflamatórios seriados) são essenciais para comprovar a gravidade do caso em processo administrativo ou judicial?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
  • Que documentos específicos a operadora exige para autorizar exames de imagem avançados (angio‑TC, PET-CT) em paciente com suspeita de arterite de grandes vasos?
  • Como a operadora trata procedimentos relacionados ao diagnóstico diferencial entre polimialgia isolada e arterite de células gigantes quando ambos são registrados na guia?
  • Há cobertura para terapias biológicas em casos refratários, e quais critérios de pré-autorização a operadora costuma solicitar?

Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.

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