M72.0 — Fibromatose de fáscia palmar [Dupuytren]

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Em palavras simples

O código que você recebeu, CID M72.0, refere-se à fibromatose da fáscia palmar, também chamada de contratura de Dupuytren. Em termos simples, é uma condição na qual o tecido da palma da mão fica mais espesso e forma pequenos nódulos e cordas que, com o tempo, podem puxar um ou mais dedos para dentro, dificultando esticá-los por completo.

Você provavelmente sentirá primeiro um pequeno caroço na palma, uma sensação de espessamento ou uma corda ao tocar a pele. Nem sempre dói; o sintoma mais importante costuma ser a dificuldade para colocar a mão plana sobre uma mesa, para segurar objetos grandes, ou para tarefas finas, como abotoar roupas. Em alguns casos a mão pode ficar mais sensível ao toque no local do nódulo.

A condição costuma evoluir devagar, ao longo de meses ou anos, e não é contagiosa. Para muitas pessoas, permanece como um nódulo sem grande impacto; para outras, progride e limita funções da mão. A gravidade varia: pode ser um incômodo leve ou levar à necessidade de procedimentos para recuperar movimento.

O caminho comum após o diagnóstico é a observação e registros da função da mão; seu médico pode pedir exames de imagem se houver dúvida ou para planejar intervenção. Se a retração dos dedos começar a atrapalhar atividades diárias, tratamentos locais ou cirúrgicos podem ser discutidos com o especialista. A necessidade de afastamento do trabalho depende de quanto a mão está comprometida e do tipo de atividade profissional.

Em casa, observe se há aumento rápido do nódulo, dor crescente, sinais de inflamação (vermelhidão, calor) ou perda rápida da função. Procure ajuda se a mão ficar subitamente muito dolorida, se o dedo ficar preso numa posição ou se tiver dificuldade para realizar tarefas essenciais; nesses casos é importante avaliação médica para decidir o melhor encaminhamento.

Lembre-se que a presença do CID M72.0 descreve o problema na fáscia da palma e que o curso varia. Manter o acompanhamento com o profissional de saúde e registrar mudanças na função da mão ajuda a escolher o momento adequado para tratamento.

O que este código significa?

O CID M72.0 designa a fibromatose da fáscia palmar, conhecida como contratura de Dupuytren, caracterizada por nódulos e cordas de tecido fibroso na palma que podem puxar os dedos para flexão. Aparece tipicamente em adultos de meia-idade ou idosos, mais frequente em homens e com associação a fatores genéticos e doenças metabólicas. Não inclui nodulações palmares por mecanismo inflamatório agudo, lesões tumorais malignas nem patologias da pele sem envolvimento fibromatoso da fáscia. Este código cobre desde nódulo isolado até cordas que limitam a extensão, quando o problema tem origem fibromatosa palmar.


Quando este código é usado?

Usa-se este código quando a apresentação clínica, com nódulo(s) palmar(es) e/ou corda(s) fibrosa(s) causando retração ou limitação de extensão dos dedos, for atribuída à fibromatose da fáscia palmar (Dupuytren). Não use para lesões de pele, tumores, patologias tendíneas isoladas ou fibromatoses localizadas em outras regiões.

Qual a diferença dos códigos parecidos?

M72.2 (Fibromatose da fáscia plantar): separa-se por sítio anatômico; M72.0 é apenas palmar, M72.2 refere-se à planta do pé com sintomas e impacto funcional distintos.

M67.4 (Nódulo tendíneo da mão): critério de separação é a origem; nódulos tendíneos estão relacionados ao tendão e movimento, já M72.0 tem origem na fáscia palmar e forma cordas fixas.

L92.0 (Doença de Morbus Dupuytren secundária em doença sistêmica) não existe como código separado; distinguir por história e comorbidades que sugerem processo sistêmico versus fibromatose palmar idiopática.

O que é?

A fibromatose de fáscia palmar (contratura de Dupuytren) é uma alteração benigna do tecido conjuntivo da palma da mão, em que o colágeno se organiza em nódulos e cordas contráteis que, com o tempo, podem puxar os dedos em direção à palma. A evolução é tipicamente lenta, variável entre indivíduos, e pode afetar um ou mais dedos, geralmente o anular e mínimo.

Clinicamente manifesta-se inicialmente por pequenos nódulos subcutâneos indolores na região palmar, que podem progredir para espessamento linear (corda) e eventual limitação da extensão digital. Costuma surgir em adultos de meia-idade ou idosos, mais prevalente em homens e em pessoas com história familiar, tabagismo, diabetes ou consumo excessivo de álcool.

Quais sintomas aparecem?

Principais sinais: nódulo duro na palma, corda subcutânea que se estende em direção aos dedos, dificuldade em estender o(s) dedo(s) afetado(s), e perda de função para preensão completa. Sinais que aparecem cedo: nódulo palmar, sensação de espessamento ou incômodo local, pegadas incompletas ao esticar a mão. Indicações de agravamento: progressão para corda evidente, aumento da angulação de flexão dos dedos, dificuldade para colocar a mão em superfícies planas, ou comprometimento funcional diário (vestir, higiene, trabalho manual).

O que causa?

Mecanismos envolvem proliferação de fibroblastos e miofibroblastos na fáscia palmar, depósito anômalo de colágeno e remodelamento da matriz extracelular que formam nódulos e cordas contráteis. A etiologia é multifatorial: predisposição genética desempenha papel importante, e fatores como idade avançada, sexo masculino, história familiar positiva, diabetes, tabagismo e uso crônico de álcool estão associados a maior risco e progressão.

Na prática brasileira, além da influência genética, a associação com diabetes de longa duração e exposição ocupacional a movimentos repetitivos é frequentemente observada, embora o mecanismo exato de progressão nesses contextos ainda não seja completamente esclarecido.

Como o médico confirma o diagnóstico?

O diagnóstico é clínico, baseado no exame físico que identifica nódulo(s) palmar(es), corda(s) e limitação de extensão digital. Testes simples de função e medidas de angulação podem documentar o comprometimento. Este código é sustentado quando a alteração primária provém da fáscia palmar e explica a retração digital; exames de imagem (ultrassonografia, ressonância) são úteis quando há dúvida diagnóstica, suspeita de lesão tumoral ou para planejar procedimentos, mas não são obrigatórios para o registro do CID M72.0.

Como costuma ser tratado?

O manejo varia conforme a gravidade e o impacto funcional: vigilância para casos com nódulo sem limitação, medidas conservadoras e intervenções locais quando há corda sintomática ou perda de extensão que afeta atividades. Tratamentos podem ser ambulatoriais ou cirúrgicos dependendo da extensão e progressão. Indicações e escolhas terapêuticas dependem do grau de retracção, preferência do paciente e avaliação especializada.

Que tipos de remédio costumam ser usados?

Classes medicamentosas usadas no contexto de M72.0 referem-se a analgesia e anti-inflamatórios para sintomas associados e, em contextos específicos, agentes injetáveis para modulação local (uso controlado por equipe especializada). A medicação sistêmica não altera a fibromatose subjacente; opções definitivas envolvem procedimentos locais ou cirúrgicos quando indicados.

Quando procurar um médico?

Procurar avaliação quando houver nódulo palmar novo com progressão, aparecimento de corda que limita a extensão do(s) dedo(s), dor persistente associada ou perda de função que prejudique atividades diárias. Buscar avaliação também se houver mudanças rápidas no tamanho do nódulo, sinais inflamatórios marcantes ou suspeita de outra doença subjacente.

Quantos dias de atestado?

Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento; o período é definido pelo médico que examinou e pelo caso concreto — duas pessoas com o mesmo CID podem receber períodos diferentes.

Na prática legal, até 15 dias de afastamento quem paga o salário é o empregador (Lei 8.213/91, art. 60, parágrafo 3); a partir do 16º dia em diante o INSS assume e passa a exigir perícia. A legislação também estabelece que atestados emitidos pelo mesmo motivo dentro de 60 dias são somados para efeitos desse limite de 15 dias (Decreto 3.048/99, art. 75).

A regra dos 60 dias depende do CID registrado: é o código do atestado que o perito usa para verificar se a doença é a mesma e, portanto, se os períodos devem ser concatenados — essa é a razão prática pela qual o CID aparece no documento e algo que poucos pacientes conhecem.

Para que um atestado seja aceito, ele precisa identificar o paciente, especificar o período de afastamento, indicar a data, conter assinatura e o número do CRM do médico. A inclusão do CID só ocorre com anuência do paciente; informar o diagnóstico ao empregador não é obrigatório, mas sem o código a soma dos 60 dias não pode ser verificada pelo INSS.

Especificamente para M72.0 (fibromatose da fáscia palmar, contratura de Dupuytren): trata‑se de uma condição fibroproliferativa crônica e de evolução lenta, frequentemente acompanhada e registrada em seguimento ambulatorial, que pode causar limitação funcional progressiva mais do que um episódio agudo autolimitado. Por ser uma condição que pode recidivar ou progredir ao longo do tempo, o fato de atestados sucessivos pelo mesmo CID poderem ser somados dentro do prazo de 60 dias tem relevância prática, na medida em que episódios separados de incapacidade funcional relacionados à mesma fibromatose poderão ser avaliados em conjunto pelo perito.

Perguntas frequentes sobre M72.0

O que significa receber o CID M72.0 no meu laudo?

Indica que a alteração principal está na fáscia palmar, com nódulos ou cordas compatíveis com fibromatose (Dupuytren), e que isso explica a retração ou limitação dos dedos.

Isso é contagioso ou causado por infecção?

Não é contagioso e não resulta de infecção; trata-se de um processo fibromatoso local do tecido conjuntivo da palma.

Preciso de exame para confirmar o CID M72.0?

O diagnóstico é basicamente clínico pelo exame da mão; ultrassom ou ressonância são usados quando há dúvida diagnóstica ou para planejar tratamento.

Recebi atestado com CID M72.0, isso garante afastamento do trabalho?

O código descreve a condição, mas a concessão de afastamento depende da incapacidade funcional documentada e da avaliação pericial; o laudo deve detalhar função e limitações.

Qual a diferença entre M72.0 e M72.2 (plantar)?

M72.0 refere-se à fáscia da palma da mão; M72.2 é a fibromatose da planta do pé. O local anatômico é o critério que separa os códigos.

O CID M72.0 significa que vou precisar de cirurgia?

Nem sempre; muitas pessoas são acompanhadas enquanto a função não estiver comprometida. A indicação de procedimento depende da progressão e do impacto funcional, avaliado pelo especialista.

Fontes e como esta página foi feita

O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.

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