N46 — Infertilidade masculina

  • esterilidade masculina
  • incapacidade reprodutiva masculina

Em palavras simples

Receber o código CID N46 significa que a equipe médica entende que a dificuldade para conseguir uma gravidez tem relação com fatores do homem. Em linguagem simples, quer dizer que algo no sêmen, nos testículos, nos canais que transportam o esperma ou na ejaculação pode estar atrapalhando a concepção. Não é uma sentença: muitas causas têm tratamento ou alternativas reprodutivas.

Você pode não sentir nada fora do comum; em muitos casos a primeira pista é apenas a falta de gravidez no casal. Alguns homens relatam dor ou inchaço nos testículos, sensação de peso, secreção, sangramento no sêmen ou alteração da função sexual (como ejaculação diferente). Sintomas como febre e dor intensa sugerem infecção e pedem avaliação rápida.

Ter o CID N46 não significa que a condição seja contagiosa. Não é uma doença transmissível no sentido usual — trata-se de um problema de fertilidade, que envolve como os espermatozoides são produzidos, transportados ou liberados. A gravidade varia muito: algumas causas são temporárias e tratáveis; outras podem ser mais persistentes e exigir técnicas de reprodução assistida.

O próximo passo costuma ser a investigação: um exame do sêmen é central e normalmente é repetido para confirmar. Podem ser solicitados exames de sangue para avaliar hormônios, ultrassonografia dos testículos e consultas com urologia ou reprodução humana. Dependendo dos achados, pode haver tratamento clínico ou cirúrgico, ou encaminhamento para procedimentos de reprodução assistida.

Em casa, observe dor intensa, aumento do volume testicular, febre, secreção uretral ou sangue no sêmen; nesses casos procure atendimento de urgência. Se não houver esses sinais, siga o retorno agendado para exames e converse com o médico sobre o impacto emocional e as opções. Problemas de fertilidade costumam gerar ansiedade e é comum buscar apoio psicológico ou grupos de casal.

Registre e guarde os exames e laudos; eles serão úteis em consultas e, se necessário, em processos administrativos ou judiciais. Lembre-se que o CID N46 descreve a condição relacionada à fertilidade masculina, mas cada caso é único — o plano de investigação e tratamento será individualizado conforme os resultados.

O que este código significa?

O CID N46 designa infertilidade masculina, isto é, a condição em que o homem apresenta alteração responsável por impedir a concepção em um casal após período de tentativa regular. O código é usado quando a investigação aponta fatores masculinos como causa principal, incluindo alterações no sêmen, obstruções do trato genital ou problemas hormonais. Não inclui causas exclusivamente femininas de infertilidade nem casais sem tentativas regulares de gravidez. Aparece tanto em casos agudos quanto em quadros crônicos, e pode acompanhar outras doenças dos órgãos genitais masculinos. O registro é clínico e laboratorial: a documentação de alterações espermáticas ou achados que expliquem a impossibilidade de concepção sustenta o enquadre neste código.


Quando este código é usado?

Usa-se N46 quando a infertilidade tem origem comprovada ou muito provável no homem, baseada em história, exame físico e exames laboratoriais ou de imagem que identifiquem causa masculina. Não se aplica a tentativas de concepção insuficientes no tempo ou a causas exclusivamente femininas.

Qual a diferença dos códigos parecidos?

N40 vs N46: N40 (hiperplasia da próstata) é uma alteração do tamanho prostático e sintomas urinários; diferencia-se de N46 porque só gera este último se houver evidência de que a alteração prostática causa infertilidade (por exemplo obstrução ejaculatório comprovada).

N45 vs N46: N45 (orchite e epididimite) é inflamação aguda dos testículos/epidídimo; distingue-se de N46 quando a situação é uma infecção aguda documentada sem evidência de que deixou sequelas férteis. Se a inflamação levou a alterações espermáticas persistentes que expliquem infertilidade, o código N46 é apropriado.

N47/N48 vs N46: N47 (fimose/parafimose) e N48 (outros transtornos do pênis) são problemas anatômicos locais; entram em N46 apenas quando há mecanismo claro que impede a concepção (por exemplo, disfunção ejaculatória por anomalia estrutural) e isso está documentado.

O que é?

Infertilidade masculina é o termo usado quando fatores relacionados ao homem dificultam ou impedem que um casal consiga gestação após tentativas regulares. Manifesta-se por alterações no número, mobilidade ou morfologia dos espermatozoides, presença de obstrução dos canais que transportam o sêmen, problemas hormonais que reduzem a produção espermática ou disfunções ejaculatórias.

A condição afeta homens em idade reprodutiva e pode ser temporária ou persistente. Pode surgir após infecções, cirurgias, exposição a toxinas, alterações genéticas ou sem causa identificável. Em muitos casos é descoberta durante a investigação para casais com dificuldade de engravidar.

Quais sintomas aparecem?

Principais sinais incluem ausência de gravidez no casal após tentativas regulares e, em alguns homens, alterações no sêmen detectadas em exame. Sintomas locais possíveis são dor ou inchaço testicular (frequentemente precoce quando associado a infecção), redução do desejo sexual ou problemas de ereção/ejaculação (podem indicar disfunção ejaculatória). Indicadores de agravamento incluem hematospermia persistente, massa testicular, evolução para atrofia testicular ou achados laboratoriais sugestivos de anomalia genética ou hormonal significativa.

O que causa?

Os mecanismos incluem alterações na produção espermática (dispermias por fatores testiculares), obstrução do trato espermático que impede a saída do sêmen, disfunções ejaculatórias que impedem a deposição de esperma na vagina e causas hormonais que suprimem espermatogênese. Na prática brasileira, infecções geniturinárias e sequelas de orquite/epididimite, varicocele e complicações cirúrgicas figuram entre as causas comuns. Exposições ocupacionais, tabagismo, obesidade e alguns medicamentos também contribuem, assim como causas genéticas em casos sem outra explicação.

Como o médico confirma o diagnóstico?

O código N46 é sustentado por investigação que correlacione achados masculinos à dificuldade reprodutiva do casal: anamnese reprodutiva, exame físico focado em órgãos genitais e exames laboratoriais como análise seminal repetida mostrando anormalidades, testes hormonais quando indicados e estudos de imagem ou urológicos para procurar obstrução ou lesões. A confirmação costuma exigir documentação laboratorial ou demonstrar um mecanismo plausível (obstrução, ejaculação anômala) que explique a incapacidade de conceber.

Como costuma ser tratado?

O tratamento depende da causa: pode incluir manejo de infecções, correção cirúrgica de obstruções ou varicocele, intervenção urológica em casos de ejaculação anômala, ou encaminhamento para técnicas de reprodução assistida quando a correção não restabelece a fertilidade. O acompanhamento costuma envolver repetição de exames seminais e avaliação por equipe de reprodução humana. Em muitos casos o tratamento é ambulatorial e adaptado ao diagnóstico específico.

Que tipos de remédio costumam ser usados?

Classes de medicamentos usadas na prática incluem antibióticos para infecções documentadas, agentes hormonais quando há distúrbios endócrinos identificados e terapias adjuvantes que visam melhorar parâmetros seminais em contextos selecionados. A escolha farmacológica depende da causa e da avaliação médica; o detalhe posológico não é incluído aqui.

Quando procurar um médico?

Procure avaliação urológica ou de reprodução quando um casal não obtém gravidez após tentativas regulares, ou quando houver dor testicular persistente, nódulos, secreção uretral, ejaculação dolorosa, hematospermia ou sinais de infecção. Também é indicado buscar ajuda se houver histórico de cirurgia urológica, trauma genital, tratamento oncológico prévio ou preocupações sobre exposição a toxinas que possam afetar a fertilidade.

Quantos dias de atestado?

Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento; o período é definido pelo médico que avaliou o caso e pelas circunstâncias clínicas individuais — duas pessoas com o mesmo código podem receber períodos diferentes.

Até 15 dias de afastamento, o empregador paga o salário; a partir do 16º dia em diante o INSS assume e exige perícia. Atestados emitidos pelo mesmo motivo dentro de 60 dias somam para esses 15 dias; para o INSS identificar se é o mesmo motivo ele usa o CID do atestado, por isso o código lançado importa na verificação das somas.

Para que o atestado seja aceito ele precisa identificar o paciente, indicar o período de afastamento, ter data, assinatura e CRM do médico. O CID só entra no atestado com anuência do paciente; não é obrigatório informar o diagnóstico ao empregador, mas sem o código a soma dos 60 dias não pode ser comprovada administrativamente.

No caso de infertilidade masculina, o curso pode ser agudo quando decorrente de infecções tratáveis ou crônico quando fruto de alterações estruturais, genéticas ou hormonais persistentes. O código frequentemente acompanha investigações e tratamentos que exigem consultas e exames de imagem e laboratoriais; pode ou não resultar em incapacidade para o trabalho, dependendo do procedimento ou tratamento realizado. Quando a infertilidade é recorrente ou exige múltiplos atestados por tratamentos e exames, a regra dos 60 dias é especialmente relevante para contabilizar os períodos curtos de afastamento por um mesmo motivo.

Perguntas frequentes sobre N46

O que significa ter o CID N46 no atestado?

Indica que a dificuldade de engravidar do casal foi atribuída a fatores relacionados ao homem, com base em avaliação clínica ou exames. Não diz por si só a gravidade ou o tratamento exato.

O CID N46 implica risco de contágio para a parceira?

Não. Infertilidade masculina é sobre capacidade reprodutiva; não é uma condição contagiosa. Se houver infecção sexual transmissível associada, isso será informado separadamente.

Que exames são esperados após receber este código?

O exame seminal é central; podem seguir-se exames hormonais, ultrassonografia escrotal e avaliações urológicas para identificar causas tratáveis ou condutas reprodutivas.

Posso receber atestado para consultas e exames relacionados a N46?

Sim, atestados podem ser emitidos para consultas e procedimentos, mas a duração do afastamento é decidida pelo médico que avaliou o caso; a cobertura depende de empregador ou INSS conforme regras vigentes.

Qual a diferença entre N46 e N45?

N45 refere-se a inflamação aguda dos testículos/epidídimo; N46 é o código quando há infertilidade atribuída ao homem. Uma inflamação pode, se deixar sequelas férteis, justificar N46 posteriormente.

O registro do CID no atestado é obrigatório?

Não é obrigatório; entra com sua anuência. Sem o CID, entretanto, somas de atestados por mesmo motivo para efeitos de pagamento podem ficar difíceis de comprovar.

Leve estas perguntas

O que perguntar ao seu médico (5)
  • Há análise seminal repetida e com quais parâmetros alterados que sustentam N46?
  • Há evidência de obstrução das vias espermáticas ou de disfunção ejaculatória que justifique este código?
  • Foram investigadas causas endócrinas ou genéticas que explicam a alteração espermática?
  • Há associação temporal com infecções, cirurgias ou exposições ocupacionais que apontem mecanismo causal?
  • Quais achados de imagem ou urológicos suportam que a origem do problema é masculina?
O que perguntar ao seu advogado (3)
  • Com o CID N46, quais documentos clínicos sustentam pedido de afastamento prolongado em perícia?
  • Em perícia, como se demonstra que a incapacidade laboral decorre de tratamentos ou procedimentos relacionados à infertilidade?
  • O registro do CID sem consentimento pode afetar direitos de privacidade ou demanda de reparação?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
  • Quais exames e procedimentos relacionados à investigação da infertilidade masculina necessitam de autorização prévia segundo a operadora?
  • A cobertura para tratamento cirúrgico ou técnicas de reprodução assistida está condicionada a critérios de elegibilidade da operadora e pode exigir relatórios médicos e comprovantes de tentativas?
  • Quais documentos o plano costuma pedir para aceitar procedimentos urológicos ou reprodutivos quando o CID informado é N46?

Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.

Fontes e como esta página foi feita

O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.

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