N80.0 Endometriose do útero
- adenomiose
- endometriose uterina
- endometriose do corpo do útero
Na dúvida entre códigos parecidos? Veja CID de endometriose: todos os códigos que podem aparecer e o que diferencia cada um.
Em palavras simples
Receber o código CID N80.0 significa que os médicos identificaram endometriose localizada no útero. Em linguagem simples, é como se parte do tecido que reveste o interior do útero estivesse também dentro da parede uterina, reagindo ao ciclo menstrual. Esse tecido pode causar inflamação e alterações locais, gerando sintomas.
Você provavelmente sente cólicas mais fortes na menstruação, dor na “barriga” baixa que pode se estender para as costas, sangramentos diferentes do habitual ou desconforto nas relações. Algumas pessoas relatam intestino solto ou dor ao evacuar durante a menstruação, cansaço maior nos dias de crise e impacto no sono e nas atividades do dia a dia. Nem sempre todos os sintomas aparecem juntos.
Em geral, endometriose do útero não é uma infecção que “pega” outra pessoa; não é contagiosa. A gravidade varia: para algumas mulheres é um incômodo tolerável, para outras limita-se atividades e trabalho. O tempo de resolução não é fixo; pode ser uma condição crônica que precisa de acompanhamento e tratamentos direcionados.
O passo seguinte costuma ser a confirmação por exames de imagem ou, em alguns casos, avaliação cirúrgica. Você será orientada sobre retornos, opções de controle da dor e possibilidades de tratar as lesões se estiverem afetando a qualidade de vida ou a fertilidade. Atendimentos e afastamentos dependem do quadro individual e da avaliação médica.
Em casa, observe aumento súbito da dor, sangramento muito maior que o habitual, febre ou sinais de infecção, e procure ajuda se isso ocorrer. Também anote o padrão das dores e do sangramento para levar ao médico, e relate quando a condição interfere no trabalho ou nas tentativas de engravidar. Essas informações ajudam a decidir exames e tratamentos.
O que este código significa?
O CID N80.0 designa endometriose localizada no útero, condição em que tecido semelhante ao endométrio está presente na parede uterina. Aparece principalmente em mulheres em idade reprodutiva com dores pélvicas, sangramentos menstruais anormais ou dificuldade para engravidar. Este código descreve especificamente lesão no útero e não cobre endometriose em ovários, peritônio ou órgãos torácicos, que têm códigos diferentes. O diagnóstico costuma ser baseado em imagem ou achado cirúrgico compatível, com correlação clínica. O manejo varia de observação a tratamentos médicos ou cirúrgicos conforme sintomas e objetivos reprodutivos.
Quando este código é usado?
Use N80.0 quando a endometriose for identificada essencialmente no miométrio ou na parede do útero, com suporte clínico e por exame. Não use este código para endometriose ovariana, peritoneal ou extra-pélvica, que pertencem a subcategorias distintas de N80.
Qual a diferença dos códigos parecidos?
N80.0 versus N80.1: N80.1 é endometriose ovariana; diferencie pela visualização de lesão anexial/ovárica em imagem ou cirurgia, enquanto N80.0 indica localização predominante na parede uterina (miométrio). N80.0 versus N80.2: N80.2 cobre endometriose peritoneal profunda; critério separador é extensão infiltrativa no peritônio ou septos pélvicos, não confinada ao corpo uterino. N80.0 versus N94.6: N94.6 é dor pélvica crônica sem causa identificada; use N80.0 quando há evidência anatômica de endometriose no útero, e N94.6 apenas quando não há lesão detectável.
O que é?
Endometriose do útero é a presença de tecido similar ao endométrio dentro da parede uterina. Esse tecido reage aos hormônios do ciclo menstrual e pode causar inflamação, espessamento e alterações no funcionamento do útero.
Manifesta-se por dor pélvica, cólicas menstruais intensas e sangramentos anormais; muitas mulheres também relatam desconforto durante as relações e alterações no padrão menstrual. A condição ocorre principalmente em mulheres em idade reprodutiva e pode coexistir com outras formas de endometriose.
Quais sintomas aparecem?
Principais sinais incluem dor pélvica cíclica ou contínua, cólicas menstruais intensas (dismenorreia), sangramento menstrual abundante ou irregular e dor durante ou após relações sexuais (dispareunia). Sintomas precoces costumam ser cólicas menstruais que se intensificam ao longo dos ciclos; sinais que sugerem agravamento incluem dor progressiva, perda de sangue menstrual cada vez maior e impacto claro na fertilidade ou nas atividades diárias.
O que causa?
Os mecanismos envolvidos incluem invasão de tecido endometrial na parede uterina, possivelmente por metaplasia, migração de células ou resposta anômala ao hormônio. No Brasil, a apresentação mais frequente é associada a alterações hormonais e ciclos inflamatórios repetidos que levam a espessamento e fibrose local. Fatores genéticos, imunológicos e ambientais contribuem, mas o padrão mais observado na prática é o de doença relacionada a ciclos menstruais e sensibilidade hormonal.
Como o médico confirma o diagnóstico?
O diagnóstico deste código repousa na correlação entre sintomas compatíveis e evidência de lesão uterina por exames de imagem ou achado cirúrgico/histológico. Ultrassonografia transvaginal e ressonância magnética costumam identificar espessamento miometrial ou áreas sugestivas; a confirmação definitiva pode vir de exame histológico quando tecido é obtido por cirurgia. Registre o CID quando há suporte clínico e de imagem ou anatomopatológico para lesão uterina.
Como costuma ser tratado?
O manejo pode ser conservador com acompanhamento clínico em mulheres sem sintomas incapacitantemente, ou envolver tratamento médico e/ou cirúrgico quando há dor intensa, sangramento ou comprometimento reprodutivo. A escolha do esquema terapêutico depende da gravidade dos sintomas, da expectativa reprodutiva e da resposta a intervenções anteriores, e pode variar entre controle sintomático e procedimentos para redução das lesões.
Que tipos de remédio costumam ser usados?
As classes de medicamentos empregadas em manejo incluem analgésicos para dor, anti-inflamatórios, agentes hormonais que modulam o ciclo menstrual e terapias que suprimem a atividade endometrial. A seleção entre essas classes depende do quadro clínico, efeitos colaterais e objetivos reprodutivos, e deve ser feita por um médico.
Quando procurar um médico?
Procure atendimento imediato se houver dor pélvica súbita e intensa, sangramento vaginal muito aumentado ou sinais de infecção (febre, descarga fétida), ou se houver piora rápida dos sintomas que impeça as atividades diárias. Agende avaliação médica se sintomas menstruais piorarem progressivamente, se houver dificuldades para engravidar após tentativa prolongada, ou se tratamentos iniciais não aliviarem o quadro.
Quantos dias de atestado?
Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento; o período é definido pelo médico que examinou, conforme o caso concreto — duas pessoas com o mesmo código podem receber períodos diferentes. Até 15 dias de afastamento o empregador paga o salário; do 16º dia em diante o INSS assume e exige perícia; atestados pelo mesmo motivo dentro de 60 dias somam para esses 15 dias. O CID do atestado é o critério que o perito usa para saber se os atestados somam como o mesmo motivo.
Para que um atestado seja aceito precisa conter identificação do paciente, período de afastamento, data, assinatura e o CRM do médico. A inclusão do CID no atestado depende da concordância do paciente; informar o diagnóstico ao empregador não é obrigatório, mas sem o código a soma dos 60 dias não pode ser verificada.
No caso da endometriose do útero, o curso é tipicamente crônico e recorrente, podendo haver períodos de piora ligados aos ciclos menstruais; por isso este diagnóstico entra em atestados quando há sintomas que limitam a atividade. A condição pode demandar acompanhamento, tratamentos repetidos ou intervenções cirúrgicas, e por vezes gerar incapacidade temporária para determinadas tarefas.
Como a doença tende a se manifestar em crises ou flutuações ao longo do tempo, a regra dos 60 dias é relevante: atestados sucessivos com o mesmo CID permitem ao perito avaliar continuidade do mesmo motivo. A presença do CID N80.0 no documento ajuda a consolidar o histórico de afastamentos para a mesma condição.
Que direitos este código envolve?
Este campo informa direitos processuais e trabalhistas básicos relacionados a atestados: os primeiros 15 dias são de responsabilidade do empregador e a partir do 16º dia é necessário perícia do INSS para continuidade do benefício. A inclusão do CID no atestado é voluntária, mas fundamental para a contagem conjunta dos 60 dias entre atestados pelo mesmo motivo.
Perguntas frequentes sobre N80.0
O que significa ter o CID N80.0 no atestado?
Significa que foi identificado quadro compatível com endometriose localizada no útero; o CID descreve a localização e ajuda a consolidar o histórico médico para fins administrativos.
A endometriose do útero é contagiosa?
Não, não é contagiosa; é uma condição relacionada ao próprio tecido uterino e aos ciclos hormonais da pessoa.
Que exame confirma este diagnóstico?
Exames de imagem como ultrassonografia transvaginal ou ressonância magnética suportam a suspeita; a confirmação definitiva pode vir de biópsia quando há material cirúrgico.
Com esse diagnóstico vou precisar de afastamento do trabalho?
Nem sempre; o afastamento depende da intensidade dos sintomas e da avaliação médica no caso concreto, não do código por si só.
Como diferenciar N80.0 de endometriose ovariana?
A diferenciação baseia-se na localização da lesão em imagem ou cirurgia: N80.0 refere-se ao útero, N80.1 aos ovários.
Códigos relacionados
Fontes e como esta página foi feita
- DATASUS — CID-10, bloco N80-N98
- OMS — ICD-10, versão 2019 (N80.0)
- Lei 8.213/1991, art. 60 — afastamento e auxílio por incapacidade
- Decreto 3.048/1999, art. 75 — soma de atestados em 60 dias
- Anvisa — Bulário Eletrônico
O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.