R07.1 Dor torácica ao respirar
Na dúvida entre códigos parecidos? Veja CID de dor torácica (dor no peito): todos os códigos que podem aparecer e o que diferencia cada um.
O que este código significa?
O código CID R07.1 indica dor no tórax associada especificamente ao ato de respirar (dor pleurítica ou torácica respiratória). Designa o sintoma de dor que piora na inspiração profunda, tosse ou movimento do tórax, sem presumir única causa etiológica. É usado quando a reclamação principal é essa relação clara com a respiração e quando não existe codificação definitiva para causa específica no momento. Não inclui dor torácica de origem exclusivamente esofágica, cardiológica precordial típica ou dor referida sem relação com o padrão respiratório.
O registro serve para comunicar e agrupar esse padrão clínico: em saúde pública e faturamento documenta a apresentação e orienta investigação, e para o paciente descreve um sinal que tem muitas causas, desde processos benignos de pleura ou costelas até doenças infecciosas, inflamatórias ou tromboembólicas que exigem investigação imediata.
Quando este código é usado?
Use R07.1 quando o sintoma principal relatado pelo paciente for dor no peito que piora com a respiração, inspiração profunda, tosse ou movimentação torácica, e não houver um diagnóstico definitivo estabelecido por outro código. Não se aplica quando existe diagnóstico confirmado que justifica outro código (por exemplo, pneumotórax, infarto agudo do miocárdio, pleurisia com causa identificada); nesses casos, codifica-se a causa específica como principal e R07.1 pode aparecer como adicional se ainda relevante.
Este código costuma aparecer na entrada do prontuário, em relatórios de emergência e em guias de auditoria quando a dor pleurítica é o problema relatado e a investigação inicial está em andamento.
Qual a diferença dos códigos parecidos?
R07.0 (Dor de garganta) — separa-se porque R07.0 refere dor localizada na garganta/faringe e não dor pleurítica; se a dor é sentida no tórax e piora com a respiração, o correto é R07.1. R07.2 (Dor precordial) — precordial refere dor central anterior associada a estruturas cardíacas; dor que se relaciona claramente com esforço ou tem sinais isquêmicos exige R07.2 ou um código de doença isquêmica, não R07.1. R07.3 (Outra dor torácica) — inclui dores torácicas que não estão ligadas especificamente à respiração; se a queixa é agravada por inspirar ou tossir, R07.1 é o critério de escolha. R07.4 — é para relatos vagos sem padrão; quando o paciente descreve melhora/piora clara com a respiração, R07.1 substitui o código inespecífico.
O que é?
R07.1 descreve a dor torácica cujo caráter predominante é pleurítico: dor que se intensifica com inspiração profunda, tosse ou movimentação do tórax. Manifesta-se como pontada ou queimação localizada em um hemitorax, podendo ser contínua ou intermitente e variar com a posição corporal. A intensidade varia de leve desconforto a dor intensa que limita a respiração.
O sintoma aparece em adultos e crianças; é frequente em consultas de emergência e ambulatório. Pacientes com doenças respiratórias, trauma torácico, processos pleurais inflamatórios ou tromboembolismo pulmonar costumam relatar esse padrão. Nem sempre indica gravidade, mas é um sinal que direciona investigação complementar.
Quais sintomas aparecem?
Principais sintomas associados: dor torácica unilateral ou localizada que piora na inspiração profunda, ao tossir ou ao mover o tórax; sensação de pontada ou ardor; respiração superficial por defesa respiratória; pode haver tosse, febre ou falta de ar associadas. Sintomas que aparecem cedo incluem dor aguda ao inspirar e respiração curta por tentativa de evitar dor. Sinais de agravamento incluem aumento progressivo da intensidade da dor, dispneia nova ou hipoxemia, taquicardia inexplicada, sudorese ou sinais de instabilidade hemodinâmica, que sugerem causas potencialmente graves como embolia pulmonar, pneumotórax ou infecção extensa.
O que causa?
Os mecanismos incluem inflamação ou irritação da pleura parietal (pleurite), contusão ou fratura de arcos costais, processo infeccioso pulmonar com envolvimento pleural, esforço ou tensão muscular intercostal, e dor referida de estruturas mediastinais. No Brasil, causas comuns na prática incluem pleurite associada a pneumonias, dorsalgias costais por trauma ou esforço, e dor pleurítica em doenças virais. Causas menos frequentes mas importantes são pneumotórax e tromboembolismo pulmonar, que podem provocar pleurisia isquêmica ou inflamatória.
Como o médico confirma o diagnóstico?
O código R07.1 é sustentado pela história clínica que demonstra relação nítida entre dor e ato respiratório e pelo exame físico com dor à palpação torácica ou atrito pleural. A confirmação da causa depende de exames complementares: radiografia de tórax, ultrassonografia torácica e, quando indicado, tomografia computadorizada do tórax ou exames laboratoriais. O registro R07.1 é apropriado quando ainda não há diagnóstico etiológico confirmado e a queixa respiratória é o foco; se um diagnóstico específico for estabelecido posteriormente, o código deve ser complementado ou substituído pelo código da causa.
Como costuma ser tratado?
O tratamento inicial é dirigido à causa provável: repouso respiratório relativo e alívio sintomático quando indicado, com monitorização de sinais vitais e suporte conforme necessidade. Se houver suspeita de infecção, tromboembolismo, pneumotórax ou outra condição grave, o manejo envolve medidas específicas hospitalares e intervenções urgentes. Em muitos casos de dor pleurítica por processos inflamatórios ou musculoesqueléticos, o seguimento ambulatorial e medidas físicas simples são parte do manejo, mas a decisão sobre local de tratamento e necessidade de internação depende da avaliação clínica e dos exames.
Que tipos de remédio costumam ser usados?
Classes de medicamentos empregadas de acordo com a causa incluem analgésicos e anti-inflamatórios para alívio sintomático, antibióticos quando há evidência de infecção bacteriana, anticoagulantes quando confirmada tromboembolia pulmonar e agentes específicos em outras condições diagnosticadas. A escolha da classe farmacológica e a prescrição são decisões clínicas que consideram diagnóstico, gravidade e comorbidades.
Quando procurar um médico?
Procure avaliação médica imediata se a dor torácica ao respirar surgir com falta de ar súbita, desmaio, sudorese fria, confusão, sinais de choque (palidez, pulso muito rápido ou muito fraco) ou se houver piora progressiva da dor e da respiração. Também é recomendável atenção urgente quando a dor aparece após trauma torácico significativo ou quando há febre alta associada à dor, pois esses sinais podem indicar condições que exigem intervenção rápida.
Quantos dias de atestado?
Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento; o período é definido pelo médico que examinou, pelo caso concreto — duas pessoas com o mesmo código podem receber períodos diferentes. Até quinze dias de afastamento quem paga o salário é o empregador; do décimo sexto dia em diante o INSS assume e passa a exigir perícia; atestados pelo mesmo motivo emitidos dentro de sessenta dias somam para esses quinze dias. A soma dos sessenta dias usa o CID do atestado para o perito verificar se a razão prática é a mesma, e é por isso que o código aparece na documentação.
Para que um atestado seja aceito como justificativa de ausência ele precisa conter identificação do paciente, o período de afastamento indicado, a data de emissão, assinatura do médico e o CRM. A inclusão do código CID no atestado depende da anuência do paciente; informar diagnóstico completo ao empregador não é obrigatório, mas sem o código a soma dos sessenta dias não pode ser verificada pelo INSS ou empregador quando aplicável.
Este código descreve um quadro sintomático agudo ou subagudo: dor torácica ao respirar costuma surgir como apresentação de processos pleurais, musculoesqueléticos ou respiratórios agudos e frequentemente se resolve com investigação e tratamento da causa. Em geral, R07.1 não representa uma condição crônica por si só, mas sim um sinal que exige avaliação e, ocasionalmente, afastamento se a dor limitar a função respiratória ou o trabalho.
R07.1 pode ou não implicar incapacidade temporária para o trabalho; essa avaliação depende da intensidade dos sintomas, do risco da atividade exercida pelo trabalhador e da necessidade de procedimentos diagnósticos ou terapêuticos. Quando o quadro tende a ser recorrente, a regra dos sessenta dias é relevante porque agrupa afastamentos pelo mesmo CID e influencia a transição entre pagamento pelo empregador e avaliação pericial do INSS.
Perguntas frequentes sobre R07.1
O que significa que meu atestado traz CID R07.1?
Significa que o profissional registrou como principal problema a dor no tórax que se agrava com a respiração; é uma descrição do sintoma, não necessariamente um diagnóstico definitivo, e indica necessidade de investigação para identificar a causa.
Preciso me preocupar sempre que sentir dor ao respirar?
Nem toda dor pleurítica é grave, mas sinais como falta de ar intensa, desmaio, febre alta ou piora rápida exigem avaliação médica imediata porque podem indicar condições que precisam de tratamento urgente.
O que confirma que a dor respiratória tem causa grave como embolia ou pneumotórax?
Exames de imagem como radiografia simples e, quando indicado, tomografia computadorizada do tórax ou ultrassom torácico, além da avaliação dos sinais vitais, ajudam a confirmar causas graves; o médico escolhe os exames conforme a suspeita clínica.
Se meu atestado tem CID R07.1, o INSS vai aceitar automaticamente o afastamento?
A aceitação depende do tempo de afastamento, do vínculo e da perícia; atestados curtos são pagos pelo empregador e afastamentos mais longos dependem de perícia do INSS, que avaliará documentação e exame clínico.
R07.1 é o mesmo que dor no coração?
Não; R07.1 descreve dor que piora com a respiração. Dor de origem cardíaca costuma ter características diferentes, como compressão ou aperto precordial e associação com esforço, e exige investigação específica para doenças cardíacas.
Leve estas perguntas
O que perguntar ao seu médico (5)
- O padrão da dor é pleurítico desde o início ou desenvolveu-se após esforço, trauma ou infecção?
- Há sinais de insuficiência respiratória, hipóxia ou instabilidade hemodinâmica associados à dor?
- A radiografia de tórax inicial foi suficiente para excluir pneumotórax, derrame ou consolidação focal, ou é necessária tomografia?
- Existe dor torácica à palpação que sugira origem costal ou musculoesquelética em vez de pleural?
- Se houver suspeita de tromboembolismo, qual exame de imagem e marcadores justificam mudança de código?
O que perguntar ao seu advogado (3)
- Este diagnóstico sintomático pode justificar afastamento para perícia trabalhista por incapacidade temporária?
- Como o registro de R07.1 em atestado influencia a contagem dos períodos para benefício previdenciário?
- Em perícia, quando um atestado com R07.1 é substituído por um laudo com diagnóstico específico, como isso afeta retroatividade e estabilidade do afastamento?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
- O plano exige diagnóstico definitivo para autorizar exames de imagem avançada quando R07.1 é o CID informado?
- Quais documentos o plano costuma requerer para cobertura de internação quando a queixa inicial foi registrada como R07.1?
- A inclusão do CID R07.1 em guia de autorização afeta a pré-autorização de procedimentos relacionados ao tórax?
Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.
Códigos relacionados
Fontes e como esta página foi feita
- DATASUS — CID-10, bloco R00-R09
- OMS — ICD-10, versão 2019 (R07.1)
- Lei 8.213/1991, art. 60 — afastamento e auxílio por incapacidade
- Decreto 3.048/1999, art. 75 — soma de atestados em 60 dias
- Anvisa — Bulário Eletrônico
O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.