S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha

  • contusão digital
  • hematoma no dedo
  • esmagamento superficial do dedo

Em palavras simples

O código CID S60.0 significa que você teve uma contusão em um ou mais dedos sem que a unha tenha sido rasgada ou que o osso tenha se quebrado. Em palavras simples, é um machucado por pancada que atingiu a pele e os tecidos em volta do dedo, causando dor e hematoma, mas sem ferida aberta na unha nem fratura comprovada.

Logo após o acidente é comum sentir dor aguda no local, ver o dedo inchado e uma mancha roxa (hematoma). Pode haver dificuldade para segurar objetos ou dobrar o dedo normalmente. Às vezes o inchaço e a dor melhoram em dias; em outras, a recuperação leva semanas até a função voltar ao habitual.

Na maior parte dos casos não é uma lesão grave nem contagiosa. O curso costuma ser benigno e ambulatorial: o médico ou o serviço de saúde irá confirmar que não há fratura ou ruptura da unha e orientar cuidados para aliviar a dor e proteger o dedo. Em geral não há necessidade de cirurgia.

O passo seguinte costuma ser uma avaliação médica com inspeção do dedo e, se houver suspeita de fratura, uma radiografia. Se tudo indicar contusão simples, haverá orientações sobre repouso relativo, proteção e sinais para retorno. Em alguns casos o empregador pode solicitar atestado; isso será documentado conforme a limitação funcional e as normas aplicáveis.

Em casa, observe se a dor ou o inchaço pioram, se surge febre, se aparece vermelhidão intensa ou secreção, ou se há dormência e perda de movimento. Esses são motivos para procurar atendimento novamente. Se notar deformidade óbvia, sangramento sob a unha que aumenta muito ou incapacidade de mover o dedo, busque avaliação urgente.

O que este código significa?

O CID S60.0 designa contusão de um ou mais dedos sem lesão da unha. Refere-se a um trauma direto que causa dor, inchaço e hematoma da pele e tecidos moles do dedo, mas sem ruptura da placa ungueal, avulsão da unha ou fratura óssea comprovada. Aparece após impacto, esmagamento leve ou queda sobre o dedo. Não inclui lesões que envolvam laceração extensa, perda de substância, lesão da matriz ungueal, ferida aberta, fratura (S62.*) ou luxação. Este código orienta codificação quando há lesão superficial e sinais inflamatórios locais, sem necessidade de cirurgia imediata nem reparo ungueal.


Quando este código é usado?

Usa-se CID S60.0 quando o paciente apresenta dor localizada no dedo, equimose (mancha roxa), edema e sensibilidade ao toque após um trauma direto, com exame que não demonstra ruptura da unha, lesão aberta significativa nem evidência radiográfica de fratura. Se houver ruptura ou avulsão ungueal, outro código é mais apropriado; se a radiografia mostrar fratura, deve-se migrar para S62.*.

Qual a diferença dos códigos parecidos?

S62.5 (Fratura do(s) dedo(s) da mão): presença de deslocamento ou solução de continuidade óssea em radiografia separa a fratura da contusão; dor intensa à palpação focal sobre linha de fratura e deformidade sugerem S62.5. S60.2 (Contusão de outras partes do punho e da mão): usado quando o trauma afeta face palmar, dorosa e sem relação direta com dedo isolado; se a lesão estiver restrita ao(s) dedo(s), usar S60.0. S61.2 (Lesão da unha com perda ou ferida): presença de ruptura da unha, avulsão ou exposição da matriz ungueal indica S61.2, não S60.0. S60.1 (Contusão de mão com lesão da unha) não confundir; qualquer lesão que envolva explicitamente a placa ungueal exige S60.1 ou S61.2 conforme a extensão.

O que é?

Contusão de dedo(s) é uma lesão por trauma direto que atinge pele, tecido subcutâneo e estruturas periungueais sem ruptura da placa ungueal nem fratura óssea identificada. Manifesta-se por dor localizada, inchaço, equimose e sensibilidade, frequentemente após impacto com objeto, porta, bola ou esmagamento leve.
A condição costuma ocorrer em pessoas de todas as idades, especialmente em atividades manuais, esportes ou acidentes domésticos. Trabalhos com uso intenso das mãos e crianças que manipulam objetos pesados têm maior risco; a maioria é tratada de forma conservadora em ambulatório.

Quais sintomas aparecem?

Dor aguda localizada no dedo, geralmente imediata após o trauma, que reduz com repouso e proteção. Inchaço e calor local aparecem cedo e vêm acompanhados de equimose ou escurecimento da pele; sensibilidade à palpação sobre a área lesada é comum. Limitação funcional discreta, como dificuldade para segurar objetos, é frequente. Sinais que indicam agravamento incluem aumento progressivo da dor, formação de hematoma subungueal crescente, dormência persistente, deformidade visível ou perda importante de função, que sugerem complicações como fratura, lesão ungueal ou síndrome compartimental localizada.

O que causa?

Mecanismo típico é impacto direto ou esmagamento do dedo contra uma superfície ou objeto (porta, martelo, equipamento esportivo), gerando contusão de tecidos moles e vasos subcutâneos. No contexto brasileiro, acidentes domésticos (fechamento de porta, manipulação de ferramentas) e traumas ocupacionais leves são as causas mais comuns. A força aplicada pode produzir hematoma subcutâneo e edema sem romper a unha; forças maiores ou anguladas aumentam risco de fratura ou lesão ungueal que mudariam o código.

Como o médico confirma o diagnóstico?

O diagnóstico de CID S60.0 baseia-se na história de trauma direto e no exame físico que mostra dor, edema e equimose do(s) dedo(s) sem ruptura ungueal nem sinais de lesão aberta. Radiografia pode ser solicitada para excluir fratura quando houver dor focal intensa, sensibilidade óssea ou deformidade; ausência de fratura em imagem suporta o uso de S60.0. A documentação clínica deve descrever claramente ausência de lesão ungueal e os achados que justificam a classificação como contusão.

Como costuma ser tratado?

O manejo padrão é conservador e ambulatorial, com medidas para controle de dor, proteção do dedo, observação de evolução e orientação sobre sinais de alarme. Em geral, não há necessidade de intervenção cirúrgica se mantidas integridade da unha e ausência de fratura. Procedimentos como drenagem de hematoma subungueal ou reparo ungueal só são indicados quando há comprometimento especifico, o que altera a codificação.

Que tipos de remédio costumam ser usados?

Analgésicos e anti-inflamatórios de uso ambulatorial são as classes mais utilizadas para controle sintomático; em presença de dor intensa, medicamentos prescritos pelo profissional podem ser considerados. Antibióticos não são rotineiros a menos que haja lesão aberta contaminada ou sinais de infecção; tópicos cicatrizantes são usados quando há lesão cutânea associada.

Quando procurar um médico?

Procurar avaliação imediata se houver deformidade evidente, perda de mobilidade do dedo, dormência persistente, aumento progressivo da dor ou hematoma subungueal grande que comprometa a unha. Agendar reavaliação em caso de piora do inchaço, sinais de infecção (vermelhidão progressiva, febre) ou se a função manual não melhorar nas primeiras semanas. Busca por atendimento também é indicada quando houver dúvida diagnóstica ou necessidade de afastamento laboral certificado.

Quantos dias de atestado?

Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento; o período é definido pelo médico que examinou, com base no caso concreto — duas pessoas com o mesmo CID podem receber períodos diferentes.

Na prática legal, o empregador paga o salário nos afastamentos de até 15 dias; do 16 dia em diante o INSS assume e passa a exigir perícia; atestados emitidos pelo mesmo motivo dentro de 60 dias são somados para apurar esses 15 dias. A verificação da continuidade do mesmo motivo usa o CID registrado no atestado, que serve ao perito para identificar se se trata da mesma condição.

Para que um atestado seja aceito administrativamente, ele precisa conter a identificação do paciente, o período de afastamento indicado, a data de emissão, a assinatura e o número do CRM do médico responsável. A inclusão do CID só ocorre com anuência do paciente: não é obrigatório informar o diagnóstico ao empregador, mas sem o código não há como somar os atestados dentro do prazo de 60 dias para efeitos do limite de 15 dias pagos pelo empregador.

O CID S60.0 descreve uma contusão de dedo(s) sem lesão da unha, um quadro agudo decorrente de trauma direto a tecidos moles que tende a evoluir de forma autolimitada e tratada de modo conservador em ambulatório. Não se trata de uma condição crônica; em geral não envolve reparo cirúrgico nem incapacidade laboral prolongada, embora possa reduzir temporariamente a função do dedo. Quando há recorrência de episódios por novos traumas, a regra dos 60 dias fica relevante, porque atestados com o mesmo CID dentro desse intervalo são considerados para somar o período em que o empregador é responsável pelo pagamento.

Perguntas frequentes sobre S60.0

O que exatamente significa receber o CID S60.0 no meu prontuário?

Significa que o registro clínico descreve uma contusão no(s) dedo(s) sem lesão da unha nem fratura conhecida; é um diagnóstico de trauma localizado que orienta cuidados conservadores.

Preciso fazer radiografia se me deram S60.0?

Nem sempre; a radiografia é indicada quando há dor focal intensa, deformidade ou suspeita de fratura. Ausência de fratura em imagem apoia o uso de S60.0.

Esse código justifica afastamento do trabalho?

O código documenta a lesão, mas a concessão de afastamento depende da avaliação clínica, da limitação funcional e da perícia conforme regras do empregador ou previdência.

S60.0 pode virar outro código depois?

Sim, se surgir evidência de fratura, lesão ungueal grave ou infecção, o diagnóstico e o código devem ser atualizados para o correspondente (por ex., S62.*, S61.2).

Há risco de infecção com uma contusão sem lesão da unha?

O risco é baixo quando não há ferida exposta, mas sinais de infecção como aumento de vermelhidão, calor, pus ou febre exigem reavaliação médica.

Quanto tempo costuma levar a recuperação?

Varia com a gravidade; muitas contusões melhoram nas semanas seguintes, mas a recuperação completa da função pode levar mais tempo se houver hematoma extenso ou rigidez.

Leve estas perguntas

O que perguntar ao seu médico (3)
  • Há dor focal óssea ou deformidade que justificaria solicitar radiografia?
  • A placa ungueal está íntegra ou há hematoma subungueal que exigiria drenagem?
  • Qual a limitação funcional atual e necessidade de atestado/retorno clínico para reavaliação?
O que perguntar ao seu advogado (3)
  • Este episódio com CID S60.0 pode justificar afastamento remunerado em perícia trabalhista?
  • Que documentação clínica adicional fortalece pedido de estabilidade ou auxílio-doença por lesão ocupacional?
  • Como comprovar nexo causal entre atividade laboral e o CID S60.0 em exame pericial?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
  • A cobertura para radiografia e consulta de urgência associada ao CID S60.0 exige autorização prévia?
  • O plano pode negar cobertura de procedimento específico (por ex., drenagem de hematoma) registrado com CID S60.0?
  • Qual documentação a operadora costuma solicitar para autorizar imobilização ou órtese após CID S60.0?

Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.

Fontes e como esta página foi feita

O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.

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