S91.3 — Ferimento de outras partes do pé
- ferida em região plantar não especificada
- laceracao em parte do pé nao especificada
- corte em área do pé nao classificada
Em palavras simples
Este código significa que você teve um corte, laceração ou perfuração em alguma parte do pé que não corresponde aos códigos específicos para dedos, calcanhar ou tornozelo. Em palavras simples: há uma ferida localizada no pé que foi registrada de forma geral porque o lugar exato não está classificado em outra categoria mais específica.
O que você provavelmente sente é dor no local, sangramento no momento do acidente e, depois, inchaço e vermelhidão ao redor da ferida. Pode haver dificuldade para apoiar o pé ou caminhar dependendo do tamanho e da profundidade da lesão. Se algo entrou no pé (como um prego ou vidro), pode haver um ponto visível de perfuração.
Na maioria dos casos, a ferida não representa risco de “pegar” de outra pessoa; não é doença contagiosa. A gravidade depende da profundidade e de estruturas atingidas: muitas são simples e tratadas em ambulatório, outras exigem cuidados mais aprofundados se tendões, osso ou articulações estiverem expostos. O tempo de recuperação varia bastante, desde poucos dias até semanas, conforme o tamanho da ferida e a cicatrização.
O passo seguinte costuma ser a limpeza cuidadosa da ferida, avaliação por profissional de saúde, possivelmente remoção de qualquer corpo estranho, e cobertura adequada. Às vezes são solicitados exames de imagem se houver suspeita de objeto dentro do pé ou fratura. Haverá orientação sobre sinais a observar e provável retorno para troca de curativo ou revisão. A necessidade de afastamento do trabalho depende de quanto o pé está afetado e das exigências da atividade da pessoa.
Em casa, observe se a dor aumenta muito, se o sangramento não estanca, se surge pus, calor excessivo na pele, febre ou perda de sensibilidade/movimento no pé. Esses são sinais para procurar atendimento imediatamente. Para pequenas feridas sem sinais de agravamento, siga as orientações recebidas no serviço de saúde e compareça ao retorno marcado. Documentos e atestados emitidos pelo profissional descrevem o local da ferida e a conduta tomada, o que costuma ser necessário para justificar faltas ou afastamentos.
O que este código significa?
O CID S91.3 designa ferimentos agudos localizados em partes do pé que não são classificadas nas outras subdivisões de S91. Trata-se de cortes, lacerações, contusões com solução de continuidade ou pequenas perfurações em áreas do pé distintas do tornozelo, calcanhar ou dedos quando não há código mais específico. Inclui ferimentos por instrumento cortante, perfurante ou por impacto em áreas como dorso, região medial/lateral do pé ou planta quando não cobertos por outro código. Não inclui ferimentos de dedos (S91.0–S91.2), nem ferimentos do tornozelo (S90) ou lesões fechadas sem solução de continuidade predominante.
Quando este código é usado?
Usa-se este código quando a lesão aberta ou perfurante está no pé, mas não se enquadra nas subdivisões específicas para dedos, calcanhar ou tornozelo, e quando o relato clínico e o exame físico confirmam solução de continuidade ou ferida cutânea ativa naquela parte do pé. O código registra a localização do ferimento no pé e não o agente causador específico nem complicações que exigiriam códigos adicionais.
Qual a diferença dos códigos parecidos?
S91.0 — Ferimento do polegar do pé: S91.0 refere-se a ferimentos localizados especificamente no primeiro dedo do pé; S91.3 inclui outras partes do pé fora dos dígitos. Critério: localização anatômica documentada no exame físico.
S91.1 — Ferimento dos outros dedos do pé: S91.1 é para dedos numerados além do primeiro; se a ferida está no dorso ou planta e não em dedo, usar S91.3.
S90.2 — Ferimento do tornozelo: S90.2 aplica-se quando a solução de continuidade envolve a região do tornozelo; se a lesão é claramente no pé distal ao tornozelo, usar S91.3.
Tetanus (A35-A36 e outros capítulos): a presença de risco de tétano não redefine o código anatômico; S91.3 permanece para a ferida e códigos específicos de imunização ou profilaxia são adicionados conforme documentação.
O que é?
Ferimento de outras partes do pé é uma categoria para descrever qualquer solução de continuidade da pele ou perfuração em áreas do pé que não sejam dedos, calcanhar ou tornozelo quando o local não está melhor especificado por outro código. Manifesta-se como corte, laceração, abrasão profunda ou perfuração, frequentemente com sangramento, dor local e compromisso da pele e tecidos subcutâneos.
Pacientes que apresentam esse tipo de ferimento costumam ser adultos e crianças após trauma doméstico, quedas, objetos cortantes ou perfurantes, e acidentes de trabalho ou de trânsito. A gravidade varia desde pequenas feridas que apenas requerem cuidados locais até lesões que envolvem estruturas mais profundas e necessitam de sutura ou intervenção.
Quais sintomas aparecem?
Os sintomas imediatos incluem dor localizada, sangramento e presença visível de solução de continuidade da pele. Inchaço e vermelhidão geralmente aparecem cedo e indicam reação inflamatória local. Dificuldade para caminhar ou apoiar o peso do corpo sobre o pé sugere maior comprometimento funcional. Sinais que indicam agravamento são sangramento persistente que não cessa com compressão, sinais de infecção (aumento progressivo da dor, calor local, pus, febre), perda sensorial ou vibração, e exposição óbvia de estruturas profundas como tendões ou osso.
O que causa?
Os mecanismos incluem trauma cortante por facas, cacos, vidro ou ferramentas; perfurações por pregos, agulhas ou materiais pontiagudos; e lacerações por impacto em arestas ou superfícies ásperas. No Brasil, as causas mais comuns na prática são quedas em ambientes domésticos e urbanos, contato com materiais de construção em obras e acidentes com vidro ou metal em atividades diárias. Ferimentos em pés desprotegidos, por exemplo ao caminhar descalço, também são causa frequente de perfurações.
Como o médico confirma o diagnóstico?
O diagnóstico baseia-se no exame físico detalhado do pé, com inspeção da localização, extensão, profundidade da ferida, presença de corpo estranho visível e avaliação de função neurovascular distal. Documenta-se se há exposição de tendão, osso ou articulação, e se existe comprometimento sensorial ou de movimento. A confirmação que sustenta S91.3 é a descrição da ferida localizada em parte do pé que não corresponde a outros códigos específicos; imagens ou radiografia podem ser solicitadas quando há suspeita de corpo estranho, fratura associada ou lesão articular.
Como costuma ser tratado?
O manejo varia conforme profundidade e complexidade: limpeza e desbridamento, remoção de corpo estranho quando presente e cobertura da ferida. Lesões superficiais podem ser tratadas de forma ambulatorial; feridas profundas com exposição de estruturas exigem avaliação especializada. A duração do acompanhamento e necessidade de procedimentos adicionais dependem da extensão da lesão e da evolução clínica, incluindo sinais de infecção ou perda de função.
Que tipos de remédio costumam ser usados?
Classes de medicamentos utilizadas no manejo incluem analgésicos para controle da dor, anti-inflamatórios conforme avaliação clínica e antibióticos quando há sinal de infecção ou risco aumentado de contaminação. Imunoprofilaxia antitetânica é considerada conforme história vacinal e mecanismo da lesão, mas sua indicação e registro devem constar na documentação clínica.
Quando procurar um médico?
Procurar atendimento imediato se houver sangramento que não cessa com pressão direta, exposição de estruturas profundas (tendão, osso), sinais de infecção local ou sistêmica, perda de sensibilidade ou movimento no pé, ou se a ferida foi causada por material sujo, enferrujado ou por mordida animal. Para ferimentos pequenos sem esses sinais, avaliação em serviço de urgência ou ambulatório em prazo breve é apropriada para limpeza e avaliação.
Quantos dias de atestado?
Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento; o período é definido pelo médico que examinou o caso concreto — duas pessoas com o mesmo CID podem receber períodos diferentes.
Até 15 dias de afastamento quem paga o salário é o empregador (Lei 8.213/91, art. 60, parágrafo 3); do 16º dia em diante o INSS assume e passa a exigir perícia. A legislação também prevê que atestados pelo mesmo motivo dentro de 60 dias são somados para fins desses 15 dias (Decreto 3.048/99, art. 75).
Na prática, o perito usa o CID do atestado para verificar se a condição é a mesma ao aplicar a regra dos 60 dias — é o CID que identifica, na perícia, se os episódios correspondem à mesma causa. Essa é a razão prática pela qual o código aparece no documento, e pouca gente sabe dessa função.
Para que um atestado seja aceito ele precisa conter identificação do paciente, o período de afastamento, a data, a assinatura e o CRM do médico. O CID só entra com anuência do paciente — informar o diagnóstico ao empregador não é obrigatório — e, sem o código, a soma dos 60 dias não pode ser verificada pelo empregador ou pelo INSS.
Especificamente para S91.3 (ferimento de outras partes do pé), trata‑se tipicamente de um quadro agudo decorrente de solução de continuidade da pele por corte, laceração ou perfuração, que costuma evoluir como incidente localizado e requer acompanhamento para resposta da ferida. A incapacidade para trabalho depende da profundidade e da localização da lesão e, portanto, pode ou não existir conforme o caso concreto; muitas vezes o registro é para acompanhar e documentar o atendimento ambulatorial, e quando há episódios recorrentes ou novos atestados relacionados à mesma lesão a regra dos 60 dias é relevante para a soma dos períodos pagos pelo empregador antes de eventual avaliação do INSS.
Que direitos este código envolve?
Registros clínicos claros da causa ocupacional ou acidente de trabalho são essenciais para fins de perícia e benefício. A caracterização como acidente de trabalho depende de investigação e documentação e não do código isoladamente; o CID é parte da documentação, não determinante automático de concessão de benefícios.
Perguntas frequentes sobre S91.3
O que exatamente significa receber o código CID S91.3?
Significa que foi registrada uma ferida localizada em parte do pé que não se enquadra nos códigos específicos para dedos, calcanhar ou tornozelo; descreve localização e natureza da lesão, não uma doença contagiosa.
Preciso me preocupar com contaminação ou infecção após esse tipo de ferimento?
Há risco de infecção dependendo do mecanismo e da limpeza da ferida; sinais como aumento da dor, vermelhidão progressiva, pus ou febre justificam avaliação imediata.
Esse código garante afastamento do trabalho?
O código em si não garante afastamento; o atestado médico e a descrição das limitações funcionais fundamentam eventual tempo de afastamento conforme a necessidade clínica e regras do empregador/seguradora.
Quais exames costumam ser pedidos quando meu pé foi ferido?
Radiografia é comum se há suspeita de corpo estranho radiopaco ou fratura; ultrassom pode ser usado para corpos estranhos não radiopacos; exames laboratoriais são reservados para sinais de infecção.
Como se distingue S91.3 de um ferimento em dedo do pé?
Pela localização anatômica documentada: se a ferida está em um dos dígitos, usa-se o código específico do dedo; se está no dorso, planta ou lateral do pé e não em dedo, registra-se S91.3.
Leve estas perguntas
O que perguntar ao seu médico (5)
- Local exato e extensão da solução de continuidade estão claramente descritos no exame físico?
- Há exposição de tendões, osso ou articulação que justificaria mudança de código ou inclusão de códigos adicionais?
- Foi realizado exame de imagem para excluir corpo estranho ou fratura associada?
- Existe sinal clínico de infecção no momento da avaliação que altere a conduta?
- Qual é a avaliação neurovascular distal e ela muda a urgência do tratamento?
O que perguntar ao seu advogado (3)
- O evento foi corretamente documentado como acidente de trabalho ou trajeto, com local e circunstâncias descritas no prontuário?
- A incapacidade temporária foi registrada com fundamentação clínica e previsão de duração no atestado médico?
- Há documentação fotográfica e laudo que permitam correlação entre o ferimento e a incapacidade declarada?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
- O procedimento cirúrgico para limpeza/procedimento local exige pré-autorizaçao conforme cobertura do contrato?
- O plano exige código CID específico na guia para autorizar materiais ou procedimentos relacionados ao tratamento do ferimento?
- Há período de carência aplicável a procedimentos ambulatoriais ou hospitalares relacionados a trauma neste contrato?
Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.
Códigos relacionados
Fontes e como esta página foi feita
- DATASUS — CID-10, bloco S90-S99
- OMS — ICD-10, versão 2019 (S91.3)
- Lei 8.213/1991, art. 60 — afastamento e auxílio por incapacidade
- Decreto 3.048/1999, art. 75 — soma de atestados em 60 dias
- Anvisa — Bulário Eletrônico
O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.