S91 — Ferimentos do tornozelo e do pé
- ferimento no pé
- ferimento no tornozelo
- laceração do pé
- ferida aberta no tornozelo
O CID S91 designa ferimentos do tornozelo e do pé, incluindo cortes, lacerações, perfurações e outras feridas abertas localizadas nessas áreas. Aparece quando há lesão tegumentar ou de tecidos moles do pé ou tornozelo documentada por exame clínico. Não inclui fraturas ósseas (S92) nem entorses, luxações ou distensões ligamentares (S93). Também não cobre traumas superficiais sem ferida aberta que pertençam a outros códigos do bloco S90-S99.
Em palavras simples
Receber o código CID S91 significa que você teve um ferimento no pé ou no tornozelo que rompeu a pele — um corte, um rasgo, uma perfuração ou outra ferida aberta. É uma descrição do tipo de lesão e do local: o foco é a pele e os tecidos superficiais do pé/tornozelo, não necessariamente um osso quebrado nem uma torção de ligamento. O objetivo do registro é identificar onde e que tipo de machucado você teve.
Provavelmente você está sentindo dor no local, pode ter sangramento, e vê uma ferida com bordas abertas ou sujeira. Pode haver inchaço ao redor, dificuldade para apoiar o pé e, dependendo da profundidade, sensação alterada (formigamento ou dormência) se nervos foram afetados. Se o ferimento for sujo ou causado por mordida, há mais chance de inflamação ou infecção depois.
Na maioria dos casos, esses ferimentos não são ‘contagiosos’ no sentido de pegar outra pessoa, mas a preocupação é a infecção local. A gravidade varia: muitos são tratados de forma ambulatorial, com limpeza e cuidado local; outros, mais profundos ou com exposição de estruturas internas, exigem cirurgia ou cuidados mais complexos e tempo maior de recuperação. O tempo de recuperação depende do tamanho e da profundidade da ferida e se houve dano a tendões ou vasos.
O passo seguinte costuma ser a avaliação detalhada por um profissional, registro e fotografias da ferida, limpeza adequada e decisão sobre sutura ou intervenção. Às vezes são solicitados raios‑X se houver suspeita de fratura ou corpo estranho. Você pode receber orientações de curativos e retorno para revisão; quando houver trabalho físico, pode ser necessário afastamento temporário documentado em atestado, dependendo da função e da gravidade.
Em casa, observe sinais de alerta: sangramento que não para com pressão, dor que piora, aumento do inchaço, calor, vermelhidão crescente, secreção purulenta ou febre. Se notar perda de sensibilidade, palidez ou frio nos dedos, procure emergência. Para feridas pequenas e limpas, mantenha o local limpo, evite molhar desnecessariamente e siga as orientações recebidas no atendimento.
Quando usar este código
Usa-se S91 quando o atendimento registra ferimento localizado no pé ou tornozelo que envolve ruptura da pele, perda tecidual, ou perfuração, sem evidência inicial de fratura que mudaria o código para S92. Manifesta-se por dor localizada, sangramento, ferida visível e possível contaminação. Pacientes de todas as idades podem apresentar S91, mais frequente em adultos jovens e trabalhadores expostos a cortes, quedas ou ferimentos por objetos pontiagudos, e em idosos após quedas.
Não confunda com
S90 (Traumatismo superficial do tornozelo e do pé): S90 refere-se a lesões cutâneas superficiais sem laceração significativa, como contusões e abrasões. Se há ruptura aberta da pele com possibilidade de sutura, o código correto é S91.
S92 (Fratura do pé (exceto do tornozelo)): S92 cobre fraturas ósseas documentadas por imagem; se houver fratura associada a ferida aberta, os códigos combinados incluem S92 com indicação de ferida aberta conforme regras locais, não S91 isolado.
S93 (Luxação, entorse e distensão das articulações e dos ligamentos ao redor do tornozelo e do pé): S93 descreve lesões ligamentares articulares sem ferida aberta; presença de entorse isolada sem laceração é S93, enquanto laceração cutânea visível direciona para S91.
O que é
S91 descreve ferimentos do tornozelo e do pé, isto é, lesões que rompem a pele e afetam os tecidos moles locais nessas regiões. São incluídos cortes, lacerações, perfurações, avulsões e outras feridas abertas que possam necessitar de limpeza, sutura, desbridamento ou cuidados locais.
Essas lesões costumam se manifestar por dor focal, sangramento, inchaço e perda de pele; podem acompanhar danos a tendões, nervos ou vasos, e variar do arranhão superficial à perda tecidual extensa. O código se aplica quando o exame clínico registra a ferida sem prevalência de fratura ou lesão ligamentar dominante.
Sintomas
Principais sintomas incluem dor localizada no pé ou tornozelo, sangramento ativo ou recente, ferida visível com bordas irregulares, drenagem contaminada ou corpo estranho aparente. Sintomas que aparecem cedo são dor intensa, sangramento e incapacidade funcional imediata para apoiar o pé. Sinais que indicam agravamento são hemorragia que não controla com medidas locais, aumento da dor e do inchaço, sinais de infecção (vermelhidão crescente, calor local, pus) e perda sensorial ou palidez distal, que sugerem dano vascular ou nervoso.
Causas
Os mecanismos incluem trauma cortante por objetos afiados (quebras de vidro, ferramentas), perfurações por pregos ou materiais pontiagudos, lacerações em quedas ou esmagamentos parciais, e avulsões por máquinas ou portas. No Brasil, causas comuns na prática são acidentes domésticos, acidentes de trabalho em construção e manuseio de ferramentas, e ferimentos em vias públicas por quedas sobre detritos. Lesões por mordedura de animal também podem resultar em ferimentos do pé com alto risco de contaminação.
Como é diagnosticado
O diagnóstico de S91 baseia-se no exame clínico que documenta ferida aberta no pé ou tornozelo. A anamnese deve localizar o mecanismo, horário e presença de corpo estranho; o exame descreve tamanho aproximado, profundidade aparente, sinais de contaminação, exposição de estruturas profundas (tendão, osso) e avaliação neurovascular distal. Radiografia ou outros exames de imagem não são obrigatórios para o código em si, mas são solicitados se houver suspeita de corpo estranho profundo ou fratura, o que mudaria a codificação.
Como costuma ser tratado
O manejo inicial documentado inclui limpeza e desbridamento da ferida, controle de sangramento, avaliação de necessidade de sutura ou enxertia, e profilaxia contra contaminação conforme risco. Muitas feridas menores são tratadas de forma ambulatorial; feridas complicadas por exposição de estruturas profundas, contaminação importante ou risco de perda tecidual podem requerer intervenção cirúrgica e seguimento. O registro clínico deve detalhar procedimento realizado, curativos e indicações para retorno.
Classes de medicamentos
Classes de medicamentos envolvidas no cuidado incluem analgésicos para controle da dor, agentes tópicos para limpeza e cicatrização local, e antibióticos quando há risco aumentado de infecção por contaminação ou mordedura. Em casos específicos, pode haver necessidade de imunoprofilaxia tetânica conforme histórico vacinal. A prescrição específica depende de avaliação clínica e protocolos locais.
Quando procurar ajuda
Procurar atendimento imediato se a ferida apresenta sangramento contínuo que não cessa com pressão, perda de sensibilidade ou palidez dos dedos (sinais de comprometimento vascular ou nervoso), dor progressiva intensa, sinais de infecção como febre ou drenagem purulenta, ou se a ferida foi causada por mordedura animal ou material contaminado. Para feridas pequenas e limpas sem esses sinais, procurar serviço de saúde para avaliação e cuidados adequados dentro de poucas horas.
Uso em atestado
Atestados e relatórios clínicos devem descrever local anatômico (pé ou tornozelo), natureza da lesão (laceração, perfuração), procedimentos realizados (limpeza, sutura) e restrições funcionais temporárias quando aplicáveis. Tempo de afastamento não está padronizado no código; deve constar justificativa clínica detalhada no documento pericial.
Direitos e benefícios
Direitos trabalhistas e benefícios por afastamento dependem de nexo entre acidente e atividade laboral, estabilidade e legislação vigente. O registro do CID em guias e laudos é informação clínica, não garante automaticamente concessões; questões de indenização ou auxílio-doença devem ser tratadas em perícia ou via jurídica com base em documentação e legislação aplicável.
Perguntas frequentes sobre S91
O que exatamente significa receber o código CID S91 no meu atestado?
Significa que o profissional registrou um ferimento aberto localizado no pé ou tornozelo. É uma classificação do tipo de lesão e da sua localização, usada para relatórios clínicos e guias administrativas.
Preciso me preocupar com contaminação ou infecção após um ferimento classificado como S91?
Há risco de infecção especialmente se a ferida foi suja, causada por mordida ou contém corpo estranho. O serviço de saúde avalia esse risco e indica medidas de limpeza e, se necessário, antibióticos.
Recebi S91, mas também sinto dor ao apoiar o pé; pode ser fratura?
S91 por si só identifica ferida aberta; se houver suspeita de fratura a equipe pode solicitar imagem e o registro pode passar a incluir S92. A investigação por imagem esclarece presença de fratura.
Esse código garante afastamento do trabalho?
O código descreve a lesão, mas o afastamento depende da avaliação clínica da capacidade funcional e das regras do empregador ou da Previdência. O atestado deve detalhar limitações e duração prevista.
Quais exames são mais comuns depois de um ferimento no pé?
Além do exame clínico, a radiografia é comum quando há suspeita de fratura ou corpo estranho; outros exames podem ser solicitados conforme a complexidade da lesão.
Leve estas perguntas
O que perguntar ao seu médico (5)
- Qual a profundidade real da ferida e há exposição de estruturas profundas como tendões ou osso?
- Existe suspeita de fratura associada que exigiria alteração do CID para S92?
- Há corpo estranho penetrante não visível em exame clínico que necessite imagem específica?
- Qual é o estado neurovascular distal (sensibilidade, perfusão) e isso muda a conduta imediata?
- A ferida tem sinais de contaminação por matéria orgânica ou mordedura que justifiquem antibioterapia profilática?
O que perguntar ao seu advogado (3)
- O acidente ocorreu durante jornada de trabalho e existe documento que comprove o nexo causal entre função e ferimento?
- Qual a duração provável de incapacidade para as atividades habituais com base nas estruturas atingidas?
- Há documentação de procedimentos realizados e atestados que sustentem pedido de indenização ou benefício previdenciário?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
- O procedimento para limpeza, sutura ou desbridamento do pé/tornozelo exige autorização prévia segundo a cobertura contratual do plano?
- O plano exige guia com CID S91 para autorizar procedimentos ambulatoriais relacionados a ferimentos do pé?
- Quais documentos e laudos são necessários para avaliar cobertura de cirurgia de revisão ou enxertia por ferimento no pé?
Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.