S90 — Traumatismo superficial do tornozelo e do pé
- contusão do tornozelo
- contusão do pé
- trauma superficial do tornozelo
- lesão cutânea e de partes moles do pé
Em palavras simples
Este código significa que o problema identificado é uma lesão superficial no tornozelo ou no pé, como uma pancada, um hematoma ou uma contusão. Não descreve uma fratura ou uma ferida profunda: diz apenas que a parte externa e as camadas superficiais (pele, tecido subcutâneo, músculo superficial) foram afetadas por um golpe ou torção.
Você provavelmente sente dor no local atingido, inchaço e pode ver uma mancha arroxeada (hematoma). Apoiar o pé pode estar desconfortável; caminhar pode ser possível, mas limitado. Às vezes, a área fica quente e sensível ao toque. Em geral a dor é localizada e não costuma vir com febre, a menos que haja outra complicação.
Na maioria dos casos não é algo grave nem contagioso. A recuperação costuma ser em dias a algumas semanas, dependendo da intensidade do trauma e do seu nível de atividade. Pessoas que caminham muito, trabalham em pé ou praticam esportes podem demorar um pouco mais para voltar ao normal. Se houver dúvida sobre fratura ou instabilidade, o médico pedirá raio‑X ou outros exames.
Depois da avaliação inicial, é comum um retorno curto para reavaliação e, se necessário, indicação de fisioterapia. A necessidade de afastamento do trabalho varia: se a tarefa exige ficar em pé ou carga sobre o pé, pode ser recomendado reduzir atividade por alguns dias; se pode trabalhar sentado, muitas vezes não há afastamento. Tudo isso depende do relatório clínico e das exigências da sua função.
Em casa, observe se a dor ou o inchaço pioram, se aparece secreção, vermelhidão intensa ou febre. Procure ajuda imediata se não conseguir apoiar o pé, se notar deformidade visível, perda de sensibilidade ou circulação reduzida no pé. Caso contrário, cuide do local conforme orientado no atendimento e retorne para revisão se não houver melhora no tempo esperado.
O que este código significa?
O CID S90 designa traumatismos superficiais do tornozelo e do pé, principalmente contusões e outras lesões das partes moles sem comprometimento ósseo profundo. Aparece em episódios com dor, edema local, equimose e limitação funcional leve a moderada depois de um choque, torção ou impacto direto. Não inclui ferimentos penetrantes, fraturas, luxações nem lesões de tendões ou ligamentos que exijam codificação específica (p.ex., S91, S92, S93). Este código é usado quando a lesão é predominantemente cutânea e de partes moles e quando exames de imagem não mostram fratura.
Quando este código é usado?
Usa-se CID S90 quando a avaliação clínica indica lesão superficial do tornozelo ou do pé — contusão, hematoma ou abrasão — sem indicação de fratura, ferimento aberto significativo, luxação ou lesão ligamentar isolável. Deve corresponder ao local e à gravidade relatados no atendimento e é adequado para episódios agudos após trauma direto ou entorse sem imagem complementar positiva.
Qual a diferença dos códigos parecidos?
S91 vs S90: S91 (Ferimentos do tornozelo e do pé) aplica-se quando existe incisões, lacerações ou feridas penetrantes que possam necessitar de sutura ou limpeza cirúrgica; S90 é para lesões fechadas ou superficiais sem perda de continuidade da pele significativa. S92 vs S90: S92 (Fratura do pé) exige evidência radiológica ou forte suspeita clínica de fratura; S90 permanece quando radiografia é normal e há apenas edema e dor de partes moles. S93 vs S90: S93 (Luxação, entorse e distensão) é o correto quando há afrouxamento, instabilidade articular ou ruptura ligamentar clara; S90 descreve lesões de partes moles sem sinais de instabilidade articular.
O que é?
S90 é uma categoria da CID-10 destinada a acidentes que causam lesões superficiais no tornozelo e no pé. Inclui contusões, hematomas e pequenas lesões da pele e do tecido subcutâneo resultantes de impacto, compressão ou torção, desde que não haja comprometimento ósseo, laceração significativa ou lesão ligamentar diagnosticada.
Manifestam-se principalmente por dor localizada, inchaço e alteração da coloração da pele (mancha roxa ou equimose). Frequentemente afetam pessoas após quedas, choques esportivos, entorses leves ou pisões; afetam tanto trabalhadores quanto praticantes de atividade física e pedestres.
Quais sintomas aparecem?
Principais sinais são dor localizada no tornozelo ou no pé, edema (inchaço) da região acometida, equimose ou hematoma visível e sensibilidade à palpação. Sintomas que aparecem cedo incluem dor imediata e dificuldade para apoiar o pé; aumento rápido do inchaço e formação de hematoma sugerem lesão mais extensa. Dor crescentemente intensa, incapacidade de caminhar, perda de contorno articular ou dormência indicam agravamento e a necessidade de reavaliação para excluir fratura, luxação ou lesão nervosa.
O que causa?
O mecanismo mais comum no Brasil é entorse por torção do pé durante caminhar, correr ou escorregar, com impacto direto em esportes e acidentes domésticos ou de trânsito. Contusões por objeto contundente, pisões em multidões e quedas também são causas frequentes. A lesão ocorre por compressão de tecidos moles entre estruturas ósseas, ruptura de pequenos vasos subcutâneos (causando hematoma) e inflamação local sem envolvimento ósseo.
Como o médico confirma o diagnóstico?
O diagnóstico baseia-se na história do evento traumático e no exame físico: sensibilidade localizada, edema e equimose com integridade cutânea. A codificação S90 é suportada quando não há sinais de ferimento penetrante, deformidade clara, instabilidade articular ou suspeita de fratura. Radiografia ou outros exames de imagem são usados para excluir fratura; se imagem for negativa e o quadro for compatível com partes moles, mantêm-se S90. Documentação precisa do local, mecanismo e achados do exame físico sustenta o código.
Como costuma ser tratado?
O manejo usual é conservador e ambulatorial, centrado em controle da dor, redução do edema e restauração da função; o esquema depende da extensão da contusão e da capacidade funcional do paciente. Atividades podem ser adaptadas temporariamente; a maioria evolui favoravelmente em dias a semanas. Casos com suspeita de complicação ou sem melhora esperada devem ser reavaliados e poderão necessitar de investigação adicional.
Que tipos de remédio costumam ser usados?
Medicamentos empregados são analgesia e anti-inflamatórios de uso geral para controle sintomático, e ocasionalmente agentes tópicos para alívio local; a escolha e a prescrição dependem de avaliação clínica e contraindicações individuais.
Quando procurar um médico?
Procurar atendimento se houver dor muito intensa, incapacidade de suportar peso, aumento progressivo do inchaço, sinais de infecção (vermelhidão quente, febre, drenagem) ou perda de sensibilidade ou movimento. Também é indicado retorno em falta de melhora no período esperado ou se houver suspeita de que a lesão seja mais profunda do que inicialmente avaliada.
Quantos dias de atestado?
Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento: o período é definido pelo médico que examinou e pelo caso concreto — duas pessoas com o mesmo código podem receber períodos diferentes.
O prazo de pagamento e responsabilidade depende da duração do afastamento: até 15 dias o empregador é quem paga o salário (Lei 8.213/91, art. 60, §3); a partir do 16º dia em diante o INSS assume e passa a exigir perícia; atestados pelo mesmo motivo dentro de 60 dias são somados para esses 15 dias (Decreto 3.048/99, art. 75). Para que os atestados sejam considerados “pelo mesmo motivo”, o perito utiliza o CID informado no documento como referência prática para verificar se se trata da mesma condição.
Para que um atestado seja aceito ele deve identificar o paciente, indicar o período de afastamento, trazer a data, a assinatura e o número do CRM do médico. A inclusão do CID no atestado depende da anuência do paciente: informar o diagnóstico ao empregador não é obrigatório, e sem o código informado a soma dos 60 dias não pode ser verificada pelo INSS ou pelo perito.
O CID S90 refere-se a traumatismos superficiais do tornozelo e do pé — contusões, hematomas e lesões das partes moles sem comprometimento ósseo profundo. Trata‑se tipicamente de um quadro agudo que tende a evoluir para resolução, com acompanhamento ambulatorial e medidas para controle da dor e do edema; não caracteriza por si só uma condição crônica. Em geral, não implica registro de incapacidade prolongada para o trabalho, mas pode limitar temporariamente a função dependendo da intensidade dos sintomas; quando há recidiva ou novos episódios, a regra dos 60 dias ganha importância porque atestados sucessivos com o mesmo CID podem ser cumulados para efeito dos 15 dias pagos pelo empregador.
Que direitos este código envolve?
Direitos trabalhistas e previdenciários dependem do enquadramento do acidente (trabalho, trajeto, doméstico) e da legislação aplicável. Para fins de perícia, apresentação de documentação clínica, exames e registro do evento é essencial; a classificação CID é parte da documentação, mas não determina automaticamente concessões.
Perguntas frequentes sobre S90
O que significa receber o código CID S90 no meu prontuário?
Significa que a avaliação clínica indicou uma lesão superficial no tornozelo ou pé, como contusão ou hematoma, sem evidência de fratura ou ferimento aberto grave.
Vou precisar de raio‑X com esse diagnóstico?
O médico pode solicitar radiografia para excluir fratura; a necessidade depende do mecanismo do trauma e dos sinais clínicos como incapacidade de apoiar o pé.
Esse quadro costuma justificar afastamento do trabalho?
Depende da função e da limitação funcional documentada; trabalhos em pé ou que exigem esforço podem justificar afastamento temporário, registrado em atestado médico.
Pode evoluir para algo mais sério?
Sim, se houver aumento da dor, inchaço progressivo, perda de função ou sinais de infecção, a reavaliação é necessária para excluir complicações como fratura, lesão ligamentar ou infecção.
CID S90 é contagioso para colegas de casa ou trabalho?
Não; é uma lesão traumática localizada, não uma doença contagiosa.
Leve estas perguntas
O que perguntar ao seu médico (5)
- Qual é a extensão exata da área de equimose e sensibilidade e corresponde ao relato do mecanismo?
- Há capacidade de suportar peso e marcha de apoio?
- Radiografia simples é necessária para excluir fratura dado o padrão de dor e deformidade?
- Existe suspeita clínica de lesão ligamentar ou instabilidade articular que justificaria S93 em vez de S90?
- Há sinais de comprometimento neurovascular local que elevem o nível de gravidade?
O que perguntar ao seu advogado (3)
- O evento foi registrado como acidente de trabalho ou trajeto, e isso foi documentado no prontuário?
- Qual documentação clínica e exames sustentam a duração do afastamento solicitada na perícia?
- A apresentação inicial e o laudo descrevem sequela funcional que justifique indenização ou estabilidade provisória?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
- O procedimento de imagem solicitado para excluir fratura está coberto sem autorização prévia no contrato vigente?
- A autorização para fisioterapia por contusão do pé requer preenchimento de guia com CID S90 ou outro código complementar?
- O plano costuma pedir auditoria quando o atestado indica afastamento por traumatismo superficial do pé?
Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.
Códigos relacionados
Fontes e como esta página foi feita
- DATASUS — CID-10, bloco S90-S99
- OMS — ICD-10, versão 2019 (S90)
- Lei 8.213/1991, art. 60 — afastamento e auxílio por incapacidade
- Decreto 3.048/1999, art. 75 — soma de atestados em 60 dias
- Anvisa — Bulário Eletrônico
O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.