S92.3 — Fratura de ossos do metatarso
- fratura metatársica
- fratura de osso metatársico
- fratura de metatarso isolado
O CID S92.3 designa a fratura de um ou mais ossos do metatarso, parte do meio do pé entre o tarso e os dedos. Aparece após trauma direto (queda, impacto) ou por sobrecarga repetitiva, e costuma causar dor localizada, inchaço e dificuldade para apoiar o pé. Este código refere-se especificamente às fraturas dos metatarsos, não incluindo fraturas do hálux (S92.4), de outros artelhos (S92.5) nem lesões do tornozelo ou tarso. A confirmação depende de imagem que mostre interrupção na continuidade óssea; entorses, contusões e fraturas por estresse sem ruptura visível têm codificação distinta. Dados clínicos e descrição radiológica sustentam a escolha deste código na guia e no laudo.
Em palavras simples
Receber o código CID S92.3 significa que houve uma fratura em um ou mais ossos chamados metatarsos, que ficam no meio do pé entre o tornozelo e os dedos. Em palavras simples: um ou mais ossinhos do meio do seu pé foram quebrados. Isso pode ocorrer por uma queda, um impacto direto no pé ou por sobrecarga repetida, como em corrida intensa.
Você provavelmente está sentindo dor concentrada na região afetada, inchaço, sensibilidade ao toque e dificuldade ou dor para apoiar o pé ao caminhar. Pode haver hematoma (mancha roxa) e, em fraturas mais graves, deformidade visível. Nos primeiros dias a dor costuma ser mais intensa, principalmente ao tentar colocar peso sobre o pé.
Na maioria dos casos a fratura não é contagiosa nem ‘‘pega’’ em outras pessoas; a gravidade varia: muitas fraturas de metatarso são tratadas sem cirurgia e melhoram com imobilização e repouso, mas algumas fraturas deslocadas ou que envolvem a articulação podem precisar de procedimento para alinhar os ossos. O tempo de recuperação depende do tipo de fratura, idade e presença de outras doenças, sendo necessário acompanhamento até a consolidação óssea.
O passo seguinte costuma ser uma avaliação médica com exames de imagem, geralmente radiografias, que confirmam a fratura e mostram seu padrão. Pode haver necessidade de tomografia se a fratura for complexa. Em consulta você receberá orientações sobre imobilização, limitação de carga (andar) e retorno para nova avaliação. Algumas pessoas recebem atestado médico para reduzir ou suspender atividades laborais temporariamente.
Em casa, observe dor que piore muito, aumento do inchaço, sensação de formigamento, palidez ou frio no pé — sinais que indicam necessidade de atendimento urgente. Também procure reavaliação se a dor não reduzir com medidas básicas ou se notar alteração na posição dos dedos. Mantê-lo em repouso, evitar apoiar o pé conforme orientado e comparecer às consultas de seguimento ajuda a prevenir má consolidação. Em caso de dúvidas sobre retorno ao trabalho ou materiais de suporte, converse com o médico e com o serviço responsável pelo seu atendimento.
Quando usar este código
Usa-se este código quando há evidência clínica e radiológica de fratura em um ou mais metatarsos do pé. Deve aparecer quando o laudo ou registro médico descreve linha de fratura, deslocamento, ou fragmentação desses ossos após evento traumático ou diagnóstico por imagem.
Não confunda com
S92.4 (Fratura do hálux) — Diferencia-se porque S92.4 é exclusiva do primeiro metatarso/primeiro dedo (hálux) enquanto S92.3 inclui os outros metatarsos; o critério radiológico e anatomicamente localizado ao hálux orienta a escolha.
S92.5 (Fratura de outro artelho) — S92.5 refere-se a fraturas das falanges dos dedos do pé; se a linha de fratura estiver no metatarso, usar S92.3; se estiver na falange proximal, média ou distal de um artelho, usar S92.5.
S92.8/S92.9 (outras/inspecíficas do pé) — Essas categorias são para fraturas não especificadas ou múltiplas sem localização clara; quando o laudo descreve explicitamente metatarsos, S92.3 é o correto.
O que é
Fratura de ossos do metatarso é a quebra parcial ou completa de um dos cinco ossos longos do segmento médio do pé, resultado de trauma direto, entorse com carga ou microtrauma por sobrecarga. A lesão pode ser simples, com fissura ou fratura não deslocada, ou complexa, com múltiplos fragmentos e desalinhamento.
Manifesta-se tipicamente com dor focal intensa, edema local, hematoma e limitação para colocar peso sobre o pé. Adultos jovens após acidentes e atletas com movimentos repetitivos são grupos frequentes; idosos com osteopenia têm risco maior de fraturas por queda.
Sintomas
Principais: dor localizada sobre o dorso ou planta do pé, inchaço e sensibilidade à palpação sobre o metatarso afetado. Sinais precoces incluem incapacidade de apoiar o peso e dor que aumenta com mobilização. Sintomas que indicam agravamento são deformidade visível, perda progressiva da capacidade de caminhar, dor intensa não controlada com repouso e presença de parestesias ou alteração vascular na região distal.
Causas
Os mecanismos incluem trauma direto (queda de objeto, pancada), entorse associado a carga com torção do pé e fraturas por stress por sobrecarga repetitiva em corrida ou salto. No Brasil, as causas mais frequentes em atendimento agudo são quedas e acidentes esportivos; em pacientes idosos, quedas de pouca altura sobre pés osteoporóticos também são comuns. Condições prévias como osteopenia, deformidades do pé e calçados inadequados aumentam o risco de lesão por carga repetida.
Como é diagnosticado
O diagnóstico que sustenta CID S92.3 baseia-se em correlação entre história de trauma ou queixa de dor focal e exame físico com sensibilidade no metatarso, confirmado por imagem que mostre interrupção cortical, linha de fratura, deslocamento ou fragmentação do metatarso afetado. Radiografia simples do pé em incidências adequadas costuma ser o exame inicial; tomografia pode ser necessária para caracterizar fraturas complexas ou múltiplas. O laudo deve especificar qual metatarso e se há deslocamento para justificar S92.3.
Como costuma ser tratado
O manejo varia conforme gravidade: fraturas não deslocadas frequentemente têm tratamento conservador com imobilização e restrição de carga; fraturas deslocadas, articulares ou múltiplas podem requerer redução e fixação cirúrgica. O esquema de acompanhamento inclui controle da dor, avaliação radiológica seriada e reavaliação clínica até consolidação. Reabilitação e retorno gradual às atividades fazem parte do plano quando indicado.
Classes de medicamentos
Classes usadas para controle sintomático incluem analgésicos e anti-inflamatórios para alívio da dor e do processo inflamatório agudo; em casos específicos, medicações para osteoporose podem ser consideradas em contexto crônico e após avaliação especializada. Antibióticos não são rotineiros a menos que haja ferida aberta ou infecção associada.
Quando procurar ajuda
Procurar atendimento médico imediato se houver deformidade visível, incapacidade de apoiar o pé, dor muito intensa, sangramento, sinais de comprometimento circulatório ou neurológico no pé (palidez, formigamento, perda de sensibilidade). Para dor moderada com inchaço, buscar avaliação para imagem e orientação; acompanhamento é importante para evitar consolidação em posição inadequada.
Uso em atestado
Atestados e relatórios devem descrever claramente o(s) metatarso(s) afetado(s), evidência de fratura por exame de imagem, presença ou ausência de deslocamento e limitações funcionais observadas. Períodos de afastamento devem ser justificados com base na natureza da fratura e na capacidade de suporte de carga, sem afirmar decisões administrativas sobre benefícios.
Direitos e benefícios
Direitos trabalhistas e previdenciários dependem de perícia e da legislação aplicável; o laudo clínico e o CID informam a análise pericial, mas concessão de afastamento, auxílio ou indenização depende de avaliação formal. Em casos de acidente de trabalho é necessária comunicação específica e documentação detalhada.
Perguntas frequentes sobre S92.3
O que exatamente significa ter CID S92.3 no meu atestado?
Indica que foi registrada uma fratura em um ou mais metatarsos do pé; o atestado deve vir acompanhado do laudo ou imagem que descreve a lesão.
Vou ficar incapacitado para trabalhar por quanto tempo?
A duração depende do tipo de fratura e do trabalho exercido; o médico deve justificar no atestado as limitações e o período estimado para reavaliação.
Preciso me preocupar com contaminação ou risco de infecção?
Fraturas fechadas não são contagiosas; infecção é risco em fraturas expostas ou com ferida, situação que requer avaliação imediata.
Em que exames vou passar depois do diagnóstico inicial?
Normalmente radiografia de controle e, se necessário, tomografia para caracterizar melhor a fratura; a evolução clínica também orienta novos exames.
Qual a diferença entre S92.3 e S92.4 no meu laudo?
S92.3 refere-se aos metatarsos (exceto o hálux); S92.4 é específico do hálux (dedão). A localização anatômica no laudo dita o código.
Leve estas perguntas
O que perguntar ao seu médico (6)
- Qual metatarso(s) está(ão) fraturado(s) e há deslocamento mensurável no laudo radiológico?
- Há fratura intra-articular, com risco de comprometer a articulação metatarsofalângica?
- Existe fratura por estresse sem linha evidente em radiografia que justifique ressonância?
- Há comprometimento neurovascular distal ou risco de síndrome compartimental que altere conduta?
- Qual a expectativa de consolidação radiográfica e em que momento reavaliar carga do membro?
- Há lesões associadas no tarso ou dedos que modificam o manejo cirúrgico ou conservador?
O que perguntar ao seu advogado (4)
- Houve comunicação formal como acidente de trabalho e a documentação associa o evento à atividade laboral?
- Que elementos do laudo sustentam necessidade de afastamento e por quanto tempo estimado para fins de perícia?
- Existem registros de tratamento ou reabilitação que demonstrem sequela funcional para avaliação de indenização?
- Quais provas técnicas (imagens, laudos, prontuário) são essenciais para perícia que avalie incapacidade?
O que perguntar ao seu plano de saúde (4)
- A operadora exige laudo radiológico detalhado especificando metatarso afetado para autorizar procedimentos ou cirurgia?
- Quais documentos clínicos comprovam urgência em caso de fratura deslocada para pedido de liberação imediata?
- Há cobertura contratual para órteses, cirurgia ou reabilitação associada a fratura de metatarso, conforme tabela do plano?
- Qual é o procedimento de autorização para exames avançados (tomografia/ressonância) quando radiografia inicial é inconclusiva?
Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.