S92 — Fratura do pé (exceto do tornozelo)
- fratura metatarsal
- fratura do hálux
- fratura de falange do pé
Em palavras simples
Receber um diagnóstico com o código CID S92 significa que houve uma fratura em algum osso do seu pé, excluindo o tornozelo. Em palavras simples: um ou mais ossos do pé sofreram uma fissura ou ruptura devido a um impacto, torção ou esforço repetido. O relatório pode especificar exatamente qual osso foi afetado, como os metatarsos ou o hálux (dedão).
Você provavelmente sente dor aguda e localizada, inchaço e dificuldade ou impossibilidade de apoiar o peso sobre o pé. É comum aparecerem hematoma (mancha roxa) e, em alguns casos, uma mudança na aparência do pé se o osso estiver deslocado. A dor costuma ser pior nos primeiros dias e ao tentar caminhar.
Na maior parte das situações, a fratura do pé não é contagiosa nem “pega” de outra pessoa. A gravidade varia: algumas fraturas são simples e evoluem bem com imobilização e descanso; outras podem ser mais complexas, envolvendo articulação ou deslocamento, o que pode exigir procedimento ortopédico. O tempo de recuperação depende do tipo de fratura e do tratamento, e pode variar de semanas a meses.
Normalmente o próximo passo é confirmar o diagnóstico com imagem (radiografia) e começar a proteger o pé, com orientação médica sobre imobilização e restrição de carga. Haverá retornos para avaliação da consolidação e, se necessário, encaminhamento a especialista em cirurgia do pé/tornozelo. A necessidade de afastamento do trabalho depende da função que você exerce e da recomendação do médico que acompanha o caso.
Em casa, observe controle da dor com as medidas indicadas pelo profissional, elevação do membro para reduzir o inchaço e evite apoiar o pé até receber orientação. Procure ajuda imediatamente se aparecer dor muito intensa que não melhora, aumento rápido do inchaço, sinais de infecção na pele (vermelhidão, calor, pus), perda de sensibilidade ou circulação no pé, ou se a pele foi perfurada pelo osso.
Se tiver dúvidas sobre o laudo, duração do afastamento ou retorno às atividades, leve seus exames e relatórios às consultas de seguimento para esclarecimento. Documentos e imagens são fundamentais para perícias e para discutir adaptações no trabalho enquanto o pé estiver em recuperação.
O que este código significa?
O CID S92 designa fratura do pé, excluindo lesões do tornozelo. Aplica-se a fraturas dos metatarsos, do hálux e das falanges do pé, conforme subdivisões. Não inclui lesões do tornozelo (capítulo S90–S99) nem traumatismos superficiais, ferimentos abertos isolados ou entorses. É usado quando há ruptura óssea comprovada ou fortemente suspeita por sinais clínicos e imagem.
O código orienta registros de morbidade, perícias e autorizações quando o diagnóstico principal é fratura do pé. A presença de infecção, lesão vascular ou comprometimento do tornozelo pode exigir códigos adicionais ou diferentes.
Quando este código é usado?
Usado quando há diagnóstico de fratura em qualquer osso do pé, exceto tornozelo, confirmado por radiografia ou outro exame de imagem, ou quando a história clínica e o exame físico indicam fratura de forma inequívoca. Não se aplica a lesões sem ruptura óssea demonstrada, nem a fraturas isoladas do tornozelo.
Qual a diferença dos códigos parecidos?
S92.3 (Fratura de ossos do metatarso) — Critério de separação: S92 é a categoria geral; S92.3 é usada quando o relatório ou imagem especifica metatarso(s) fraturado(s). Use S92.3 para codificar especificamente metatarsos.
S92.4 (Fratura do hálux) — Critério de separação: se o osso afetado for o primeiro dedo (hálux), escolher S92.4 em vez da categoria genérica S92. A localização precisa muda a subdivisão.
S93 (Luxação, entorse e distensão das articulações e dos ligamentos ao redor do tornozelo e do pé) — Critério de separação: presença de ruptura óssea nas imagens define S92; ausência de fratura com lesão ligamentar isolada indica S93.
O que é?
Fratura do pé é a ruptura parcial ou total de um osso do pé, incluindo metatarsos, falanges e o primeiro dedo (hálux), causada por trauma direto, queda ou esforço repetitivo. Manifesta-se por dor localizada, inchaço, incapacidade de apoiar o pé e, por vezes, deformidade visível.
O quadro ocorre em todas as idades, mas padrões variam: fraturas por queda ou impacto são comuns em adultos, enquanto fraturas por estresse aparecem em corredores e militares. A definição para este código exige que a lesão seja do pé e não do tornozelo.
Quais sintomas aparecem?
Dor intensa localizada no momento do trauma, agravada ao tentar apoiar ou mover o pé; inchaço e equimose ao redor do local; incapacidade parcial ou total de suportar peso. Sintomas que aparecem cedo incluem dor aguda e limitação funcional; sinais de agravamento são dor progressiva apesar de imobilização, aumento do edema, sinais de perfuração da pele ou perda de sensibilidade distal.
O que causa?
Mecanismos incluem trauma direto (queda de objeto sobre o pé, pisão, impacto em acidentes), torção violenta do antepé e fraturas por estresse por microtrauma repetitivo, comum em atletas e profissionais em pé por longos períodos. No Brasil, fraturas por quedas e impactos durante atividades domésticas, esportivas e acidentes de trânsito são as mais observadas na prática clínica.
Como o médico confirma o diagnóstico?
O diagnóstico é sustentado por relato de trauma compatível, exame físico focalizando dor localizada, edema, deformidade e incapacidade de marcha, e confirmado por imagem, tipicamente radiografia simples do pé nas incidências adequadas. Quando radiografia é inconclusiva e a suspeita clínica persiste, tomografia computadorizada ou ressonância magnética complementam a avaliação, especialmente para fraturas complexas ou por estresse.
Como costuma ser tratado?
O tratamento depende do tipo e da localização da fratura: envolve imobilização, proteção do apoio, controle da dor e seguimento radiológico para avaliar consolidação. Fraturas estáveis muitas vezes são tratadas de forma conservadora em ambulatório com imobilização; fraturas deslocadas, com comprometimento articular ou instabilidade podem exigir redução ou intervenção ortopédica.
Que tipos de remédio costumam ser usados?
Classes de medicamentos usadas no manejo incluem analgésicos comuns e anti-inflamatórios para controle da dor e edema; quando indicado, medicação para controlar risco tromboembólico em pacientes com imobilização prolongada pode ser considerada por equipe médica. Antibióticos são reservados para fraturas expostas ou associadas a infecção.
Quando procurar um médico?
Procurar atendimento imediato em caso de dor muito intensa, deformidade visível, ferida penetrante sobre o local da fratura, perda de sensibilidade ou perfusão do pé, ou se houver aumento rápido do inchaço e da dor apesar de medidas iniciais. Para suspeita de fratura sem sinais agudos, buscar avaliação médica para confirmação e início do tratamento.
Quantos dias de atestado?
Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento: o período é definido pelo médico que avaliou o caso concreto. Duas pessoas com o mesmo código podem receber períodos diferentes, porque a necessidade de afastamento depende da gravidade da lesão, da função exigida pelo trabalho e da evolução clínica.
O pagamento e a condução do afastamento seguem regras legais: até 15 dias quem paga o salário é o empregador (Lei 8.213/91, art. 60, §3º); a partir do 16º dia o INSS assume e passa a exigir perícia; e atestados pelo mesmo motivo emitidos dentro de 60 dias são somados para efeito desses 15 dias (Decreto 3.048/99, art. 75). É importante saber que, para a soma dos prazos de 15 dias, o perito usa o CID do atestado para verificar se se trata da mesma causa — é por isso que o código no documento tem papel prático na aplicação dessa regra.
Para que um atestado seja aceito, ele precisa identificar o paciente, especificar o período de afastamento, trazer a data, a assinatura e o CRM do médico. A inclusão do CID só deve ocorrer com anuência do paciente; não há obrigação legal de informar o diagnóstico ao empregador. Sem o código no documento, entretanto, não há como comprovar administrativamente a repetição da mesma causa para fins de contagem dos 60 dias.
Especificamente para S92 — fratura do pé (exceto do tornozelo) — trata‑se tipicamente de um quadro agudo decorrente de trauma que pode exigir imobilização e restrição do apoio e, por vezes, intervenção ortopédica. Esse diagnóstico costuma implicar incapacidade funcional temporária enquanto vigora o quadro agudo e exige acompanhamento e registro apropriados; em alguns contextos o código aparece mais como registro de um episódio fechado do que como condição crônica. Quando o paciente apresenta novos atestados relacionados a fraturas ou sequelas do pé num intervalo curto, a regra dos 60 dias ganha importância porque é o CID que permite ao perito avaliar se os afastamentos recentes decorrem da mesma causa registrada anteriormente.
Que direitos este código envolve?
Direitos trabalhistas e previdenciários dependem da legislação e do tipo de vínculo; em casos de acidente de trabalho pode haver cobertura diferenciada. Para perícia e benefícios, documentação clínica e exames que comprovem a fratura são essenciais; orientações específicas devem ser buscadas com advogado ou órgão competente.
Perguntas frequentes sobre S92
O que exatamente significa ter o código CID S92 no meu laudo?
Indica que houve fratura em um osso do pé, excluindo o tornozelo; o laudo geralmente detalha qual osso e o exame que confirmou a lesão.
Quanto tempo leva para uma fratura do pé consolidar?
O tempo varia conforme o tipo e a localização da fratura; o médico acompanha com exames de imagem para avaliar a consolidação e orientar retorno às atividades.
Preciso de cirurgia se meu CID for S92?
Nem sempre; muitas fraturas estáveis são tratadas com imobilização, enquanto fraturas deslocadas ou articulares podem necessitar de redução ou intervenção cirúrgica, conforme avaliação especializada.
Posso trabalhar enquanto tiver CID S92 no meu atestado?
Isso depende do grau da fratura e das exigências do trabalho. O atestado deve especificar restrições de carga e duração prevista do afastamento, com base na avaliação clínica.
O CID S92 indica fratura exposta ou risco de infecção?
O código por si só não especifica exposição ou infecção; fraturas expostas ou infectadas devem constar como informação adicional no laudo e podem requerer códigos complementares.
Leve estas perguntas
O que perguntar ao seu médico (5)
- Qual os ossos específicos envolvidos e isso altera a subdivisão do código?
- A radiografia inicial deixou dúvida sobre deslocamento: quando encaminhar para TC ou RM?
- Há envolvimento articular ou desvio que exige redução ou cirurgia?
- Existe lesão neurovascular associada que mude a conduta e o código?
- Qual a previsão de consolidação radiológica e quando revisar o código para sequelas?
O que perguntar ao seu advogado (3)
- Este episódio foi caracterizado como acidente de trabalho?
- Qual a duração provável de incapacidade laboral e como isso deve constar no laudo pericial?
- Há necessidade de perícia para caracterização de sequela permanente ou aposentadoria por invalidez?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
- O procedimento de imobilização ou intervenção cirúrgica necessita de autorização prévia com CID S92?
- Quais documentos e imagens a operadora solicita para análise de cobertura do procedimento traumato-ortopédico?
- Existe carência ou restrições para procedimentos decorrentes de trauma recente segundo contrato?
Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.
Códigos relacionados
Fontes e como esta página foi feita
- DATASUS — CID-10, bloco S90-S99
- OMS — ICD-10, versão 2019 (S92)
- Lei 8.213/1991, art. 60 — afastamento e auxílio por incapacidade
- Decreto 3.048/1999, art. 75 — soma de atestados em 60 dias
- Anvisa — Bulário Eletrônico
O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.