V22 — Motociclista traumatizado em colisão com um veículo a motor de duas ou três rodas

O que este código significa?

O CID V22 designa o evento de um motociclista que sofreu trauma em consequência de colisão com um veículo a motor de duas ou três rodas. Refere-se ao mecanismo do acidente, não a uma lesão anatômica específica nem a uma doença. Aparece em registros quando o motivo do atendimento, perícia ou faturamento é a colisão com outro veículo motorizado de duas ou três rodas. Não inclui colisão com automóvel (carro) nem colisão com pedestre ou animal, que têm códigos distintos. Também não descreve a gravidade clínica: lesões leves, graves ou fatais devem ser registradas junto com códigos de lesão apropriados conforme necessário.


Quando este código é usado?

Use V22 quando o fator principal que se documenta for que um motociclista foi traumatizado em colisão com um veículo a motor de duas ou três rodas, por exemplo outro motociclo, motoneta ou veículo similar. O código explica a circunstância do acidente — útil para estatística, perícia, vigilância e faturamento — e costuma acompanhar códigos que descrevem fraturas, lesões internas, traumatismo cranioencefálico ou lesões de pele.

O código se aplica tanto a atendimentos ambulatoriais quanto a atendimentos hospitalares e registros legais, desde que a colisão com veículo de duas ou três rodas seja o evento etiológico identificado. Não se usa quando o contato foi com carro, pedestre, animal ou quando o episódio for queda sem colisão; nesses casos, outros códigos do capítulo V ou do capítulo W são mais adequados.

Qual a diferença dos códigos parecidos?

V23 — Motociclista traumatizado em colisão com um automóvel [carro]: distinção pelo tipo de outro veículo; V22 exige que o outro veículo seja de duas ou três rodas, V23 aplica-se quando o outro veículo é um automóvel ou veículo de quatro rodas.

V20 — Motociclista traumatizado em colisão com um pedestre ou um animal: separa-se pelo objeto de impacto; V20 refere-se a colisão contra pedestre ou animal, V22 é colisão entre veículos motorizados de duas ou três rodas.

V28 — Motociclista traumatizado em um acidente de transporte sem colisão: diferenciação pelo mecanismo; V28 descreve acidentes sem colisão (por exemplo, perda de controle, capotamento sem contato com outro veículo), V22 exige colisão com outro veículo de duas ou três rodas.

Quantos dias de atestado?

Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento; o período é definido pelo médico que examinou e pelo caso concreto, de modo que duas pessoas com o mesmo código podem receber afastamentos diferentes.

Até 15 dias de afastamento o empregador é responsável pelo pagamento do salário; a partir do 16º dia o INSS assume e passa a exigir perícia. A somatória de atestados pelo mesmo motivo dentro de 60 dias é considerada para contar esses primeiros 15 dias; o perito do INSS usa o CID indicado no atestado para verificar se os episódios são pela mesma razão clínica.

Para que um atestado seja aceito, ele precisa identificar o paciente, especificar o período de afastamento, conter a data, assinatura e CRM do médico. O CID só pode ser anotado com anuência do paciente; informar o diagnóstico ao empregador não é obrigatório, mas sem o código a soma dos 60 dias não pode ser verificada pelo perito.

Este código registra um evento agudo: colisão entre motocicletas ou veículos de duas/três rodas. Frequentemente representa um quadro agudo relacionado ao trauma do acidente e tende a ser acompanhado de registros das lesões específicas. O V22 pode implicar incapacidade temporária para o trabalho se as lesões associadas o justificarem, razão pela qual a soma dos atestados dentro de 60 dias é relevante quando o episódio se repete ou quando há tratamentos e afastamentos sucessivos.

Perguntas frequentes sobre V22

O que significa ter o CID V22 no meu atestado?

Significa que o registro descreve que você, como motociclista, sofreu trauma por colisão com um veículo de duas ou três rodas; não especifica qual lesão você teve, apenas a circunstância do acidente.

O atestado com CID V22 pode ser usado para justificar afastamento no trabalho?

O atestado pode justificar afastamento, mas o período é definido pelo médico que avaliou seu caso. Para fins de remuneração e perícia, regras administrativas sobre os primeiros 15 dias e o início da cobertura pelo INSS a partir do 16º dia podem se aplicar.

O que acontece se eu não quiser que o CID seja informado ao empregador?

O CID só pode ser anotado com sua anuência; você não é obrigado a informar o diagnóstico ao empregador. Sem o CID, porém, a verificação da soma de atestados pelo mesmo motivo dentro de 60 dias fica prejudicada para fins de perícia.

O CID V22 é o mesmo que fratura ou hematoma?

Não. V22 indica o mecanismo — colisão com outro veículo de duas ou três rodas. Lesões específicas como fraturas ou hematomas devem ser registradas com códigos adicionais que descrevam a natureza e a localização da lesão.

Preciso de exames para que conste V22 no meu prontuário?

O código V22 baseia-se no relato e na documentação do evento (história do acidente, boletim de ocorrência, prontuário). Exames confirmam e detalham as lesões associadas, mas não são obrigatórios apenas para registrar o mecanismo do acidente.

O V22 pode aparecer em perícia judicial e em laudos de seguradora?

Sim; é um código que informa o mecanismo do trauma e costuma constar em laudos médico-legais, relatórios de sinistro e documentação para processos judiciais e de seguridade, juntamente com os códigos das lesões específicas.

Leve estas perguntas

O que perguntar ao seu advogado (3)
  • Houve culpa de terceiro na colisão e isso pode fundamentar pedido de indenização?
  • Existem elementos no prontuário que comprovem nexo entre a colisão e a incapacidade laborativa?
  • O registro de V22 e documentos do acidente são suficientes como prova em ação trabalhista ou cível?

Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.

Fontes e como esta página foi feita

O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.

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