V23 — Motociclista traumatizado em colisão com um automóvel [carro], “pick up” ou caminhonete

  • trauma de motociclista por colisão com carro
  • acidente moto x automóvel
  • colisão moto e caminhonete

O que este código significa?

O CID V23 designa o evento em que um motociclista sofre trauma resultante de colisão com um automóvel, “pick up” ou caminhonete. Refere-se ao mecanismo do acidente — impacto entre veículo de duas rodas e veículo automotor de maior porte — sem especificar lesões anatômicas específicas. Inclui desde escoriações e contusões até fraturas ou traumatismo cranioencefálico, quando estes decorrem dessa colisão. Não inclui colisões com pedestres, animais ou veículos a motor de duas rodas (ver V20, V22). O código é usado para classificação estatística, registros clínicos e documentos como atestados, mas não descreve por si só a gravidade clínica ou o tratamento detalhado.


Quando este código é usado?

Usa-se este código quando a história clínica, prontuário ou relato do paciente registra que o traumatismo ocorreu por colisão direta entre uma motocicleta e um automóvel, pick up ou caminhonete. O registro deve indicar o mecanismo do acidente: contato entre motocicleta e veículo automotor de quatro rodas citado na denominação. Não se emprega para quedas sem colisão, colisões com outros tipos de veículo a motor de duas rodas, ou para ferimentos ocorridos em veículos de carga pesada que não sejam os mencionados.

Qual a diferença dos códigos parecidos?

V20 — Motociclista traumatizado em colisão com um pedestre ou um animal: separa-se pelo agente impactante; V20 refere-se a choque contra pessoa ou animal, enquanto V23 requer colisão com automóvel, pick up ou caminhonete. V22 — Motociclista traumatizado em colisão com um veículo a motor de duas rodas: critério de distinção é o tipo do outro veículo; V22 cobre choques entre motos ou com ciclomotores, V23 exige veículo de quatro rodas. V28 — Motociclista traumatizado em um acidente de transporte sem colisão: V28 aplica‑se quando não houve impacto com outro veículo ou objeto (queda, perda de controle), diferindo do impacto direto com automóvel do V23.

Quantos dias de atestado?

Nenhum código CID estabelece um período fixo de afastamento; a duração do atestado é definida pelo médico que avaliou o caso e pelo quadro concreto — duas pessoas com o mesmo código podem receber períodos diferentes. Até 15 dias de afastamento quem paga o salário é o empregador; a partir do 16º dia o INSS passa a assumir e exige perícia, e atestados pelo mesmo motivo emitidos dentro de 60 dias se somam para fins dessa contagem. Para essa soma o perito considera o CID do atestado como referência para verificar se os períodos são relativos à mesma causa.

Para que um atestado seja aceito pelo empregador ou pela perícia, precisa trazer identificação do paciente, o período de afastamento indicado, a data da emissão, assinatura e o CRM do médico. O CID só deve constar do atestado com anuência do paciente; sem o código informado não é possível somar automaticamente atestados para o limite de 15 dias aplicável ao empregador, porque a perícia usa o CID registrado para verificar continuidade do mesmo motivo.

O CID V23 registra o mecanismo — colisão de motociclista com automóvel, pick up ou caminhonete — e, como tal, costuma corresponder a eventos agudos decorrentes de um acidente identificado. Quando o atestado refere V23, normalmente documenta um episódio traumático pontual que motivou avaliação e possível afastamento, e o perito avalia a coerência temporal entre atestados com esse CID para decidir sobre continuidade do benefício pago pelo INSS a partir do 16º dia.

Este código tende a representar um quadro predominantemente agudo vinculado a um acidente específico, frequentemente resolvendo com tratamento e reabilitação sem necessidade de registro crônico, embora sequelas possam ocorrer. Portanto, V23 costuma envolver afastamento temporário relacionado ao episódio agudo e o fato de atestados sucessivos com o mesmo CID dentro de 60 dias serem somados é importante quando o paciente recebe várias emissões por complicações ou tratamento sequencial decorrente do mesmo acidente.

Perguntas frequentes sobre V23

O que significa aparecer o CID V23 no meu atestado?

Significa que o atestado registra que o traumatismo ocorreu em colisão entre sua motocicleta e um automóvel, pick up ou caminhonete; o código descreve o mecanismo do acidente, não a gravidade específica.

O CID V23 garante afastamento do trabalho por determinado período?

Nenhum CID fixa duração de afastamento; o período é definido pelo médico que avaliou seu caso. Questões sobre pagamento dependem do tempo total de afastamento e de perícia quando ultrapassa os prazos legais.

Posso exigir que o médico coloque o CID V23 no atestado?

O CID só entra com sua anuência; informar o CID facilita a soma de atestados pelo mesmo motivo para fins de benefício, mas sua inclusão é uma decisão do paciente em conjunto com o profissional.

Como diferencio V23 de V22 no meu prontuário?

V23 identifica colisão com automóvel, pick up ou caminhonete; V22 refere‑se a colisão entre veículos a motor de duas rodas. O tipo do outro veículo no relato é o critério que separa os códigos.

Devo levar boletim de ocorrência para comprovar o acidente?

Boletim de ocorrência e testemunhas ajudam a documentar o evento e fortalecem a correlação entre lesões e o mecanismo descrito, sendo úteis em demandas trabalhistas ou seguradoras.

Leve estas perguntas

O que perguntar ao seu advogado (2)
  • O acidente foi registrado em boletim de ocorrência e como isso afeta a comprovação de responsabilidade civil?
  • Quais provas documentais (laudos, prontuário, imagens) fortalecem reclamação por danos em colisão envolvendo veículo automotor?

Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.

Fontes e como esta página foi feita

O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.

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